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A esquerda estatista não se importa com os negros
O artigo a seguir foi traduzido para o português a partir do original em inglês, escrito por Kelly Vee.

Na quarta-feira, dia 17 de junho, um atirador assassinou nove membros da Igreja Emanuel Metodista Episcopal Africana, uma igreja historicamente negra em Charleston na Carolina do Sul. Após sentar na igreja por uma hora, o atirador fez comentários racistas antes de abrir fogo. Após esse crime claramente direcionado às pessoas negras por conta de sua raça, o presidente Barack Obama comentou, afirmando que “pessoas inocentes foram mortas em parte porque alguém que queria lhes machucar não teve qualquer problema para adquirir uma arma”. Obama (previsivelmente) lançou mão da mesma retórica monótona que ganha espaço toda vez que um atirador causa um massacre nos Estados Unidos — armas matam pessoas inocentes e o controle de armas irá salvá-las.

A comunidade negra em Charleston, na Carolina do Sul, teve um péssimo ano. Ocorreu uma tragédia no começo do ano, quando a polícia atirou em um homem negro desarmado, Walter Scott, oito vezes nas costas, matando-o. O incidente foi gravado em vídeo e, em um acontecimento incomum, o policial foi indiciado pelo assassinato Scott. Os policiais matam desproporcionalmente mais cidadãos negros — uma realidade que tem sido foco da mídia desde a morte de Michael Brown em Ferguson, Missouri. Os comentários recentes de Obama pedindo por maiores restrições à aquisição de armas são irônicos e quase risíveis em uma comunidade que é constante vítima do monopólio violento que o estado tem sobre nossas armas. As armas matam negros o tempo inteiro — nas mãos da polícia. A esquerda estatista a que eu me refiro são as pessoas que reconhecem o racismo sistemático e onipresente nas instituições policiais, mas que continuam a buscar reformas que tiram poder das comunidades negras e o colocam nas mãos da polícia.

A proibição de qualquer bem de consumo cria mercados negros. Isso é verdadeiro na guerra às drogas americana e será verdadeiro com a proibição das armas. Produtos ilegais estão sempre disponíveis àqueles que os desejam e não se importam em cometer crimes. Não só o controle de armas é ineficiente na prevenção de crimes violentos, mas ele também tira a capacidade dos cidadãos de se protegerem daqueles que têm armas — criminosos violentos e a polícia.

Ronald Reagan, celebrado como um herói pela Associação Nacional do Rifle, passou a Lei Mulford em 1967 proibindo o porte de armas carregadas com a intenção de desarmar as comunidades negras da Califórnia. Os Panteras Negras marcharam até o capitólio do estado em protesto. Reagan sabia o que a esquerda de hoje esquece: a melhor forma de oprimir as comunidades negras é deixá-las à mercê da violência estatal. O presidente Obama continua a aumentar os requisitos para a aquisição de armas, usando ordens executivas quando o Congresso não coopera. Com o massacre de quarta-feira, Hillary Clinton pediu por regulamentos mais rígidos para as armas também. Os esquerdistas parecem esquecer as origens conservadoras e racistas do controle de armas e ignoram seus próprios argumentos sobre a natureza da polícia quando procuram soluções. A resposta é clara — a melhor forma de proteger comunidades negras da polícia ou de civis racistas é armá-los, não remover suas armas.

Os negros não podem depender da polícia para protegê-los de criminosos. Isso fica provado toda vez que a polícia mata um negro. Minha mensagem para a esquerda é a seguinte: pedir para os negros se desarmarem e procurarem a polícia por proteção é a essência do privilégio branco.

Traduzido por Erick Vasconcelos.

Free Markets & Capitalism?
Markets Not Capitalism
Organization Theory
Conscience of an Anarchist