<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Center for a Stateless Society &#187; social-democracia</title>
	<atom:link href="http://c4ss.org/content/tag/social-democracia/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://c4ss.org</link>
	<description>building public awareness of left-wing market anarchism</description>
	<lastBuildDate>Sat, 24 Jan 2015 03:46:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>en-US</language>
		<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
		<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=4.0.1</generator>
	<item>
		<title>As barreiras à entrada no mercado e a escassez artificial</title>
		<link>http://c4ss.org/content/26973</link>
		<comments>http://c4ss.org/content/26973#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 May 2014 22:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[William Gillis]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Stateless Embassies]]></category>
		<category><![CDATA[barreiras à entrada]]></category>
		<category><![CDATA[corporações]]></category>
		<category><![CDATA[escassez artificial]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Lyft]]></category>
		<category><![CDATA[sindicatos]]></category>
		<category><![CDATA[social-democracia]]></category>
		<category><![CDATA[táxis]]></category>
		<category><![CDATA[Uber]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://c4ss.org/?p=26973</guid>
		<description><![CDATA[Há décadas as regulamentações de táxi têm sido excelentes exemplos de como a proteção do governo cria privilégios, rendimentos artificiais e estimula o trabalho assalariado. Além do grande conjunto de regulamentações que definem até a cor das meias dos motoristas, o sistema de &#8220;praças&#8221; limita dramaticamente o número de táxis nas grandes cidades, ao mesmo...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Há décadas as regulamentações de táxi têm sido excelentes exemplos de como a proteção do governo cria privilégios, rendimentos artificiais e estimula o trabalho assalariado. Além do grande conjunto de regulamentações que definem até a cor das meias dos motoristas, o sistema de &#8220;praças&#8221; limita dramaticamente o número de táxis nas grandes cidades, ao mesmo tempo que permite que as licenças sejam alugadas e vendidas (e os preços vão desde centenas de milhares de dólares e chegam a mais de um milhão em Nova York). Naturalmente, essa escassez imposta levou a situações de monopólio controladas de perto por intermediários, forçando os motoristas a trabalharem sob chefes caprichosos em péssimas condições.</p>
<p>Hoje, finalmente, essas sérias e longas distorções estão prestes a serem dissolvidas. Contudo, um ponto interessante é que as barreiras não estão sendo quebradas pelos esforços incansáveis de organizadores populares, mas pelo poder de duas novas empresas capitalistas, Uber e Lyft, equipadas com seu próprio capital político e capazes de desafiar os monopólios de várias cidades americanas.</p>
<p>Uber e Lyft não são santas e, de várias maneiras, dependem de vários privilégios estatais. As reservas inimagináveis de dinheiro de investidores capitalistas, que os protegem de pressões comunitárias e de organizações trabalhistas, têm origem nos rendimentos artificiais extremos extraídos dos setores bancários e de propriedade intelectual, com lucros que não existiriam sem o braço armado do estado. Além disso, os modelos de negócios de Uber e Lyft envolvem o cercamento dos usuários — neste caso, taxistas independentes potenciais — em &#8220;jardins particulares&#8221; online para extrair seus lucros.</p>
<p>No entanto, são empresas que exploram lacunas nas legislações de táxi e abrem a profissão para motoristas independentes que não podem pagar as taxas exorbitantes da profissão. E esse é um ponto absolutamente positivo. Embora não haja garantias de que Uber e Lyft não irão tentar excluir os concorrentes no futuro para que eles possam explorar os consumidores e taxistas potenciais com a restrição das opções, suas ações abriram as portas para competidores em modelos mais descentralizados e cooperativos. A tendência está mudando.</p>
<p>Infelizmente, essa mudança não foi tão bem recebida entre os membros menos radicais da esquerda.</p>
<p>É compreensível que os taxistas que já haviam aplicado grandes investimentos dentro das regulamentações atuais fiquem assustados com qualquer iniciativa que possa abrir a profissão a novos competidores. A concorrência certamente empurrará os preços para baixo e, dentro da legislação presente, muitos motoristas mal conseguem pagar as taxas exorbitantes cobradas por despachantes e burocratas. Mesmo se os taxistas pudessem facilmente sair dessa rede de laços predatórios que os prendem e desfrutar das novas oportunidades, o simples fato de que outras pessoas estão entrando nessa área sem restrições parecidas pode ser irritante.</p>
<p>Contudo, as tentativas de defesa das regulamentações de táxi como se fossem necessárias para garantir o &#8220;profissionalismo&#8221; do setor são apenas a última manifestação de uma longa lista de ações executadas por sindicatos conservadores para lutar contra os outros trabalhadores e não contra os chefes ou contra o estado, como na pressão em favor de leis que proibiam imigrantes de assumir certos trabalhos por &#8220;preocupações com segurança&#8221;. Essa mentalidade incrivelmente míope de organização trabalhista sempre acaba prevalecendo e piora a situação da sociedade como um todo.</p>
<p>Em nome da proteção dos empregos existentes, os esquerdistas mais inocentes acabam protegendo o sistema de trabalho assalariado.</p>
<p>A solução radical é parar de depender dos chefes para nos prover nosso sustento; não devemos nos prender a eles cada vez mais e esperar por uma revolução que pode nunca chegar, mas sim gerar nossos próprios empregos. A insanidade do desemprego em massa atual e a precariedade dos empregos disponíveis a uma população tão criativa só é possível quando alguns poucos controlam o que o resto da população tem permissão para fazer. Esse é o efeito perverso das &#8220;regulamentações&#8221; social-democratas: um cenário em que cabeleireiros podem tornar ilegal que outras pessoas façam trançado no cabelo de clientes sem uma licença caríssima.</p>
<p>Numa época de relatórios amplos de consumidores em aplicativos como o Yelp e de meios descentralizados de certificação, &#8220;Como regulamentar?&#8221; é um questionamento sem sentido. O que piora as condições de trabalho e de segurança são as oligarquias. As barreiras à entrada e a escassez artificial criada pelo governo não ajudam em nada a classe trabalhadora. E os esquerdistas que as defendem são incoerentes e reacionários.</p>
<p><em>Traduzido do inglês para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26973&amp;md5=f77710ed038411668e5ed56caad02869" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://c4ss.org/content/26973/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<atom:link rel="payment" title="Flattr this!" href="https://flattr.com/submit/auto?user_id=c4ss&amp;popout=1&amp;url=http%3A%2F%2Fc4ss.org%2Fcontent%2F26973&amp;language=en_GB&amp;category=text&amp;title=As+barreiras+%C3%A0+entrada+no+mercado+e+a+escassez+artificial&amp;description=H%C3%A1+d%C3%A9cadas+as+regulamenta%C3%A7%C3%B5es+de+t%C3%A1xi+t%C3%AAm+sido+excelentes+exemplos+de+como+a+prote%C3%A7%C3%A3o+do+governo+cria+privil%C3%A9gios%2C+rendimentos+artificiais+e+estimula+o+trabalho+assalariado.+Al%C3%A9m+do+grande+conjunto+de...&amp;tags=barreiras+%C3%A0+entrada%2Ccorpora%C3%A7%C3%B5es%2Cescassez+artificial%2Cesquerda%2CLyft%2Csindicatos%2Csocial-democracia%2Ct%C3%A1xis%2CUber%2Cblog" type="text/html" />
	</item>
		<item>
		<title>Progressismo, o outro movimento pró-corporações</title>
		<link>http://c4ss.org/content/26928</link>
		<comments>http://c4ss.org/content/26928#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 May 2014 22:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Stateless Embassies]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[partido democrata]]></category>
		<category><![CDATA[partido republicano]]></category>
		<category><![CDATA[progressismo]]></category>
		<category><![CDATA[social-democracia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://c4ss.org/?p=26928</guid>
		<description><![CDATA[O Partido Democrata dos Estados Unidos normalmente se pinta como o &#8220;partido da compaixão&#8221; com sua retórica que fala dos &#8220;trabalhadores americanos&#8221; e de &#8220;sentar na mesa do jantar com a família&#8221;, que contrasta com o discurso dos fantoches de Wall Street que povoam o Partido Republicano. Os republicanos, por sua vez, se colocam como...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Partido Democrata dos Estados Unidos normalmente se pinta como o &#8220;partido da compaixão&#8221; com sua retórica que fala dos &#8220;trabalhadores americanos&#8221; e de &#8220;sentar na mesa do jantar com a família&#8221;, que contrasta com o discurso dos fantoches de Wall Street que povoam o Partido Republicano. Os republicanos, por sua vez, se colocam como o partido do &#8220;livre empreendedorismo&#8221; — ao contrário dos socialistas anti-empresários do outro time. Mas o Partido Republicano não é a favor da &#8220;livre empresa&#8221;, mas favorecem mercados manipulados pelo governo para garantir os lucros dos grandes bancos e das corporações da lista da Fortune 500. Os democratas também não são representantes dos &#8220;trabalhadores comuns&#8221;. São — adivinhe só — favoráveis à manipulação dos mercados para garantir os lucros dos grandes bancos e das corporações da Fortune 500.</p>
<p>Numa pesquisa recente, os grandes doadores de Wall Street para partidos políticos, que normalmente apoiam o Partido Republicano, disseram que, no caso de uma disputa entre Jeb Bush e Hillary Clinton, &#8220;qualquer um serve&#8221;. Se Jeb decidir não concorrer e Chris Christie não se recuperar do escândalo &#8220;Bridgegate&#8221;, o mercado financeiro provavelmente apoiará Clinton para evitar a imprevisibilidade do Tea Party. O CEO do Goldman Sachs Lloyd Blankfein, que gerenciou as campanhas de doações de Clinton em 2008, aparentemente ficaria &#8220;muito feliz&#8221; tanto com Bush como com Clinton.</p>
<p>Francamente, é difícil ver por que Wall Street seria contrária a um dos democratas possíveis. Clinton, num discurso fechado aos executivos do Goldman Sachs no ano passado, disse a eles exatamente o que queriam ouvir. As administrações democratas tendem, tanto quanto as republicanas — pelo menos — a juntarem os trapinhos com o Goldman Sachs e com o Citigroup. Apesar de sua retórica, a ala &#8220;progressista&#8221; do partido é igualzinha. A senadora Elizabeth Warren, líder da &#8220;ala democrata do Partido Democrata&#8221;, recentemente expressou preocupação com o número de membros da administração Obama que faziam parte do Citigroup — logo antes de votar na confirmação do veterano do Goldman Sachs Stanley Fischer para o Banco Central americano. Veja como Warren é capaz de aprovar o controle de Wall Street sobre a política do governo como uma legítima democrata — mas se sente muito, muito culpada ao fazer isso.</p>
<p>As empresas adoram a estabilidade e a certeza da economia regulamentada pelo estado, junto com a garantia de que &#8220;continuarão a ser lucrativas&#8221;. Um item em específico que acelera os corações tanto de social-democratas quanto dos CEOs corporativos é o &#8220;investimento em infraestrutura&#8221;: o sistema nacional de rodovias e as gigantescas represas de que Rachel Maddow fala em seus comerciais de TV. Claro que as grandes empresas gostam de &#8220;financiar infraestrutura&#8221;. A infraestrutura altamente subsidiada de transportes de alto volume foi o que centralizou a economia americana no século 20 sob o controle de algumas dezenas de oligopólios e permitiu que os grandes varejistas destruíssem as empresas menores de Main Street.</p>
<p>Portanto, se estiver procurando um partido &#8220;anti-corporativista&#8221; na política americana, ele não existe.</p>
<p><em>Traduzido do inglês para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26928&amp;md5=0470b153011ed029fb00829843b5fb56" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://c4ss.org/content/26928/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<atom:link rel="payment" title="Flattr this!" href="https://flattr.com/submit/auto?user_id=c4ss&amp;popout=1&amp;url=http%3A%2F%2Fc4ss.org%2Fcontent%2F26928&amp;language=en_GB&amp;category=text&amp;title=Progressismo%2C+o+outro+movimento+pr%C3%B3-corpora%C3%A7%C3%B5es&amp;description=O+Partido+Democrata+dos+Estados+Unidos+normalmente+se+pinta+como+o+%26%238220%3Bpartido+da+compaix%C3%A3o%26%238221%3B+com+sua+ret%C3%B3rica+que+fala+dos+%26%238220%3Btrabalhadores+americanos%26%238221%3B+e+de+%26%238220%3Bsentar+na+mesa+do+jantar+com...&amp;tags=democracia%2CEstados+Unidos%2Cpartido+democrata%2Cpartido+republicano%2Cprogressismo%2Csocial-democracia%2Cblog" type="text/html" />
	</item>
	</channel>
</rss>
