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	<title>Center for a Stateless Society &#187; Síria</title>
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		<title>ISIS e Ucrânia: O governo alegará qualquer coisa para entrar em guerra</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2014 00:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thomas L. Knapp]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Quando liguei a TV para assistir o discurso de Barack Obama sobre seus planos para a guerra contra o chamado &#8220;Estado Islâmico&#8221;, eu esperava exatamente o que foi dito — uma verborragia pseudopatriótica, o anúncio mais subsídios ao complexo militar-industrial com um toque de mudança de regime na Síria. O que eu não esperava era a homenagem que seria prestada a uma era anterior:</p>
<p>&#8220;[Nós] não enviaremos garotos americanos a 14 ou 15 mil quilômetros de casa para fazer o que os próprios asiáticos deveriam estar fazendo por conta própria.&#8221; — Presidente dos EUA Lyndon Johnson, <a href="http://www.presidency.ucsb.edu/vietnam/shownews.php?newsid=11">21 de outubro de 1964</a>.</p>
<p>&#8220;[Nós] não podemos fazer pelos iraquianos o que eles devem fazer por conta própria (&#8230;).&#8221; — Presidente do EUA Barack Obama, <a href="http://www.losangelesregister.com/articles/isil-604699-iraq-america.html">10 de setembro de 2014</a>.</p>
<p>É uma inversão curiosa: a observação de Lyndon Johnson ocorreu no final da era do &#8220;aconselhamento&#8221; no Vietnã e antes da enorme intervenção militar direta naquele país. A reprise de Obama acontece depois de quase 25 anos de gigantescas intervenções americanas diretas no Iraque e pretende fazer o caminho contrário, levando os Estados Unidos de volta a um papel de &#8220;aconselhamento&#8221;. Curioso, mas claramente não acidental.</p>
<p>Todos nos lembramos de como acabou o Vietnã. Após a derrota em duas guerras em terra na Ásia nos últimos 12 anos e ao consultar os livros de história da era pós-Segunda Guerra Mundial, poderíamos esperar que Obama tivesse aprendido sua lição. E estaríamos certos.</p>
<p>Infelizmente, a lição que ele aprendeu não é a mais óbvia (fiquem na sua, EUA!). Pelo contrário, a lição foi de que as guerras americanas não precisam ser &#8220;vencidas&#8221;. A medida de sucesso desde 1945 não era a vitória militar sobre um inimigo definido, mas os dólares entregues para os contratos de &#8220;defesa&#8221; — quanto mais deles, com durações cada vez maiores, melhor.</p>
<p>A perversa referência de Obama a Lyndon Johnson pode ser interpretada como uma invocação de Harry Hopkins, o braço direito do presidente americano Franklin Delano Roosevelt. Hopkins resumia a história e os objetivos futuros de todos os estados em 1938 da seguinte forma: &#8220;Gastar, gastar, gastar, taxar, taxar, taxar, eleger, eleger, eleger.&#8221; A Segunda Guerra Mundial colocou o complexo militar-industrial no meio da teia de gastos e impostos. Ele permanece lá desde então e não tem intenção de abdicar de sua posição.</p>
<p>Quase 65 anos depois dos primeiros tiros da Guerra da Coreia, os EUA ainda mantêm quase 30.000 tropas ao longo do paralelo 38. Quase 75 anos após as campanhas europeia e japonesa, os EUA ainda mantêm enormes guarnições e presenças navais na Europa (cerca de 70.000 tropas) e no Pacífico (80.000).</p>
<p>O propósito dessa mobilização perpétua? Justificar os gastos de centenas de bilhões de dólares por ano em armas, equipamento, navios, aviões, quartéis e assim por diante, todos fornecidos pelos amigos de políticos da indústria de &#8220;defesa&#8221;. Matar não é necessário, a não ser para consumir a munição e desgastar as armas para que mais possam ser compradas.</p>
<p>O Vietnã foi uma guerra longa e lucrativa, mas um caso excepcional, porque teve um ponto final.</p>
<p>O objetivo de sucessivas administrações americanas no Oriente Médio parece ser retornar ao modelo do Vietnã, com apenas algumas modificações. A mitologia do Estado Islâmico (ISIS) como uma ameaça substancial (ou mesmo, na hipérbole dos representantes do governo, &#8220;existencial&#8221;) aos EUA, combinada com seu próprio status como um fantasma amorfo e mal definido que jamais pode ser &#8220;derrotado&#8221; se presta muito bem à extensão dos 24 anos de guerras.</p>
<p>Qual o objetivo da administração atual na Ucrânia? Estender a vida da OTAN em vez de deixar a já inútil &#8220;aliança&#8221; militar se aposentar.</p>
<p>A questão principal nas questões de guerra sempre é &#8220;O estado vai poder fazer essa guerra?&#8221;, que sempre é rebatida com &#8220;O estado pode <em>não</em> fazer essa guerra?&#8221;.</p>
<p>A real pergunta que devemos nos fazer, porém, é: &#8220;Será que realmente podemos ter um estado com suas guerras perpétuas?&#8221;</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
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