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	<title>Center for a Stateless Society &#187; política eleitoral</title>
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	<description>building public awareness of left-wing market anarchism</description>
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		<title>Azuis ou vermelhos, eles só querem saber das verdinhas</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2014 00:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[David S. D'Amato]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>As discussões políticas nos Estados Unidos frequentemente deixam de perceber a diferença entre &#8220;pró-empresas&#8221; e &#8220;pró-mercado&#8221;. A incapacidade de observar as implicações dessa diferença leva os comentaristas políticos e os eleitores a acreditar que, se um candidato é pró-empresas, naturalmente deva ser um ardente defensor do mercado livre.</p>
<p>Ultimamente essa narrativa ultrasimplificada está sendo desafiada, uma vez que grupos empresariais como a <a href="http://www.motherjones.com/politics/2014/09/democratic-candidates-chamber-commerce-endorsement">Câmara de Comércio dos Estados Unidos cada vez mais apoiam democratas</a> em vez de republicanos do Tea Party, que são percebidos como mais libertários que os republicanos tradicionais e assim mais dispostos a tomar medidas hostis aos grandes negócios.</p>
<p>Não importa quais sejam os ruídos populistas embutidos nos discursos de campanha, o fato mais óbvio é que ambos os grandes partidos americanos participam do mesmo jogo corporativo. Apesar dos argumentos contrários dos republocratas, no momento decisivo você não conseguirá encontrar um mísero defensor dos mais fracos entre os burocratas americanos. Pelo contrário, no final a discussão não é entre os grupos azuis e vermelhos — é entre o próprio processo político, o mecanismo da autoridade política, e o resto de nós, pessoas comuns e trabalhadoras que tentam pagar as contas.</p>
<p>Para vislumbrar o real relacionamento entre as grandes empresas e o estado, precisamos apenas examinar brevemente os dados sobre como os comitês de ação política (PACs) das maiores e mais influentes empresas do país gastam seu dinheiro. Considere alguns exemplos de 2010: naquele ano, o comitê da grande empresa de defesa Raytheon deu 56% de seu dinheiro para os democratas e 44% para os republicanos. A gigante aeroespacial Boeing dividiu suas doações quase ao meio, canalizando 53% delas para os democratas e 45% para os republicanos. A gigantesca firma do agronegócio Monsanto deu 46% do dinheiro de seu PAC para o Partido Democrata e 54% para o Republicano.</p>
<p>Essas divisões entre democratas e republicanos evidentemente variam a cada eleição, dependendo de fatores como a composição do Congresso e a probabilidade de vitória de cada um. E certamente diferenças marginais entre candidatos e partidos também pode se apresentar em dada eleição. O ponto aqui, porém, é que as entidades corporativas são como o próprio estado: não-partidárias, mas interessadas apenas em poder e engrandecimento próprio.</p>
<p>Não se engane, nossos leviatãs corporativos não se importam com os nomes que estão no poder, contanto que joguem de acordo com as regras, perpetuando um jogo venal de coesão pública-privada que nada tem a ver com a &#8220;liberdade e justiça para todos&#8221;. O que pensaríamos sobre um indivíduo que repartisse seu dinheiro quase igualmente entre os dois maiores candidatos ano após ano? Provavelmente que se trata de um louco ou alguém com múltiplas personalidades. Quando uma entidade corporativa o faz, contudo, nós consideramos sua ação (provavelmente de forma correta) como algo estritamente estratégico, uma ilustração da realpolitik e uma maneira com a qual as empresas contam para garantir boas relações com ambas as alas do establishment político.</p>
<p>Essa cumplicidade entre o poder corporativo e estatal não é necessariamente planejada ou premeditada, mas também não é acidental. Um sistema centralizado de política que dá poderes discrecionários e legislativos amplos a um pequeno grupo elitizado incentiva o abuso desses poderes em favor dos interesses dos endinheirados. Como o anarquista individualista William Bailie escreveu, &#8220;leis são feitas direta ou indiretamente de acordo com o interesse da classe capitalista e são sempre administradas e interpretadas (&#8230;) nesse espírito&#8221;.</p>
<p>Os anarquistas de mercado defendem um sistema econômico livre e justo em que os grandes negócios e o governo não trabalhem juntos para manipular as regras em prol dos poderosos e bem conectados. Consistentemente observadas, as liberdades de competição e trocas abalam o domínio das grandes empresas, que dependem atualmente do estado para possuírem seus muitos privilégios. Uma vez que nem republicanos nem democratas questionam as características fundamentais desse sistema estatal-corporativo, o caminho das mudanças reais não passa por nenhum deles.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=32708&amp;md5=d2033bd155f658404a6062ca0c38296d" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Por que os debates eleitorais são um circo</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2014 00:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Erick Vasconcelos]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os debates presidenciais televisados novamente são o centro dos comentários no Brasil. E novamente nós nos vemos &#8220;sem vencedor claro&#8221; e pouca ideia de que tipo de discussão assistimos entre os potenciais eleitos. Por que isso acontece? O jornalismo moderno, uma versão do ideal de Walter Lippman de intermediação dos fatos entre o público e...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os debates presidenciais televisados novamente são o centro dos comentários no Brasil. E novamente nós nos vemos &#8220;<a href="http://www.bbc.com/news/world-latin-america-28947924">sem vencedor claro</a>&#8221; e pouca ideia de que tipo de discussão assistimos entre os potenciais eleitos. Por que isso acontece?</p>
<p>O jornalismo moderno, uma versão do ideal de Walter Lippman de <a href="http://www.gutenberg.org/cache/epub/6456/pg6456.html">intermediação dos fatos</a> entre o público e as elites, é especialmente adaptado à produção corporativa de notícias e análises. Como <a href="http://libertyzine.blogspot.com.br/2008/10/contra-o-jornalismo-objetivo-kevin.html">observou</a> Kevin Carson, o modelo jornalístico atual requer mínima referência aos fatos, já que os fatos não são independentemente importantes e devem ser avalizados por algum tipo de elite de &#8220;especialistas&#8221;.</p>
<p>Mais que um modelo de geração de conteúdo, o jornalismo praticado atualmente também é um modelo organizacional, já que ele drena o valor do trabalho jornalístico, que fica sem um ponto de referência e passa a se ater às subjetividades das opiniões daqueles que se encontram em posições específicas dentro das instituições sociais e políticas. Quando o trabalho jornalístico é despido de seu conteúdo dessa forma, ele passa apenas a propagar a validade de uma estrutura social, porque é essa estrutura que valida o jornalismo (a cobertura de protestos, por exemplo, só é validada com a opinião de um representante da Polícia Militar; a cobertura das eleições só é validada com a chancela dos representantes dos partidos estabelecidos; e assim por diante).</p>
<p>Assim, quando o jornalista foge desse modelo de produção e busca fontes e fatos independentes da validação dos agentes estabelecidos, ocorre uma sensação de estranhamento. Há uma fuga do que se tem como ideia do papel da imprensa e uma saída do que se internalizou como &#8220;neutralidade&#8221; jornalística. Após recentes entrevistas com os candidatos a presidente no Jornal Nacional, por exemplo, circularam muitas críticas à postura incisiva de William Bonner, que tendeu a não se prender aos assuntos autorizados do &#8220;bom debate político&#8221; (uma das ideias muito disseminadas, atualmente, é que &#8220;se deve discutir as propostas dos candidatos&#8221;, implicitamente presumindo que a própria existência dessas &#8220;propostas&#8221; seja algo desejável ou justificável, dado o histórico dos programas e projetos presidenciais).</p>
<p>Nessa busca pela neutralidade institucional, além disso, ocorre um cenário muito comum nas avaliações dos debates presidenciais que começaram recentemente a ocupar os horários das emissoras de TV. Depois dos debates da Band e do SBT, as análises que rodaram tendiam a não tomar como referência qualquer fato indisputável ou discussão que havia acontecido. Em vez disso, os jornalistas agem como consultores de media training, afirmando que candidato fulano estava &#8220;nervoso&#8221;, ou &#8220;se atrapalhou nas respostas&#8221;, ou &#8220;não mostrou segurança&#8221;, ou &#8220;foi duro&#8221;, ou &#8220;passa a imagem de confiança&#8221;, entre outras banalidades.</p>
<p>Esse tipo de avaliação não requer qualquer recurso aos fatos e implicitamente dá como certa uma passividade do espectador, que é visto como incapaz de avaliar o desempenho de um candidato e o que ele tem a dizer. Se os jornalistas presumissem um espectador ativo, eles passariam sua avaliação direta sobre o conteúdo e a postura dos candidatos; diriam que o candidato se saiu bem, que apresentou suas ideias de forma boa ou ruim, que é o melhor ou o pior entre as opções. Ao contrário, porém, sempre se imagina que existe um espectador ideal médio, que avalia certas atitudes de maneira específica, que se preocupa mais ou menos com trejeitos e discursos particulares.</p>
<p>Os jornalistas nunca dirão sua própria opinião sobre os políticos, com um paradigma ou ideologias claros como ponto de partida, mas vão falar que os candidatos &#8220;foram vistos&#8221; como fortes ou fracos e &#8220;foram considerados&#8221; confiantes ou inseguros. Nunca de seu ponto de vista pessoal, mas sempre do ponto de vista obscuro de um avaliador independente a que ninguém tem acesso — o espectador médio.</p>
<p>O próprio formato dos debates também é questionável: por que é que os candidatos têm qualquer liberdade para eleger temas de que falar? Não é implausível que os próprios políticos saibam o que é mais relevante para o eleitorado? Não seria mais razoável presumir que os postulantes — principalmente a cargos muito altos, que governam milhões de pessoas — estão divorciados das preocupações da população e mais preocupados e manter a própria posição de prestígio?</p>
<p>É por esse motivo que debates eleitorais, embora sejam vistos como excelente entretenimento televisivo (principalmente hoje em dia, quando carregam memes e piadas a reboque em redes sociais), não trazem qualquer conteúdo informativo a respeito da política.</p>
<p>Seu formato é viciado e os jornalistas, que deveriam ser capazes de prover uma avaliação objetiva das discussões, se colocam no lugar de um eleitor imaginário. E os jornalistas não são aqueles que estabelecem quais são as questões importantes a serem discutidas — são os políticos que estipulam os termos do debate, porque o jornalismo em si, da forma como é praticado, não tem validade fora das estruturas sociais existentes.</p>
<p>É por isso que debates eleitorais são um circo.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31289&amp;md5=d9aa8c46ddced4a980f92e25aa25d446" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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