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	<title>Center for a Stateless Society &#187; Polícia Militar</title>
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		<title>Quantos mortos pela PM são o bastante?</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2014 02:47:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Valdenor Júnior]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira (18/09), o camelô Carlos Augusto Muniz Braga <a href="http://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/18/politica/1411075337_655762.html">foi morto</a> por um policial militar na Lapa, zona oeste de São Paulo. O vídeo da tragédia, <a href="https://www.facebook.com/video.php?v=1009188935762835">viralizado</a>, mostra o momento em que o policial atira à queima-roupa. Carlos se afastou, mas caiu logo a seguir, ensanguentado.</p>
<p>Qual foi o crime de Carlos? Testemunhas relatam que um ambulante teve toda sua mercadoria – DVDs – apreendida pela polícia e, ao reagir com indignação, terminou rendido no chão pelo policial depois de uma briga física. Uma pequena multidão revoltada se aglomerou e protestava. &#8220;Não bate nele!&#8221; &#8220;Tá cheio de ladrão por aí, para que bater assim num trabalhador?&#8221; Um dos policiais sacou uma pistola carregada e a colocou na mira de civis desarmados. Carlos estava entre os que protestavam. Quando o policial se preparava para usar novamente o spray de pimenta, Carlos tentou impedi-lo. O policial atirou em sua cabeça.</p>
<p>Carlos deixa uma esposa, Cláudia Silva Lopes, e 3 filhos – o mais novo com 4 anos e o mais velho, 12. Cláudia <a href="http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,ja-me-bateram-ate-gravida-diz-mulher-de-camelo-morto-por-pm,1562893">relata</a> já ter sido agredida grávida em abordagem passada da polícia, denunciando o quão comum é o abuso da força policial no cotidiano dos trabalhadores ambulantes.</p>
<p>O caso de Carlos Augusto foi um crime e uma tragédia. Mas não se engane com quem afirma que isso é apenas um caso isolado. O abuso de poder policial e o tratamento do ambulante como caso de polícia é uma situação sistêmica no Brasil.</p>
<p>O trabalhador ambulante é perseguido e acossado por levar o livre comércio às ruas. Inúmeros consumidores encontram, todos os dias, no trabalho e investimento deles, uma alternativa para satisfazer sua demanda por determinados bens e serviços. Trata-se de uma economia entre pessoas físicas, que acompanha as variações da demanda com adaptabilidade e flexibilidade. A vida de todos melhora com essa rede de trocas que, anualmente, <a href="http://economia.terra.com.br/economia-informal-movimenta-r-730-bilhoes-em-2012-diz-pesquisa,2b38354e3fc90410VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html">movimenta centenas de bilhões de reais</a>.</p>
<p>Contudo, para que este resultado seja obtido, grande parte do cotidiano dos trabalhadores ambulantes é dispendido em maneiras de contornar o estado, de evitar a repressão por seus agentes ou, pelo menos, tentar evitar que os investimentos e o fruto de seu trabalho sejam tomados. A polícia geralmente reprime ambulantes e camelôs sob várias justificativas: ausência de autorização, revogações discricionárias, a defesa da propriedade intelectual, ou o não pagamento de impostos.</p>
<p>O que mostra como o estado brasileiro é uma instituição contrária ao trabalhador e ao pobre.</p>
<p>Em um país cujo governo orgulha-se de uma detalhada regulação trabalhista para proteger o trabalhador, o fato é que esses trabalhadores na informalidade são vulneráveis ao aparato de repressão governamental, que confisca o fruto de seu trabalho ou os agride fisicamente, podendo chegar, como no caso de Carlos Augusto, à morte violenta. As autorizações de trabalho ambulante são concedidas a título precário pelas prefeituras, de modo que eles são vulneráveis a serem, repentinamente, proibidos de exercer seu trabalho.</p>
<p>Em um país cujo governo afirma recolher muitos tributos para satisfazer as necessidades do povo em termos de educação, saúde e bem-estar para alcançar uma sociedade igualitária, já está demonstrado que a carga tributária não somente onera proporcionalmente <a href="http://exame.abril.com.br/economia/noticias/sistema-tributario-brasileiro-onera-mais-negros-e-mulheres">mais os pobres do que os ricos</a>, como também pune principalmente <a href="http://spotniks.com/mulheres-e-negros-sao-os-mais-prejudicados-pelo-sistema-tributario-brasileiro/">mulheres e negros</a> em relação aos homens e brancos. Diante disso, o comércio informal ajuda a aliviar parte dessa carga suportada pelos mais pobres e por grupos minoritários, mas o governo não aceita isso.</p>
<p>Aqui, trabalhadores como Carlos são frequentemente perseguidos, enquanto megacorporações como a FIFA se locupletam com privilégios estatais, como <a href="http://c4ss.org/content/28572">escrevi</a> durante a Copa do Mundo.</p>
<p>Não bastassem todas essas injustiças, é muito provável que a morte de Carlos tivesse sido registrada como “<a href="http://c4ss.org/content/30932">auto de resistência</a>” e não fosse investigada caso ninguém tivesse filmado o ocorrido. O auto de resistência é pouco mais que uma licença para matar. O registro da “resistência seguida de morte” cria uma presunção em favor da versão dos fatos do policial e o arquivamento de processos desse tipo é frequente. Não fosse a gravação e a multidão, Carlos teria virado mais uma estatística de auto de resistência.</p>
<p>A morte de Carlos Augusto não pode ser esquecida. Nenhum dos abusos do estado pode. Devemos a ele, não somente o julgamento do policial que atirou nele, mas também o fim do sistema perverso que trata o livre comércio e os trabalhadores brasileiros como um caso de polícia.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31970&amp;md5=a7dc4707270526cde327f82fda87c7c9" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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