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	<title>Center for a Stateless Society &#187; Natal</title>
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		<title>Uma história da trégua de Natal</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2014 23:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joel Schlosberg]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Novos indícios de derramamento de sangue na &#8220;trégua de Natal&#8221; da Primeira Guerra Mundial fortalecem &#8212; em vez de enfraquecer &#8212; seu exemplo de paz.</p>
<p>O jornal <em>Telegraph</em> do Reino Unido relata o incidente (&#8220;<a href="http://www.telegraph.co.uk/history/world-war-one/11307513/Christmas-truce-of-1914-was-broken-when-German-snipers-killed-two-British-soldiers.html">A trégua de Natal de 1914 foi quebrada quando francoatiradores alemães mataram dois soldados britânicos</a>&#8220;, 22 de dezembro) a partir de registros históricos. Na linha de frente na França, o sentinela britânico Percy Huggins foi morto por um francoatirador alemão; o líder de seu pelotão Tom Gregory retaliou e foi abatido por outro atirador.</p>
<p>Isso pode não se encaixar na imagem sentimentalizada da trégua, mas tirá-la do pedestal a torna mais relevante ao nosso mundo imperfeito. Bertrand Russell <a href="https://books.google.com/books?id=Lm58AgAAQBAJ&amp;pg=PA538&amp;lpg=PA538&amp;dq=%22admit+in+theory+that+there+are+occasions+when+it+is+proper+to+fight%22&amp;source=bl&amp;ots=BoxMUSiDZ-&amp;sig=C2MXbU9J9xuSzYXSOJASFdLx4rA&amp;hl=en&amp;sa=X&amp;ei=o3aYVMiBA8qjgwTY3oCQAg&amp;ved=0CDAQ6AEwAw#v=onepage&amp;q=%22admit%20in%20theory%20that%20there%20are%20occasions%20when%20it%20is%20proper%20to%20fight%22&amp;f=false">observou</a> que &#8220;admitir em teoria que há ocasiões em que é apropriado lutar e que na prática que essas ocasiões são raras&#8221; produz muito menos guerras reais do que a ideia de que &#8220;em teoria não há ocasiões em que é adequado lutar e que na prática essas ocasiões são muito frequentes&#8221;.</p>
<p>A quebra da trégua neste caso permaneceu como ponto isolado; ela permaneceu em vigor nos dois lados, mesmo quanto as tropas estavam a menos de 1,5 km de distância. A influência de uma Brigada de Guardas &#8220;extremamente profissional&#8221; manteve as tensões locais altas desde o começo, com a rejeição imediata do pedido alemão de cessar-fogo.</p>
<p>Também é instrutivo observar o aspecto &#8220;olho por olho&#8221; do caso, impulsionado por retaliação a agressões específicas e não pela situação geral de guerra (a indicação de um dos francoatiradores que agiria fez com que uma terceira morte fosse inevitável). É necessário alguma coisa para fazer com que as hostilidades se espahem mais rapidamente que a tolerância, sem observar a regra do &#8220;olho por olho&#8221;. O que seria essa coisa? A política.</p>
<p>Emma Goldman <a href="http://dwardmac.pitzer.edu/Anarchist_Archives/goldman/living/living2_41.html">argumentava</a> que sem a rejeição do movimento socialista à <a href="http://porkupineblog.blogspot.com/2006/05/myth-of-socialism-as-statism.html">ação direta</a> em prol de uma dependência de meios políticos, &#8220;a grande catástrofe teria sido impossível. Na Alemanha, o partido tinha 20 milhões de adeptos. Que poder para evitar a declaração de hostilidades! Mas, por um quarto de século, os marxistas haviam treinado os trabalhadores a serem obedientes e patriotas, a dependerem de atividades parlamentares e a confiar cegamente em seus líderes socialistas. Agora, a maioria desses líderes deu as mãos ao Kaiser (&#8230;). Em vez de declarar greve geral e paralisar as preparações para a guerra, eles aprovaram o orçamento governamental para o massacre&#8221;. Somente o detonador da rivalidade entre líderes nacionais poderia transformar o assassinato de um arqueduque numa disputa que multiplicaria os três mortos causados pela morte de Percy Huggins em 15 milhões de vítimas.</p>
<p>Em sua carta final, Huggins disse a sua família: &#8220;Eu anseio pelo dia em que este terrível conflito acabará. Vocês consideram a guerra uma coisa terreível, mas a imaginação não consegue captar os horrores do conflito que podem ser vistos no campo de batalha e são indescritíveis; rezo para que esta seja a última guerra da história&#8221;. Um século de avanços em comunicações globais e comércio dá aos soldados Huggins de hoje ampla base com a qual coexistir sem políticos e meios de verificar a confiança alheia. Não devemos esperar mais um século para chegar à &#8220;última guerra da história&#8221;.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=34478&amp;md5=a0352f74f9cdce900797c15679603882" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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