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	<title>Center for a Stateless Society &#187; Murray Rothbard</title>
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		<title>A consciência negra e sua luta libertária</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2014 22:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Valdenor Júnior]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Na década de 60, importantes nomes do movimento libertário norte-americano tiveram contato com as mobilizações promovidas pela <em>New Left</em> (“Nova Esquerda”), que se caracterizava, em contraposição à velha esquerda, pela desconfiança dos métodos de organização centralistas e das táticas pró-fortalecimento do estado, e por sua ênfase na inclusão de grupos segregados ou minoritários dentro da elevação do padrão de vida americana, trazendo à tona questões de gênero e de raça, bem como na crítica à militarização da política externa.</p>
<p>A tática da Nova Esquerda era, principalmente, a desobediência civil em massa, a ação direta e a auto-organização das comunidades e vizinhanças com a criação de instituições da sociedade civil paralelas ao estado, catalisando reformas sociais por meio de um ativismo menos capturável pelo <em>establishment</em>. Esses métodos decorriam da desconfiança já citada em relação às instâncias governamentais e à política partidária: como bem destacou o socialista libertário brasileiro <a href="http://mercadopopular.org/2014/10/socialismo-e-politica/">Mário Ferreira dos Santos</a>, na política democrática normal, &#8220;como sempre sucede, o meio acaba tornando-se mais importan­te que o fim, pois tende a substituí-lo, e a luta emancipadora, tendente para um ideal final, acaba por endeusar os meios&#8221; e era isso que a Nova Esquerda pretendia evitar.</p>
<p>À época, Murray Rothbard, conhecido expoente do anarquismo de mercado, esteve em contato com esses grupos e promoveu o diálogo entre o libertarianismo e a Nova Esquerda por meio do jornal &#8220;<em>Left and Right: A Journal of Libertarian Thought&#8221;</em><em> </em>(Esquerda e Direita: um jornal do pensamento libertário&#8221;). Dentre os textos publicados, o que mais se destaca certamente é &#8220;<a href="http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:f_LZ2rOmRNEJ:https://mises.org/journals/lar/pdfs/1_2/1_2_4.pdf+&amp;cd=1&amp;hl=pt-PT&amp;ct=clnk&amp;gl=br"><em>The New Left and Liberty</em></a>&#8221; (“A Nova Esquerda e a Liberdade”), de autoria do próprio Rothbard, demonstrando o quão a filosofia da liberdade individual era inerente aos métodos e motivos da Nova Esquerda.</p>
<p>Nele, Rothbard defende que a noção de democracia participativa da Nova Esquerda seria uma teoria política e organizacional antiautoritária e antiestatista: todo indivíduo, mesmo os mais pobres e os mais humildes, devem ter o direito de controle total sobre as decisões que afetam sua própria vida. Como recentemente destacou Kevin Carson, trata-se de um paradigma econômico e organizacional baseado em redes horizontais e <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Stigmergy">estigmérgicas</a>, onde tudo é feito pelo indivíduo ou grupo mais interessado, motivado e qualificado para a tarefa, sem a espera de permissão, o que abre espaço para que ativistas possam definir por si mesmos o que é importante para as comunidades de que são parte e com que trabalham e decidir como as pautas libertárias se relacionam especificamente a si mesmos.</p>
<p>Com a passagem do Dia da Consciência Negra no Brasil, podemos destacar ainda a descrição de Rothbard do movimento negro americano: essencialmente libertário em método e motivos.</p>
<p>Era o tempo da luta pelos direitos civis, contra a legislação segregacionista que vigia no Sul dos Estados Unidos, que mantinha os negros em situação de dependência e marginalização. Para Rothbard, a velha e a nova esquerda, nessa questão, eram como água e óleo.</p>
<p>A Velha Esquerda defendia reformas políticas, como moradias subsidiadas a negros, subsídios federais à educação, programas estatais de combate à pobreza. O método, portanto, era o <em>lobby</em> político.</p>
<p>A Nova Esquerda preconizava um ativismo militante que girava em torno daqueles assuntos que poderiam ser tratados com desobediência civil de massa: leis de segregação racial, restrições ao direito dos negros de votarem, a disseminada brutalidade policial em direção ao povo negro.</p>
<p>A brutalidade policial era um assunto de especial foco, uma vez que esta era a principal preocupação dos negros norte-americanos do Sul e mesmo dos bairros negros em estados do Norte e do Oeste, muito mais prejudicial às suas perspectivas que a falta de <em>playgrounds</em> ou mesmo a condição habitacional em seus bairros, tendo em vista os abusos de poder e as detenções arbitrárias realizadas por policiais brancos.</p>
<p>Rothbard conclui que, ao focar em áreas no qual um estado governado por brancos oprime as pessoas negras, a Nova Esquerda transformara o movimento negro em um movimento autenticamente libertário.</p>
<p>O mesmo ocorria na questão econômica. A Nova Esquerda corretamente desconfiava das medidas governamentais de renovação urbana: ao invés de aceitar o pretexto de que se tratava de uma reforma para beneficiar as massas, via nelas um programa de remoção forçada dos negros de suas residências para beneficiar os interesses dos setores de construção civil e de imobiliárias. Os programas de “combate à pobreza” eram vistos como uma forma de burocracias e políticos de alto escalão tentarem manipular &#8220;de cima para baixo&#8221; as perspectivas econômicas dos negros.</p>
<p>Tendo em vista essa descrença na solução estatal, Rothbard mostra que os ativistas da Nova Esquerda trabalhavam dentro das comunidades negras, auxiliando-as a saírem da apatia e as organizando em associações comunitárias de ajuda mútua aos próprios negros empobrecidos, um paradigma semelhante ao que se está renovando atualmente por meio das <a href="http://mercadopopular.org/2014/08/a-grande-promessa-das-cooperativas-sociais/">cooperativas sociais</a>. E sua aplicação prática levou mesmo ao estabelecimento de escolas conhecidas como <em>freedom schools</em> (“escolas da liberdade”), alternativas às escolas públicas governamentais.</p>
<p>Além disso, ao contrário da aceitação acrítica dos antigos sindicatos trabalhistas pela Velha Esquerda, a Nova Esquerda denunciou como sindicatos tinham organizado trabalhadores brancos contra os negros, usando sua influência junto às empresas em para restringir a participação dos negros na força de trabalho e reforçar sua exclusão. Mas isso também não quer dizer que a Nova Esquerda fosse contrária à liberdade sindical: no Mississippi, foi formado um sindicato alternativo para registro de trabalhadores negros, desafiando o monopólio de sindicatos racistas nas negociações com as empresas.</p>
<p>O movimento negro brasileiro defronta-se com alguns desafios similares, ainda que em contextos diferentes, onde muitas das causas têm relação tanto com negros quanto com as demais pessoas de baixa renda que moram em bairros periféricos: brutalidade policial, desapropriações, programas de financiamento habitacional que <a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,segunda-fase-do-minha-casa-registra-piora-do-desempenho-na-baixa-renda-imp-,1121693">intensificam o déficit habitacional</a> e a segregação residencial, ausência de reconhecimento do direito de propriedade coletiva da terra de comunidades quilombolas (intensificando conflitos fundiários na Amazônia, por exemplo), ausência do direito de propriedade de moradores de favelas e outras edificações residenciais “irregulares”. Há também uma carga tributária que não somente onera proporcionalmente <a href="http://exame.abril.com.br/economia/noticias/sistema-tributario-brasileiro-onera-mais-negros-e-mulheres">mais os pobres do que os ricos</a>, como também pune principalmente <a href="http://spotniks.com/mulheres-e-negros-sao-os-mais-prejudicados-pelo-sistema-tributario-brasileiro/">mulheres e negros</a> em relação aos homens e brancos, e a política cada vez mais repressiva de combate às drogas aumenta a insegurança e os homicídios entre pessoas negras, e a profanação dos cultos afro-brasileiros.</p>
<p>Aqui, a população negra se preocupa com o assistencialismo em duas vias: a “assistência” estatal que quebra vínculos familiares e comunitários, transferindo a responsabilidade pelo bem estar dos indivíduos para o governo; e, duplamente maléfico, o assistencialismo corporativo e à classe média, que oferece subsídios a empresas e a classe média e deprime ainda mais o valor do trabalho dos negros.</p>
<p>Os negros precisam lidar com essas questões. E poderão fazer isso através de uma consciência negra libertária, que se inspire no trabalho da Nova Esquerda.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=33696&amp;md5=6a67192b3a598807bf4c27f9910c2b0d" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O libertarianismo é mais que anti-estatismo</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Apr 2014 22:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Cory Massimino]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma divisão cada vez maior entre os libertários com relação à conexão entre seu firme comprometimento à luta contra o estado e outros valores sociais e culturais. Contudo, trata-se de uma falsa dicotomia. Os libertários apoiam um único princípio maior: a liberdade. É um princípio que se aplica a situações que envolvem ou não o estado. A preocupação com injustiças não-estatais, além daquelas criadas pelo próprio estado, fortalece nosso comprometimento com a liberdade e deixa claro que o libertarianismo é mais que apenas o anti-estatismo.</p>
<p>Recentemente, o conhecido escritor e editor libertário Lew Rockwell escreveu um <a href="https://www.lewrockwell.com/2014/03/lew-rockwell/what-libertarianism-is-and-isnt/">artigo</a> em seu blog intitulado &#8220;What Libertarianism Is, and Isn&#8217;t&#8221; (&#8220;O que o libertarianismo é e o que ele não é&#8221;, em português). Nele, Rockwell afirma: &#8220;O libertarianismo se preocupa com o uso da violência na sociedade. Isso é tudo. Ele não é nada além disso&#8221;. Ele defende uma visão libertária que se preocupa somente com direitos de propriedade e sua defesa. Rockwell alega que a filosofia libertária se resume ao princípio da não-agressão, aos direitos de propriedade lockeanos e nada mais.</p>
<p>Quaisquer outras preocupações com questões sociais e culturais além desses limites são apenas preferências pessoais desconectadas de sua posição libertária. &#8220;Os libertários, é claro, são livres para se preocuparem com questões como o feminismo e o igualitarismo. Porém, seu interesse nessas questões não tem nada a ver com o libertarianismo, não é requerido por ele nem uma característica essencial.&#8221; Acredito que isso não seja verdadeiro. Meu alinhamento com as ideias feministas, anti-racistas, com a liberação gay e trans e meu apoio ao fortalecimento dos trabalhadores são frutos do meu libertarianismo. Defendo esses princípios pelos mesmos motivos pelos quais eu estou comprometido ao anti-estatismo.</p>
<p>O motivo por que eu me preocupo com as violações de liberdades que não têm origem no estado é explicada pelo próprio Lew Rockwell: &#8220;Nossa posição não é meramente a de que o estado seja moralmente mau, mas de que a liberdade humana seja um enorme bem moral&#8221;. Exatamente! Sou contrário ao autoritarismo, à dominação e acredito na igualdade de autoridade. É por isso que me oponho ao estatismo. É também por isso que sou favorável a um mundo livre de opressões institucionais como o patriarcalismo, o racismo, a repressão a gays e trans e ambientes de trabalho hierárquicos e sem autonomia.</p>
<p>Minha crença na igualdade de autoridade se aplica a mais que somente o relacionamento entre um político e o cidadão médio. Se aplica a todos os relacionamentos humanos, estejam eles localizados num prédio estatal, na mesa de jantar ou no balcão da lanchonete; eu desejo maximizar a liberdade humana. Desejar a liberdade humana em todas essas áreas tem relação direta com a filosofia libertária. Não são só complementos, são o prato principal.</p>
<p>Rockwell cita o próprio Mr. Libertarian, Murray Rothbard, em suporte à sua posição libertária enxuta. Rothbard escreve: &#8220;O libertarianismo não oferece um modo de viver; oferece a liberdade para que cada pessoa tenha a possibilidade de adotar e agir de acordo com seus próprios valores e princípios morais&#8221;. Eu acredito que as implicações verdadeiras do que Rothbard diz aqui dão suporte a um libertarianismo mais amplo, em contraposição à opinião de Rockwell. O libertarianismo, realmente, não favorece um estilo de vida particular, mas tem algo a dizer sobre como devem ser as interações humanas. Portanto, enquanto filosofia social, o libertarianismo deve defender o repúdio a relações autoritárias.</p>
<p>O argumento de Rothbard mostra como a liberdade é necessária para que cada pessoa encontre seu propósito e atinja seus fins. Isso vai muito além das ações do estado. Normas culturais repressivas e costumes sociais dominantes também impedem que as pessoas prosperem. Também limitam suas liberdades. Um negro não pode ter uma vida decente se estiver numa comunidade extremamente racista, onde empresários se negam a empregá-lo ou servi-lo. Eles não estariam violando seus direitos, mas certamente diminuiriam sua capacidade de atingir seus fins. Ele não poderia ser considerado livre numa sociedade tão opressora.</p>
<p>Rothbard continua: &#8220;Os libertários concordam com Lord Acton ao dizer que a &#8216;liberdade é o maior objetivo político&#8217;, embora não necessariamente o maior objetivo dentro da escala de valores pessoal de todos os indivíduos&#8221;. Embora essa seja uma excelente citação de Lord Acton, ela não vai longe o bastante. Por que a liberdade seria relevante somente à esfera política? Ela é, certamente, afetada por muitos outros fatores. Não há motivos para que nossas preocupações com a liberdade humana sejam deixadas na porta de entrada do Palácio do Planalto. Para sermos coerentes, devemos estender essa preocupação a todas as interações humanas.</p>
<p>Rockwell conclui: &#8220;[O libertarianismo] não precisa e não deve ser fundido com qualquer outra ideologia alheia a ele. Isso só levará a confusões e à diluição de seus argumentos morais centrais, além da diminuição do apelo da mensagem central da liberdade&#8221;. Contudo, essa fusão não existe. A preocupação com relacionamentos autoritários que estejam fora da alçada do estado é um mero desenvolvimento dos princípios centrais de autonomia e liberdade. Não dilui a mensagem, mas a fortalece. Torna-a mais coerente internamente e faz com que a preocupação com a liberdade seja o foco central, no lugar de um anti-estatismo vazio.</p>
<p>Nós apoiamos a auto-soberania, a autonomia individual e a liberdade pessoal. Esses são os pilares de nossas ideias filosóficas: a massa da pizza. A oposição ao estatismo, à tirania política e à força centralizada e o apoio às liberdades civis, ao livre mercado e ao não-intervencionismo são uma das conclusões que devemos apoiar: o molho de tomate. Mas não são tudo. Nossos fundamentos também justificam a oposição à repressão cultural, à intolerância social e a relacionamentos autoritários, além do apoio ao feminismo, à liberação gay e trans, ao anti-racismo e ao fortalecimento dos trabalhadores, que são o outro lado das conclusões que devemos apoiar: o queijo. Juntos, esses ingredientes formam a grande e deliciosa pizza conhecida como libertarianismo.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26256&amp;md5=9099645b5e0ac6d6ee6baba800f7d125" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Libertarianism is More than Anti-Statism</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Apr 2014 19:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Cory Massimino]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>There is a growing division among libertarians regarding the relationship between our fervent commitment to anti-statism and other principles we might hold regarding social and cultural issues. This distinction is a false dichotomy, though. Put simply, libertarians are for one overriding principle: liberty. This principle applies to situations involving the state and situations that don’t. Being concerned about non-state injustices in addition to state created ones strengthens our commitment to liberty. It means libertarianism is about more than anti-statism.</p>
<p>Recently, accomplished libertarian author and editor, Lew Rockwell, wrote an <a href="https://www.lewrockwell.com/2014/03/lew-rockwell/what-libertarianism-is-and-isnt/">article</a> on his blog titled “What Libertarian Is, and Isn’t.” Mr. Rockwell argues, “Libertarianism is concerned with the use of violence in society. That is all. It is not anything else.” He supports a view of libertarianism that is concerned solely with property rights and the defense thereof. Rockwell envisions the libertarian philosophy as being the non-aggression principle, Lockean property rights, and nothing more.</p>
<p>Any concern for social and cultural issues beyond this is merely a person’s preferences that have nothing to do with their libertarianism. “Libertarians are of course free to concern themselves with issues like feminism and egalitarianism. But their interest in those issues has nothing to do with, and is not required by or a necessary feature of, their libertarianism.” I don’t believe this is the case. My aligning myself with the ideas of feminism, anti-racism, gay and trans liberation, and worker empowerment is an outgrowth of my libertarianism. I am committed to those principles for the same reasons that I am committed to anti-statism.</p>
<p>The reason I concern myself with violations of peoples’ liberty that don’t owe their origin to the state is explained by Rockwell when he writes, “Our position is not merely that the state is a moral evil, but that human liberty is a tremendous moral good.” Exactly! I am against authoritarianism, domination, and believe in equality of authority. That is why I am opposed to statism. But it’s also why I am for a world free of institutional oppression in the form of patriarchy, racism, gay and trans shaming, and autonomy-destroying, hierarchical workplaces.</p>
<p>My belief in equality of authority applies to more than just the relationship between a statesman and the average person. It applies to all human relationships. Whether it be in the capitol building, or in the workplace, or the dinner table, or the lunch counter, I want to maximize human freedom. My desire for human liberation on all these fronts is directly tied to my libertarian philosophy. These commitments are not merely the interchangeable toppings on the pizza of libertarianism, they are the cheese.</p>
<p>Rockwell quotes Mr. Libertarian himself, Murray Rothbard, to support his undecorated libertarian position. Rothbard writes, “Libertarianism does not offer a way of life; it offers liberty, so that each person is free to adopt and act upon his own values and moral principles.” I believe the true implications of what Rothbard is saying here supports the idea of a broad view of libertarianism, as opposed to Rockwell’s view. Libertarianism is, in fact, not about a certain lifestyle, other than how you interact with fellow human beings. Therefore, as a philosophy about proper social interactions, libertarianism is about the avoidance and disavowal of authoritarian relationships.</p>
<p>Rothbard’s argument shows how liberty is needed for each person to find their own purpose and achieve their own good. This goes beyond the actions of the state. Repressive cultural norms and domineering social customs also prevent people from flourishing. They, too, lessen people’s liberty. A black person can’t flourish if he lives in a staunchly racist community with employers and businesses who refuse him service. They wouldn’t be violating his rights, but they would certainly be diminishing his ability to achieve his own good. He would hardly be considered free in such an oppressive society.</p>
<p>Rothbard continues, “Libertarians agree with Lord Acton that “liberty is the highest political end” – not necessarily the highest end on everyone’s personal scale of values.” While this is an excellent quote by Lord Action, it doesn’t go far enough. Why would liberty only be relevant in the political sphere? It is certainly affected by various other factors. There is no reason to end our concern for human freedom at the doorstep of the capitol building. In order to remain consistent, we ought to extend that concern to all human interactions.</p>
<p>Rockwell concludes, “It need not and should not be fused with any extraneous ideology. This can lead only to confusion, and to watering down the central moral claims, and the overall appeal, of the message of liberty.” But there is no such fusion. Showing concern for authoritarian social relationships outside the purview of the state is merely fully fleshing out our core principles of autonomy and freedom. It doesn’t water down the message. It strengthens it. It makes it more internally coherent and makes concern for liberty the primary focus, rather than just vacuous anti-statism.</p>
<p>We support self-sovereignty, individual autonomy, and personal freedom. These are the bedrocks of our philosophical ideas: the pizza crust. Opposing statism, political tyranny, and centralized force and supporting civil liberties, free markets, and non-interventionism are one set of conclusions we must embrace: the tomato sauce. But this hardly the whole story. Our foundations also mean opposing cultural repression, societal intolerance, and authoritarian relationships and supporting feminism, gay and trans liberation, anti-racism, and worker empowerment, which are the other set of conclusions we must embrace: the cheese. Combined, all these things make up a large, delicious, beautiful pizza known as libertarianism.</p>
<p>Translations for this article:</p>
<ul>
<li>Portuguese, <a href="http://c4ss.org/content/26256" target="_blank">O libertarianismo é mais que o anti-estatismo</a>.</li>
</ul>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26154&amp;md5=4c7b55b47c495e8ec7655a49c59b2939" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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