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	<title>Center for a Stateless Society &#187; minorias</title>
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	<description>building public awareness of left-wing market anarchism</description>
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		<title>A consciência negra e sua luta libertária</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2014 22:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Valdenor Júnior]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Na década de 60, importantes nomes do movimento libertário norte-americano tiveram contato com as mobilizações promovidas pela <em>New Left</em> (“Nova Esquerda”), que se caracterizava, em contraposição à velha esquerda, pela desconfiança dos métodos de organização centralistas e das táticas pró-fortalecimento do estado, e por sua ênfase na inclusão de grupos segregados ou minoritários dentro da elevação do padrão de vida americana, trazendo à tona questões de gênero e de raça, bem como na crítica à militarização da política externa.</p>
<p>A tática da Nova Esquerda era, principalmente, a desobediência civil em massa, a ação direta e a auto-organização das comunidades e vizinhanças com a criação de instituições da sociedade civil paralelas ao estado, catalisando reformas sociais por meio de um ativismo menos capturável pelo <em>establishment</em>. Esses métodos decorriam da desconfiança já citada em relação às instâncias governamentais e à política partidária: como bem destacou o socialista libertário brasileiro <a href="http://mercadopopular.org/2014/10/socialismo-e-politica/">Mário Ferreira dos Santos</a>, na política democrática normal, &#8220;como sempre sucede, o meio acaba tornando-se mais importan­te que o fim, pois tende a substituí-lo, e a luta emancipadora, tendente para um ideal final, acaba por endeusar os meios&#8221; e era isso que a Nova Esquerda pretendia evitar.</p>
<p>À época, Murray Rothbard, conhecido expoente do anarquismo de mercado, esteve em contato com esses grupos e promoveu o diálogo entre o libertarianismo e a Nova Esquerda por meio do jornal &#8220;<em>Left and Right: A Journal of Libertarian Thought&#8221;</em><em> </em>(Esquerda e Direita: um jornal do pensamento libertário&#8221;). Dentre os textos publicados, o que mais se destaca certamente é &#8220;<a href="http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:f_LZ2rOmRNEJ:https://mises.org/journals/lar/pdfs/1_2/1_2_4.pdf+&amp;cd=1&amp;hl=pt-PT&amp;ct=clnk&amp;gl=br"><em>The New Left and Liberty</em></a>&#8221; (“A Nova Esquerda e a Liberdade”), de autoria do próprio Rothbard, demonstrando o quão a filosofia da liberdade individual era inerente aos métodos e motivos da Nova Esquerda.</p>
<p>Nele, Rothbard defende que a noção de democracia participativa da Nova Esquerda seria uma teoria política e organizacional antiautoritária e antiestatista: todo indivíduo, mesmo os mais pobres e os mais humildes, devem ter o direito de controle total sobre as decisões que afetam sua própria vida. Como recentemente destacou Kevin Carson, trata-se de um paradigma econômico e organizacional baseado em redes horizontais e <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Stigmergy">estigmérgicas</a>, onde tudo é feito pelo indivíduo ou grupo mais interessado, motivado e qualificado para a tarefa, sem a espera de permissão, o que abre espaço para que ativistas possam definir por si mesmos o que é importante para as comunidades de que são parte e com que trabalham e decidir como as pautas libertárias se relacionam especificamente a si mesmos.</p>
<p>Com a passagem do Dia da Consciência Negra no Brasil, podemos destacar ainda a descrição de Rothbard do movimento negro americano: essencialmente libertário em método e motivos.</p>
<p>Era o tempo da luta pelos direitos civis, contra a legislação segregacionista que vigia no Sul dos Estados Unidos, que mantinha os negros em situação de dependência e marginalização. Para Rothbard, a velha e a nova esquerda, nessa questão, eram como água e óleo.</p>
<p>A Velha Esquerda defendia reformas políticas, como moradias subsidiadas a negros, subsídios federais à educação, programas estatais de combate à pobreza. O método, portanto, era o <em>lobby</em> político.</p>
<p>A Nova Esquerda preconizava um ativismo militante que girava em torno daqueles assuntos que poderiam ser tratados com desobediência civil de massa: leis de segregação racial, restrições ao direito dos negros de votarem, a disseminada brutalidade policial em direção ao povo negro.</p>
<p>A brutalidade policial era um assunto de especial foco, uma vez que esta era a principal preocupação dos negros norte-americanos do Sul e mesmo dos bairros negros em estados do Norte e do Oeste, muito mais prejudicial às suas perspectivas que a falta de <em>playgrounds</em> ou mesmo a condição habitacional em seus bairros, tendo em vista os abusos de poder e as detenções arbitrárias realizadas por policiais brancos.</p>
<p>Rothbard conclui que, ao focar em áreas no qual um estado governado por brancos oprime as pessoas negras, a Nova Esquerda transformara o movimento negro em um movimento autenticamente libertário.</p>
<p>O mesmo ocorria na questão econômica. A Nova Esquerda corretamente desconfiava das medidas governamentais de renovação urbana: ao invés de aceitar o pretexto de que se tratava de uma reforma para beneficiar as massas, via nelas um programa de remoção forçada dos negros de suas residências para beneficiar os interesses dos setores de construção civil e de imobiliárias. Os programas de “combate à pobreza” eram vistos como uma forma de burocracias e políticos de alto escalão tentarem manipular &#8220;de cima para baixo&#8221; as perspectivas econômicas dos negros.</p>
<p>Tendo em vista essa descrença na solução estatal, Rothbard mostra que os ativistas da Nova Esquerda trabalhavam dentro das comunidades negras, auxiliando-as a saírem da apatia e as organizando em associações comunitárias de ajuda mútua aos próprios negros empobrecidos, um paradigma semelhante ao que se está renovando atualmente por meio das <a href="http://mercadopopular.org/2014/08/a-grande-promessa-das-cooperativas-sociais/">cooperativas sociais</a>. E sua aplicação prática levou mesmo ao estabelecimento de escolas conhecidas como <em>freedom schools</em> (“escolas da liberdade”), alternativas às escolas públicas governamentais.</p>
<p>Além disso, ao contrário da aceitação acrítica dos antigos sindicatos trabalhistas pela Velha Esquerda, a Nova Esquerda denunciou como sindicatos tinham organizado trabalhadores brancos contra os negros, usando sua influência junto às empresas em para restringir a participação dos negros na força de trabalho e reforçar sua exclusão. Mas isso também não quer dizer que a Nova Esquerda fosse contrária à liberdade sindical: no Mississippi, foi formado um sindicato alternativo para registro de trabalhadores negros, desafiando o monopólio de sindicatos racistas nas negociações com as empresas.</p>
<p>O movimento negro brasileiro defronta-se com alguns desafios similares, ainda que em contextos diferentes, onde muitas das causas têm relação tanto com negros quanto com as demais pessoas de baixa renda que moram em bairros periféricos: brutalidade policial, desapropriações, programas de financiamento habitacional que <a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,segunda-fase-do-minha-casa-registra-piora-do-desempenho-na-baixa-renda-imp-,1121693">intensificam o déficit habitacional</a> e a segregação residencial, ausência de reconhecimento do direito de propriedade coletiva da terra de comunidades quilombolas (intensificando conflitos fundiários na Amazônia, por exemplo), ausência do direito de propriedade de moradores de favelas e outras edificações residenciais “irregulares”. Há também uma carga tributária que não somente onera proporcionalmente <a href="http://exame.abril.com.br/economia/noticias/sistema-tributario-brasileiro-onera-mais-negros-e-mulheres">mais os pobres do que os ricos</a>, como também pune principalmente <a href="http://spotniks.com/mulheres-e-negros-sao-os-mais-prejudicados-pelo-sistema-tributario-brasileiro/">mulheres e negros</a> em relação aos homens e brancos, e a política cada vez mais repressiva de combate às drogas aumenta a insegurança e os homicídios entre pessoas negras, e a profanação dos cultos afro-brasileiros.</p>
<p>Aqui, a população negra se preocupa com o assistencialismo em duas vias: a “assistência” estatal que quebra vínculos familiares e comunitários, transferindo a responsabilidade pelo bem estar dos indivíduos para o governo; e, duplamente maléfico, o assistencialismo corporativo e à classe média, que oferece subsídios a empresas e a classe média e deprime ainda mais o valor do trabalho dos negros.</p>
<p>Os negros precisam lidar com essas questões. E poderão fazer isso através de uma consciência negra libertária, que se inspire no trabalho da Nova Esquerda.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=33696&amp;md5=6a67192b3a598807bf4c27f9910c2b0d" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>La izquierda punitiva y la criminalización de la homofobia</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2014 19:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>En el artículo ya clásico &#8220;<a href="https://pt.scribd.com/doc/74572563/Maria-Lucia-Karam-A-esquerda-punitiva">A Esquerda punitiva</a>&#8221; (&#8220;La izquierda punitiva&#8221;), Maria Lúcia Karam critica a la izquierda brasileña por traicionar sus convicciones profundamente arraigadas sobre el cambio social, uniéndose a los que desean fortalecer el derecho penal como principal medio de resolución de los conflictos sociales y garantizar la paz social.</p>
<p>Karam señala que la izquierda parece haber olvidado que el aparato represivo del estado se vuelve principalmente contra los grupos marginados, actuando las más de las veces como una forma de limpieza social, y que las propuestas de más criminalización y represión provenientes de la izquierda (como la lucha contra los delitos financieros) no resuelven esta contradicción estructural.</p>
<p>Un ejemplo de ello es el problema de seguridad creado por el tráfico de drogas: En lugar de apoyar una mayor represión del tráfico de drogas para reducir la sensación de inseguridad, la izquierda brasileña debe reflexionar sobre el hecho de que es la penalización de las drogas en sí misma la que crea el ciclo de la violencia relacionada con las drogas prevalente el país. Por lo tanto, luchar contra el derecho penal es luchar contra la violencia.</p>
<p>Karam concluye que el papel de la izquierda es criticar el sistema imperante, no reforzar su lógica.</p>
<p>En el debate presidencial de Brasil del 29 de septiembre, Levy Fidelix, apodado el &#8220;candidato enano,&#8221; hizo algunas declaraciones sumamente viles, homofóbicas y ofensivas en la televisión nacional después de que la también candidata Luciana Genro le preguntara acerca de su posición sobre el matrimonio gay. Fidelix mostró la típica repulsión heteronormativa a la homosexualidad disfrazada de &#8220;defensa de los valores familiares&#8221;, pero fue aún más lejos al declarar que el &#8220;sistema excretor&#8221; no es un órgano reproductor y que los no heterosexuales deberían ser excluidos de alguna manera de la vida social, &#8220;lejos&#8221; del resto de la sociedad para tratar sus supuestas afecciones y problemas psicológicos.</p>
<p>Siempre dispuestos a dar la pelea, muchos izquierdistas se manifestaron a favor de la criminalización de la homofobia y utilizaron las declaraciones de Fidelix como ejemplo de lo que el derecho penal debería prohibir. Según este sector de la izquierda brasileña la homofobia debería ser un delito a la par que el racismo. Pero al defender esa posición, cometen el error de la izquierda punitiva.</p>
<p>La criminalización de una conducta no puede ser el principal medio a través del cual se resuelve el conflicto social porque es la forma más coercitiva de hacerlo, y debería invocarse únicamente en caso de una agresión contra las libertades individuales.</p>
<p>La idea de la criminalización como solución para todos los problemas humanos ha ampliado dramáticamente la regulación estatal de la vida. Y de acuerdo con ese punto de vista, no hay comportamiento individual que no pueda ser potencialmente incluido en nuestros registros policiales.</p>
<p>Criminalizar las opiniones inaceptables ha sido una herramienta típicamente utilizada por todos y cada uno de los regímenes autoritarios de la historia humana. Nunca llega a ser una herramienta de transformación social, sino de la reacción. No va a purificarse porque por fin criminalicemos las opiniones que son realmente dignas de desprecio. Sigue siendo un medio autoritario para amordazar la disidencia.</p>
<p>Tal como lo demuestra Steven Pinker en <em>Los ángeles que llevamos dentro</em>, los grandes cambios en la historia de la humanidad no se han dado gracias a la &#8220;criminalización de opiniones conservadoras&#8221; (algo que ni siquiera era posible en ese momento), sino a través de un proceso histórico más complejo que incluyó la despenalización de las opiniones y la expansión de la libertad de expresión. El gran descubrimiento liberal es que para garantizar la paz social no tenemos que estar de acuerdo en todo, sino sólo en cuanto a quién debe tener el derecho de decidir quién tiene la razón: el propio individuo.</p>
<p>El proceso de criminalización de la homofobia y el racismo puede tener consecuencias bastante nocivas en el futuro: muchas personas acusan a las feministas de ser &#8220;misándricas&#8221;, y al movimiento LGBT de ser &#8220;heterofóbico&#8221;. A pesar de que estas son acusaciones absurdas, no es difícil pensar en una defensa de la supresión de su discurso por esos motivos, ya que sus polos opuestos (el machismo y la homofobia) pueden convertirse en crímenes. No hay ninguna garantía de que estos discursos no se criminalizarán y etiquetarán como expresiones de odio en el futuro, en detrimento del debate libre y los derechos de las minorías.</p>
<p>Por lo tanto, la mejor manera de luchar contra el racismo, la homofobia y otras culturas discriminatorias no es a través de su criminalización. Tal como lo expresó Mano Ferreira en su artículo &#8220;<a href="http://mercadopopular.org/2014/09/por-um-principio-da-nao-opressao/">Por um Principio da nao opressao</a>&#8221; (&#8220;Por un principio de no-opresión&#8221;): &#8220;En la elaboración de un principio libertario de la no-opresión, debemos tener en mente la ampliación de la libertad humana. Por lo tanto, creo que es a través de la cooperación voluntaria y el empoderamiento social de los oprimidos que construimos bases legítimas y eficaces para luchar contra la opresión. En ese proceso es necesario analizar en profundidad los mecanismos de opresión y las posibilidades de desarmarla &#8211; una misión en la que debemos reconocer la importancia de los autores que se adhieren a otras epistemologías, entenderlos y resignificarlos&#8221;.</p>
<p>La acción directa y el boicot social pueden ser herramientas muy útiles en este sentido, lo cual he sugerido en cuanto a la lucha feminista contra la cultura de la violación.</p>
<p>Hay que abandonar el paradigma de la criminalización de las opiniones en el contexto de la lucha por el progreso social, ya que la emancipación de las minorías se está obteniendo y se logrará a través de una consolidación, amplificación e iluminación histórica de las redes de cooperación social voluntaria, donde la criminalidad estatal y la opresión social se combatirán y rechazarán en favor de la libertad humana.</p>
<p>Artículo original <a href="http://c4ss.org/content/32489">publicado por Valdenor Júnior el 7 de octubre de 2014</a>.</p>
<p>Traducido al español por <a href="http://es.lanafurth.com">Alan Furth a partir de la traducción al inglés de </a><a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a><a href="http://es.lanafurth.com">.</a></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=32686&amp;md5=9217b46d68c10b18230bb8ce16c69943" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Os policiais realmente &#8220;se encaixam na descrição&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2014 00:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Brian Nicholson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A morte de um jovem negro desarmado em Ferguson, Missouri, e a brutal resposta da polícia local aos protestos fez com que a mídia merecidamente passasse a examinar as práticas dos policiais nos Estados Unidos. Várias entrevistas revelam histórias de perseguição policial constante, mostrando que o tratamento desproporcional dispensado às minorias é generalizado. Trata-se, infelizmente, de uma ocorrência muito comum. Contudo, às vezes casos particulares podem mostrar a injustiça geral ao destacar o absurdo de uma situação.</p>
<p>No dia 22 de agosto, em torno das 5h da tarde, um homem negro que andava em LaCienega Boulevard em Beverly Hills, Califórnia, foi cercado pela polícia, algemado, revistado e preso com uma fiança estipulada em 6 dígitos. Ao contrário dos retratações dos procedimentos policiais na cultura pop (a não ser no seriado da FX <em>The Shield</em>), ele não teve lidos os seus direitos nem pode entrar em contato com um advogado por várias horas. Foi preso por suspeita de assalto à banco na área, cujo suspeito era descrito como &#8220;homem negro, alto e careca&#8221;.</p>
<p>Para os policias, tinha pouca importância que uma descrição tão vaga pudesse servir tanto para Shaquille O&#8217;Neal quanto para o motorista da van dos correios da região. Era um homem alto, negro e careca, muito parecido&#8230; até que, ao observarem a câmera de segurança do banco, viram que se tratava do homem errado e o liberaram.</p>
<p>O que fez com que essa história ganhasse notoriedade foi o fato de que esse homem errado era <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152352367158207&amp;set=a.37860328206.51697.543298206&amp;type=1">Charles Belk</a>, produtor, diretor e dono de sua própria empresa de marketing. Ao vê-lo discutir sua vida e seu encontro com esses policiais, lembrei da campanha &#8220;<a href="http://www.npr.org/blogs/thetwo-way/2014/08/11/339592009/people-wonder-if-they-gunned-me-down-what-photo-would-media-use">If They Gunned Me Down</a>&#8221; (&#8220;Se tivessem atirado em mim&#8221;, em português) no Twitter após a morte de Michael Brown e o que ela dizia a respeito da política da respeitabilidade. Se alguém que aparentemente marca todos os pontos múltiplas vezes no teste da sociedade americana que avalia se a pessoa é um Cidadão Respeitável pode ser tratado dessa forma, imagine o que aconteceria se ele <em>não</em> tivesse tais recursos à sua disposição — imagine que fosse um ator com dificuldades financeiras ou um garçom.</p>
<p>O tratamento dispensado às minorias. particularmente nos EUA, não importa se forem um Charles Belk ou João Ninguém, é parte do sistema que vê os não-brancos como uma massa amorfa e indiferenciada. Nas cidades em todo o país, as minorias são desproporcionalmente mais paradas e revistadas em busca de drogas e armas, são tratadas de forma mais dura pela polícia e tendem a &#8220;se encaixar na (ridiculamente vaga) descrição&#8221;. Dado o histórico de perfilamento racial, brutalidade policial e corrupção, aqueles que carregam o distintivo da polícia de uma ordem injusta são eles próprios suspeitos. As acusações são milhares de assassinatos e milhões de agressões, assaltos à mão armada, sequestro e terrorismo.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31073&amp;md5=85fede0047f8233861e271005a89d380" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Classe, política identitária e estigmergia: Por que não precisamos de &#8220;um grande movimento&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jun 2014 00:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Em um texto para o blog da rede <em>Students for Liberty</em> (&#8220;<a href="http://studentsforliberty.org/blog/2014/05/06/between-radicalism-revolution/">Between Radicalism and Revolution: The Cautionary Tale of Students for a Democratic Society</a>&#8220;, 6 de maio), Clark Ruper usa o exemplo dos <em>Students for a Democratic Society</em> (SDS) como alerta contra o sectarismo e a fragmentação dentro do movimento libertário. O movimento libertário, afirma ele, deve estar unido em favor de uma agenda comum que tenha apelo para o maior número possível de pessoas — que aborde questões &#8220;mais importantes&#8221; como a luta contra o corporativismo e o intervencionismo militar e a proteção das liberdades civis. Ruper parece focar principalmente nos anarquistas, revolucionários, defensores da justiça social e libertários de esquerda como potenciais fontes de divisões. Ele também deixa claro que seu post foi motivado, em grande parte, pelos debates recentes a respeito das abordagens libertárias &#8220;<a href="http://wikibin.org/articles/thick-and-thin-libertarianism.html"><em>thick</em></a>&#8221; ou &#8220;não-brutalistas&#8221; defendidas, entre outros, por <a href="http://c4ss.org/content/11146">Roderick Long</a>, <a href="http://c4ss.org/content/12460">Charles Johnson</a>, <a href="http://c4ss.org/content/13979">Gary Chartier</a>, <a href="http://c4ss.org/content/26094">Sheldon Richman</a> e <a href="http://c4ss.org/content/25332">Jeffrey Tucker</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Alguns afirmam que o libertarianismo &#8216;real&#8217; ou uma versão melhorada das ideias libertárias deve também incluir o anarquismo, o progressismo, estudos críticos de raça ou várias outras perspectivas. (&#8230;)</p>
<p>&#8220;Para nós, atualmente, parece que o libertarianismo não é o suficiente; o que precisamos é do anarquismo de esquerda, do libertarianismo <em>thick</em>, do não-brutalismo ou várias outras perspectivas.&#8221;</p></blockquote>
<p>Em resposta, <a href="http://c4ss.org/content/27335">Jeff Ricketson</a>, no Centro por uma Sociedade Sem Estado (&#8220;<a href="http://c4ss.org/content/27335">Radicalism as Revolution: A Call for a Fractal Libertarianism</a>&#8220;, C4SS, 18 de maio) desafiou a defesa de Ruper de um movimento monolítico e considerou a fractalidade como ponto positivo:</p>
<blockquote><p>&#8220;O que devemos defender é um libertarianismo unido sob a bandeira da liberdade, com discussões apaixonadas e amigáveis sobre as questões internas e uma nidificação fractal em pequenos grupos mais especializados.&#8221;</p></blockquote>
<p>O fractalismo e a especialização, afirma ele, são bons porque aumentam a agilidade, a resistência a adaptabilidade do movimento como um todo face a mudanças.</p>
<p>E isso é muito verdadeiro. É difícil para os ativistas libertários que trabalham em comunidades específicas relacionarem seus valores básicos às necessidades particulares e às situações cotidianas das pessoas com quem trabalham se tiverem que pedir autorização dos cabeças do Quartel-General Central do Partido.</p>
<p>Eu e outros associados ao C4SS já fomos alvos de críticas similares às de Ruper por darmos atenção considerada excessiva a preocupações com a justiça social. Afirmam que perdemos o nosso foco em questões &#8220;reais&#8221;, no &#8220;principal&#8221; — como o estado corporativo, a economia, classes, guerras e liberdades civis. Em vez de enfatizarmos esses pontos, nos distraímos pelo &#8220;politicamente correto&#8221; e pela &#8220;política identitária&#8221;. Ou seja, deveríamos nos prender a um programa libertário comum de amplo apelo, limitar nosso foco a essas &#8220;questões importantes&#8221; e evitar dizer qualquer coisa que possa alienar os conservadores culturais brancos que concordam conosco em questões econômicas.</p>
<p>É claro que isso é irônico, dado que toda essa polêmica sobre as pautas &#8220;polêmicas&#8221; que podem alienar os mais conservadores vem de um movimento &#8220;pan-secessionista&#8221; que está de braços abertos a neonazistas e nacional-anarquistas, cujo líder defendeu a expulsão de ativistas LGBT do movimento anarquista. Aparentemente, a alienação desses grupos conservadores que chafurdam em seu próprio vitimismo é inaceitável, mas não dar apoio a pautas interessantes aos gays e transgêneros que são genuinamente vitimizados todos os dias por injustiças estruturais não é algo tão ruim.</p>
<p>De qualquer forma, as defesas de um movimento amplo, unido em torno de uma só plataforma de amplo apelo, são fundamentalmente equivocadas. É essencialmente o mesmo argumento usado pelo <em>establishment</em> esquerdista — parte do qual se intitula orgulhosamente como &#8220;verticalista&#8221; — contra o horizontalismo do movimento <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Occupy_movement">Occupy</a>. É a crítica padrão dos centristas-gerencialistas dentro da comunidade progressistas e social-democrata: &#8220;Aponte líderes e adote uma plataforma!&#8221;</p>
<p>O Occupy chegou bem perto de fazer exatamente isso. Os membros da organização anticonsumista <a href="https://www.adbusters.org/">Adbusters</a> e os <a href="https://nocutsny.wordpress.com/">New Yorkers Against Budget Cuts</a> (Nova-iorquinos Contra Cortes no Orçamento) que chegaram mais cedo nas reuniões planejavam um acordo para chegar a uma só pauta de exigências, apontar porta-vozes e tudo o mais. Se tivessem feito isso, o Occupy seria outro movimento passageiro que sairia das notícias em alguns dias. Mas David Graeber e alguns outros horizontalistas — Wobblies e veteranos do movimento de Seattle — se juntaram para formar um movimento de oposição que rapidamente se estabeleceu como cultura dominante dentro do Occupy.</p>
<p>Ao invés de adotar uma liderança e uma pauta oficiais, Graeber e os horizontalistas escolheram seguir o modelo descentralizado em redes do movimento M15 da Espanha. Ao invés de uma só pauta ou uma pequena plataforma resumida em alguns pontos-chave, os organizadores do Occupy decidiram enfatizar a mensagem do &#8220;Somos o 99%&#8221; — uma ampla oposição a coisas como o poder das corporações e bancos sobre o estado, o neoliberalismo, o imperialismo etc. — e deixaram os vários subgrupos, as comunidades e indivíduos que formavam o movimento estabelecerem seus próprios objetivos, atentos às necessidades e preocupações particulares relacionadas ao tema mais amplo.</p>
<p>Em outras palavras, o movimento Occupy não tinha uma plataforma — ele mesmo era uma plataforma. Era uma caixa de ferramentas, uma marca e uma biblioteca de imagens e slogans prontos para serem usados e adaptados a necessidades e pautas específicas de grupos que compartilhassem a oposição geral ao neoliberalismo e ao poder do capital financeiro.</p>
<p>Tanto Ruper quanto os críticos de centro-esquerda do Occupy recorrem ao modelo organizacional ultrapassado do meio do século 20. Nesse modelo, celebrado por Joseph Schumpeter e John Kenneth Galbraith, a produção industrial requeria grandes organizações hierárquicas com uso intensivo de capital, grandes economias de escala e extensas divisões de trabalhos. Seriam organizações governadas por regulamentos trabalhistas weberianos-tayloristas, descrições de &#8220;funções&#8221; e de quais são as &#8220;práticas adequadas&#8221;. O ativismo político, assim, requereria grandes organizações hierárquicas e capitalizadas como a GM, a GE e vários outros dinossauros industriais.</p>
<p>Mas adivinhe só: todos esses dinossauros estão obsoletos e fadados a desaparecer. Seu modelo organizacional e todos que o seguem também. As mudanças tecnológicas mudaram a base material da maioria das instituições hierárquicas e fez com que os requisitos de capitalização para a duplicação de suas funções implodisse. Ferramentas baratas de micromanufatura, tecnologias caseiras mais eficientes que editoras e estúdios musicais e comunicações em rede a custo virtualmente zero permitem que indivíduos e pequenos grupos horizontalizados façam coisas que antes requeriam poderosas instituições sediadas em enormes prédios de vidro e aço, cheios de milhares de robôs em cubículos, gerenciadas por vários homens engravatados em mesas de mogno no último andar.</p>
<p>O paradigma econômico e organizacional do mundo de hoje são as redes horizontais e <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Stigmergy">estigmérgicas</a>. É o modelo organizacional da Wikipedia, dos movimentos de compartilhamento, do Anonymous e até da Al-Qaeda. Nesse modelo, tudo é feito pelos indivíduos ou por pequenos grupos de afinidade unidos em torno de diferentes pautas. Tudo é feito pelo indivíduo ou grupo mais interessado, motivado e qualificado para a tarefa, sem a espera de permissão. E em vez de &#8220;desviar&#8221; da missão comum, as contribuições dos indivíduos e grupos de afinidade são sinérgicas e se reforçam mutuamente. Em redes de compartilhamento de arquivos, quando alguém quebra os esquemas de gestão de direitos digitais de uma música ou filme, os arquivos se tornam imediatamente propriedade comum de toda a rede. Quando um novo dispositivo explosivo improvisado é desenvolvido por uma célula da Al Qaeda no Iraque, ele pode ser imediatamente adotado por outra célula que o achar útil — ou ignorado se não for. Uma rede estigmérgica é a máxima expressão do conhecimento distribuído hayekiano.</p>
<p>Nós não precisamos mais nos reunir em grandes instituições para alcançar nossos objetivos ou tentar fazer com que todos concordem em certos pontos antes de dar qualquer passo. Os ativistas fazem isso por conta própria. O que precisam é simples: suporte e solidariedade. Eles podem definir por si mesmos o que é importante para as comunidades de que são parte e com que trabalham, podem decidir como as pautas libertárias se relacionam especificamente a si mesmos. Enquanto isso, os outros podem fazer o mesmo e direcionar seus esforços a suas preocupações locais, desejando sorte aos companheiros em outros submovimentos e oferecendo solidariedade e suporte quando possível e necessário.</p>
<p>O que isso significa é que é totalmente desnecessário — não que jamais tenha sido preciso — suprimir as defesas da justiça racial e de gênero em prol do suporte à pauta comum da classe econômica &#8220;até a chegada da revolução&#8221; ou &#8220;pelo bem do partido&#8221;. De fato, é contraprodutivo. A unidade e subordinação forçada defendida por Ruper é, paradoxalmente, garantia de fomento de discórdia e divisão.</p>
<p>Por experiência própria, ao conversar com amigos, acho que está bastante claro que essa tendência a subordinar questões &#8220;divisivas&#8221; (como raça e gênero) às &#8220;importantes&#8221; (política e economia) é o motivo principal por que o libertarianismo e o anarquismo são percebidos por mulheres, grupos LGBT e negros como província de &#8220;machos brancos&#8221;.</p>
<p>Já percebi o mesmo problema em grupos social-democratas que se intitulam &#8220;progressistas pragmáticos&#8221; (chamados de &#8220;Obots&#8221; em tom de desprezo, por seu apoio incondicional a Barack Obama) e usam a hashtag #UniteBlue no Twitter. Não importa a questão — seja o uso de Drones por Obama para matar civis inocentes, a invasão de privacidade da NSA, o corporativismo da elaboração da Parceria Transpacífica — suas respostas padrão são &#8220;Então você preferiria que Romney fosse eleito?&#8221; ou &#8220;Como isso afetará as chances de Hillary Clinton em 2016?&#8221;. Esse tipo de oportunismo cínico às custas das necessidades de seres humanos reais é vergonhoso — não importa o lado.</p>
<p>Se essa união forçada em torno de questões &#8220;reais&#8221; estimula a divisão e o ressentimento, então a melhor forma de estimular a união é levar em conta ativamente os interesses e as necessidades específicas de diferentes segmentos da população. A prática da interseccionalidade — isto é, perceber como diferentes formas de opressão, como opressões de classe, raça e gênero se reforçam mutuamente e afetam de forma diferente subgrupos particulares dentro dos meios ativistas — não foi desenvolvida para estabelecer uma competição de quem é mais oprimido. Ela foi desenvolvida precisamente para evitar o fracionamento dos movimentos por justiça racial por conta de questões de classe e gênero, o feminismo por conta de questões de classe e raça, etc, atentando para as necessidades especiais dos menos favorecidos dentro de cada movimento.</p>
<p>Se você quer saber o que acontece a um movimento que foca nas questões &#8220;importantes&#8221; (econômicas) sem levar em conta problemas interseccionais, observe os sindicatos de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Sharecropping">parceiros rurais</a> dos anos 1930 que se separaram em movimentos de negros e brancos — e finalmente derrotados — graças a ações promovidas por grandes agriculturalistas para explorar as divisões raciais entre os membros. Ou você poderia observar as reuniões de vários grandes grupos de ativismo, tomar nota de quantos componentes são homens brancos e então se perguntar por que esse movimento tão amplo não tem nenhum apelo para mulheres e negros.</p>
<p><em>Traduzido do inglês para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=27885&amp;md5=da0185ab6ad29205bc962cd83d03f1d7" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Tragam de volta as táticas do movimento pelos direitos civis</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Mar 2014 23:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Natasha Petrova]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Vários estados americanos recentemente consideraram a aprovação de leis que permitem a discriminação contra pessoas LGBT. São leis baseadas na ideia de liberdade religiosa. Porém, qual é a resposta apropriada dos libertários de esquerda a essas leis? A resposta é a defesa de ações diretas. Se as leis forem aprovadas, nós, libertários de esquerda, devemos fazer protestos passivos análogos aos do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos. Isso poderia levar a uma dessegregação das empresas e colocaria pressão sobre os empresários para que permitissem o atendimento à clientela LGBT. <a href="http://www.fee.org/the_freeman/detail/libertarianism-anti-racism#axzz2ueLkMioa">Sheldon Richman</a> nos mostra exemplos históricos da eficiência dessa prática:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Como já escrevi anteriormente, as lanchonetes no sul dos Estados Unidos estavam sendo dessegregadas muitos anos antes da aprovação da lei de 1964. Como? Através de protestos passivos, boicotes e outros tipos de ação social confrontativa não-violenta e não-estatal. (Você pode ler relatos emocionantes <a href="http://www.sitins.com/story.shtml">aqui</a> e <a href="http://blog.fair-use.org/2010/05/22/diane-nash-the-sit-in-movement-and-the-grassroots-desegregation-of-downtown-nashville-from-lynne-olson-freedoms-daughters-2001/">aqui</a>.)</p>
<p>Sheldon ainda evidencia a praticidade dessa abordagem em outro <a href="http://www.cato-unbound.org/2010/06/18/sheldon-richman/context-keeping-community-organizing">texto</a>:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Mesmo antes, durante os anos 1950, David Beito e Linda Royster Beito relatam no livro <a href="http://www.amazon.com/Black-Maverick-Howards-Economic-Studies/dp/0252034201"><em>Black Maverick</em></a> que o empresário negro T.R.M. Howard liderou um boicote das empresas nacionais de gasolina que forçou seus franqueados a permitir que os negros utilizassem os banheiros dos quais eram excluídos.</p>
<p>As leis que estão sendo consideradas utilizam termos como &#8220;liberdade&#8221; de forma orwelliana. A possibilidade de excluir pessoas por motivos irracionais e arbitrários não é liberdade. Os libertários serão detestados por todas as pessoas LGBT se não oferecerem uma solução diferente do uso da força para o problema da discriminação. Temos aqui uma chance de mostrar que nossos princípios individualistas se aplicam tanto às minorias perseguidas quanto a grupos não-minoritários. Não podemos desperdiçar essa oportunidade.</p>
<p>E quanto a questões de direitos de propriedade e invasões? Uma maneira de abordar esse problema é através da metodologia libertária contextual ou dialética. Direitos de propriedade privada são contextuais e estão relacionados à ocupação e ao uso. São um valor entre vários a se considerar ao avaliar a moralidade de uma ação. Quanto fanáticos irracionalmente excluem pessoas de espaços normalmente abertos ao público, os direitos de propriedade se tornam menos importantes que a necessidade de inclusão social. Isso não significa que deve ser utilizada a força estatal, mas justifica protestos não-violentos. Os ativistas dos direitos civis poderiam até mesmo ter utilizado força defensiva contra os bandidos que iniciaram o uso de violência contra eles ao conduzirem protestos passivos. O mesmo se aplica aos ativistas LGBT atuais.</p>
<p>Não quero dizer aqui que os direitos de propriedade são sempre menos importantes que outras preocupações. O direito individual aos frutos de seu trabalho não é enfraquecido pela necessidade que o estado tem de se sustentar. Eu digo, porém, que a moralidade exige algumas trocas às vezes. O que significa que algumas coisas relevantes à liberdade são mais importantes que direitos de propriedade privada. Podemos considerar esta uma situação do tipo.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=25015&amp;md5=2dc852dc9fc8b72e996946ea5b7cde5a" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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