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	<title>Center for a Stateless Society &#187; libertarianismo vulgar</title>
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		<title>O que é que Stossel está defendendo mesmo?</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jun 2014 00:30:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Criei a expressão &#8220;<a href="http://c4ss.org/content/15448">libertarianismo vulgar</a>&#8221; alguns anos atrás para descrever a atitude de notórios libertários ao defender reflexivamente o sistema capitalista corporativo atual como se fosse o &#8220;livre mercado&#8221;. Para eles, os princípios de &#8220;livre mercado&#8221; justificam os males da economia corporativista. Recentemente, pude testemunhar um dos piores exemplos desse fenômeno, cortesia de John Stossel (&#8220;<a href="http://reason.com/archives/2014/06/04/income-mobility-myths">Debunking Popular Nonsense About Income Mobility in America</a>&#8220;, <em>Reason</em>, 4 de junho).</p>
<p>Os libertários vulgares que fazem apologia ao capitalismo usam o termo &#8220;livre mercado&#8221; de maneira equívoca. Parecem ter dificuldade em lembrar, de um momento ao outro, se defendem o capitalismo existente ou os princípios de livre mercado. Assim, vemos os artigos convencionais que afirmam que os ricos não podem enriquecer às custas dos pobres porque &#8220;não é assim que o livre mercado funciona&#8221; — presumindo implicitamente que vivemos em um regime de livre mercado. Quando provocados, esses libertários relutantemente admitirão que não vivemos em um livre mercado e que o sistema atual inclui diversas intervenções em benefício dos ricos. Porém, logo que pensam ter se safado das acusações, eles voltam a defender a riqueza das corporações existentes com base nos &#8220;princípios do livre mercado&#8221;.</p>
<p>Stossel dá um dos melhores exemplos dessa prática. Inicialmente, ele concede o argumento elaborado por Thomas Piketty, no livro <em>O Capital no século 21</em>, de que a concentração de riquezas nas mãos dos super-ricos atingiu seu auge. É verdade, afirma ele, que &#8220;a disparidade de renda cresceu&#8221;. &#8220;Agora o 1% mais rico possui mais riquezas que os 90% mais pobres!&#8221; Mas não há com que se preocupar!</p>
<p>Stossel alega que o importante não é a divisão relativa da riqueza entre os vários setores da população, mas a mobilidade entre eles. E ficar rico está mais fácil do que nunca. Veja, por exemplo, Oprah Winfrey (que chegou a precisar de assistência estatal)! E Sam Walton (que era empregado em fazenda)!</p>
<p>Tudo isso não passa de bobagem. Em primeiro lugar, Stossel subestima injustificadamente a dependência de trajetória. Por exemplo, há diferenças estruturais contínuas entre a segurança econômica e o bem estar de famílias negras que viveram em áreas em que o exército americano concedeu terras a antigos escravos durante a época da Reconstrução após a Guerra Civil dos Estados Unidos e aquelas famílias que não viveram. Também há outras injustiças estruturais contínuas, como a remoção dos agricultores negros de suas terras após a Segunda Guerra Mundial ou o <em>redlining</em> promovido pelos bancos.</p>
<p>Além disso, sempre houve significativa mobilidade social entre as classes durante a história. Sem essa mobilidade, se transformariam em sistemas de castas incapazes de se adaptar a mudanças. É por isso que o Partido Interno, em <em>1984</em> de George Orwell, é uma meritocracia que recruta indivíduos talentosos do Partido Externo e dos Proles a cada geração. O sistema soviético de classes provavelmente era mais móvel que o americano; a maior parte da economia estatal, no século 20, era povoada por milhões de trabalhadores e camponeses (e por seus filhos), que entraram no Partido nos anos 1920 e 1930 e foram mandados para escolas vocacionais. Mesmo em Roma, alguns escravos que fossem mais empreendedores ou astutos conseguiam comprar a própria liberdade e acabavam se tornando, eles mesmos, donos de escravos. Esses fatos significam que o domínio do Ingsoc em 1984, dos apparatchik soviéticos sobre os cidadãos médios ou dos senhores romanos sobre os escravos eram legítimos? É um argumento incrivelmente estúpido.</p>
<p>Mas o libertarianismo vulgar mostra mesmo a sua cara quando Stossel despreza considerações de justiça ou injustiça na distribuição de riquezas: &#8220;Além do mais, os ricos não ficam ricos às custas dos pobres (a não ser que roubem ou se aliem ao governo)&#8221;.</p>
<p>Parece que esse &#8220;a não ser&#8221; é bem importante. Stossel escreve como se a legitimidade das fortunas dos super-ricos fossem a regra e cumplicidade com o governo fosse uma rara exceção. Na verdade, Stossel ocasionalmente fala sobre alguns privilégios estatais canalizados aos ricos (como subsídios aos seguros de suas casas de praia) ou sobre o assistencialismo corporativo. Mas suas reação instintiva, quando alguém ataca a polarização da riqueza e do poder das grandes empresas, é interpretar o argumento como um ataque ao &#8220;livre mercado&#8221; e levantar a voz em defesa dos ricos e poderosos.</p>
<p>O capitalismo corporativo que conhecemos, porém, é definido por sua relação com o estatismo e a esmagadora maioria das riquezas dos super-ricos é retirada de direitos de propriedade artificiais ou da escassez forçada pelo estado. Duvido que seria possível acumular uma fortuna de 100 milhões em um livre mercado — muito menos de 100 bilhões. As corporações que compõem a lista da Fortune 500, sem qualquer exceção de que eu me lembre, devem seus lucros e participações no mercado a subsídios, monopólios, barreiras de entrada e cartéis regulatórios patrocinados pelo governo.</p>
<p>Stossel não está atacando a intervenção estatal. Está defendendo um sistema baseado nela.</p>
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