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	<title>Center for a Stateless Society &#187; iraque</title>
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		<title>Barack Obama: terrorista</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2014 01:46:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Grant A. Mincy]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A National Public Radio (NPR) começou seu programa <a href="http://www.npr.org/2014/09/12/348010219/week-in-politics-obamas-isis-speech-rand-paul"><em>Week in Politics</em> de 12 de setembro</a> com uma análise do <a href="http://www.theguardian.com/world/interactive/2014/sep/11/obama-speech-isis-analysis">discurso do presidente dos EUA Barack Obama</a> sobre o Estado Islâmico (ISIS). Vários jornalistas e comentaristas destrincharam o discurso de Obama — se teria sido forte o bastante, debateram suas intenções, perguntaram <a href="http://www.npr.org/blogs/parallels/2014/09/12/347711170/isis-isil-or-islamic-state-whats-in-a-name">quem era o ISIS</a>. Logo a seguir, percebi que o Estados Unidos bombardeiam o Iraque, de alguma maneira, desde que eu tinha 6 anos de idade — eu sou um homem de 30 anos. Essa tradição trágica, agora com já um quarto de século de duração, continua com o atual comandante em chefe, que possui um Prêmio Nobel da Paz.</p>
<p>Por todo esse tempo os Estados Unidos empreendem planos de engenharia nacional e atos de assassinato em massa no território árabe. Em seu discurso, Obama afirmava: &#8220;Nosso objetivo é claro: atacaremos e destruiremos o ISIS através de uma estratégia abrangente e sustentada de contraterrorismo&#8221;. A próxima grande guerra dos drones chegou — e certamente matará ainda mais inocentes. O governo dos Estados Unidos já é responsável pelas mortes de centenas de milhares na região, com ainda mais pessoas desabrigadas e propriedades destruídas. Os novos ataques não se limitam ao Iraque. Bombas também serão jogadas na Síria, apesar dos <a href="http://fff.org/explore-freedom/article/tgif-the-people-say-no-to-war/">protestos nacionais</a> contra os ataques ao regime de Bashar al-Assad. Eles conseguiram a guerra que tanto queriam.</p>
<p>O ISIS é um regime aterrorizante. O grupo subjuga e estupra mulheres, mata crianças e decapita prisioneiros. Mas mais intervencionismo não é a solução. Essa nova campanha militar exacerbará seu poder, não o restringirá.</p>
<p>Um <a href="http://www.huffingtonpost.co.uk/2014/07/12/syria-baby-video_n_5580286.html">vídeo</a> terrível do Huffington Post mostra um bebê sírio preso em um prédio bombardeado. A câmera foca em um grupo de trabalhadores de resgate cavando freneticamente os escombros para resgatar a criança,. Seu grito é distinguível do barulho da multidão. Ao final, o resgate consegue salvar a criança. O som de alegria das pessoas é também de alívio.</p>
<p>Os ataques de drones ordenados por Barack Obama recriarão essa situação todos os dias, repetidamente.</p>
<p>Ataques com drones são atos de terror. A campanha contra o terrorismo, em si, é uma campanha de terror sem fim. Os Estados Unidos são um país perpetuamente em estado de guerra — o maior agente de repressão do mundo. Com cada bomba, o mundo se torna menos seguro. Com cada bomba, os Estados Unidos e todos aqueles que vivem dentro de suas fronteiras, se tornam mais sozinhos e isolados no mundo.</p>
<p>Ataques militares atingem os objetivos de curto prazo dos defensores das guerras, mas a liberdade é uma estratégia de longo prazo. Onde há mercados há paz e onde há paz há liberdade. Quanto mais liberdade houver no mundo, por definição, haverá menos regimes opressivos. Eu não desejo a existência do ISIS, mas a morte de dezenas de milhares não é a resposta — é a própria mentalidade imperialista que criou esse regime violento. O estado-nação, com essas ações violentas, é um regime opressivo — merece também desaparecer em prol da liberdade.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31912&amp;md5=3374a20f1d3aa336880453dfcdc65ba4" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>ISIS e Ucrânia: O governo alegará qualquer coisa para entrar em guerra</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2014 00:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thomas L. Knapp]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando liguei a TV para assistir o discurso de Barack Obama sobre seus planos para a guerra contra o chamado &#8220;Estado Islâmico&#8221;, eu esperava exatamente o que foi dito — uma verborragia pseudopatriótica, o anúncio mais subsídios ao complexo militar-industrial com um toque de mudança de regime na Síria. O que eu não esperava era...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quando liguei a TV para assistir o discurso de Barack Obama sobre seus planos para a guerra contra o chamado &#8220;Estado Islâmico&#8221;, eu esperava exatamente o que foi dito — uma verborragia pseudopatriótica, o anúncio mais subsídios ao complexo militar-industrial com um toque de mudança de regime na Síria. O que eu não esperava era a homenagem que seria prestada a uma era anterior:</p>
<p>&#8220;[Nós] não enviaremos garotos americanos a 14 ou 15 mil quilômetros de casa para fazer o que os próprios asiáticos deveriam estar fazendo por conta própria.&#8221; — Presidente dos EUA Lyndon Johnson, <a href="http://www.presidency.ucsb.edu/vietnam/shownews.php?newsid=11">21 de outubro de 1964</a>.</p>
<p>&#8220;[Nós] não podemos fazer pelos iraquianos o que eles devem fazer por conta própria (&#8230;).&#8221; — Presidente do EUA Barack Obama, <a href="http://www.losangelesregister.com/articles/isil-604699-iraq-america.html">10 de setembro de 2014</a>.</p>
<p>É uma inversão curiosa: a observação de Lyndon Johnson ocorreu no final da era do &#8220;aconselhamento&#8221; no Vietnã e antes da enorme intervenção militar direta naquele país. A reprise de Obama acontece depois de quase 25 anos de gigantescas intervenções americanas diretas no Iraque e pretende fazer o caminho contrário, levando os Estados Unidos de volta a um papel de &#8220;aconselhamento&#8221;. Curioso, mas claramente não acidental.</p>
<p>Todos nos lembramos de como acabou o Vietnã. Após a derrota em duas guerras em terra na Ásia nos últimos 12 anos e ao consultar os livros de história da era pós-Segunda Guerra Mundial, poderíamos esperar que Obama tivesse aprendido sua lição. E estaríamos certos.</p>
<p>Infelizmente, a lição que ele aprendeu não é a mais óbvia (fiquem na sua, EUA!). Pelo contrário, a lição foi de que as guerras americanas não precisam ser &#8220;vencidas&#8221;. A medida de sucesso desde 1945 não era a vitória militar sobre um inimigo definido, mas os dólares entregues para os contratos de &#8220;defesa&#8221; — quanto mais deles, com durações cada vez maiores, melhor.</p>
<p>A perversa referência de Obama a Lyndon Johnson pode ser interpretada como uma invocação de Harry Hopkins, o braço direito do presidente americano Franklin Delano Roosevelt. Hopkins resumia a história e os objetivos futuros de todos os estados em 1938 da seguinte forma: &#8220;Gastar, gastar, gastar, taxar, taxar, taxar, eleger, eleger, eleger.&#8221; A Segunda Guerra Mundial colocou o complexo militar-industrial no meio da teia de gastos e impostos. Ele permanece lá desde então e não tem intenção de abdicar de sua posição.</p>
<p>Quase 65 anos depois dos primeiros tiros da Guerra da Coreia, os EUA ainda mantêm quase 30.000 tropas ao longo do paralelo 38. Quase 75 anos após as campanhas europeia e japonesa, os EUA ainda mantêm enormes guarnições e presenças navais na Europa (cerca de 70.000 tropas) e no Pacífico (80.000).</p>
<p>O propósito dessa mobilização perpétua? Justificar os gastos de centenas de bilhões de dólares por ano em armas, equipamento, navios, aviões, quartéis e assim por diante, todos fornecidos pelos amigos de políticos da indústria de &#8220;defesa&#8221;. Matar não é necessário, a não ser para consumir a munição e desgastar as armas para que mais possam ser compradas.</p>
<p>O Vietnã foi uma guerra longa e lucrativa, mas um caso excepcional, porque teve um ponto final.</p>
<p>O objetivo de sucessivas administrações americanas no Oriente Médio parece ser retornar ao modelo do Vietnã, com apenas algumas modificações. A mitologia do Estado Islâmico (ISIS) como uma ameaça substancial (ou mesmo, na hipérbole dos representantes do governo, &#8220;existencial&#8221;) aos EUA, combinada com seu próprio status como um fantasma amorfo e mal definido que jamais pode ser &#8220;derrotado&#8221; se presta muito bem à extensão dos 24 anos de guerras.</p>
<p>Qual o objetivo da administração atual na Ucrânia? Estender a vida da OTAN em vez de deixar a já inútil &#8220;aliança&#8221; militar se aposentar.</p>
<p>A questão principal nas questões de guerra sempre é &#8220;O estado vai poder fazer essa guerra?&#8221;, que sempre é rebatida com &#8220;O estado pode <em>não</em> fazer essa guerra?&#8221;.</p>
<p>A real pergunta que devemos nos fazer, porém, é: &#8220;Será que realmente podemos ter um estado com suas guerras perpétuas?&#8221;</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31708&amp;md5=f17c14913bbc63c5383057c35ef81577" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Obama quer derrotar o Estado Islâmico — mas não tanto</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Aug 2014 00:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A administração Obama recentemente anunciou uma política de intervenção limitada no Iraque, usando ataques com <em>drones</em> para impedir a conquista de áreas curdas autônomas pelo Estado Islâmico (ISIS). O aliado principal dos Estados Unidos na região é o Governo Regional do Curdistão liderado por Massoud Barzani e o suporte americano contra o Estado Islâmico se limita às áreas curdas dentro do Iraque.</p>
<p>O concorrente principal de Barzani pela lealdade do povo curdo é Abdullah Ocalan, o líder do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK), que é ativo em todos os quatro países com minorias curdas significativas.</p>
<p>Quando liderava o PKK, que era originalmente marxista-leninista, de dentro de uma prisão na Turquia, Ocalan estudou o trabalho do anarquista Murray Bookchin e adotou uma variação de sua filosofia &#8220;municipalista libertária&#8221; (que ele denominou &#8220;confederalismo democrático&#8221;). A filosofia de Bookchin chamou a atenção de Ocalan no meio de uma onda de interesse no pensamento libertário socialista entre os nacionalistas curdos após a queda da União Soviética. Ocalan via o confederalismo democrático — também influenciado por lutas horizontalistas como a do EZLN mexicano — como alterativa ao capitalismo corporativo ocidental e à economia de controle soviética.</p>
<p>O confederalismo democrático se tornou a base para o Grupo de Comunidades no Curdistão, uma tentativa do PKK de administrar territorialmente as áreas curdas. Trata-se de um modelo muito próximo às democracias diretas federadas buscadas por Bookchin, espelhadas na Comuna de Paris, nos sovietes que surgiram na Rússia depois da Revolução de Fevereiro e nas células anarquistas locais da Revolução Espanhola. A economia é governada por uma mistura de autogestão pelos trabalhadores e planejamento participativo. As mulheres são importantes nas unidades municipais e de milícia e têm lutado valentemente — por motivos compreensíveis — contra o Estado Islâmico.</p>
<p>O PKK é listado ainda como uma organização terrorista por conta de sua insurreição violenta contra o governo turco, embora tenha mantido uma trégua com a Turquia durante o ano passado e tenha ganho significativa autonomia territorial nas áreas curdas do leste turco. Desde a trégua, o PKK moveu a maior parte de suas milícias para o Curdistão iraquiano em abril.</p>
<p>O apoio ao PKK seria provavelmente muito mais efetivo se Obama realmente quisesse parar a penetração do Estado Islâmico no Curdistão iraquiano, especialmente dada a paz do partido com a Turquia e a independência de facto das áreas curdas no nordeste da Síria. O PKK e milícias aliadas na Síria têm tido muito mais sucesso militar contra as forças do Estado Islâmico do que o Exército Livre da Síria, que é apoiado pelo Ocidente. O PKK defendeu as áreas dos Yazidis do Curdistão iraquiano e realocou os civis em risco quando as forças Peshmerga de Barzani se dissolveram. Os combatentes do PKK da Turquia evitaram a queda de Kobane no Curdistão sírio, que está além das linhas de comunicação entre as áreas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Ocalan e o PKK, ao contrário de Barzani, têm apoio popular em todo o Curdistão, não só na sua região iraquiana.</p>
<p>Isso tem pouca probabilidade de acontecer, porém. A única coisa pior que uma vitória do ISIS, para o estado americano seria uma demonstração da alternativa tanto ao capitalismo corporativo quanto ao socialismo de estado, baseada no descentralismo, na democracia direta e na autogestão.</p>
<p>O Curdistão tem muito em comum com a Coreia do pós-guerra. No vácuo de poder deixado pela saída das forças japonesas da península coreana, como escreve o companheiro de C4SS William Gillis (&#8220;<a href="http://aaeblog.com/2008/05/25/anarchocide-in-south-korea/">Mass Graves</a>&#8220;, reproduzido no <em>Austro-Athenian Empire</em>, 25 de maio de 2008), &#8220;algo incrível aconteceu. Os anarquistas coreanos, defensores de longa data das lutas de resistência, surgiram e formaram uma federação nacional de conselhos municipais e de trabalhadores para supervisionar um projeto enorme de reforma agrária&#8221;. As autoridades de ocupação soviéticas no norte rapidamente impediram o projeto, liquidando o projeto anarquista e instalando o regime de Kim. As forças americanas foram significativamente mais lentas, dando à Coreia um intervalo de paz e liberdade. Ao chegarem, porém, os comandantes militares americanos &#8220;não tinham protocolos para lidar com federações regionais e comunas anarquistas&#8221;. Assim, eles restauraram a propriedade das terras para a aristocracia expropriada e ajudaram os senhores a estabelecerem um governo militar. Com o começo da Guerra da Coreia, o assassinato dos anarquistas e de outros esquerdistas pelo regime militar, que já ocorria antes, foi multiplicado. Pelo menos 100 mil suspeitos anarquistas, socialistas e comunistas ou simpatizantes foram enterrados em valas comuns.</p>
<p>O estado americano preferiria que o ISIS não vencesse. Mas, assim como os fazendeiros em <em>A Revolução dos Bichos</em> de George Orwell, os homens têm um interesse em comum com os porcos que passa por cima de todos os outros: eles não querem que os &#8220;animais&#8221; — ou seja, as pessoas comuns — governem a si mesmos.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31186&amp;md5=58a2d726161fd178c8bb4d54bfb779db" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O que Obama diz com suas bombas</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2014 01:10:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Jason Lee Byas]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 7 de agosto, o presidente Barack Obama <a href="http://www.whitehouse.gov/the-press-office/2014/08/07/statement-president">anunciou</a> sua autorização a ataques direcionados no Iraque para suprimir a ofensiva da milícia ISIS. As ações seguintes do governo de Obama também são importantes. As bombas começaram a ser lançadas na sexta-feira, anunciando sem dizer nada que a política de gerenciar as questões iraquianas de longe está longe de acabar.</p>
<p>O lembrete não surpreende. Ao longo da história do Iraque, as potências ocidentais sempre estiveram presentes, fazendo suas exigências. Desde seu nascimento, o Iraque é exemplifica por que intervenções externas criam sempre mais problemas do que solucionam.</p>
<p>Por exemplo, o caos atual no Iraque resulta diretamente da invasão de 2003 que derrubou Saddam Hussein. Antes disso, os crimes de Saddam foram apoiados pelo governo americano, que vendeu a ele <a href="http://www.counterpunch.org/2004/06/17/how-reagan-armed-saddam-with-chemical-weapons/">armas químicas</a>, que ele acabou utilizando contra os curdos. Efetivamente, a maior parte das tensões étnicas se deve às fronteiras arbitrárias desenhadas pelos britânicos após a derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial.</p>
<p>Obama garante que ele &#8220;não permitira que os Estados Unidos sejam empurrados a mais uma guerra no Iraque&#8221;, reconhecendo que &#8220;não há solução militar americana para a crise iraquiana&#8221;. Contudo, suas ações mostram que o que conta como solução será determinado pelos termos estabelecidos por ele e pelo governo que ele representa.</p>
<p>Mesmo se ele mantiver sua palavra e não lançar mais uma invasão ao país, ele ainda assume o direito de ditar o futuro do Iraque. O Iraque é ainda a propriedade dos Estados Unidos.</p>
<p>Uma segunda mensagem oculta é o desprezo pela vida humana que estiver no caminho das operações do exércio dos EUA. Obama está certo em condenar os crimes abomináveis cometidos pela ISIS. Mesmo assim, isso não desculpa sua administração pelo assassinato de inocentes como danos colaterais.</p>
<p>Não importa quão bom foi o &#8220;direcionamento&#8221; dos ataques, inocentes serão parte da contagem de mortos. É claro, essas mortes são consideradas um efeito infeliz, não-intencional e indesejado dos ataques, que são direcionados à ISIS. Porém, a guerra moderna transcorre de forma que essas mortes não sejam irrelevantes, porque podem ser previstas com quase certeza e não é exagero considerar que <a href="http://archive.lewrockwell.com/gregory/gregory72.html">ainda se trata de assassinato</a>.</p>
<p>Assim como a contínua hegemonia americana não surpreende, também não deve impressionar o fato de que o governo dos Estados Unidos incinerará inocentes em grandes números com impunidade. Ao firmar seu direito de atacar o que quiser, os EUA já mataram <a href="http://www.huffingtonpost.com/2014/01/23/obama-drone-program-anniversary_n_4654825.html">mais de 2.400 pessoas</a> nos últimos 5 anos somente com seu programa de drones.</p>
<p>Há outra coisa que Obama optou por omitir, mas que pode ser ouvida com clareza através de suas ações, que devem ser lembradas pelo povo americano. Não importa quais valores você pense que um político possua, lembre-se de que esses serão necessariamente esquecidos ao chegar ao poder.</p>
<p>A longa campanha de caos nos Estados Unidos é um projeto bipartidário. No governo do presidente democrata John F. Kennedy, a CIA <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/CIA_activities_in_Iraq#Iraq_1960">agiu</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/CIA_activities_in_Iraq#Iraq_1963">para</a> derrubar líderes hostis. Os republicanos Ronald Reagan e George H.W. Bush venderam a Saddam Hussei as armas que ele usaria contra seu próprio povo antes que Bush invadisse o país na Primeira Guerra do Golfo. O democrata Bill Clinton passou os anos 1990 levantando sanções para fazer crianças iraquianas <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RM0uvgHKZe8">morrerem de fome</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bombing_of_Iraq_(1998)">bombardeando o país</a> e mudando oficialmente a política americana para o Iraque para uma de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Iraq_Liberation_Act">mudança de regime</a>.</p>
<p>Em 2003, o republicano George W. Bush realizou essa política, iniciando a Segunda Guerra do Golfo. Os americanos passaram a odiar cada vez mais essa guerra e dois candidatos a presidente democratas em seguida fizeram campanhas com pedidos de paz.</p>
<p>Agora esses candidatos estão em posições de decidir a política americana no Iraque. John Kerry como secretário de estado e Barack Obama como presidente. Com esse poder, eles decidiram enviar mais soldados e mísseis, mantendo o domínio americano.</p>
<p>Sabendo de tudo isso, o povo americano deve levantar a voz e <a href="http://couragetoresist.org/">se recusar a lutar</a>.</p>
<p>Sabendo que o exército americano será usado para agressão e dominação, não importa quem o controle, os americanos devem se recusar a se alistar. Além disso, devem fazer tudo o que puderem para que chegue o dia em que presidentes e secretários de estado deixem de ter a voz para fazer ameaças e lançar seus ataques.</p>
<p><em>Traduzido para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=30344&amp;md5=08becd27fa2172f4cefda5c7d328d43c" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Iraque: A cirurgia imperial sem fim</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2014 00:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Brian Nicholson]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Stateless Embassies]]></category>
		<category><![CDATA[governo americano]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>As bombas americanas caem novamente no Iraque em ataques autorizados por Barack Obama contra o grupo militante islamista ISIS, que tomou grande parte do país. Com isso e com o envio de &#8220;conselheiros&#8221; militares americanos, a lembrança da campanha de Obama, que criticava a guerra no Iraque antes de vencer as eleições, fica cada vez mais turva. Novamente, a fé colocada em líderes e no governo para representar quaisquer interesses que não os seus próprios se choca com o muro da realidade.</p>
<p>Curiosamente, junto com os gritos de &#8220;mais forte e mais rápido&#8221; de sujeitos como os senadores Lindsey Graham e John McCain, outra corrente pró-guerra surgiu desta vez: uma que alega uma &#8220;responsabilidade de proteger&#8221;, que existe por causa da dívida que o país contraiu com a invasão do Iraque de 2003 e suas consequências.</p>
<p>O raciocínio é que o envolvimento (contínuo) dos Estados Unidos no Iraque é devido porque a emergência de uma guerrilha sectária é, afinal, culpa dos Estados Unidos pós-Saddam. O arrogante espírito de onipotência militar aqui já está mais do que claro, mas esse episódio também mostra uma compreensão seletiva da história. O histórico de interferência ocidental no Iraque não começa com as mentiras da administração de George W. Bush. Na verdade, o Iraque que conhecemos atualmente foi costurado como protetorado sob domínio britânico com partes do Império Otomano que foram tomadas depois da Primeira Guerra Mundial. Depois da passagem da tocha da hegemonia da Grã-Bretanha para os EUA, uma das primeiras coisas que o governo americano fez no Iraque foi apoiar um golpe pelos baathistas — incluindo um tal de Saddam Hussein — em 1963. Mais tarde, a CIA apoiaria os ataques com armas químicas empreendidos pelo regime de Saddam.</p>
<p>Nos anos 1990 os EUA se viraram contra sua própria criação, trazendo mais guerras e sanções que claramente atingiram mais os civis iraquianos que o regime. Mais tarde, o país foi invadido e mais um governo satélite ocidental foi estabelecido.</p>
<p>Quando avaliamos esse raciocínio de uma &#8220;dívida&#8221; americana que pede novas interveções e analisamos todo o histórico de interferências no Iraque, sua inocência é impressionante. A dívida literalmente se estende por quase 100 anos. Contudo, a moeda de troca proposta aqui não é uma admissão de culpa e uma restituição aos indivíduos não-estatais, mas mais bombas, mísseis e manipulação. Como isso é o que causou os danos em primeiro lugar, essa suposta &#8220;oferta&#8221; imperial benevolente não passa de uma piada cretina. O que o governo americano deve ao povo do Iraque, depois de tanto tempo de mentiras e derramamento de sangue, é uma admissão de culpa, seguida por uma saída do palco mundial com a cabeça baixa.</p>
<p>Em reconhecimento à história recente, ao menos, os primeiros ataques desde novo capítulo imperial foram lançados pelo porta-aviões USS George H.W. Bush. Sem o fim da hegemonia dos EUA, que só será alcançada através do próprio fim do estado, os noticiários em 2044 ainda carregarão manchetes sobre a presidente Sasha Obama lançando novos ataques no Iraque a partir do porta-aviões USS John Ellis Bush.</p>
<p><em>Traduzido para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=30295&amp;md5=bf38d8b8791ff705bbea032416e7774c" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>ISIS: Sim, Tony Blair, você causou tudo isso</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jul 2014 00:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mês passado, em um tom que pode ser descrito como insistência improvável, o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair garantia ao público que &#8220;nós&#8221; — a Grã-Bretanha e os Estados Unidos — &#8220;temos que nos liberar da noção de que causamos&#8221; a desestabilização do Iraque pelos insurgentes do ISIS. Bom, na verdade, causaram. Retornemos à conferência...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Mês passado, em um tom que pode ser descrito como insistência improvável, o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair garantia ao público que &#8220;nós&#8221; — a Grã-Bretanha e os Estados Unidos — &#8220;temos que nos liberar da noção de que causamos&#8221; a desestabilização do Iraque pelos insurgentes do ISIS. Bom, na verdade, causaram.</p>
<p>Retornemos à conferência da paz de Versalhes no final da Primeira Guerra Mundial, quando a Grã-Bretanha — com a anuência de outras potências ocidentais — formou o Iraque a partir de três províncias que pertenciam ao Império Otomano. Essas províncias — de curdos sunitas, árabes sunitas e xiitas árabes dos pântanos — eram uma combinação tão absurda quanto a dos outros países artificiais que as potênciais imperiais da Europa remendaram em todo o mundo e tinham grande potencial de instabilidade desde o início.</p>
<p>Nos anos 1930, os Estados Unidos apoiaram a unificação da península arábica sob a casa de Saud, cuja religião oficial era uma tendência ultra-fundamentalista sunita conhecida como wahhabismo (coincidentemente compartilhada pelos terroristas da al-Qaeda que atacaram os Estados Unidos no 11 de setembro).</p>
<p>Em 1953, os Estados Unidos deram um estímulo poderoso ao fundamentalismo político islâmico ao derrubar o primeiro ministro iraniano Mohammad Mossadeq, um democrata socialista secular, levando novamente o xá ao poder. Isso criou um ambiente em que os clérigos fundamentalistas eram a principal oposição à autocracia do xá, levando eventualmente à derrubada da monarquia e ao estabelecimento de um regime teocrático.</p>
<p>Enquanto isso, o governo Eisenhower silenciosamente apoiava outro movimento fundamentalista, a Irmandade Muçulmana no Egito, como alternativa ao nacionalismo socialista secular de Nasser.</p>
<p>Nos anos 1960, os Estados Unidos apoiaram o golpe militar baath no Iraque, levando ao poder assim o mesmo regime com quem entrariam em conflito duas vezes.</p>
<p>No final dos anos 1970, os Estados Unidos criaram as condições que eventualmente levaram à ascensão da al-Qaeda, deliberadamente desestabilizando um regime satélite soviético estável e secular no Afeganistão ao fornecer auxílio a insurgentes fundamentalistas, provocando uma invasão soviética e 10 anos de uma sangrenta guerra civil. A al-Qaeda surgiu das fileiras dos fundamentalistas islâmicos da guerrilha anti-soviética nos anos 1980, uma insurgência pesadamente armada e treinada pelos Estados Unidos. O governo de Jimmy Carter desestabilizou o Afeganistão; Ronald Reagan jogou gasolina no incêndio, porque dar de presente aos russos o seu Vietnã era uma oportunidade boa demais para ser desperdiçada.</p>
<p>Em 1990, os EUA — talvez ansiosos por uma &#8220;pequena guerra esplêndida&#8221; para demonstrar a necessidade de grandes investimentos de &#8220;defesa&#8221; nos establishment pós-Guerra Fria — basicamente instigou a invasão de Saddam Hussein do Kuwait. O embaixador americano April Glaspie garantiu a Saddam que os Estados Unidos tinham pouco interesse em questões como a invasão de um país árabe a outro. Enquanto isso, com o estímulo americano, o Kuwait praticava perfurações direcionais de petróleo na fronteira iraquiana, levando Saddam Hussein a invadir.</p>
<p>Mas apesar da devastação do Iraque por enormes ataques aéreos americanos e uma década de sanções, a ditadura de Saddam permanecia um regime secular em que a maiora das pessoas prestava pouca atenção a diferenças sectárias. Casamentos entre sunitas e xiitas eram tão ordinários quanto casamentos entre batistas e metodistas neste país. A única força no Oriente Médio que rejeitava esse secularismo e essa paz sectária era a al-Qaeda — cria dos americanos. E, ao derrubar Saddam e criar um vácuo de poder, os Estados Unidos fizeram a única coisa que garantia que a al-Qaeda teria uma chance no Iraque. Após derrotar e dissolver o regime baath, a Autoridade Provisória estabeleceu um governo marionete organizado em linhas sectárias, com as várias tendências religiosas em vez de partidos ideologicamente diversos constituindo o eixo principal de divisão política. Perceba que essa estratégia de dividir para governar tornava o Iraque muito fácil de ser vendido para a Halliburton.</p>
<p>E a ISIS? Bem, como a resistência a Assad na Síria se tornou uma guerra civil, os Estados Unidos e os estados satélites americanos como o dos sauditas (o mesmo país cuja aristocracia petroleira wahhabista incluía Osama Bin Laden) armaram os rebeldes anti-Assad — alguns dos quais formaram o ISIS, um grupo fundamentalista sunita tão extremo que até mesmo a al-Qaeda o repudiou.</p>
<p>Então, Tony. Sim, você, Bush e Obama — e todos os outros patifes que usaram o mundo de tabuleiro de xadrez no último século — causaram tudo isso. Todo esse sangue derramado é culpa sua. Assuma.</p>
<p><em>Traduzido para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=29638&amp;md5=14e9a342134a7902d588019151882676" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O conto de fadas iraquiano de Obama</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2014 21:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sheldon Richman]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Stateless Embassies]]></category>
		<category><![CDATA[crimeia]]></category>
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		<category><![CDATA[militarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
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		<description><![CDATA[Prometi a mim mesmo que não ia mais comentar o que diz Barack Obama, porque simplesmente não vale a pena. O que Obama fala só faz sentido se você tiver uma coisa em mente: ele, como os outros políticos, pensa que a maioria das pessoas são idiotas. Porém, eu estou tão chocado com o que...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Prometi a mim mesmo que não ia mais comentar o que diz Barack Obama, porque simplesmente não vale a pena. O que Obama fala só faz sentido se você tiver uma coisa em mente: ele, como os outros políticos, pensa que a maioria das pessoas são idiotas.</p>
<p>Porém, eu estou tão chocado com o que <a href="http://www.whitehouse.gov/the-press-office/2014/03/26/remarks-president-address-european-youth">Obama disse há alguns dias na Europa</a> que eu preciso quebrar minha promessa. Em seu discurso, ele disse, em relação aos acontecimentos na Crimeia, que:</p>
<p style="padding-left: 30px;">A Rússia se referiu à decisão dos Estados Unidos de ir à guerra no Iraque como exemplo de hipocrisia ocidental. Agora, é verdade que a Guerra do Iraque foi amplamente debatida não só no resto do mundo, mas também dentro dos EUA. Eu participei desse debate e me opus à intervenção militar. Mas, mesmo no Iraque, os Estados Unidos buscaram atuar dentro do sistema internacional. Não reivindicamos ou anexamos o território iraquiano. Não tomamos posse de seus recursos para nosso proveito. Ao invés disso, terminamos a guerra e deixamos o Iraque para seu povo com um estado soberano capaz de tomar decisões sobre seu próprio futuro.</p>
<p>É difícil acreditar que um redator da presidência poderia conseguir inserir tantas mentiras em tão poucas frases. Mas ele só as escreveu. Obama escolheu dizê-las e, por isso, ele deve ser acusado de fraude premeditada. (Preciso dizer que nada disso é exclusivo a Obama? Praticamente todos os políticos são demagogos. A característica que diferencia Obama dos outros é seu descaramento.)</p>
<p>Vamos contar as mentiras.</p>
<p><em>A Guerra do Iraque foi amplamente debatida não só no resto do mundo, mas também dentro dos EUA.</em></p>
<p>Perceba que ele não disse que foi debatida de forma &#8220;honesta&#8221;, por que um debate não pode ser honesto quando o governo alimenta a imprensa (que, em sua maior parte, <a href="http://fff.org/explore-freedom/article/how-the-news-media-betrayed-us-on-iraq/">estava ansiosa por ser enganada</a>) com mentiras sobre armas de destruição e massa e sugestões de que Saddam Hussein estava conectado aos ataques de 11 de setembro. Todos os figurões da administração Bush que estavam envolvidos com a &#8220;segurança nacional&#8221; mentiram para o público em dado momento. As pessoas que questionavam os dados &#8220;confiáveis&#8221; da inteligência eram tachadas de pusilânimes ou fracas em relação a Saddam. Se isso conta como debate aberto, não há diferença entre a administração Bush e qualquer outro regime autrocático.</p>
<p><em>Os Estados Unidos buscaram atuar dentro do sistema internacional.</em></p>
<p>Sério? Dentro do direito internacional, Bush não teve permissão para iniciar a guerra contra o Iraque, que não havia ameaçado ninguém, até que tivesse passado outra resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_Nations_Security_Council_and_the_Iraq_War">a 18ª ou 2ª</a>, dependendo de como você preferir contar). Essa resolução foi proposta mas retirada quando Bush percebeu que seria vetada. Então ele ignorou as regras das Nações Unidas — que proíbem o início de guerras a não ser que sejam em auto-defesa ou autorizadas pelo Conselho de Segurança — e lançou a invasão por conta própria, depois de o Congresso americano carimbar sua &#8220;autorização para o uso de força militar&#8221; discricionária. Sim, Bush usou outros governos como cobertura, a chamada <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Coalition_of_the_willing">Coalizão dos Voluntários</a> — de que 3 membros, de um total de 48, de fato enviaram tropas. (A administração Bush era ótima em inventar nomes orwellianos para suas políticas.)</p>
<p><em>Não reivindicamos ou anexamos o território iraquiano. Não tomamos posse de seus recursos para nosso proveito.</em></p>
<p>É verdade, mas a administração Bush, em muitos aspectos, bem que tentou. A astuta elite americana já há muito tempo percebeu que o imperialismo à moda antiga estava ultrapassado. As populações subjugadas não aceitariam a situação e elevariam demais os custos da manutenção do império. Assim, um novo imperialismo, mais brando, nascia. Sem mais anexações de territórios, mandados da ONU, protetorados ou colônias de jure. O que não significa que não haveria controle de facto, que era o objetivo do regime de Bush no Iraque desde o primeiro dia da guerra.</p>
<p><a href="http://www.uruknet.de/?p=m42948">Os prepotentes burocratas</a> enviados após a queda de Saddam estavam armados com planos para reconstruir o Iraque de cima a baixo, desde seus semáforos de trânsito até sua bandeira. O petróleo seria &#8220;privatizado&#8221; e dividido entre as empresas americanas apadrinhadas. (Lembra-se das promessas de que o petróleo pagaria pela guerra? Não pagou.)</p>
<p>Os bilhões de dólares gastos para reconstruir a infraestrutura destruída pelos bombardeios americanos (desde 1991) começaram a encher os bolsos de empreiteiras, sem resultados práticos. Os iraquianos até hoje sofrem com o fornecimento serviços públicos inadequados, como água, eletricidade, esgoto e cuidados médicos.</p>
<p>A administração Bush também esperava construir três duzias de bases militares permanentes (com a concessão de vários contratos lucrativos para empresas americanas) e uma embaixada do tamanho do Vaticano.</p>
<p>Poucos desses planos se tornaram realidade — mas somente porque o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que foi o candidato escolhido pelo Irã, não permitiu. Ou seja, os Estados Unidos não anexaram territórios ou roubaram recursos — mas não foi por falta de tentativa.</p>
<p><em>Terminamos a guerra e deixamos o Iraque para seu povo com um estado soberano capaz de tomar decisões sobre seu próprio futuro.</em></p>
<p>A guerra de fato terminou em 2011. Mas não nos esqueçamos de que antes que as tropas (a maioria delas) saísse do país, Obama implorou para que al-Maliki permitisse que as forças americanas permanecessem além da data estipulada no Acordo sobre o Estatuto das Forças (SOFA — Status of Forces Agreement). Al-Maliki — que não precisava mais dos EUA, tendo o Irã como apoio — estabeleceu condições tão absurdas para Obama que a maioria das tropas foram retiradas de acordo com o plano. (O SOFA foi assinado por Bush, mas isso não impede que Obama leve o crédito por &#8220;terminar a guerra&#8221;.) O governo americano continua a financiar, armar e treinar o exército de al-Maliki, que reprime a minoria sunita da população.</p>
<p>O que foi deixado para o povo do Iraque foi uma catástrofe, como já indicamos. Peter Van Buren, um funcionário do Departamento de Estado que supervisionou a reconstrução de duas províncias orientais do Iraque, chama a <a href="http://www.thenation.com/article/173246/why-invasion-iraq-was-single-worst-foreign-policy-decision-american-history">Guerra do Iraque</a> de &#8220;pior decisão de política externa da história americana&#8221;. É difícil pensar num exemplo melhor de ambição cega. Podemos observar o cerco a Fallujah em 2004. Sobre ele, <a href="http://dahrjamail.net/living-with-no-future-iraq-10-years-later">o jornalista Dahr Jamail escreve</a>:</p>
<p style="padding-left: 30px;">De acordo com a administração Bush naquele momento, o cerco a Fallujah foi executado para combater algo que se chamava de &#8220;terrorismo&#8221;, mas, do ponto de vista dos iraquianos que eu via de perto, o terror era estritamente americano. De fato, foram os americanos que iniciaram a espiral cíclica de violência em Fallujah quando tropas dos Estados Unidos da 82ª Divisão Aérea mataram 17 manifestantes desarmados em 28 de abril do ano anterior do lado de fora de uma escola que eles haviam ocupado e transformado em posto avançado de combate. Os manifestantes simplesmente queriam que a escola fosse desocupada pelos americanos para que seus filhos pudessem utilizá-la. Naquele momento, como atualmente, porém, aqueles que reagem à violência do estado são rotineiramente chamados de &#8220;terroristas&#8221;. Governos raramente levam o mesmo rótulo.</p>
<p>Os arquitetos da catástrofe tinham tudo planejado e não era o bem estar dos iraquianos que entraria em seu caminho. <a href="http://www.tomdispatch.com/post/175658/tomgram%3A_peter_van_buren,_one_day_even_the_drones_will_have_to_land/">Como afirmou Van Buren</a>:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Tudo o que era necessário [pensavam os americanos] era uma ação rápida no Iraque para estabelecer uma presença americana permanente no coração da Mesopotâmia. Nossas guarnições futuras poderiam supervisionar o território e fornecer o poder necessário para esmagar quaisquer elementos desestabilizadores futuros. Tudo isso fazia muito sentido para os visionários neoconservadores do começo do governo Bush. A única coisa que ninguém imaginava era que o elemento desestabilizador principal seriam os próprios Estados Unidos.</p>
<p>A invasão deflagrou uma onda de violência entre sunitas e xiitas que não se via durante o governo de Saddam Hussein e conscientemente apoiada pelo governo dos EUA. A maioria dos sunitas foi varrida de Bagdá. Inúmeros foram mortos ou mutilados; milhões se tornaram refugiados. O incêndio está fora de controle até hoje, alimentado pela opressão e pela corrupção de al-Maliki, que ganhou o epíteto de &#8220;Saddam xiita&#8221;. Como afirma Van Buren:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Com o colapso de sua estratégia, o desespero e a cegueira histórica da administração Bush levaram ao aumento de medidas extremas: tortura, gulags secretos, rendições, assassinatos com drones não-tripulados, ações extra-constitucionais em casa. Os acordos mais sujos foram firmados para conseguir tirar alguma coisa do que ocorria.</p>
<p>É absolutamente impressionante o mal que foi causado pelos americanos, que esperavam gratidão. O resultado? Van Buren diz:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Até mesmo o normalmente tranquilo Departamento de Estado dos EUA adverte os americanos que viajam até o Iraque que eles &#8220;sofrem risco de sequestro [&#8230;], uma vez que vários grupos insurgentes, incluindo a Al Qaeda, permanecem ativos&#8221; e observa que o &#8220;guia para empresas do Departamento de Estado aconselha o uso de serviços de proteção&#8221;.</p>
<p>É isso que foi deixado ao povo iraquiano pelo poder benevolente dos Estados Unidos da América. Quanto ao respeito à soberania iraquiana por parte dos EUA, a administração Obama agora pressiona al-Maliki para impedir que os aviões dos seus aliados iranianos passem pelo espaço aéreo do Iraque para auxiliar o presidente sírio Bashar al-Assad em sua guerra civil. Essa é a soberania iraquiana.</p>
<p>Isso também sublinha uma das muitas características absurdas da política externa dos EUA (se é que é possível chamá-la de política): enquanto Obama ajuda al-Maliki a combater a al-Qaeda no Iraque, os Estados Unidos dão suporte às filiais da al-Qaeda que combatem Assad na Síria. (Por sinal, a al-Qaeda não estava presente no Iraque antes da invasão do governo Bush.) Novamente, é inacreditável.</p>
<p>Ao menos não é necessário que nós aprovemos as políticas de Vladimir Putin para ver a hipocrisia de Obama ao contrastar a anexação <a href="http://fff.org/explore-freedom/article/did-team-obama-blunder-or-conspire-in-ukraine/">provocada</a> e praticamente sem derramamento de sangue da Crimeia pela Rússia com a agressão dos Estados Unidos ao Iraque. Infelizmente, os americanos que cometeram esses frios assassinatos em massa e toda a destruição da sociedade iraquiana provavelmente têm menor chance de serem levados à justiça do que Putin por seus crimes, digamos, na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chechen%E2%80%93Russian_conflict#Post-Soviet_era">Chechênia</a>.</p>
<p>(Agradecimentos a <a href="http://www.scotthorton.org/">Scott Horton</a> por suas proveitosas sugestões.)</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26010&amp;md5=5275c5bae8b5acb2bee4c0a325961e9a" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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