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	<title>Center for a Stateless Society &#187; interrogação</title>
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		<title>O primeiro passo é admitir que a tortura existe</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2014 23:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thomas L. Knapp]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O sumário mínimo, parcial e pesadamente censurado do senado dos Estados Unidos sobre as torturas conduzidas pela CIA após os atentados de 11 de setembro saíram. A recepção desse relatório pela grande mídia é um demonstrativo tão grande do problema quanto o próprio relatório.</p>
<p>Como qualquer viciado em recuperação pode atestar, o primeiro passo é admitir que existe um problema. O governo e a mídia americana (e, presumivelmente por segui-los, o público americano) se recusam absolutamente a fazer isso.</p>
<p>Em matérias e mais matérias, nós vemos referências a &#8220;técnicas avançadas&#8221; e a &#8220;táticas brutais&#8221; de interrogatório. São expressões vazias. Não são admissões do problema, são tentativas de evitar o confronto com ele.</p>
<p>Não tratamos aqui de &#8220;técnicas avançadas de interrogatório&#8221; e também não estamos discutindo &#8220;táticas brutais de interrogatório&#8221;. Estamos falando de tortura.</p>
<p>A tortura é claramente definida pela legislação dos Estados Unidos (<a href="http://www.law.cornell.edu/uscode/text/18/2340">18 US Code §2340</a>): &#8220;[Ato] cometido por uma pessoa que age em nome da lei com específico propósito de infligir dores ou sofrimento físico ou mental severos (além da dor ou do sofrimento incidentais a sanções legais) sobre outra pessoa em sua custódia ou controle físico&#8221;.</p>
<p>A tortura é claramente definida pelo direito internacional (a <a href="http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/onu/tortura/lex221.htm">Convenção das Nações Unidas contra a Tortura</a>): &#8220;[Qualquer] ato pelo qual uma violenta dor ou sofrimento, físico ou mental, é infligido intencionalmente a uma pessoa, com o fim de se obter dela ou de uma terceira pessoa informações ou confissão; de puní-la por um ato que ela ou uma terceira pessoa tenha cometido ou seja suspeita de ter cometido; de intimidar ou coagir ela ou uma terceira pessoa; ou por qualquer razão baseada em discriminação de qualquer espécie, quando tal dor ou sofrimento é imposto por um funcionário público ou por outra pessoa atuando no exercício de funções públicas, ou ainda por instigação dele ou com o seu consentimento ou aquiescência&#8221;.</p>
<p>Essas definições legais são informativas, mas não precisamos delas para concluir que as ações descritas no relatório &#8212; afogamento simulado, privação de sono e a infusão forçada de substâncias nos retos das vítimas, para citar três &#8212; são tortura, somente tortura e nada mais que tortura. Não existe definição razoável de tortura em que essas ações não se encaixa.</p>
<p>A partir dessa primeira conclusão, precisamos inevitavelmente tirar a conclusão secundária: as pessoas envolvidas em tortura, desde seus operadores diretos cadeia de comando acima, chegando ao presidente dos Estados Unidos, são criminosos violentos e perigosos, e seriam reconhecidos como tal em qualquer sociedade sã, mesmo que não existissem leis codificadas para descrever seus crimes.</p>
<p>A questão, é claro, é o que fazer quanto a isso. As sugestões mais comuns variam são &#8220;nada&#8221;, &#8220;fazer algumas audiências no Senado e rezar para que o problema se resolva sozinho&#8221; ou &#8220;apontar um promotor especial para que ele processe alguns criminosos menos bem conectados para que nós possamos seguir com a vida&#8221;.</p>
<p>Mesmo na ponta mais radical de nosso espectro político, as sugestões tendem a recorrer a coisas como colocar os EUA sob a jurisdição da Corte Criminal Internacional e conduzir toda a gangue para julgamento em Haia.</p>
<p>A segunda etapa nos programas de 12 passos de recuperação de dependentes envolvem o reconhecimento de &#8220;um poder superior&#8221;. O segundo passo em qualquer programa de recuperação de torturadores envolve o reconhecimento de que o &#8220;poder superior&#8221; temporal &#8212; o estado &#8212; é o problema real.</p>
<p>O estado concede poder extremo a seus agentes, especialmente sobre prisioneiros e detentos. Esse poder corrompe, permitindo que os agentes cometam abusos e torturem, como mostrou a experiência de aprisionamento de Stanford.</p>
<p>A estrutura estatal também protege seus agentes, evitando que sejam perseguidos criminalmente, cobrindo as discussões sobre a violência estatal com eufemismos, fazendo com que a discussão da tortura como crime se torne uma discussão da tortura enquanto política. Além disso, o monopólio estatal sobre as leis faz com que os processos e as decisões sejam conduzidas pelo próprio estado. Os torturadores sabem que tem muito pouca chance de serem levados à justiça.</p>
<p>Se toleramos o estado, toleramos a tortura. Já passou da hora de pararmos de tolerar ambos.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
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