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	<title>Center for a Stateless Society &#187; imperialismo</title>
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	<description>building public awareness of left-wing market anarchism</description>
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		<title>Você só tinha um trabalho a fazer, ONU</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2014 00:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A ONU voltou às notícias graças aos preparativos para a abertura da 69ª sessão de sua Assembleia Geral. O secretário-geral Ban Ki-moon destaca a importância da missão da ONU nesta &#8220;época de turbulências&#8221;. Talvez nós devamos analisar mais de perto qual é essa &#8220;missão&#8221;. O suposto propósito da Organização das Nações Unidas é manter a...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A ONU voltou às notícias graças aos preparativos para a abertura da 69ª sessão de sua Assembleia Geral. O secretário-geral Ban Ki-moon destaca a importância da missão da ONU nesta &#8220;época de turbulências&#8221;. Talvez nós devamos analisar mais de perto qual é essa &#8220;missão&#8221;. O suposto propósito da Organização das Nações Unidas é manter a paz e a estabilidade — ou, como colocou a ex-embaixadora americana na ONU Susan Rice, &#8220;deter e punir agressões&#8221;.</p>
<p>Se pararmos para pensar, é um objetivo estranho. A missão da ONU é evitar agressões; contudo, ela não faz absolutamente nada para impedir o país cujas agressões são esmagadoramente maiores do que as dos outros no período pós-guerra — talvez em toda a história. Nos últimos setenta anos, os Estados Unidos invadiram mais países, derrubaram mais governos e apoiaram mais ditadores e grupos terroristas que qualquer outro país na Terra. O segundo colocado não chega nem perto.</p>
<p>Até mesmo &#8220;ameaças&#8221; como a al-Qaeda, o Hamas, o Estado Islâmico e o Iraque de Saddam Hussein não passaram de respostas a políticas americanas agressivas ou foram apoiadas secretamente pelos EUA e seus aliados para chegar a seus objetivos agressivos. Os atos criminosos da al-Qaeda e do Estado Islâmico atualmente resultam diretamente do apoio passado dos americanos à Irmandade Muçulmana como contrapeso ao governo de Gamal Abdel Nasser no Egito, da desestabilização do governo pacífico e relativamente progressista do Afeganistão (para forçar o envolvimento da URSS em seu próprio Vietnã), do patrocínio a terroristas kosovares na Iugoslávia nos anos 1990, do suporte a rebeldes chechenos contra o governo russo e do apoio secreto aos setores anti-Assad na Síria.</p>
<p>Tanto os Estados Unidos quanto a ONU afirmam que a disseminação da democracia é um de seus objetivos centrais. Contudo, os EUA derrubaram Mohammad Mossadegh no Irã e Patrice Lumumba no Congo e ativamente estimularam a onda de ditaduras militares que cobriu a América do Sul nos anos 1960 e 1970.</p>
<p>E apesar de propagandear seus atos criminosos como &#8220;punição de agressões&#8221; ou &#8220;disseminação da democracia&#8221;, os Estados Unidos sempre foram motivados quase exclusivamente pelo desejo de proteger a capacidade de suas corporações extrativas de saquear recursos minerais na África, petróleo na Indonésia e na Nigéria e exportar suas manufaturas exploratórias para o Terceiro Mundo.</p>
<p>Longe de impedir os EUA de perpetrarem esses crimes contra a humanidade, a ONU serve como laranja dos EUA contra aqueles que desafiam suas ambições.</p>
<p>Parafraseando a observação de Lysander Spooner sobre a Constituição, ou a ONU foi criada para permitir esses crimes pelo maior e pior agressor mundial (sendo, portanto, uma organização criminosa), ou ela é incapaz de impedi-los (sendo, portanto, inútil). A segunda alternativa é condenatória o bastante. Se a Liga das Nações é desprezada por ter sido incapaz de parar Hitler, não seria o caso de a ONU ser julgada de maneira igualmente severa por ser incapaz de impedir os EUA?</p>
<p>Mas eu adoto a primeira opção. A ONU foi central para a visão de Franklin Delano Roosevelt e Harry Truman de uma ordem pós-guerra encabeçada pelos EUA e seus aliados. Essa visão englobava a imposição do domínio corporativo sobre o mundo e a punição de qualquer tentativa futura de se separar dessa ordem. O que significa que a ONU é maligna e que seu propósito declarado é uma mentira.</p>
<p>Do ponto de vista dos críticos anti-imperialistas radicais da política americana, a retirada dos EUA seria benéfica porque tornaria mais difícil a construção de coalizões multinacionais para compartilhar os custos militares e fiscais da agressão com outras potências. Mas os Estados Unidos, por esse mesmo motivo, nunca sairão da ONU; a ONU existe somente para servir à elite corporativa que controla os EUA e seus aliados. Mesmo se os EUA saíssem da ONU, o resultado não seria — como acreditam os detratores direitistas da ONU — a purificação dos EUA da influência corrupta do Rockefeller Plaza. A corrupção é inseparável dos EUA. Sua saída simplesmente amputaria um tentáculo do polvo, mas deixaria o coração da besta em Wall Street e seu cérebro em Washington intactos.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=32072&amp;md5=ba3a55a0459cbccaf63b03aa0b582961" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>ISIS e Ucrânia: O governo alegará qualquer coisa para entrar em guerra</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2014 00:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thomas L. Knapp]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando liguei a TV para assistir o discurso de Barack Obama sobre seus planos para a guerra contra o chamado &#8220;Estado Islâmico&#8221;, eu esperava exatamente o que foi dito — uma verborragia pseudopatriótica, o anúncio mais subsídios ao complexo militar-industrial com um toque de mudança de regime na Síria. O que eu não esperava era...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quando liguei a TV para assistir o discurso de Barack Obama sobre seus planos para a guerra contra o chamado &#8220;Estado Islâmico&#8221;, eu esperava exatamente o que foi dito — uma verborragia pseudopatriótica, o anúncio mais subsídios ao complexo militar-industrial com um toque de mudança de regime na Síria. O que eu não esperava era a homenagem que seria prestada a uma era anterior:</p>
<p>&#8220;[Nós] não enviaremos garotos americanos a 14 ou 15 mil quilômetros de casa para fazer o que os próprios asiáticos deveriam estar fazendo por conta própria.&#8221; — Presidente dos EUA Lyndon Johnson, <a href="http://www.presidency.ucsb.edu/vietnam/shownews.php?newsid=11">21 de outubro de 1964</a>.</p>
<p>&#8220;[Nós] não podemos fazer pelos iraquianos o que eles devem fazer por conta própria (&#8230;).&#8221; — Presidente do EUA Barack Obama, <a href="http://www.losangelesregister.com/articles/isil-604699-iraq-america.html">10 de setembro de 2014</a>.</p>
<p>É uma inversão curiosa: a observação de Lyndon Johnson ocorreu no final da era do &#8220;aconselhamento&#8221; no Vietnã e antes da enorme intervenção militar direta naquele país. A reprise de Obama acontece depois de quase 25 anos de gigantescas intervenções americanas diretas no Iraque e pretende fazer o caminho contrário, levando os Estados Unidos de volta a um papel de &#8220;aconselhamento&#8221;. Curioso, mas claramente não acidental.</p>
<p>Todos nos lembramos de como acabou o Vietnã. Após a derrota em duas guerras em terra na Ásia nos últimos 12 anos e ao consultar os livros de história da era pós-Segunda Guerra Mundial, poderíamos esperar que Obama tivesse aprendido sua lição. E estaríamos certos.</p>
<p>Infelizmente, a lição que ele aprendeu não é a mais óbvia (fiquem na sua, EUA!). Pelo contrário, a lição foi de que as guerras americanas não precisam ser &#8220;vencidas&#8221;. A medida de sucesso desde 1945 não era a vitória militar sobre um inimigo definido, mas os dólares entregues para os contratos de &#8220;defesa&#8221; — quanto mais deles, com durações cada vez maiores, melhor.</p>
<p>A perversa referência de Obama a Lyndon Johnson pode ser interpretada como uma invocação de Harry Hopkins, o braço direito do presidente americano Franklin Delano Roosevelt. Hopkins resumia a história e os objetivos futuros de todos os estados em 1938 da seguinte forma: &#8220;Gastar, gastar, gastar, taxar, taxar, taxar, eleger, eleger, eleger.&#8221; A Segunda Guerra Mundial colocou o complexo militar-industrial no meio da teia de gastos e impostos. Ele permanece lá desde então e não tem intenção de abdicar de sua posição.</p>
<p>Quase 65 anos depois dos primeiros tiros da Guerra da Coreia, os EUA ainda mantêm quase 30.000 tropas ao longo do paralelo 38. Quase 75 anos após as campanhas europeia e japonesa, os EUA ainda mantêm enormes guarnições e presenças navais na Europa (cerca de 70.000 tropas) e no Pacífico (80.000).</p>
<p>O propósito dessa mobilização perpétua? Justificar os gastos de centenas de bilhões de dólares por ano em armas, equipamento, navios, aviões, quartéis e assim por diante, todos fornecidos pelos amigos de políticos da indústria de &#8220;defesa&#8221;. Matar não é necessário, a não ser para consumir a munição e desgastar as armas para que mais possam ser compradas.</p>
<p>O Vietnã foi uma guerra longa e lucrativa, mas um caso excepcional, porque teve um ponto final.</p>
<p>O objetivo de sucessivas administrações americanas no Oriente Médio parece ser retornar ao modelo do Vietnã, com apenas algumas modificações. A mitologia do Estado Islâmico (ISIS) como uma ameaça substancial (ou mesmo, na hipérbole dos representantes do governo, &#8220;existencial&#8221;) aos EUA, combinada com seu próprio status como um fantasma amorfo e mal definido que jamais pode ser &#8220;derrotado&#8221; se presta muito bem à extensão dos 24 anos de guerras.</p>
<p>Qual o objetivo da administração atual na Ucrânia? Estender a vida da OTAN em vez de deixar a já inútil &#8220;aliança&#8221; militar se aposentar.</p>
<p>A questão principal nas questões de guerra sempre é &#8220;O estado vai poder fazer essa guerra?&#8221;, que sempre é rebatida com &#8220;O estado pode <em>não</em> fazer essa guerra?&#8221;.</p>
<p>A real pergunta que devemos nos fazer, porém, é: &#8220;Será que realmente podemos ter um estado com suas guerras perpétuas?&#8221;</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31708&amp;md5=f17c14913bbc63c5383057c35ef81577" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Iraque: A cirurgia imperial sem fim</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2014 00:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Brian Nicholson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>As bombas americanas caem novamente no Iraque em ataques autorizados por Barack Obama contra o grupo militante islamista ISIS, que tomou grande parte do país. Com isso e com o envio de &#8220;conselheiros&#8221; militares americanos, a lembrança da campanha de Obama, que criticava a guerra no Iraque antes de vencer as eleições, fica cada vez mais turva. Novamente, a fé colocada em líderes e no governo para representar quaisquer interesses que não os seus próprios se choca com o muro da realidade.</p>
<p>Curiosamente, junto com os gritos de &#8220;mais forte e mais rápido&#8221; de sujeitos como os senadores Lindsey Graham e John McCain, outra corrente pró-guerra surgiu desta vez: uma que alega uma &#8220;responsabilidade de proteger&#8221;, que existe por causa da dívida que o país contraiu com a invasão do Iraque de 2003 e suas consequências.</p>
<p>O raciocínio é que o envolvimento (contínuo) dos Estados Unidos no Iraque é devido porque a emergência de uma guerrilha sectária é, afinal, culpa dos Estados Unidos pós-Saddam. O arrogante espírito de onipotência militar aqui já está mais do que claro, mas esse episódio também mostra uma compreensão seletiva da história. O histórico de interferência ocidental no Iraque não começa com as mentiras da administração de George W. Bush. Na verdade, o Iraque que conhecemos atualmente foi costurado como protetorado sob domínio britânico com partes do Império Otomano que foram tomadas depois da Primeira Guerra Mundial. Depois da passagem da tocha da hegemonia da Grã-Bretanha para os EUA, uma das primeiras coisas que o governo americano fez no Iraque foi apoiar um golpe pelos baathistas — incluindo um tal de Saddam Hussein — em 1963. Mais tarde, a CIA apoiaria os ataques com armas químicas empreendidos pelo regime de Saddam.</p>
<p>Nos anos 1990 os EUA se viraram contra sua própria criação, trazendo mais guerras e sanções que claramente atingiram mais os civis iraquianos que o regime. Mais tarde, o país foi invadido e mais um governo satélite ocidental foi estabelecido.</p>
<p>Quando avaliamos esse raciocínio de uma &#8220;dívida&#8221; americana que pede novas interveções e analisamos todo o histórico de interferências no Iraque, sua inocência é impressionante. A dívida literalmente se estende por quase 100 anos. Contudo, a moeda de troca proposta aqui não é uma admissão de culpa e uma restituição aos indivíduos não-estatais, mas mais bombas, mísseis e manipulação. Como isso é o que causou os danos em primeiro lugar, essa suposta &#8220;oferta&#8221; imperial benevolente não passa de uma piada cretina. O que o governo americano deve ao povo do Iraque, depois de tanto tempo de mentiras e derramamento de sangue, é uma admissão de culpa, seguida por uma saída do palco mundial com a cabeça baixa.</p>
<p>Em reconhecimento à história recente, ao menos, os primeiros ataques desde novo capítulo imperial foram lançados pelo porta-aviões USS George H.W. Bush. Sem o fim da hegemonia dos EUA, que só será alcançada através do próprio fim do estado, os noticiários em 2044 ainda carregarão manchetes sobre a presidente Sasha Obama lançando novos ataques no Iraque a partir do porta-aviões USS John Ellis Bush.</p>
<p><em>Traduzido para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=30295&amp;md5=bf38d8b8791ff705bbea032416e7774c" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A pergunta é: por que alguém confiaria no governo?</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2014 00:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Periodicamente, a queda persistente da confiança dos americanos no governo que ocorre desde a década de 1950 causa consternação dentro da centro esquerda. A apresentadora de talk show de rádio Leslie Marshall recentemente publicou um tweet, muito preocupada, sobre uma pesquisa que apontava que a porcentagem do público que confia no governo para &#8220;fazer a coisa certa&#8221; na maior parte do tempo ou &#8220;quase sempre&#8221; estava em 19% em 2013 (para dar um contexto, o pico porcentual ocorreu em 1965, com 77%). Ela apontava para um artigo de Julian Zelizer na CNN que <a href="http://www.cnn.com/2014/07/07/opinion/zelizer-watergate-politics/index.html%20">lamentava</a> a pouca fé no governo (&#8220;que é necessária para uma sociedade saudável&#8221;), afirmando que se trata de uma herança cultural da Guerra do Vietnã e do escândalo de Watergate e defendendo reformas políticas para combater a corrupção, restaurar a confiança do público e tornar o sistema político, mais uma vez, funcional.</p>
<p>Mas o que significa &#8220;funcional&#8221;? Sob que tipo de governo os americanos viviam em 1958 (quando a confiança do público estava em 73%) ou em 1965 (77%) antes que o Vietnã destruísse sua fé? Samuel Huntington, que compartilhava a preocupação de Zelizer com o declínio da confiança no governo, o descreveu bem em 1973, em um artigo para a Comissão Trilateral sobre a &#8220;crise de governabilidade&#8221; e o &#8220;excesso de democracia&#8221;. Para Huntington, o papel dos Estados Unidos no pós-guerra como &#8220;poder hegemônico na ordem mundial&#8221; dependia de um sistema doméstico de poder. Nesse sistema, os Estados Unidos &#8220;eram governados pelo presidente com o apoio e a cooperação de indivíduos-chave e grupos dentro do executivo, da burocracia federal, do congresso e nas empresas, bancos, firmas legais, fundações e veículos de mídia, que constituem o establishment privado&#8221;.</p>
<p>Os altos níveis de confiança pública, como naqueles bons e velhos tempos antes do Vietnã e de Watergate, eram necessários para manter esse sistema de poder estável. O papel adequado dessa hegemonia global, afirmava Huntington, requeria a capacidade de o estado &#8220;mobilizar, disciplinar e sacrificar seus cidadãos&#8221; em busca de objetivos sociais e políticos — o que requeria que os americanos confiassem no governo e não tentassem ver de muito perto o que de fato ele estava fazendo.</p>
<p>E o que ele fazia quando a confiança era tão alta? Logo que saiu da Segunda Guerra Mundial como potência global, os Estados Unidos começaram a recorrer a invasões diretas, golpes militares e esquadrões da morte quando os países se recusavam a cooperar com a ordem corporativa pós-guerra.</p>
<p>O tão exaltado &#8220;New Deal&#8221;, além de promover suficiente demanda agregada para estimular uma produção econômica massificada baseada no desperdício, também era uma maneira de alcançar o tipo de aprovação pública de que Huntington tanto sentia falta. &#8220;Finja que não está vendo quando nós derrubarmos Arbenz, Mossadeq, Sukarno e Diem e você poderá ter um tripex e um carro novinho!&#8221;</p>
<p>Eu me recordo muito bem do momento desde Watergate em que a confiança do público de que o governo &#8220;faria a coisa certa&#8221; passou dos 50%: 11 de setembro. O congresso deu a George W. Bush uma carta branca para lutar em qualquer lugar do muno para sempre e amém, em conjunto com poderes de estado policial que rivalizavam os de Hitler após o incêndio do Reichstag. O conhecido observador Dan Rather dizia na época: &#8220;Só me diga onde eu tenho que me apresentar, Sr. Presidente.&#8221;</p>
<p>Então, por que qualquer pessoa confiaria no governo dos Estados Unidos? Ele é a ferramenta da classe econômica dominante desde que os grandes mercadores, donos de títulos, barões de terras e senhores de escravos da Filadélfia o criaram. No pico da confiança do governo, ele promovia torturas, assassinatos, terrorismo e tirania para defender sua ordem mundial neocolonial — e ele nunca deixou de fazer isso. O estado tira vantagem sempre de qualquer aumento na confiança pública para aumentar suas atividades criminosas.</p>
<p>Portanto, talvez a desconfiança do governo não seja uma coisa tão ruim.</p>
<p><em>Traduzido para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=29357&amp;md5=1119b31fb3608199eedfcbee6e4f71ad" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Putin e Obama concordam: Para o caminho dos espinhos!</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2014 22:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thomas L. Knapp]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde que li 1984 na adolescência, estive fascinado pela presciência de George Orwell. O caso de Edward Snowden e Gleen Greenwald destacou um aspecto dessa sagacidade preditiva, mas o slogan &#8220;nós sempre estivemos em guerra com a Lestásia&#8221; jamais esteve em mais evidência do que na questão da Ucrânia, Crimeia e Rússia. O desenvolvimento mais...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Desde que li <em>1984</em> na adolescência, estive fascinado pela presciência de George Orwell. O caso de Edward Snowden e Gleen Greenwald destacou um aspecto dessa sagacidade preditiva, mas o slogan &#8220;nós sempre estivemos em guerra com a Lestásia&#8221; jamais esteve em mais evidência do que na questão da Ucrânia, Crimeia e Rússia.</span></p>
<p>O desenvolvimento mais recente nesse caso, enquanto escrevo esta coluna — e possivelmente não será a notícia mais recente após sua publicação — é a <a href="http://www.miamiherald.com/2014/03/24/4016249/us-allies-throw-russia-out-of.html">&#8220;suspensão&#8221; da Rússia do G-8</a>. Enquanto opiniões conflitantes recheiam as análises políticas, eu gostaria de oferecer a explicação mais simples e plausível para o que vemos: os oligarcas, tanto americanos quanto russos, sonham com o retorno da Guerra Fria.</p>
<p>A maioria das pessoas comuns não quer isso, evidentemente. Nós, que temos mais de 40 anos, lembramos como era viver sob constante ameaça de aniquilação nuclear caso o equilíbrio entre as duas &#8220;superpotências&#8221; fosse quebrado.</p>
<p>Porém, para a oligarquia americana — mais conhecida como &#8220;complexo industrial-militar&#8221; — que veio a dominar a economia e o meio político americano logo após a Segunda Guerra Mundial, não há tanto dinheiro ou poder na posição de &#8220;única superpotência mundial&#8221;.</p>
<p>Eles precisam de uma contrapartida a seu poder. Problemas menores como o terrorismo não são tão lucrativos. O dinheiro está nas armas nucleares e em aeronaves de ponta — equipamentos usados para lutar com inimigos que estejam, ao menos em tese, em paridade de poder militar. E, convenhamos, dizer que o &#8220;Irã é uma ameaça militar&#8221; é risível enquanto justificativa para esses projetos.</p>
<p>A oligarquia americana precisa de um grande inimigo para justificar os gastos de um trilhão de dólares anuais extraídos dos pagadores de impostos americanos (além dos lucros com vendas de armas para o exterior). Um inimigo com uma população grande, uma base industrial e uma posição de comando em sua região. Um inimigo conhecido, ao menos desde o século passado, por suas ambiões expansionistas e pela dificuldade de se vencer em conflito armado.</p>
<p>Ou seja, a olgarquia americana precisa da Rússia.</p>
<p>E de que precisa Vladimir Putin? Bom, ele necessita de uma desculpa para assumir novamente o papel de vilão. Como os Estados Unidos, a Rússia e seus satélites, suseranias e aliados tendem a se solidificar num poderoso bloco autoritário quando enfrentam uma ameaça externa, mas que começam a se fragmentar quando há paz. Como a oligarquia americana, a russa (que é formada pelas mesmas figuras da época da União Soviética, ou por seus herdeiros) precisa de uma ameaça externa para manter aberto o seu canal de dinheiro fácil.</p>
<p>O melhor inimigo de todos os tempos, os nazistas, sumiu após 1945 (apesar dos esforços do Russia Today para criar novos em Kiev). Então é preciso utilizar o segundo melhor inimigo: os Estados Unidos.</p>
<p>É como a história de Zé Grandão e do Coelho Quincas, só que com dois Zé Grandões, que imploram um ao outro para não serem jogados no caminho dos espinhos, mas desejam secretamente acabar lá. Todo mundo ganha! Bom, pelo menos os dois grupos de oligarcas ganham. O resto de nós, nem tanto.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26325&amp;md5=ccfe20c8a3d4b67fdf61ea2a3acd569b" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Com &#8220;quenianos anti-colonialistas&#8221; assim, quem precisa de imperialistas?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Apr 2014 22:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 2010, Newt Gingrich explicava que o presidente americano Barack Obama é &#8220;impossível de se entender&#8221; a não ser que usemos sua orientação ideológica &#8220;queniana e anti-colonial&#8221; para compreender suas bizarras ações. Porém, Obama tem sido incrivelmente bem sucedido em esconder seu profundo ódio ao colonialismo — ao ponto de elogiar a Europa, em discurso...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Em 2010, Newt Gingrich explicava que o presidente americano Barack Obama é &#8220;impossível de se entender&#8221; a não ser que usemos sua orientação ideológica &#8220;queniana e anti-colonial&#8221; para compreender suas bizarras ações. Porém, Obama tem sido incrivelmente bem sucedido em esconder seu profundo ódio ao colonialismo — ao ponto de elogiar a Europa, <a href="http://www.washingtonpost.com/world/transcript-president-obama-gives-speech-addressing-europe-russia-on-march-26/2014/03/26/07ae80ae-b503-11e3-b899-20667de76985_story.html">em discurso feito <span style="text-decoration: underline;">no último dia 26</span></a>, por dar ao mundo direitos humanos e democracia:</span></p>
<p style="padding-left: 30px;">[&#8230;] foi aqui na Europa, através de séculos de luta [&#8230;] que alguns ideais começaram a surgir: a crença de que, através da consciência e do livre arbítrio, cada um de nós tem o direito de viver como desejar. A crença de que o poder é derivado do consentimento dos governados [&#8230;].</p>
<p>David Graeber, antropólogo e pensador anarquista associado ao movimento Occupy Wall Street desde o princípio, tem muito a dizer sobre a ideia de que o auto-governo seja uma abstração tão grande que a raça humana sofria em sua ignorância até que alguns caras bem inteligentes em Atenas, Paris ou Filadélfia pensassem nela.</p>
<p>Em <em>Fragmentos de uma Antropologia Anarquista</em>, David Graeber argumenta que o auto-governo é algo praticado praticamente em todo lugar em grupos pequenos de pessoas comuns, porque, quando não há policiais ou exércitos para oprimir ninguém, ouvir as outras pessoas e estabelecer consensos é coisa mais sensata a se fazer. Esse tipo de tomada de decisões por consenso foi praticada em conselhos de vilarejos em todo o mundo durante toda a história e também por instituições populares que controlam recursos comuns, como estudou <a href="http://www.amazon.com/Governing-Commons-Evolution-Institutions-Collective/dp/0521405998">Elinor Ostrom</a>. Essas instituições populares resistiram por muito tempo depois de o estado ter sido sobreposto à sociedade — instituições de vilas como o Mir russo e sociedades de trabalhadores e associações mútuas, por exemplo. Quanto à ideia de que as pessoas devem ter igual voz nas decisões que as afetam, isso é intuitivo para quase todos.</p>
<p>Os acadêmicos ocidentais da história do pensamento político normalmente não consideram que coisas como &#8220;um conselho de um vilarejo sulawesi ou talensi&#8221; estejam &#8220;no mesmo nível de Péricles&#8221;. Talvez, como afirma Graeber, decisões majoritárias e votações &#8220;não sejam ideias tão incrivelmente sofisticadas que não teriam ocorrido a ninguém até que um gênio antigo as &#8216;inventasse'&#8221;. Talvez o modelo ocidental de democracia majoritária não tenha sido amplamente utilizado em sociedades igualitárias porque, sem a estrutura concentrada e coercitiva para forçar as decisões da maioria sobre a minoria, era mais sensato tomar decisões por consenso e evitar a polarização da comunidade em facções.</p>
<p>A democracia majoritária emergiu somente quando duas condições existiam: 1) a maioria das pessoas passou a achar que era uma boa ideia que tivessem voz em decisões que as afetassem; e 2) surgiu de um &#8220;aparato coercitivo capaz de executar essas decisões&#8221;. É, na realidade, bastante incomum que as duas condições existam ao mesmo tempo, porque em sociedades com valores geralmente igualitários, a própria existência da coerção sistemática é considerada errada. E onde quer que ela tenha existido, a coerção teve origem no fato de que um grupo de pessoas deliberadamente utilizavam a força para perseguir seus interesses às custas daqueles afetados por suas decisões. O estado surgiu como meio para privilegiar as classes que o controlavam e extrair rendimentos da maioria que era subjugada.</p>
<p>A democracia, enquanto ideologia moderna, surgiu em sociedades que já eram dominadas por estados coercitivos que privilegiavam os interesses da classe dominante. Sentimentos democráticos e igualitários geralmente foram cooptados por facções dissidentes dentro das classes dominantes ou por classes desejosas do poder para conseguir o apoio das classes mais baixas para derrubar o regime existente — e para que, depois, as novas classes dominantes instaurem uma democracia de fachada tendo elas próprias como guardiãs para governar a maioria de acordo com seus interesses.</p>
<p>É esse tipo de &#8220;democracia&#8221; que é defendida por Obama. Noam Chomsky a chama de &#8220;democracia de espectadores&#8221;: escolher entre candidatos que representam alas de disputa dentro da mesma classe dominante, escolhidos por essa mesma classe dentro de suas fileiras, e sentar e calar a boca depois do fim da eleição, quando as novas lideranças vão obedecer às ordens do Banco Mundial, do FMI e assinar o próximo tratado de &#8220;livre comércio&#8221; escrito por corporações transnacionais (seguindo os mesmos passos das lideranças anteriores). Se, por algum desastre, o governo de um país de fato passar a refletir algum tipo de democracia genuína que ameace os interesses do capital transnacional, Washington o declara um &#8220;estado terrorista&#8221; ou &#8220;estado falido&#8221; e manda seus funcionários da CIA, da <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/National_Endowment_for_Democracy">National Endowment for Democracy</a> e da <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Soros_Foundation">Fundação Soros</a> para miná-lo, ou estimula militares com laços com os EUA a derrubá-lo.</p>
<p>A verdadeira democracia existia muito antes do surgimento dos estados, já que os seres humanos viviam inicialmente em comunidades. E ela continuará a existir muito depois de o governo sumir.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26228&amp;md5=39db664428a22b3d1303ad7a33288c4b" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O conto de fadas iraquiano de Obama</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2014 21:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sheldon Richman]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Prometi a mim mesmo que não ia mais comentar o que diz Barack Obama, porque simplesmente não vale a pena. O que Obama fala só faz sentido se você tiver uma coisa em mente: ele, como os outros políticos, pensa que a maioria das pessoas são idiotas. Porém, eu estou tão chocado com o que...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Prometi a mim mesmo que não ia mais comentar o que diz Barack Obama, porque simplesmente não vale a pena. O que Obama fala só faz sentido se você tiver uma coisa em mente: ele, como os outros políticos, pensa que a maioria das pessoas são idiotas.</p>
<p>Porém, eu estou tão chocado com o que <a href="http://www.whitehouse.gov/the-press-office/2014/03/26/remarks-president-address-european-youth">Obama disse há alguns dias na Europa</a> que eu preciso quebrar minha promessa. Em seu discurso, ele disse, em relação aos acontecimentos na Crimeia, que:</p>
<p style="padding-left: 30px;">A Rússia se referiu à decisão dos Estados Unidos de ir à guerra no Iraque como exemplo de hipocrisia ocidental. Agora, é verdade que a Guerra do Iraque foi amplamente debatida não só no resto do mundo, mas também dentro dos EUA. Eu participei desse debate e me opus à intervenção militar. Mas, mesmo no Iraque, os Estados Unidos buscaram atuar dentro do sistema internacional. Não reivindicamos ou anexamos o território iraquiano. Não tomamos posse de seus recursos para nosso proveito. Ao invés disso, terminamos a guerra e deixamos o Iraque para seu povo com um estado soberano capaz de tomar decisões sobre seu próprio futuro.</p>
<p>É difícil acreditar que um redator da presidência poderia conseguir inserir tantas mentiras em tão poucas frases. Mas ele só as escreveu. Obama escolheu dizê-las e, por isso, ele deve ser acusado de fraude premeditada. (Preciso dizer que nada disso é exclusivo a Obama? Praticamente todos os políticos são demagogos. A característica que diferencia Obama dos outros é seu descaramento.)</p>
<p>Vamos contar as mentiras.</p>
<p><em>A Guerra do Iraque foi amplamente debatida não só no resto do mundo, mas também dentro dos EUA.</em></p>
<p>Perceba que ele não disse que foi debatida de forma &#8220;honesta&#8221;, por que um debate não pode ser honesto quando o governo alimenta a imprensa (que, em sua maior parte, <a href="http://fff.org/explore-freedom/article/how-the-news-media-betrayed-us-on-iraq/">estava ansiosa por ser enganada</a>) com mentiras sobre armas de destruição e massa e sugestões de que Saddam Hussein estava conectado aos ataques de 11 de setembro. Todos os figurões da administração Bush que estavam envolvidos com a &#8220;segurança nacional&#8221; mentiram para o público em dado momento. As pessoas que questionavam os dados &#8220;confiáveis&#8221; da inteligência eram tachadas de pusilânimes ou fracas em relação a Saddam. Se isso conta como debate aberto, não há diferença entre a administração Bush e qualquer outro regime autrocático.</p>
<p><em>Os Estados Unidos buscaram atuar dentro do sistema internacional.</em></p>
<p>Sério? Dentro do direito internacional, Bush não teve permissão para iniciar a guerra contra o Iraque, que não havia ameaçado ninguém, até que tivesse passado outra resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_Nations_Security_Council_and_the_Iraq_War">a 18ª ou 2ª</a>, dependendo de como você preferir contar). Essa resolução foi proposta mas retirada quando Bush percebeu que seria vetada. Então ele ignorou as regras das Nações Unidas — que proíbem o início de guerras a não ser que sejam em auto-defesa ou autorizadas pelo Conselho de Segurança — e lançou a invasão por conta própria, depois de o Congresso americano carimbar sua &#8220;autorização para o uso de força militar&#8221; discricionária. Sim, Bush usou outros governos como cobertura, a chamada <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Coalition_of_the_willing">Coalizão dos Voluntários</a> — de que 3 membros, de um total de 48, de fato enviaram tropas. (A administração Bush era ótima em inventar nomes orwellianos para suas políticas.)</p>
<p><em>Não reivindicamos ou anexamos o território iraquiano. Não tomamos posse de seus recursos para nosso proveito.</em></p>
<p>É verdade, mas a administração Bush, em muitos aspectos, bem que tentou. A astuta elite americana já há muito tempo percebeu que o imperialismo à moda antiga estava ultrapassado. As populações subjugadas não aceitariam a situação e elevariam demais os custos da manutenção do império. Assim, um novo imperialismo, mais brando, nascia. Sem mais anexações de territórios, mandados da ONU, protetorados ou colônias de jure. O que não significa que não haveria controle de facto, que era o objetivo do regime de Bush no Iraque desde o primeiro dia da guerra.</p>
<p><a href="http://www.uruknet.de/?p=m42948">Os prepotentes burocratas</a> enviados após a queda de Saddam estavam armados com planos para reconstruir o Iraque de cima a baixo, desde seus semáforos de trânsito até sua bandeira. O petróleo seria &#8220;privatizado&#8221; e dividido entre as empresas americanas apadrinhadas. (Lembra-se das promessas de que o petróleo pagaria pela guerra? Não pagou.)</p>
<p>Os bilhões de dólares gastos para reconstruir a infraestrutura destruída pelos bombardeios americanos (desde 1991) começaram a encher os bolsos de empreiteiras, sem resultados práticos. Os iraquianos até hoje sofrem com o fornecimento serviços públicos inadequados, como água, eletricidade, esgoto e cuidados médicos.</p>
<p>A administração Bush também esperava construir três duzias de bases militares permanentes (com a concessão de vários contratos lucrativos para empresas americanas) e uma embaixada do tamanho do Vaticano.</p>
<p>Poucos desses planos se tornaram realidade — mas somente porque o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que foi o candidato escolhido pelo Irã, não permitiu. Ou seja, os Estados Unidos não anexaram territórios ou roubaram recursos — mas não foi por falta de tentativa.</p>
<p><em>Terminamos a guerra e deixamos o Iraque para seu povo com um estado soberano capaz de tomar decisões sobre seu próprio futuro.</em></p>
<p>A guerra de fato terminou em 2011. Mas não nos esqueçamos de que antes que as tropas (a maioria delas) saísse do país, Obama implorou para que al-Maliki permitisse que as forças americanas permanecessem além da data estipulada no Acordo sobre o Estatuto das Forças (SOFA — Status of Forces Agreement). Al-Maliki — que não precisava mais dos EUA, tendo o Irã como apoio — estabeleceu condições tão absurdas para Obama que a maioria das tropas foram retiradas de acordo com o plano. (O SOFA foi assinado por Bush, mas isso não impede que Obama leve o crédito por &#8220;terminar a guerra&#8221;.) O governo americano continua a financiar, armar e treinar o exército de al-Maliki, que reprime a minoria sunita da população.</p>
<p>O que foi deixado para o povo do Iraque foi uma catástrofe, como já indicamos. Peter Van Buren, um funcionário do Departamento de Estado que supervisionou a reconstrução de duas províncias orientais do Iraque, chama a <a href="http://www.thenation.com/article/173246/why-invasion-iraq-was-single-worst-foreign-policy-decision-american-history">Guerra do Iraque</a> de &#8220;pior decisão de política externa da história americana&#8221;. É difícil pensar num exemplo melhor de ambição cega. Podemos observar o cerco a Fallujah em 2004. Sobre ele, <a href="http://dahrjamail.net/living-with-no-future-iraq-10-years-later">o jornalista Dahr Jamail escreve</a>:</p>
<p style="padding-left: 30px;">De acordo com a administração Bush naquele momento, o cerco a Fallujah foi executado para combater algo que se chamava de &#8220;terrorismo&#8221;, mas, do ponto de vista dos iraquianos que eu via de perto, o terror era estritamente americano. De fato, foram os americanos que iniciaram a espiral cíclica de violência em Fallujah quando tropas dos Estados Unidos da 82ª Divisão Aérea mataram 17 manifestantes desarmados em 28 de abril do ano anterior do lado de fora de uma escola que eles haviam ocupado e transformado em posto avançado de combate. Os manifestantes simplesmente queriam que a escola fosse desocupada pelos americanos para que seus filhos pudessem utilizá-la. Naquele momento, como atualmente, porém, aqueles que reagem à violência do estado são rotineiramente chamados de &#8220;terroristas&#8221;. Governos raramente levam o mesmo rótulo.</p>
<p>Os arquitetos da catástrofe tinham tudo planejado e não era o bem estar dos iraquianos que entraria em seu caminho. <a href="http://www.tomdispatch.com/post/175658/tomgram%3A_peter_van_buren,_one_day_even_the_drones_will_have_to_land/">Como afirmou Van Buren</a>:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Tudo o que era necessário [pensavam os americanos] era uma ação rápida no Iraque para estabelecer uma presença americana permanente no coração da Mesopotâmia. Nossas guarnições futuras poderiam supervisionar o território e fornecer o poder necessário para esmagar quaisquer elementos desestabilizadores futuros. Tudo isso fazia muito sentido para os visionários neoconservadores do começo do governo Bush. A única coisa que ninguém imaginava era que o elemento desestabilizador principal seriam os próprios Estados Unidos.</p>
<p>A invasão deflagrou uma onda de violência entre sunitas e xiitas que não se via durante o governo de Saddam Hussein e conscientemente apoiada pelo governo dos EUA. A maioria dos sunitas foi varrida de Bagdá. Inúmeros foram mortos ou mutilados; milhões se tornaram refugiados. O incêndio está fora de controle até hoje, alimentado pela opressão e pela corrupção de al-Maliki, que ganhou o epíteto de &#8220;Saddam xiita&#8221;. Como afirma Van Buren:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Com o colapso de sua estratégia, o desespero e a cegueira histórica da administração Bush levaram ao aumento de medidas extremas: tortura, gulags secretos, rendições, assassinatos com drones não-tripulados, ações extra-constitucionais em casa. Os acordos mais sujos foram firmados para conseguir tirar alguma coisa do que ocorria.</p>
<p>É absolutamente impressionante o mal que foi causado pelos americanos, que esperavam gratidão. O resultado? Van Buren diz:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Até mesmo o normalmente tranquilo Departamento de Estado dos EUA adverte os americanos que viajam até o Iraque que eles &#8220;sofrem risco de sequestro [&#8230;], uma vez que vários grupos insurgentes, incluindo a Al Qaeda, permanecem ativos&#8221; e observa que o &#8220;guia para empresas do Departamento de Estado aconselha o uso de serviços de proteção&#8221;.</p>
<p>É isso que foi deixado ao povo iraquiano pelo poder benevolente dos Estados Unidos da América. Quanto ao respeito à soberania iraquiana por parte dos EUA, a administração Obama agora pressiona al-Maliki para impedir que os aviões dos seus aliados iranianos passem pelo espaço aéreo do Iraque para auxiliar o presidente sírio Bashar al-Assad em sua guerra civil. Essa é a soberania iraquiana.</p>
<p>Isso também sublinha uma das muitas características absurdas da política externa dos EUA (se é que é possível chamá-la de política): enquanto Obama ajuda al-Maliki a combater a al-Qaeda no Iraque, os Estados Unidos dão suporte às filiais da al-Qaeda que combatem Assad na Síria. (Por sinal, a al-Qaeda não estava presente no Iraque antes da invasão do governo Bush.) Novamente, é inacreditável.</p>
<p>Ao menos não é necessário que nós aprovemos as políticas de Vladimir Putin para ver a hipocrisia de Obama ao contrastar a anexação <a href="http://fff.org/explore-freedom/article/did-team-obama-blunder-or-conspire-in-ukraine/">provocada</a> e praticamente sem derramamento de sangue da Crimeia pela Rússia com a agressão dos Estados Unidos ao Iraque. Infelizmente, os americanos que cometeram esses frios assassinatos em massa e toda a destruição da sociedade iraquiana provavelmente têm menor chance de serem levados à justiça do que Putin por seus crimes, digamos, na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chechen%E2%80%93Russian_conflict#Post-Soviet_era">Chechênia</a>.</p>
<p>(Agradecimentos a <a href="http://www.scotthorton.org/">Scott Horton</a> por suas proveitosas sugestões.)</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26010&amp;md5=5275c5bae8b5acb2bee4c0a325961e9a" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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