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	<title>Center for a Stateless Society &#187; Guerra</title>
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	<description>building public awareness of left-wing market anarchism</description>
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		<title>Uma história da trégua de Natal</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2014 23:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Joel Schlosberg]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Novos indícios de derramamento de sangue na &#8220;trégua de Natal&#8221; da Primeira Guerra Mundial fortalecem &#8212; em vez de enfraquecer &#8212; seu exemplo de paz. O jornal Telegraph do Reino Unido relata o incidente (&#8220;A trégua de Natal de 1914 foi quebrada quando francoatiradores alemães mataram dois soldados britânicos&#8220;, 22 de dezembro) a partir de...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Novos indícios de derramamento de sangue na &#8220;trégua de Natal&#8221; da Primeira Guerra Mundial fortalecem &#8212; em vez de enfraquecer &#8212; seu exemplo de paz.</p>
<p>O jornal <em>Telegraph</em> do Reino Unido relata o incidente (&#8220;<a href="http://www.telegraph.co.uk/history/world-war-one/11307513/Christmas-truce-of-1914-was-broken-when-German-snipers-killed-two-British-soldiers.html">A trégua de Natal de 1914 foi quebrada quando francoatiradores alemães mataram dois soldados britânicos</a>&#8220;, 22 de dezembro) a partir de registros históricos. Na linha de frente na França, o sentinela britânico Percy Huggins foi morto por um francoatirador alemão; o líder de seu pelotão Tom Gregory retaliou e foi abatido por outro atirador.</p>
<p>Isso pode não se encaixar na imagem sentimentalizada da trégua, mas tirá-la do pedestal a torna mais relevante ao nosso mundo imperfeito. Bertrand Russell <a href="https://books.google.com/books?id=Lm58AgAAQBAJ&amp;pg=PA538&amp;lpg=PA538&amp;dq=%22admit+in+theory+that+there+are+occasions+when+it+is+proper+to+fight%22&amp;source=bl&amp;ots=BoxMUSiDZ-&amp;sig=C2MXbU9J9xuSzYXSOJASFdLx4rA&amp;hl=en&amp;sa=X&amp;ei=o3aYVMiBA8qjgwTY3oCQAg&amp;ved=0CDAQ6AEwAw#v=onepage&amp;q=%22admit%20in%20theory%20that%20there%20are%20occasions%20when%20it%20is%20proper%20to%20fight%22&amp;f=false">observou</a> que &#8220;admitir em teoria que há ocasiões em que é apropriado lutar e que na prática que essas ocasiões são raras&#8221; produz muito menos guerras reais do que a ideia de que &#8220;em teoria não há ocasiões em que é adequado lutar e que na prática essas ocasiões são muito frequentes&#8221;.</p>
<p>A quebra da trégua neste caso permaneceu como ponto isolado; ela permaneceu em vigor nos dois lados, mesmo quanto as tropas estavam a menos de 1,5 km de distância. A influência de uma Brigada de Guardas &#8220;extremamente profissional&#8221; manteve as tensões locais altas desde o começo, com a rejeição imediata do pedido alemão de cessar-fogo.</p>
<p>Também é instrutivo observar o aspecto &#8220;olho por olho&#8221; do caso, impulsionado por retaliação a agressões específicas e não pela situação geral de guerra (a indicação de um dos francoatiradores que agiria fez com que uma terceira morte fosse inevitável). É necessário alguma coisa para fazer com que as hostilidades se espahem mais rapidamente que a tolerância, sem observar a regra do &#8220;olho por olho&#8221;. O que seria essa coisa? A política.</p>
<p>Emma Goldman <a href="http://dwardmac.pitzer.edu/Anarchist_Archives/goldman/living/living2_41.html">argumentava</a> que sem a rejeição do movimento socialista à <a href="http://porkupineblog.blogspot.com/2006/05/myth-of-socialism-as-statism.html">ação direta</a> em prol de uma dependência de meios políticos, &#8220;a grande catástrofe teria sido impossível. Na Alemanha, o partido tinha 20 milhões de adeptos. Que poder para evitar a declaração de hostilidades! Mas, por um quarto de século, os marxistas haviam treinado os trabalhadores a serem obedientes e patriotas, a dependerem de atividades parlamentares e a confiar cegamente em seus líderes socialistas. Agora, a maioria desses líderes deu as mãos ao Kaiser (&#8230;). Em vez de declarar greve geral e paralisar as preparações para a guerra, eles aprovaram o orçamento governamental para o massacre&#8221;. Somente o detonador da rivalidade entre líderes nacionais poderia transformar o assassinato de um arqueduque numa disputa que multiplicaria os três mortos causados pela morte de Percy Huggins em 15 milhões de vítimas.</p>
<p>Em sua carta final, Huggins disse a sua família: &#8220;Eu anseio pelo dia em que este terrível conflito acabará. Vocês consideram a guerra uma coisa terreível, mas a imaginação não consegue captar os horrores do conflito que podem ser vistos no campo de batalha e são indescritíveis; rezo para que esta seja a última guerra da história&#8221;. Um século de avanços em comunicações globais e comércio dá aos soldados Huggins de hoje ampla base com a qual coexistir sem políticos e meios de verificar a confiança alheia. Não devemos esperar mais um século para chegar à &#8220;última guerra da história&#8221;.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=34478&amp;md5=a0352f74f9cdce900797c15679603882" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>El primer paso es admitir la tortura</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2014 20:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[El resumen mínimo, parcial y fuertemente redactado del informe del Senado de Estados Unidos sobre el programa de tortura post-9/11 de la CIA ya es público. La recepción de ese informe por los medios tradicionales es al menos tan demostrativo de la problemática que aborda como el propio informe. Tal como lo diría amablemente cualquier...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>El resumen mínimo, parcial y fuertemente redactado del informe del Senado de Estados Unidos sobre el programa de tortura post-9/11 de la CIA ya es público. La recepción de ese informe por los medios tradicionales es al menos tan demostrativo de la problemática que aborda como el propio informe.</p>
<p>Tal como lo diría amablemente cualquier adicto en recuperación, el primer paso es admitir el problema. El gobierno de Estados Unidos y los medios de comunicación estadounidenses (y, presumiblemente, el público estadounidense que los sigue) aún se niegan tercamente a hacerlo.</p>
<p>Noticia tras noticia vemos referencias al &#8220;interrogatorio mejorado&#8221; y las &#8220;tácticas brutales de interrogación&#8221;. Son eufemismos baratos. No hay una admisión franca del problema, sino un intento de parlotear para eludir el problema.</p>
<p>No se trata de &#8220;técnicas de interrogatorio mejoradas&#8221;. Tampoco estamos hablando de &#8220;tácticas brutales de interrogación&#8221;. El tema en cuestión es la tortura.</p>
<p>La tortura está claramente definida en la ley de Estados Unidos (<a href="http://www.law.cornell.edu/uscode/text/18/2340">18 US Code §2340</a>): &#8220;[U]n acto cometido por una persona que actúe bajo apariencia de legalidad destinada específicamente a infligir dolor físico o mental, o sufrimiento severo (que no sea el dolor o sufrimiento incidentalmente causado por sanciones legítimas) a otra persona dentro de su custodia o control físico&#8221;.</p>
<p>La tortura está claramente definida en el derecho internacional (<a href="http://www.derechoshumanos.net/normativa/normas/onu/torturas/1984-Convencion-Proteccion-contra-tortura-y-otros-tratos-crueles-inhumanos-o-degradantes.htm#texto">Convención de la ONU contra la Tortura</a>): &#8220;[T]odo acto por el cual se inflija intencionadamente a una persona dolores o sufrimientos graves, ya sean físicos o mentales, con el fin de obtener de ella o de un tercero información o una confesión, de castigarla por un acto que haya cometido, o se sospeche que haya cometido, o de intimidar o coaccionar a esa persona o a otras, o por cualquier razón basada en cualquier tipo de discriminación, cuando dichos dolores o sufrimientos sean infligidos por un funcionario público u otra persona en el ejercicio de funciones públicas, a instigación suya, o con su consentimiento o aquiescencia&#8221;.</p>
<p>Estas declaraciones legales de los estados son informativas, pero realmente no las necesitamos para llegar a la conclusión de que las acciones descritas en el informe &#8211; el ahogamiento simulado, la privación del sueño y la infusión forzada de sustancias en el recto de las víctimas, por nombrar tres &#8211; constituyen hechos de tortura, solo de tortura y nada más que de tortura. No existe una definición razonable de la tortura a la que no se ajusten las acciones descritas.</p>
<p>De esa conclusión primaria debemos sacar una inevitable conclusión secundaria: Las personas involucradas en toda la cadena de mando que desemboca en la tortura, desde los operadores encargados de su aplicación directa hasta el presidente de los Estados Unidos, son criminales violentos y peligrosos, y serían reconocidos como tales en cualquier sociedad sana independientemente de si existiesen leyes codificadas para describir sus delitos.</p>
<p>La pregunta, por supuesto, es qué hacer al respecto. Las sugerencias convencionales van desde &#8220;nada&#8221; a &#8220;llevar a cabo unas cuantas audiencias del Senado y tener fe en que el problema desaparecerá&#8221;, o &#8220;nombrar a un fiscal especial para que sacrifique a algunos de los criminales menos conectados para que podamos seguir adelante con nuestras vidas&#8221;.</p>
<p>Incluso en los círculos más radicales se sugieren cosas como poner a los EE.UU. bajo la jurisdicción de la Corte Penal Internacional y llevar la banda criminal completa a La Haya para someterla a juicio.</p>
<p>El segundo paso en los programas de recuperación de adicciones de 12 pasos implica el reconocimiento de un &#8220;poder superior&#8221;. El segundo paso en cualquier programa de renuncia a la tortura es el reconocimiento de que el &#8220;poder superior&#8221; por ahora existente &#8211; el Estado &#8211; es en realidad el verdadero problema.</p>
<p>El Estado otorga poderes extremos a sus agentes, en especial sobre los presos y detenidos. Ese poder corrompe, habilitando a esos agentes para abusar y torturar, tal como lo observaron varios psicólogos sociales en el experimento de la prisión de Stanford.</p>
<p>La estructura del Estado también protege a sus agentes de la rendición de cuentas, envolviendo las discusiones sobre la violencia estatal con eufemismos, y transformando el debate de la tortura como delito en uno sobre la tortura como política. Por otra parte, el monopolio estatal sobre la ley otorga el poder de enjuiciamiento y sentencia al propio Estado. Los torturadores saben que es poco probable que se les someta a la justicia.</p>
<p>Si toleramos el Estado, toleramos la tortura. Y ya hace tiempo que es hora de que dejemos de tolerar a ambos.</p>
<p>Artículo original <a href="http://c4ss.org/content/34057">publicado por Thomas L. Knapp el 10 de diciembre de 2014</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por <a href="http://es.alanfurth.com">Alan Furth</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=34167&amp;md5=680c7eee5765615c428f5f5e067ffb56" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Sorpresa: La guerra contra las drogas no tiene nada que ver con las drogas</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2014 21:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[En la mañana del 6 de noviembre, la Oficina Federal de Investigaciones pregonó su derribo del sitio web Silk Road 2.0 y la detención del presunto operador, Blake Benthall. Al hacerlo el FBI ha demostrado, una vez más, que la guerra contra las drogas no tiene nada que ver con lo que declaran sus propagandistas....]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>En la mañana del 6 de noviembre, la Oficina Federal de Investigaciones pregonó su derribo del sitio web Silk Road 2.0 y la detención del presunto operador, Blake Benthall.</p>
<p>Al hacerlo el FBI ha demostrado, una vez más, que la guerra contra las drogas no tiene nada que ver con lo que declaran sus propagandistas. Si la penalización de las drogas es un problema de seguridad pública, si de lo que se trata es de luchar contra los delitos violentos y las pandillas, o prevenir las sobredosis y los envenenamientos, el cierre de Silk Road es una de las cosas más tontas que los federales hayan podido hacer. Silk Road era un mercado seguro y anónimo en el que los compradores y vendedores podían hacer negocios sin el riesgo de la violencia asociada con el comercio callejero. Y gracias al sistema de reputación de los vendedores, los medicamentos vendidos en Silk Road eran mucho más puros y más seguros que sus contrapartes de la calle.</p>
<p>Este es el caso de todos los otros argumentos con los que se vende al público la guerra contra las drogas. Hillary Clinton, en lo que quizá haya sido una de las declaraciones más estúpidas jamás pronunciadas por un ser humano, dijo que la legalización de los narcóticos es una mala idea &#8220;porque hay demasiado dinero involucrado&#8221;, en referencia, presumiblemente, al lucrativo negocio de las drogas y a los cárteles que luchan por controlarlo.</p>
<p>Pero la razón por la que hay tanto dinero involucrado en el negocio y que incentiva a los cárteles a luchar para controlarlo, es su ilegalidad. Eso es lo que pasa cuando se criminalizan las cosas que la gente quiere comprar: se crean mercados negros con precios mucho más altos que las bandas del crimen organizado luchan por controlar. La prohibición del alcohol creó la cultura gángster de la década de 1920. Ha estado con nosotros desde entonces. Cuando se derogó la Ley Seca, el crimen organizado simplemente pasó a pelear por otros mercados ilegales. Mientras más actividades consensuales y no violentas se ilegalicen, más grande será la parte de la economía cubierta por mercados negros disputados por bandas criminales.</p>
<p>En noticias relacionadas se informa que los cárteles mexicanos de la droga están haciendo menos dinero desde que se legalizó o descriminalizó la marihuana en varios estados de EE.UU. Oh sorpresa.</p>
<p>Quizá la broma más pesada sea que la guerra contra las drogas tiene como propósito reducir el consumo de drogas. Sin duda, muchas personas involucradas en la implementación doméstica de la guerra contra las drogas en realidad creen que esto, pero el la enormidad del aparato burocrático permite que muchas de sus secciones operen independientemente. El tráfico de drogas es una enorme fuente de dinero para las bandas criminales que lo controlan, y ¿adivinen qué? La comunidad de inteligencia de Estados Unidos es una de las mayores bandas criminales de narcotraficantes del mundo, y el comercio mundial de las drogas es una excelente herramienta para recaudar dinero para hacer cosas moralmente repugnantes que no pueden proponer al congreso. Han pasado veinte años desde que el periodista Gary Webb reveló la colusión del gabinete de Reagan con cárteles de la droga en la comercialización de la cocaína en el interior de los Estados Unidos con el objetivo de recaudar dinero para los escuadrones de la muerte derechistas del movimiento de la Contra en Nicaragua &#8211; una revelación por la que fue instigado e inducido al suicidio por la comunidad de inteligencia y la prensa de los Estados Unidos.</p>
<p>Ahora nos enteramos de que los EE.UU. está &#8220;perdiendo la guerra contra las drogas en Afganistán&#8221;. Bueno, obviamente &#8211; es una guerra que está diseñada para perderse. Los talibanes fueron tan fáciles de derrocar en el otoño de 2001 porque realmente trataron de acabar con el cultivo de amapola con un grado razonable de éxito. Esto no le cayó bien a la población afgana, que tradicionalmente gana mucho dinero cultivando amapola. Pero la Alianza del Norte &#8211; que los Estados Unidos convirtió en el gobierno nacional de Afganistán &#8211; era bastante amigable al cultivo de adormidera en su territorio. Cuando los talibanes fueron derrocados, el cultivo de la amapola y la heroína reanudó los niveles normales. Poner a los EE.UU. a cargo de una &#8220;guerra contra las drogas en Afganistán&#8221; es como poner a Al Capone a cargo de la prohibición del alcohol.</p>
<p>Además, &#8220;ganar&#8221; la guerra contra las drogas significaría acabar con ella. Y nadie que pertenezca al aparato judicial doméstico de los Estados Unidos va a querer cortar una fuente de miles de millones de ayuda federal y equipos militares, equipos SWAT militarizadas y poderes sin precedentes para la vigilancia y confiscación civil. Es es una guerra destinada a durar para siempre, al igual que la llamada Guerra contra el Terrorismo.</p>
<p>El Estado siempre alienta el pánico moral y las &#8220;guerras&#8221; en una cosa u otra con el fin de mantenernos temerosos, de manera que le demos más poder sobre nuestras vidas. No creas sus mentiras.</p>
<p>Artículo original <a href="http://c4ss.org/content/33340">publicado por Kevin Carson el 7 de noviembre de 2014</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por <a href="http://alanfurth.com">Alan Furth</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=33659&amp;md5=eb8b09f26397918ded2a18cbd2a6a43c" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Barack Obama: terrorista</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2014 01:46:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Grant A. Mincy]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A National Public Radio (NPR) começou seu programa Week in Politics de 12 de setembro com uma análise do discurso do presidente dos EUA Barack Obama sobre o Estado Islâmico (ISIS). Vários jornalistas e comentaristas destrincharam o discurso de Obama — se teria sido forte o bastante, debateram suas intenções, perguntaram quem era o ISIS....]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A National Public Radio (NPR) começou seu programa <a href="http://www.npr.org/2014/09/12/348010219/week-in-politics-obamas-isis-speech-rand-paul"><em>Week in Politics</em> de 12 de setembro</a> com uma análise do <a href="http://www.theguardian.com/world/interactive/2014/sep/11/obama-speech-isis-analysis">discurso do presidente dos EUA Barack Obama</a> sobre o Estado Islâmico (ISIS). Vários jornalistas e comentaristas destrincharam o discurso de Obama — se teria sido forte o bastante, debateram suas intenções, perguntaram <a href="http://www.npr.org/blogs/parallels/2014/09/12/347711170/isis-isil-or-islamic-state-whats-in-a-name">quem era o ISIS</a>. Logo a seguir, percebi que o Estados Unidos bombardeiam o Iraque, de alguma maneira, desde que eu tinha 6 anos de idade — eu sou um homem de 30 anos. Essa tradição trágica, agora com já um quarto de século de duração, continua com o atual comandante em chefe, que possui um Prêmio Nobel da Paz.</p>
<p>Por todo esse tempo os Estados Unidos empreendem planos de engenharia nacional e atos de assassinato em massa no território árabe. Em seu discurso, Obama afirmava: &#8220;Nosso objetivo é claro: atacaremos e destruiremos o ISIS através de uma estratégia abrangente e sustentada de contraterrorismo&#8221;. A próxima grande guerra dos drones chegou — e certamente matará ainda mais inocentes. O governo dos Estados Unidos já é responsável pelas mortes de centenas de milhares na região, com ainda mais pessoas desabrigadas e propriedades destruídas. Os novos ataques não se limitam ao Iraque. Bombas também serão jogadas na Síria, apesar dos <a href="http://fff.org/explore-freedom/article/tgif-the-people-say-no-to-war/">protestos nacionais</a> contra os ataques ao regime de Bashar al-Assad. Eles conseguiram a guerra que tanto queriam.</p>
<p>O ISIS é um regime aterrorizante. O grupo subjuga e estupra mulheres, mata crianças e decapita prisioneiros. Mas mais intervencionismo não é a solução. Essa nova campanha militar exacerbará seu poder, não o restringirá.</p>
<p>Um <a href="http://www.huffingtonpost.co.uk/2014/07/12/syria-baby-video_n_5580286.html">vídeo</a> terrível do Huffington Post mostra um bebê sírio preso em um prédio bombardeado. A câmera foca em um grupo de trabalhadores de resgate cavando freneticamente os escombros para resgatar a criança,. Seu grito é distinguível do barulho da multidão. Ao final, o resgate consegue salvar a criança. O som de alegria das pessoas é também de alívio.</p>
<p>Os ataques de drones ordenados por Barack Obama recriarão essa situação todos os dias, repetidamente.</p>
<p>Ataques com drones são atos de terror. A campanha contra o terrorismo, em si, é uma campanha de terror sem fim. Os Estados Unidos são um país perpetuamente em estado de guerra — o maior agente de repressão do mundo. Com cada bomba, o mundo se torna menos seguro. Com cada bomba, os Estados Unidos e todos aqueles que vivem dentro de suas fronteiras, se tornam mais sozinhos e isolados no mundo.</p>
<p>Ataques militares atingem os objetivos de curto prazo dos defensores das guerras, mas a liberdade é uma estratégia de longo prazo. Onde há mercados há paz e onde há paz há liberdade. Quanto mais liberdade houver no mundo, por definição, haverá menos regimes opressivos. Eu não desejo a existência do ISIS, mas a morte de dezenas de milhares não é a resposta — é a própria mentalidade imperialista que criou esse regime violento. O estado-nação, com essas ações violentas, é um regime opressivo — merece também desaparecer em prol da liberdade.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31912&amp;md5=3374a20f1d3aa336880453dfcdc65ba4" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>ISIS e Ucrânia: O governo alegará qualquer coisa para entrar em guerra</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2014 00:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thomas L. Knapp]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando liguei a TV para assistir o discurso de Barack Obama sobre seus planos para a guerra contra o chamado &#8220;Estado Islâmico&#8221;, eu esperava exatamente o que foi dito — uma verborragia pseudopatriótica, o anúncio mais subsídios ao complexo militar-industrial com um toque de mudança de regime na Síria. O que eu não esperava era...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quando liguei a TV para assistir o discurso de Barack Obama sobre seus planos para a guerra contra o chamado &#8220;Estado Islâmico&#8221;, eu esperava exatamente o que foi dito — uma verborragia pseudopatriótica, o anúncio mais subsídios ao complexo militar-industrial com um toque de mudança de regime na Síria. O que eu não esperava era a homenagem que seria prestada a uma era anterior:</p>
<p>&#8220;[Nós] não enviaremos garotos americanos a 14 ou 15 mil quilômetros de casa para fazer o que os próprios asiáticos deveriam estar fazendo por conta própria.&#8221; — Presidente dos EUA Lyndon Johnson, <a href="http://www.presidency.ucsb.edu/vietnam/shownews.php?newsid=11">21 de outubro de 1964</a>.</p>
<p>&#8220;[Nós] não podemos fazer pelos iraquianos o que eles devem fazer por conta própria (&#8230;).&#8221; — Presidente do EUA Barack Obama, <a href="http://www.losangelesregister.com/articles/isil-604699-iraq-america.html">10 de setembro de 2014</a>.</p>
<p>É uma inversão curiosa: a observação de Lyndon Johnson ocorreu no final da era do &#8220;aconselhamento&#8221; no Vietnã e antes da enorme intervenção militar direta naquele país. A reprise de Obama acontece depois de quase 25 anos de gigantescas intervenções americanas diretas no Iraque e pretende fazer o caminho contrário, levando os Estados Unidos de volta a um papel de &#8220;aconselhamento&#8221;. Curioso, mas claramente não acidental.</p>
<p>Todos nos lembramos de como acabou o Vietnã. Após a derrota em duas guerras em terra na Ásia nos últimos 12 anos e ao consultar os livros de história da era pós-Segunda Guerra Mundial, poderíamos esperar que Obama tivesse aprendido sua lição. E estaríamos certos.</p>
<p>Infelizmente, a lição que ele aprendeu não é a mais óbvia (fiquem na sua, EUA!). Pelo contrário, a lição foi de que as guerras americanas não precisam ser &#8220;vencidas&#8221;. A medida de sucesso desde 1945 não era a vitória militar sobre um inimigo definido, mas os dólares entregues para os contratos de &#8220;defesa&#8221; — quanto mais deles, com durações cada vez maiores, melhor.</p>
<p>A perversa referência de Obama a Lyndon Johnson pode ser interpretada como uma invocação de Harry Hopkins, o braço direito do presidente americano Franklin Delano Roosevelt. Hopkins resumia a história e os objetivos futuros de todos os estados em 1938 da seguinte forma: &#8220;Gastar, gastar, gastar, taxar, taxar, taxar, eleger, eleger, eleger.&#8221; A Segunda Guerra Mundial colocou o complexo militar-industrial no meio da teia de gastos e impostos. Ele permanece lá desde então e não tem intenção de abdicar de sua posição.</p>
<p>Quase 65 anos depois dos primeiros tiros da Guerra da Coreia, os EUA ainda mantêm quase 30.000 tropas ao longo do paralelo 38. Quase 75 anos após as campanhas europeia e japonesa, os EUA ainda mantêm enormes guarnições e presenças navais na Europa (cerca de 70.000 tropas) e no Pacífico (80.000).</p>
<p>O propósito dessa mobilização perpétua? Justificar os gastos de centenas de bilhões de dólares por ano em armas, equipamento, navios, aviões, quartéis e assim por diante, todos fornecidos pelos amigos de políticos da indústria de &#8220;defesa&#8221;. Matar não é necessário, a não ser para consumir a munição e desgastar as armas para que mais possam ser compradas.</p>
<p>O Vietnã foi uma guerra longa e lucrativa, mas um caso excepcional, porque teve um ponto final.</p>
<p>O objetivo de sucessivas administrações americanas no Oriente Médio parece ser retornar ao modelo do Vietnã, com apenas algumas modificações. A mitologia do Estado Islâmico (ISIS) como uma ameaça substancial (ou mesmo, na hipérbole dos representantes do governo, &#8220;existencial&#8221;) aos EUA, combinada com seu próprio status como um fantasma amorfo e mal definido que jamais pode ser &#8220;derrotado&#8221; se presta muito bem à extensão dos 24 anos de guerras.</p>
<p>Qual o objetivo da administração atual na Ucrânia? Estender a vida da OTAN em vez de deixar a já inútil &#8220;aliança&#8221; militar se aposentar.</p>
<p>A questão principal nas questões de guerra sempre é &#8220;O estado vai poder fazer essa guerra?&#8221;, que sempre é rebatida com &#8220;O estado pode <em>não</em> fazer essa guerra?&#8221;.</p>
<p>A real pergunta que devemos nos fazer, porém, é: &#8220;Será que realmente podemos ter um estado com suas guerras perpétuas?&#8221;</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31708&amp;md5=f17c14913bbc63c5383057c35ef81577" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Gaza: O feitiço de Israel se vira contra o feiticeiro</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jul 2014 00:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algo pouco mencionado no debate sobre os ataques a Gaza é o papel de Israel na ascensão do Hamas. Exatamente. Vamos ignorar o fato de que os foguetes lançados de Gaza são mecanismos simples que poderiam ser feitos com equipamentos adquiridos em qualquer oficina e que causam menos de um por cento dos danos das...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Algo pouco mencionado no debate sobre os ataques a Gaza é o papel de Israel na ascensão do Hamas.</p>
<p>Exatamente. Vamos ignorar o fato de que os foguetes lançados de Gaza são mecanismos simples que poderiam ser feitos com equipamentos adquiridos em qualquer oficina e que causam menos de um por cento dos danos das represálias Israelenses. Vamos ignorar o fato de que os foguetes — que são repreensíveis enquanto ataques a civis em quaisquer circunstâncias, não importando as provocações de Israel — são disparados por pessoas desesperadas que povoam o Gueto de Varsóvia no Mediterrâneo em Israel, tendo como alvo a nação colonizadora que os expulsou de suas terras. Vamos ignorar também o fato de que lançamentos de foguetes ocorrem com frequência em resposta a violações de cessar-fogo unilateralmente cometidas pelos israelenses.</p>
<p>Ignoremos todos esses pontos. O Hamas — que é pintado pela máquina de propaganda do estado israelense para o público e para o mundo como uma ameaça existencial comparável aos insetos gigantes de Tropas Estelares, levando o povo de Israel ao tipo de frenesi que os faz comemorar o bombardeio de hospitais — foi criado em parte pelo aparato de inteligência do estado que afirma estar lutando uma guerra de vida ou morte contra ele.</p>
<p>Anthony Cordesman, um analista estratégico de questões de segurança do Oriente Médio do Center for Strategic Studies, afirma que Israel apoiou o Hamas nos anos 1970 como contrapeso à OLP. Um ex-agente da CIA anônimo corrobora essa versão de que Israel apoiou secretamente o Hamas como um concorrente religioso à &#8220;forte e secular OLP&#8221;. O aumento do apoio popular ao Hamas nos anos 1980 — resultante em parte do triunfo da Revolução Islâmica no Irã e em parte da mudança da sede do OLP para Beirute — surpreendeu as lideranças israelenses.</p>
<p>Alguns afirmam que o suporte dos israelenses ao Hamas é ainda mais antigo e que Shin Bet e as autoridades da ocupação militar apoiaram o crescimento da Irmandade Muçulmana e a fundação do Hamas nos anos 1960. Na época, o Hamas era hostil às organizações nacionalistas palestinas e direcionava a maior parte de suas energias ao combate às forças do Fatah, da FPLP e da OLP nos territórios ocupados (as fontes são as seguintes: Richard Sale, <em><a href="http://www.upi.com/Business_News/Security-Industry/2002/06/18/Analysis-Hamas-history-tied-to-Israel/UPI-82721024445587/">Analysis: Hamas history tied to Israel</a></em>, UPI, June 18, 2002; Robert Dreyfuss, <a href="http://www.accuracy.org/release/how-israel-backed-hamas/"><em>How Israel Backed Hamas</em></a>, Institute for Public Accuracy, July 22, 2014).</p>
<p>Infelizmente, os gênios do estado policial israelense preferiam que uma organização teocrática assustadora como o Hamas fosse a face principal do inimigo palestino, ao invés de uma organização que buscasse um estado secular palestino em que árabes e judeus pudessem conviver em paz. O Hamas funciona muito melhor como Goldstein nos dois minutos de ódio.</p>
<p>É um padrão perturbador. O Hamas originalmente era uma dissidência da Irmandade Muçulmana em Gaza (que havia sido silenciosamente apoiada pelos EUA nos anos 1950 como oposição ao nasserismo e ao baathismo). A al-Qaeda surgiu das guerrilhas Mujahedin apoiadas pelos Estados Unidos que lutavam contra a ocupação soviética no Afeganistão. O ISIS surgiu a partir de apoios parecidos dos EUA a rebeldes anti-Assad na Síria. E, então, esses movimentos, criados com o orçamento secreto e treinamento da CIA, dos Boinas Verdes ou do Mossad são usados para amedrontar a população local e fazê-la apoiar guerras criminosas no exterior e atrocidades em larga escala contra civis.</p>
<p>Duas lições devem ser aprendidas: primeiro, a narrativa oficial sobre ameaças do exterior provavelmente é uma completa mentira — uma mentira do mesmo quilate de quando a Alemanha infiltrou agentes no exército polonês e depois propagandeou &#8220;ataques poloneses a nossos irmãos étnicos alemães em Danzig&#8221;. Segundo, há uma boa chance de que todos os problemas no exterior sejam repercussões das ações do próprio estado. Os estados tentam legitimar suas políticas imperiais de domínio de classe através do apelo a um &#8220;interesse nacional&#8221; compartilhado por todos, de classes altas e baixas. Mas suas políticas, para além da retórica estúpida de patriotismo, serve aos interesses dos ricos que controlam o estado. E eles provavelmente levarão mortes e destruição para seus próprios povos, se necessário, como os americanos aprenderam no 11 de setembro e os israelenses aprendem agora.</p>
<p>Não confie no estado. Essa confiança pode matá-lo — talvez em um campo de guerra no exterior, talvez na sua própria casa.</p>
<p><em>Traduzido para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=29782&amp;md5=466cb508f4a2d63c023bf2a1fa7ae122" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Putin y Obama están de acuerdo: ¡todos al zarzal!</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Apr 2014 20:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde que leí 1984 en la adolescencia, he sentido una perpetua fascinación por la presciencia de George Orwell. La saga Edward Snowden/Glenn Greenwald llamó nuestra atención sobre un aspecto de lo que Orwell predijo tan agudamente, pero el &#8220;siempre hemos estado en guerra con Estasia&#8221; está volviendo a la palestra debido a la&#8230; &#8220;situación&#8221;&#8230; con...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que leí <em>1984</em> en la adolescencia, he sentido una perpetua fascinación por la presciencia de George Orwell. La saga Edward Snowden/Glenn Greenwald llamó nuestra atención sobre un aspecto de lo que Orwell predijo tan agudamente, pero el &#8220;siempre hemos estado en guerra con Estasia&#8221; está volviendo a la palestra debido a la&#8230; &#8220;situación&#8221;&#8230; con Ucrania, Crimea y Rusia.</p>
<p>El desarrollo más reciente en ese frente mientras escribo esta columna &#8211;y que muy posiblemente será sustituido por otra noticia antes de que sea publicada&#8211; es la &#8220;<a href="http://www.bbc.co.uk/mundo/ultimas_noticias/2014/03/140324_ultnot_g7_suspende_rusia_jgc.shtml" target="_blank">suspensión</a>&#8221; de Rusia del G8. Debido a que existen tantas opiniones contradictorias sobre el tema, permítanme ofrecerles la más simple y plausible explicación de lo que estamos viendo:</p>
<p>Los oligarcas, los estadounidenses tanto como sus homólogos rusos &#8211;e incluso hasta más que ellos&#8211; anhelan el regreso de la Guerra Fría.</p>
<p>La mayoría de nosotros, la gente normal, no tiene ese tipo de anhelos, por supuesto. Los que tenemos más o menos 40 años, recordamos cómo era vivir bajo la constante amenaza de la aniquilación nuclear, que podía desatarse en cualquier momento si llegaba a romperse el delicado equilibrio entre las dos &#8220;superpotencias&#8221;.</p>
<p>Sin embargo, para la oligarquía estadounidense &#8211;mejor conocida como el &#8220;complejo militar industrial&#8221;&#8211; que se estableció como dominante en la economía y la política de EE.UU. durante e inmediatamente después de la Segunda Guerra Mundial, simplemente no puede hacer tanto dinero fácil ni acumular tanto poder incuestionable en el juego de ser &#8220;la única superpotencia del mundo&#8221;.</p>
<p>Necesitan a alguien que juegue de contraparte para que el chantaje funcione como es debido. Las cosas de poca monta como el terrorismo tienen márgenes de ganancia muy ajustados. El dinero está en las armas nucleares, los aviones caros, ese tipo de cosas; el material que se utiliza para luchar contra enemigos que al menos en teoría tienen tanto poderío militar que uno. Y seamos sinceros, &#8220;Irán como una amenaza nuclear&#8221; es simplemente risible como justificación para ese tipo de proyectos.</p>
<p>La oligarquía estadounidense necesita un gran enemigo para justificar el millón de millones de dólares al año que le arrebata a los contribuyentes a nivel nacional (además de lo que hace con la venta de armas en el extranjero y cosas por el estilo). Un enemigo con una gran población, una base industrial real, una posición dominante en su región. Un enemigo conocido, al menos en el último siglo o así, por sus ambiciones expansionistas y por ser un hueso duro de roer en la guerra sin cuartel.</p>
<p>En una palabra, la oligarquía estadounidense necesita a <em>Rusia</em>.</p>
<p>Y ¿qué necesita Vladimir Putin? Bueno, necesita una excusa para volver a ser el Gran Oso Malvado. Al igual que los Estados Unidos, Rusia y sus satélites, señoríos y aliados, tienden a solidificarse en un monolito formidable y autoritario ante la amenaza externa, pero ese monolito empieza a deshilacharse por todos lados si de repente emerge la paz. Al igual que con la oligarquía de Estados Unidos, Rusia (en la mayoría de los casos con las mismas caras que en la época soviética, o sus herederos) necesita una amenaza externa para mantener el chorro del dinero fácil bien abierto.</p>
<p>El mejor enemigo que haya tenido jamás, los nazis, desaparecieron inconvenientemente más o menos en 1945 (aunque Russia Today se esfuerza bastante por crear algunos desde cero en Kiev). Así que no queda otra que conformarse con el segundo mejor enemigo: los Estados Unidos.</p>
<p>Es como el cuento del Hermano Oso y el Hermano Conejo, pero con dos Hermanos Osos, cada uno rogándole al otro que no lo eche en el zarzal, mientras secretamente alberga la esperanza de que ambos terminen allí adentro. ¡Todo el mundo gana! Bueno, al menos los dos grupos de oligarcas ganan. El resto de nosotros, no tanto.</p>
<p>Artículo original publicado <a target="_blank">por Thomas L. Knapp el 24 de marzo de 2014</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por <a href="http://es.alanfurth.com" target="_blank">Alan Furth</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26236&amp;md5=7d87f7f047b2388db65b68e409da50e4" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O conto de fadas iraquiano de Obama</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2014 21:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sheldon Richman]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Prometi a mim mesmo que não ia mais comentar o que diz Barack Obama, porque simplesmente não vale a pena. O que Obama fala só faz sentido se você tiver uma coisa em mente: ele, como os outros políticos, pensa que a maioria das pessoas são idiotas. Porém, eu estou tão chocado com o que...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Prometi a mim mesmo que não ia mais comentar o que diz Barack Obama, porque simplesmente não vale a pena. O que Obama fala só faz sentido se você tiver uma coisa em mente: ele, como os outros políticos, pensa que a maioria das pessoas são idiotas.</p>
<p>Porém, eu estou tão chocado com o que <a href="http://www.whitehouse.gov/the-press-office/2014/03/26/remarks-president-address-european-youth">Obama disse há alguns dias na Europa</a> que eu preciso quebrar minha promessa. Em seu discurso, ele disse, em relação aos acontecimentos na Crimeia, que:</p>
<p style="padding-left: 30px;">A Rússia se referiu à decisão dos Estados Unidos de ir à guerra no Iraque como exemplo de hipocrisia ocidental. Agora, é verdade que a Guerra do Iraque foi amplamente debatida não só no resto do mundo, mas também dentro dos EUA. Eu participei desse debate e me opus à intervenção militar. Mas, mesmo no Iraque, os Estados Unidos buscaram atuar dentro do sistema internacional. Não reivindicamos ou anexamos o território iraquiano. Não tomamos posse de seus recursos para nosso proveito. Ao invés disso, terminamos a guerra e deixamos o Iraque para seu povo com um estado soberano capaz de tomar decisões sobre seu próprio futuro.</p>
<p>É difícil acreditar que um redator da presidência poderia conseguir inserir tantas mentiras em tão poucas frases. Mas ele só as escreveu. Obama escolheu dizê-las e, por isso, ele deve ser acusado de fraude premeditada. (Preciso dizer que nada disso é exclusivo a Obama? Praticamente todos os políticos são demagogos. A característica que diferencia Obama dos outros é seu descaramento.)</p>
<p>Vamos contar as mentiras.</p>
<p><em>A Guerra do Iraque foi amplamente debatida não só no resto do mundo, mas também dentro dos EUA.</em></p>
<p>Perceba que ele não disse que foi debatida de forma &#8220;honesta&#8221;, por que um debate não pode ser honesto quando o governo alimenta a imprensa (que, em sua maior parte, <a href="http://fff.org/explore-freedom/article/how-the-news-media-betrayed-us-on-iraq/">estava ansiosa por ser enganada</a>) com mentiras sobre armas de destruição e massa e sugestões de que Saddam Hussein estava conectado aos ataques de 11 de setembro. Todos os figurões da administração Bush que estavam envolvidos com a &#8220;segurança nacional&#8221; mentiram para o público em dado momento. As pessoas que questionavam os dados &#8220;confiáveis&#8221; da inteligência eram tachadas de pusilânimes ou fracas em relação a Saddam. Se isso conta como debate aberto, não há diferença entre a administração Bush e qualquer outro regime autrocático.</p>
<p><em>Os Estados Unidos buscaram atuar dentro do sistema internacional.</em></p>
<p>Sério? Dentro do direito internacional, Bush não teve permissão para iniciar a guerra contra o Iraque, que não havia ameaçado ninguém, até que tivesse passado outra resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_Nations_Security_Council_and_the_Iraq_War">a 18ª ou 2ª</a>, dependendo de como você preferir contar). Essa resolução foi proposta mas retirada quando Bush percebeu que seria vetada. Então ele ignorou as regras das Nações Unidas — que proíbem o início de guerras a não ser que sejam em auto-defesa ou autorizadas pelo Conselho de Segurança — e lançou a invasão por conta própria, depois de o Congresso americano carimbar sua &#8220;autorização para o uso de força militar&#8221; discricionária. Sim, Bush usou outros governos como cobertura, a chamada <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Coalition_of_the_willing">Coalizão dos Voluntários</a> — de que 3 membros, de um total de 48, de fato enviaram tropas. (A administração Bush era ótima em inventar nomes orwellianos para suas políticas.)</p>
<p><em>Não reivindicamos ou anexamos o território iraquiano. Não tomamos posse de seus recursos para nosso proveito.</em></p>
<p>É verdade, mas a administração Bush, em muitos aspectos, bem que tentou. A astuta elite americana já há muito tempo percebeu que o imperialismo à moda antiga estava ultrapassado. As populações subjugadas não aceitariam a situação e elevariam demais os custos da manutenção do império. Assim, um novo imperialismo, mais brando, nascia. Sem mais anexações de territórios, mandados da ONU, protetorados ou colônias de jure. O que não significa que não haveria controle de facto, que era o objetivo do regime de Bush no Iraque desde o primeiro dia da guerra.</p>
<p><a href="http://www.uruknet.de/?p=m42948">Os prepotentes burocratas</a> enviados após a queda de Saddam estavam armados com planos para reconstruir o Iraque de cima a baixo, desde seus semáforos de trânsito até sua bandeira. O petróleo seria &#8220;privatizado&#8221; e dividido entre as empresas americanas apadrinhadas. (Lembra-se das promessas de que o petróleo pagaria pela guerra? Não pagou.)</p>
<p>Os bilhões de dólares gastos para reconstruir a infraestrutura destruída pelos bombardeios americanos (desde 1991) começaram a encher os bolsos de empreiteiras, sem resultados práticos. Os iraquianos até hoje sofrem com o fornecimento serviços públicos inadequados, como água, eletricidade, esgoto e cuidados médicos.</p>
<p>A administração Bush também esperava construir três duzias de bases militares permanentes (com a concessão de vários contratos lucrativos para empresas americanas) e uma embaixada do tamanho do Vaticano.</p>
<p>Poucos desses planos se tornaram realidade — mas somente porque o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que foi o candidato escolhido pelo Irã, não permitiu. Ou seja, os Estados Unidos não anexaram territórios ou roubaram recursos — mas não foi por falta de tentativa.</p>
<p><em>Terminamos a guerra e deixamos o Iraque para seu povo com um estado soberano capaz de tomar decisões sobre seu próprio futuro.</em></p>
<p>A guerra de fato terminou em 2011. Mas não nos esqueçamos de que antes que as tropas (a maioria delas) saísse do país, Obama implorou para que al-Maliki permitisse que as forças americanas permanecessem além da data estipulada no Acordo sobre o Estatuto das Forças (SOFA — Status of Forces Agreement). Al-Maliki — que não precisava mais dos EUA, tendo o Irã como apoio — estabeleceu condições tão absurdas para Obama que a maioria das tropas foram retiradas de acordo com o plano. (O SOFA foi assinado por Bush, mas isso não impede que Obama leve o crédito por &#8220;terminar a guerra&#8221;.) O governo americano continua a financiar, armar e treinar o exército de al-Maliki, que reprime a minoria sunita da população.</p>
<p>O que foi deixado para o povo do Iraque foi uma catástrofe, como já indicamos. Peter Van Buren, um funcionário do Departamento de Estado que supervisionou a reconstrução de duas províncias orientais do Iraque, chama a <a href="http://www.thenation.com/article/173246/why-invasion-iraq-was-single-worst-foreign-policy-decision-american-history">Guerra do Iraque</a> de &#8220;pior decisão de política externa da história americana&#8221;. É difícil pensar num exemplo melhor de ambição cega. Podemos observar o cerco a Fallujah em 2004. Sobre ele, <a href="http://dahrjamail.net/living-with-no-future-iraq-10-years-later">o jornalista Dahr Jamail escreve</a>:</p>
<p style="padding-left: 30px;">De acordo com a administração Bush naquele momento, o cerco a Fallujah foi executado para combater algo que se chamava de &#8220;terrorismo&#8221;, mas, do ponto de vista dos iraquianos que eu via de perto, o terror era estritamente americano. De fato, foram os americanos que iniciaram a espiral cíclica de violência em Fallujah quando tropas dos Estados Unidos da 82ª Divisão Aérea mataram 17 manifestantes desarmados em 28 de abril do ano anterior do lado de fora de uma escola que eles haviam ocupado e transformado em posto avançado de combate. Os manifestantes simplesmente queriam que a escola fosse desocupada pelos americanos para que seus filhos pudessem utilizá-la. Naquele momento, como atualmente, porém, aqueles que reagem à violência do estado são rotineiramente chamados de &#8220;terroristas&#8221;. Governos raramente levam o mesmo rótulo.</p>
<p>Os arquitetos da catástrofe tinham tudo planejado e não era o bem estar dos iraquianos que entraria em seu caminho. <a href="http://www.tomdispatch.com/post/175658/tomgram%3A_peter_van_buren,_one_day_even_the_drones_will_have_to_land/">Como afirmou Van Buren</a>:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Tudo o que era necessário [pensavam os americanos] era uma ação rápida no Iraque para estabelecer uma presença americana permanente no coração da Mesopotâmia. Nossas guarnições futuras poderiam supervisionar o território e fornecer o poder necessário para esmagar quaisquer elementos desestabilizadores futuros. Tudo isso fazia muito sentido para os visionários neoconservadores do começo do governo Bush. A única coisa que ninguém imaginava era que o elemento desestabilizador principal seriam os próprios Estados Unidos.</p>
<p>A invasão deflagrou uma onda de violência entre sunitas e xiitas que não se via durante o governo de Saddam Hussein e conscientemente apoiada pelo governo dos EUA. A maioria dos sunitas foi varrida de Bagdá. Inúmeros foram mortos ou mutilados; milhões se tornaram refugiados. O incêndio está fora de controle até hoje, alimentado pela opressão e pela corrupção de al-Maliki, que ganhou o epíteto de &#8220;Saddam xiita&#8221;. Como afirma Van Buren:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Com o colapso de sua estratégia, o desespero e a cegueira histórica da administração Bush levaram ao aumento de medidas extremas: tortura, gulags secretos, rendições, assassinatos com drones não-tripulados, ações extra-constitucionais em casa. Os acordos mais sujos foram firmados para conseguir tirar alguma coisa do que ocorria.</p>
<p>É absolutamente impressionante o mal que foi causado pelos americanos, que esperavam gratidão. O resultado? Van Buren diz:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Até mesmo o normalmente tranquilo Departamento de Estado dos EUA adverte os americanos que viajam até o Iraque que eles &#8220;sofrem risco de sequestro [&#8230;], uma vez que vários grupos insurgentes, incluindo a Al Qaeda, permanecem ativos&#8221; e observa que o &#8220;guia para empresas do Departamento de Estado aconselha o uso de serviços de proteção&#8221;.</p>
<p>É isso que foi deixado ao povo iraquiano pelo poder benevolente dos Estados Unidos da América. Quanto ao respeito à soberania iraquiana por parte dos EUA, a administração Obama agora pressiona al-Maliki para impedir que os aviões dos seus aliados iranianos passem pelo espaço aéreo do Iraque para auxiliar o presidente sírio Bashar al-Assad em sua guerra civil. Essa é a soberania iraquiana.</p>
<p>Isso também sublinha uma das muitas características absurdas da política externa dos EUA (se é que é possível chamá-la de política): enquanto Obama ajuda al-Maliki a combater a al-Qaeda no Iraque, os Estados Unidos dão suporte às filiais da al-Qaeda que combatem Assad na Síria. (Por sinal, a al-Qaeda não estava presente no Iraque antes da invasão do governo Bush.) Novamente, é inacreditável.</p>
<p>Ao menos não é necessário que nós aprovemos as políticas de Vladimir Putin para ver a hipocrisia de Obama ao contrastar a anexação <a href="http://fff.org/explore-freedom/article/did-team-obama-blunder-or-conspire-in-ukraine/">provocada</a> e praticamente sem derramamento de sangue da Crimeia pela Rússia com a agressão dos Estados Unidos ao Iraque. Infelizmente, os americanos que cometeram esses frios assassinatos em massa e toda a destruição da sociedade iraquiana provavelmente têm menor chance de serem levados à justiça do que Putin por seus crimes, digamos, na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chechen%E2%80%93Russian_conflict#Post-Soviet_era">Chechênia</a>.</p>
<p>(Agradecimentos a <a href="http://www.scotthorton.org/">Scott Horton</a> por suas proveitosas sugestões.)</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26010&amp;md5=5275c5bae8b5acb2bee4c0a325961e9a" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>La Tregua de Navidad de 1914</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Dec 2013 22:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Spanish]]></category>
		<category><![CDATA[Stateless Embassies]]></category>
		<category><![CDATA[estado]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
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		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[primera guerra mundial]]></category>

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		<description><![CDATA[The following article is translated into Spanish from the English original, written by Kevin Carson. Hoy es el 99 aniversario de la Tregua de Navidad de 1914, una tregua soldados espontánea que estalló en la víspera de Navidad a lo largo del frente occidental en Francia, con una duración en lugares hasta el día después de...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>The following article is translated into Spanish from <a href="http://c4ss.org/content/23116" target="_blank">the English original, written by Kevin Carson</a>.</p>
<p>Hoy es el 99 aniversario de la Tregua de Navidad de 1914, una tregua soldados espontánea que estalló en la víspera de Navidad a lo largo del frente occidental en Francia, con una duración en lugares hasta el día después de Navidad.</p>
<p>Los soldados franceses, británicos y alemanes, intrigados por el sonido de los villancicos de las trincheras enemigas, se abstuvieron primera tentativa de disparar contra los otros. Una bota alemana arrojado a las trincheras británicas resultó estar llena de dulces y embutidos. Los soldados, con el aumento de la confianza, comenzaron a aventurarse en la tierra de nadie y en las trincheras de los demás para intercambiar pequeños regalos, como el café y los cigarrillos, licores y periódicos de casa. Ellos celebraron la Navidad por jugar al fútbol en ninguna tierra de nadie. Los soldados de los ejércitos raciones compartidas opuestos, cantaron villancicos juntos y posaron para fotos en grupo.</p>
<p>Los aliados y las potencias centrales habían pedido anteriormente treguas temporales a medida que se acercaba la Navidad con el fin de enterrar a sus muertos &#8211; pero sólo con la aprobación de sus respectivos altos mandos. Esta tregua navideña, por el contrario, estaba completamente desautorizada por los comandantes de cada lado, una violación de la disciplina en casi todos los sentidos imaginables; para empezar, confraternización con el enemigo era una ofensa que podía llevar a un juicio marcial. Y ni qué decir tiene, los liderazgos alemanes y aliados estaban toalmente aterrorizados por las implicaciones &#8211; aún más aterrorizada que después del armisticio en 1918 cuando una unidad británica en Francia, impaciente para la desmovilización, organizó un soviet. Se quebraban la cabeza para llegar a una forma de amenazar o engatusar a los hombres en las trincheras para que pusiesen fin a la tregua no autorizada y volviesen a matarse unos a otros.</p>
<p>Pero los soldados no se comían el cuento. Cuando se les ordenó directamente reanudar el fuego el 26 de diciembre, dieron cumplimiento estrictamente técnico a la orden disparando sus rifles al aire en lugar del enemigo. Finalmente, los altos mandos rompieron la tregua incorporando nuevas tropas provenientes de la retaguardia que no habían experimentado la tregua. En la Navidadde 1915 y los años siguientes, se impidieron las treguas ordenando fuego de artillería continuo desde la parte trasera, e imponiendo castigos ejemplares a los oficiales que apenas insinuaban permitir otra tregua navideña. Un capitán británico que autorizó una tregua local para enterrar a los muertos, seguida por media hora de confraternización, fue sometido a un tribunal militar.</p>
<p>El miedo que los gobiernos y comandos militares de Gran Bretaña, Francia y Alemania le tenían a este proceso es muy entendible. Era bastante fácil demonizar al enemigo ante la población civil de cada país a través de la propaganda oficial de guerra, como las historias en la prensa británica sobre soldados alemanes matando bebés belgas a bayonetazos. Pero los soldados que estuvieron en contacto directo con el &#8220;enemigo&#8221; en el frente aprendieron rápidamente que no eran más que gente común y corriente como ellos mismos, con empleos y familias en casa, que habían sido tan estúpidos como para creer las mentiras de sus políticos locales.</p>
<p>Hoy en día, nuestros gobernantes tienen mucha más razones para tener miedo. Desde el auge de Internet y la conectividad ubicua en casi todo el mundo, y el rápido crecimiento de las redes de medios sociales, ha habido un gran aumento en el número de estadounidenses que establecen comunicación directa de persona a persona con ciudadanos de naciones &#8220;enemigas&#8221; cada vez que los Estados Unidos se embarcan en una guerra. Y no sólo tenemos fácil acceso a medios de comunicación como Al Jazeera que muestran los cuerpos calcinados y desmembrados de los ataques aéreos de Estados Unidos, sino también a gente común que carga imágenes y vídeos a redes sociales a través del teléfono celular.</p>
<p>Hace noventa y nueve años fue necesario un viaje físico de los soldados a las trincheras opuestas para descubrir que los «enemigos» eran como ellos, y que sus verdaderos enemigos estaban en casa en Londres, París y Berlín. Hoy en día, una grande y rápidamente creciente porción de la población civil se entera de ese hecho antes de que se dispare un solo tiro.</p>
<p>Artículo original publicado <a href="http://c4ss.org/content/23116">por Kevin Carson el 24 de diciembre de 2013</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por <a href="&quot;http://alanfurth.com">Alan Furth</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=23193&amp;md5=501b1f2fdc17e733bf98c6ac30f44e3b" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>La Fuerza está en la Ignorancia: Edición Kim Jon Un</title>
		<link>http://c4ss.org/content/18278</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 20:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Spanish]]></category>
		<category><![CDATA[Stateless Embassies]]></category>
		<category><![CDATA[Complejo Militar-Industrial]]></category>
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		<description><![CDATA[Carson: El gobierno de EE.UU. es un estado. Y mentir deliberada y desvergonzadamente cuando sirve a sus intereses es lo que los hacen los estados. No permitas que mueran millones de personas por una mentira.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>The following article is translated into Spanish <a href="http://c4ss.org/content/18085" target="_blank">from the English original, written by Kevin Carson</a>.</p>
<p>En un artículo de opinión para C4SS acerca de la &#8220;crisis&#8221; coreana, Tom Knapp escribió, respecto a sus impresiones negativas de Corea del Norte:</p>
<blockquote><p>&#8220;Casi todo lo que sé de ella es en realidad lo que otros gobiernos optan por decirme. Y esos otros gobiernos mienten rutinariamente &#8211; a todos, sobre todo, día tras día, como política básica…&#8221;</p></blockquote>
<p>El actual tamborileo guerrista del gobierno de los EE.UU. (y por las noticias de cable &#8211; si hay alguna diferencia) confirma plenamente el escepticismo de Knapp. Echemos un vistazo más de cerca a la versión oficial de los acontecimientos en Corea durante las últimas décadas:</p>
<p>La versión estándar de la Guerra de Corea es una agresión no provocado y sin ambigüedades por parte de Corea del Norte, comenzando con una invasión repentina y masiva a través de la Línea de Demarcación. Pero en realidad, durante los años previos a la guerra, ambos lados realizaron constantemente incursiones transfronterizas, a menudo con miles de soldados.</p>
<p>La versión norcoreana de los hechos es que el régimen de Seúl había llevado a cabo un bombardeo de artillería de gran escala a través de la frontera el 23 y el 24, seguido por un ataque sorpresa de Corea del Sur en la ciudad de Haeju. El informe de estado militar estadounidense al caer la noche del 25 de junio dijo que los norcoreanos habían capturado todo el territorio tres millas al sur del río Imjin &#8211; excepto el área del &#8220;contraataque de Haeju&#8221;. John Gunther, en su biografía de MacArthur, relata haber sido informado por un miembro de alto rango de la ocupación estadounidense el día 25: &#8220;Tenemos una gran noticia. ¡Los surcoreanos han atacado a Corea del Norte!&#8221;.</p>
<p>Cuando la guerra estalló, el dictador de Corea del Sur Syngman Rhee ordenó la masacre de por lo menos 100.000 disidentes de izquierda con la aquiescencia del comando militar de EE.UU. Las víctimas incluyen a decenas de miles de presos políticos encarcelados por Rhee en años anteriores. El régimen vació sus cárceles, alineó a los prisioneros y les dispararon, tirando sus cuerpos en fosas cavadas a toda prisa. Durante algunos de estos asesinatos en masa estuvieron presentes oficiales militares de Estados Unidos; de hecho, el ejército americano fotografió a algunos de ellos.</p>
<p>A modo de antecedente, el sistema coreano de gobierno que había surgido en el vacío dejado por la retirada de Japón en 1945 era una federación de comunas autónomas, en las que el cuantioso e influyente movimiento anarquista coreano desempeñó un papel importante. Autoridades militares soviéticas y estadounidenses, en sus respectivos ámbitos, rápidamente le pusieron fin a la situación. Los estadounidenses, obviamente sospechosos de anarquistas o izquierdistas de todo tipo, alentó a aristócratas desposeídos para formar un régimen militar que encarceló a decenas de miles de los anarquistas que había desposeído, y en unos pocos años, aprovechó la guerra para acabar con ellos de una vez por todas.</p>
<p>Avancemos rápidamente hasta la actualidad: la amenaza de represalia nuclear a objetivos norteamericanos de Kim Jong Un tienen lugar en el contexto de grandes maniobras navales conjuntas de EEUU y Corea del Sur dentro de aguas territoriales de Corea del Norte. Los EE.UU. las reclama como aguas de Corea del Sur basándose exclusivamente en una línea de demarcación establecida unilateralmente por los Estados Unidos al final de la Guerra de Corea. La línea dibujada por Estados Unidos no está confirmada por ningún tratado o reconocida por ningún organismo internacional. Y por las normas habituales del derecho internacional para el cálculo de las aguas territoriales, las demandas que Corea del Norte hace de las aguas en las que tuvieron lugar los ejercicios son totalmente legítimas.</p>
<p>Por lo tanto, viendo los eventos por fuera del prisma ideológico deformador de las declaraciones oficiales de EE.UU. y sus loros en los medios de comunicación, lo que realmente sucedió es que Corea del Norte respondió a una provocación enorme y a una amenaza creíble con una advertencia de represalias en caso de ataque.</p>
<p>Puede que llegados a este punto, me digas &#8220;de acuerdo&#8221;. &#8220;Pero incluso si todo eso es verdad, responder a una provocación en alta mar en aguas de Corea del Norte con bravuconearías sobre objetivos nucleares en los EE.UU. es una locura, ¿no?&#8221;</p>
<p>Bueno, ciertamente es inmoral. El que un estado a responda a la agresión militar de otro estado matando o amenazando con matar a su población civil es monstruoso. Y si es monstruoso, es monstruoso cuando cualquiera hace. También sería monstruoso si algún país puramente hipotético, el único país del mundo con armas atómicas, los usara para matar a cientos de miles de civiles en dos ciudades japonesas. Sería monstruoso si algún país puramente hipotético con cientos de bombarderos de largo alcance hubiese tenido, como política militar oficial, ser el primero en usar armas nucleares y golpear cada centro de población importante en la URSS en represalia por una incursión convencional en Europa occidental.</p>
<p>El gobierno de EE.UU. es un estado. Y mentir deliberada y desvergonzadamente cuando sirve a sus intereses es lo que los hacen los estados. No permitas que mueran millones de personas por una mentira.</p>
<p>Artículo original publicado por <a href="http://c4ss.org/content/18085" target="_blank">Kevin Carson el 5 de abril de 2013</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por <a href="http://alanfurth-es.com" target="_blank">Alan Furth</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=18278&amp;md5=93c786e63ccbf9a4d0007487e14f5842" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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