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	<title>Center for a Stateless Society &#187; george orwell</title>
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		<title>A advertência de A Revolução dos Bichos: a desigualdade importa</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2014 23:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[David S. D'Amato]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente, em um comentário a meu artigo &#8220;O caminho libertário para o igualitarismo&#8220;, o filósofo libertário Tibor R. Machan citou o livro de George Orwell A Revolução dos Bichos como exemplo do que acontece quando tentamos combater a desigualdade. Para Machan, a desigualdade é um &#8220;problema fabricado&#8221; e a história de Orwell é um alerta...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, em um comentário a meu artigo &#8220;<a href="http://c4ss.org/content/33545">O caminho libertário para o igualitarismo</a>&#8220;, o filósofo libertário Tibor R. Machan citou o livro de George Orwell <em>A Revolução dos Bichos</em> como exemplo do que acontece quando tentamos combater a desigualdade. Para Machan, a desigualdade é um &#8220;problema fabricado&#8221; e a história de Orwell é um alerta para os perigos da tentativa de corrigi-la. Ao ler seu comentário, fiquei um tanto perplexo, porque eu jamais havia interpretado <em>A Revolução dos Bichos</em> dessa maneira. Desde que li o livro pela primeira vez, minha leitura indicava um alerta quase oposto ao indicado por Machan.</p>
<p>Parecia-me então, como agora, que <em>A Revolução dos Bichos</em> faz uma advertência a respeito dos problemas da desigualdade, o resultado da concessão de direitos e privilégios a uma classe política dominante. Orwell habilidosamente ilustra o problema fundamental da autoridade política, seus conflitos inerentes e seus incentivos que favorecem o abuso do poder e que rapidamente enterram grandes ideais filosóficos. O ponto principal de Orwell era que os porcos nunca levam a sério sua retórica de igualdade e de restabelecimento da fazenda em termos mais igualitários &#8212; que quase imediatamente passam a tomar vantagem de sua posição desigual na fazenda para explorar o resto dos animais e concentrar os luxos para seu usufruto particular. <em>A Revolução dos Bichos</em>, assim, sucintamente demonstra a conexão entre o poder político e o poder econômico. Quando a desigualdade naquele é instituída como fato legal, a desigualdade neste se segue inexoravelmente. Os libertários de livre mercado normalmente ficam desconfortáveis com as condenações de esquerda à desigualdade econômica, alegando que, <em>em princípio</em>, o libertarianismo não tem qualquer problema com a desigualdade.</p>
<p>Afinal, se favorecemos os direitos individuais, a competição aberta e a propriedade privada, devemos aceitar quaisquer resultados que se seguirem dessas premissas. Estritamente, tudo isso é verdade. Parece-me, porém, que uma crítica social libertária precisa incluir uma crítica à desigualdade econômica como sintoma da falta de liberdade econômica e das persistentes interferências do poder político em favor das elites ricas. Em seu estudo biográfico de Thomas Hodgskin, o historiador David Stack descreve a crença de Hodgskin de que &#8220;o trabalhador poderia ser liberado através da aplicação consistente da moralidade burguesa&#8221;. Para Hodgskin, Stack afirma, &#8220;a desigualdade e a miséria, a ordem social e a antipaz&#8221; eram todas funções da legislação, impostas artificialmente e não resultantes de &#8220;quaisquer desigualdades inerentes no sistema de produção&#8221;. Se as injustiças econômicas existentes resultam da lei positiva, então &#8220;restrições socialistas ao laissez faire estavam enganadas&#8221;. Hodgskin viveu e escreveu seus trabalhos numa época em que era mais fácil articular uma visão que fosse tanto liberal quanto socialista. O legado pouco apreciado de pensadores como Hodgskin avança o argumento (frequente aqui no Centro por uma Sociedade Sem Estado) de que os libertários devem desconfiar do termo &#8220;capitalismo&#8221; em vez de trombeteá-lo como algo que favorecemos.</p>
<p>Como Hodgskin, os anarquistas de mercado atuais não se opõem ao fato de que o capital é compensado como parte do processo de produção. A preocupação &#8212; que só pode ser aplacada pela adoção de um ora hipotético livre mercado &#8212; é que o capital seja supercompensado devido à posição de privilégio que o estado confere a ele. Escreveu Hodgskin: &#8220;Ficamos tentados a pensar que capital é como uma palavra cabalística, tal qual Igreja ou Estado, ou quaisquer outros termos gerais que são inventados por aqueles que tosam a humanidade para esconder as mãos com a tesoura. É um tipo de ídolo perante os quais os homens devem se prostrar (&#8230;).&#8221; Entre os insights principais de Hodgskin, normalmente ignorados pela maioria dos defensores do livre mercado, está a ideia de que o comércio em si não prova a ausência de exploração. As trocas desiguais são exploratórias no momento em que uma das partes têm vantagens injustas ganhas através de intervenções coercitivas ou restrições à competição. No nível micro, as trocas desiguais se manifestam, por exemplo, em relações de emprego ou em acordos de bens ou serviços de consumo. Em uma escala maior, análises sobre trocas desiguais podem auxiliar nosso entendimento sobre a forma pela qual os países pobres e em desenvolvimento interagem economicamente com o Ocidente desenvolvido.</p>
<p>No mundo de <em>A Revolução dos Bichos</em>, os porcos empregavam a violência como maneira de preservar sua posição de poder; os outros animais trabalhavam cada vez mais em troca de menores pagamentos, enquanto os porcos eram os senhores da Granja dos Bichos &#8212; nome que foi eventualmente revertido ao original Granja do Solar. O mantra original &#8220;Todos os animais são iguais&#8221; foi gradualmente, quase imperceptivelmente, suplantado pela ideia de que &#8220;alguns animais são mais iguais que outros&#8221;. A interpretação de Machan de <em>A Revolução dos Bichos</em> esquece que Orwell era um socialista e, como o estudioso de Orwell Craig L. Carr observa, o livro é um alerta bastante direto a respeito da &#8220;traição do ideal igualitário&#8221;. Após a revolução dos porcos, com a queda do sr. Jones, permaneceu &#8220;[um] sistema econômico que legitimava a desigualdade material&#8221;. Orwell tinha bastante interesse no uso da língua. Em toda a sua obra, inclusive em <em>A Revolução dos Bichos</em>, gestos políticos são os mecanismos através dos quais os objetivos nobres da revolução se tornam &#8220;coerentes com o privilégio e a posição de superioridade da classe dominante&#8221;. Os termos usados pelo libertarianismo e pelo livre mercado similarmente são importantes aos beneficiários dos privilégios econômicos. Sem eles, as pessoas reconheceriam o que de fato é o poder corporativo: algo criado pela violência e coerção políticas, um sistema de classes tão real, observável e quantificável quanto qualquer outro anterior. Criticar a desigualdade deve ser importante para o libertarianismo porque devemos levar a sério nossas ideias em favor do livre mercado e devemos considerar a economia política atual como muito distante de nosso modelo. Os libertários, da mesma maneira, devem estar abertos ao socialismo e à análise de classes presente no trabalho de esquerdistas como Hodgskin e Orwell. É hora de começarmos a enfatizar tanto a liberdade quanto a igualdade, não somente uma ou outra.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=34300&amp;md5=d5830ef07516333ec02dacd13da4b1b3" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Police Should Be On, Not Behind, Cameras</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2014 19:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thomas L. Knapp]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Police body cameras are all the rage lately. Al Sharpton wants them used to monitor the activities of cops. Ann Coulter wants them used to &#8220;shut down&#8221; Al Sharpton. The White House wants them because, well, they&#8217;re a way to look both &#8220;tough on police violence&#8221; and &#8220;tough on crime&#8221; by spending $263 million on new law enforcement technology....]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Police body cameras are all the rage lately. Al Sharpton wants them used to monitor the activities of cops. Ann Coulter wants them used to &#8220;shut down&#8221; Al Sharpton. The White House wants them because, well, they&#8217;re a way to look both &#8220;tough on police violence&#8221; and &#8220;tough on crime&#8221; by spending $263 million on new law enforcement technology.</p>
<p>When Al Sharpton, Ann Coulter and the president of the United States agree on anything, my immediate, visceral reaction is extreme skepticism. In this case, the known facts support that skepticism.</p>
<p>It&#8217;s exceedingly unlikely that widespread use of police body cameras would reduce the incidence or severity of unjustified police violence. We&#8217;ve already seen the results of numerous technology &#8220;solutions&#8221; to that problem.</p>
<p>The introduction of mace and tasers to police weapons inventories encouraged a hair-trigger attitude toward encounters with &#8220;suspects&#8221; (&#8220;suspect&#8221; being law-enforcement-ese for &#8220;anyone who isn&#8217;t a cop&#8221;). Their supposed non-lethality made it safer to substitute violent action for peaceful talk.</p>
<p>The introduction of military weaponry and vehicles to policing hasn&#8217;t produced de-escalation either. Quite the opposite, in fact &#8212; now we get to watch small-town police departments stage frequent re-enactments of the Nazi occupation of Paris in towns across America.</p>
<p>And police car &#8220;dash cams?&#8221; That&#8217;s obviously the most direct comparison. But the dash cam always seems to malfunction, or the police department mysteriously loses its output, when a credible claim of abusive police behavior arises.</p>
<p>On the other hand, it&#8217;s absolutely certain that widespread use of police body cameras would increase the scope and efficacy of an increasingly authoritarian surveillance state.</p>
<p>The White House proposal calls for an initial rollout of 50,000 cameras. Does anyone doubt that the output of those cameras would be kept, copied, cross-referenced and analyzed against law enforcement databases (including but not limited to facial recognition databases) on a continuing basis?</p>
<p>Assuming a camera attaches to a particular officer with an eight hour shift (rather than being passed around at shift changes for 24-hour use), that&#8217;s 400,000 hours per day of random warrantless searches to be continuously mined for probable cause to investigate and arrest people. Even George Orwell didn&#8217;t go so far as to have <em>1984</em>&#8216;s Thought Police carry portable cameras everywhere they went!</p>
<p>Video technology is certainly part of the solution to police violence, but that solution should remain in the hands of regular people, not the state. More and more of us every day come into possession of the ability to record video on the spot, while instantly porting it to Internet storage so that it can&#8217;t be destroyed at the scene or tampered with after the fact. Cops need to be on cameras they don&#8217;t control.</p>
<p>But part of the solution is still just part of the solution. Even when cameras catch violent, abusive, criminal cops in action &#8212; as, for example, when business security cameras filmed Fullerton, California police officers Manuel Ramos and Jay Cicinelli beating homeless man Kelly Thomas to death in 2011 &#8212; it&#8217;s incredibly hard to get prosecutions and even harder to get convictions.</p>
<p>Ubiquitous video monitoring of state actors by regular people is a start. But the only real way to guarantee an end to police violence is to bring an end to state &#8220;law enforcement&#8221; &#8212; in fact, to the state itself.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=33916&amp;md5=db813e70b9a3374de114a0f25db5cd54" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Putin e Obama concordam: Para o caminho dos espinhos!</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2014 22:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thomas L. Knapp]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde que li 1984 na adolescência, estive fascinado pela presciência de George Orwell. O caso de Edward Snowden e Gleen Greenwald destacou um aspecto dessa sagacidade preditiva, mas o slogan &#8220;nós sempre estivemos em guerra com a Lestásia&#8221; jamais esteve em mais evidência do que na questão da Ucrânia, Crimeia e Rússia. O desenvolvimento mais...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Desde que li <em>1984</em> na adolescência, estive fascinado pela presciência de George Orwell. O caso de Edward Snowden e Gleen Greenwald destacou um aspecto dessa sagacidade preditiva, mas o slogan &#8220;nós sempre estivemos em guerra com a Lestásia&#8221; jamais esteve em mais evidência do que na questão da Ucrânia, Crimeia e Rússia.</span></p>
<p>O desenvolvimento mais recente nesse caso, enquanto escrevo esta coluna — e possivelmente não será a notícia mais recente após sua publicação — é a <a href="http://www.miamiherald.com/2014/03/24/4016249/us-allies-throw-russia-out-of.html">&#8220;suspensão&#8221; da Rússia do G-8</a>. Enquanto opiniões conflitantes recheiam as análises políticas, eu gostaria de oferecer a explicação mais simples e plausível para o que vemos: os oligarcas, tanto americanos quanto russos, sonham com o retorno da Guerra Fria.</p>
<p>A maioria das pessoas comuns não quer isso, evidentemente. Nós, que temos mais de 40 anos, lembramos como era viver sob constante ameaça de aniquilação nuclear caso o equilíbrio entre as duas &#8220;superpotências&#8221; fosse quebrado.</p>
<p>Porém, para a oligarquia americana — mais conhecida como &#8220;complexo industrial-militar&#8221; — que veio a dominar a economia e o meio político americano logo após a Segunda Guerra Mundial, não há tanto dinheiro ou poder na posição de &#8220;única superpotência mundial&#8221;.</p>
<p>Eles precisam de uma contrapartida a seu poder. Problemas menores como o terrorismo não são tão lucrativos. O dinheiro está nas armas nucleares e em aeronaves de ponta — equipamentos usados para lutar com inimigos que estejam, ao menos em tese, em paridade de poder militar. E, convenhamos, dizer que o &#8220;Irã é uma ameaça militar&#8221; é risível enquanto justificativa para esses projetos.</p>
<p>A oligarquia americana precisa de um grande inimigo para justificar os gastos de um trilhão de dólares anuais extraídos dos pagadores de impostos americanos (além dos lucros com vendas de armas para o exterior). Um inimigo com uma população grande, uma base industrial e uma posição de comando em sua região. Um inimigo conhecido, ao menos desde o século passado, por suas ambiões expansionistas e pela dificuldade de se vencer em conflito armado.</p>
<p>Ou seja, a olgarquia americana precisa da Rússia.</p>
<p>E de que precisa Vladimir Putin? Bom, ele necessita de uma desculpa para assumir novamente o papel de vilão. Como os Estados Unidos, a Rússia e seus satélites, suseranias e aliados tendem a se solidificar num poderoso bloco autoritário quando enfrentam uma ameaça externa, mas que começam a se fragmentar quando há paz. Como a oligarquia americana, a russa (que é formada pelas mesmas figuras da época da União Soviética, ou por seus herdeiros) precisa de uma ameaça externa para manter aberto o seu canal de dinheiro fácil.</p>
<p>O melhor inimigo de todos os tempos, os nazistas, sumiu após 1945 (apesar dos esforços do Russia Today para criar novos em Kiev). Então é preciso utilizar o segundo melhor inimigo: os Estados Unidos.</p>
<p>É como a história de Zé Grandão e do Coelho Quincas, só que com dois Zé Grandões, que imploram um ao outro para não serem jogados no caminho dos espinhos, mas desejam secretamente acabar lá. Todo mundo ganha! Bom, pelo menos os dois grupos de oligarcas ganham. O resto de nós, nem tanto.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26325&amp;md5=ccfe20c8a3d4b67fdf61ea2a3acd569b" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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