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	<title>Center for a Stateless Society &#187; gastos militares</title>
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		<title>&#8220;Empregos&#8221; são falsos problemas: Os perigos do viés de criação de trabalho</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2014 01:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Nathan Goodman]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No debate atual sobre o Banco de Exportações e Importações dos Estados Unidos (Ex-Im Bank), acusado de corporativismo, estatísticas de emprego são muito comentadas. Em seu site, o banco afirma que sua missão é &#8220;prover empregos para os americanos&#8221;, acrescentando que já &#8220;apoiou 1,2 milhão de empregos americanos no setor privado desde 2009 e 205...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No debate atual sobre o Banco de Exportações e Importações dos Estados Unidos (Ex-Im Bank), acusado de corporativismo, estatísticas de emprego são muito comentadas. Em seu site, o banco afirma que sua missão é &#8220;prover empregos para os americanos&#8221;, acrescentando que já &#8220;apoiou 1,2 milhão de empregos americanos no setor privado desde 2009 e 205 mil somente em 2013&#8243;. A economista Veronique de Rugy <a href="http://mercatus.org/publication/jobs-and-export-value-perspective-ex-im-backed-projects-constitute-tiny-portion-total-us">aponta</a> que esses números são uma fração insignificante dos empregos sustentados pelas exportações americanas.</p>
<p><a href="http://washingtonexaminer.com/article/2551420">Tim Carney</a> desafia a validade desses números, dizendo que o banco &#8220;usa uma metodologia praticamente inútil para a contagem de empregos&#8221;. Ele argumenta que os subsídios do &#8220;Ex-Im Bank frequentemente prejudicam os empregadores dos EUA com os subsídios a seus concorrentes. Na melhor das hipóteses, o banco apenas desloca os empregos na economia, aumentando o emprego em algumas partes e custando empregos em outras&#8221;.</p>
<p>Porém, o debate sobre as estatísticas de emprego é problemático porque os empregos não devem serb o objetivo. Um emprego não é um fim, mas um meio. As pessoas buscam emprego para que possam comprar comida, pagar suas casas e adquirir outras coisas que desejam. Como escreveu Adam Smith, &#8220;o consumo é o único fim e propósito de toda a produção&#8221;.</p>
<p>Ainda assim, muitos medem a saúde de uma economia de acordo com seu nível de emprego, um fenômeno chamado pelo economista <a href="http://reason.com/archives/2007/09/26/the-4-boneheaded-biases-of-stu/2">Bryan Caplan</a> de &#8220;viés de criação de trabalho, uma tendência a subestimar os benefícios econômicos da conservação do trabalho&#8221;.</p>
<p>E há óbvios benefícios econômicos da conservação do trabalho. Suponhamos que Kevin Carson esteja certo ao prever que as impressoras 3D criarão uma <a href="http://homebrewindustrialrevolution.wordpress.com/">revolução industrial caseira</a>, permitindo que indivíduos e pequenas oficinas produzam bens de consumo modernos a custos incrivelmente baixos e com pouco investimento de trabalho. Isso provavelmente eliminaria vários empregos de manufatura e vendas, já que as pessoas seriam deslocadas para a criação de bens a baixo custo em casa ou em suas comunidades. Mas embora os empregos pudessem ser mais escassos, as pessoas estariam muito melhor. Teriam mais bens a preços mais baixos e provavelmente teriam maior escolha sobre o que fazer com o seu tempo.</p>
<p>Se esse tipo de inovação fosse suprimido, alguns empregos poderiam ser protegidos, mas as pessoas em geral estariam em situação muito pior. Vemos essa dinâmica em funcionamento hoje em dia quando rentistas utilizam a &#8220;propriedade intelectual&#8221; para suprimir a livre expressão e a inovação na internet. O infame projeto de lei de censura na internet SOPA (Stop Online Piracy Act) foi apoiado pela central sindical americana AFL-CIO, para proteger alguns dos empregos que seriam tornados obsoletos pela competição online. O projeto foi absolutamente impopular, já que destruiria um dos aspectos mais desejáveis da vida moderna. Tudo para proteger as indústrias bem conectadas.</p>
<p>A discussão sobre empregos é frequentemente usada para desviar recursos para a classe de empresários privilegiados. É exatamente isso que o Ex-Im Bank faz. Ele empresta dinheiro dos pagadores de impostos para corporações como a <a href="http://mercatus.org/publication/biggest-beneficiaries-ex-im-bank">Boeing, a Caterpillar e a General Electric</a>. Essas empresas fazem lobby em Washington e lucram muito com o militarismo e as guerras americanas.</p>
<p>Cada dólar desviado pelos políticos para essas firmas é um dólar alocado à força e não por trocas voluntárias. As trocas voluntárias tendem a ser mutuamente benéficas: as duas partes ganham algo que desejam com as trocas. Normalmente, ganham algo que valorizam mais do que aquilo de que abriram mão. Assim, associações voluntárias e trocas tendem a criar riquezas e a deixar as pessoas em melhor situação. Essas trocas também empregam o <a href="http://www.econlib.org/library/Essays/hykKnw1.html">conhecimento tácito</a> que os indivíduos possuem a respeito de seus valores e preferências únicos, algo que é inacessível a políticos e burocratas.</p>
<p>Em contraste, o estado toma dinheiro e recursos à força através dos impostos, então aloca seus recursos não àqueles que proveem bens e serviços que as pessoas desejam, mas a privilegiados pelo sistema político. O dinheiro passado para empresas militaristas de exploração do espaço aéreo como a Boeing é dinheiro que os indivíduos não podem mais usar para comprar comida, remédios, instrumentos musicais ou qualquer outra coisa que desejem. Assim, os empregos sustentados por instituições como o Ex-Im Bank são empregos que existem às custas de indivíduos que querem escolher como usar seus recursos.</p>
<p>O mesmo é verdadeiro em relação à <a href="http://www.talkleft.com/story/2014/3/15/19487/2892/inmatesandprisons/Feds-Approve-54-Million-for-New-High-Security-Prison">abertura de novas prisões</a>. É verdadeiro em relação aos empregos criados por <a href="http://prospect.org/article/defense-spending-most-expensive-way-create-jobs">gastos militares</a>. Talvez empregos sejam criados, mas são criados com custos sérios à prosperidade e à escolha individual, além da destruição causada por institutos violentos como guerras e prisões.</p>
<p>É hora de parar de enxergar o trabalho como um fim em si. Devemos buscar um mundo em que podemos trabalhar menos e ter mais. Para isso, é importante que as pessoas possam se associar livremente e descobrir novas formas de produzir, trocar, compartilhar e interagir. O estado atrapalha esse processo, enriquecendo elites em nome dos empregos.</p>
<p><em>Traduzido para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=30002&amp;md5=7f85edeb326de2905cfc7332ea40aed8" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Por que os políticos nunca equilibram suas contas?</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Feb 2014 23:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thomas L. Knapp]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Regularmente, com o passar de alguns meses, o governo dos Estados Unidos acaba se aproximando de seu autoimposto &#8220;teto da dívida&#8221;. E, regularmente, o povo americano é obrigado a testemunhar o ridículo teatro da &#8220;elevação&#8221; desse teto, sempre acompanhado com projeções histéricas de cenários assustadores que ocorreriam se os políticos não pudessem gastar quanto dinheiro quisessem em qualquer coisa que desejassem. Assim, regularmente, os partidos dominantes chegam à conclusão conjunta de que se deve <a href="http://www.cnn.com/2014/02/12/politics/senate-debt-ceiling/">pegar ainda mais empréstimos ao invés de gastar somente aquilo que já está no orçamento.</a></p>
<p>Por que os políticos americanos não equilibram seu orçamento coletivo? Evidentemente, porque eles não acreditam que precisem.</p>
<p>Não é que fosse ser complicado fazer isso. Na realidade, seria bastante simples.</p>
<p>O Congressional Budget Office (o gabinete responsável pelos cálculos orçamentários do governo americano) <a href="http://www.foxbusiness.com/economy-policy/2014/02/04/cbo-forecasts-514-billion-budget-deficit-in-fiscal-2014/">estima que, no ano fiscal de 2014, o governo dos EUA gastará US$ 514 bilhões a mais do que deve roubar na forma de impostos</a>. Esse mesmo governo poderia cortar seus gastos militares em US$ 514 bilhões e ainda estaria em terceiro na lista dos países que mais gastam com &#8220;defesa&#8221; (atrás apenas de Rússia e China).</p>
<p>Na verdade, entre estados-nação, os Estados Unidos não deveriam nem estar no top 10. Os EUA atualmente não têm inimigos próximos a suas fronteiras (nem terão no futuro próximo). O país está separado de seus inimigos mais prováveis e perigosos por milhares de quilômetros de oceanos, tundra e outros estados-nação. Cortar seus gastos militares até um nível não tão absurdamente insano diminuiria &#8211; e não aumentaria &#8211; a probabilidade de que o Estados Unidos embarcassem nas desventuras globais pelas quais seus políticos têm obsessão.</p>
<p>Portanto, vamos abandonar a ideia de que o governo americano enfrenta um dilema ou um enigma ao se deparar com sua dívida crescente e que a única solução é aumentá-la ainda mais. Isso é simplesmente falso. Ele poderia equilibrar seu orçamento hoje mesmo e estar numa posição melhor por isso, não só no aspecto fiscal, mas também em quase todos os outros aspectos.</p>
<p>Então, de novo: por que nunca fazem isso?</p>
<p>E, de novo: porque não acreditam precisar.</p>
<p>Afinal, os políticos há decadas roubam porcentagens de dois dígitos do trabalho e da riqueza do povo e pegam quantias de dinheiro similares de quem está disposto a emprestar para o governo (e que esperam que o governo continue roubando cada vez mais para manter seus pagamentos), sem punição aparente.</p>
<p>Como todos os parasitas e viciados, eles se convenceram de que a festa nunca vai acabar, que podem continuar fazendo que quiserem e tirando cada vez mais dinheiro da população, conforme necessário.</p>
<p>Os políticos já acrescentaram até mesmo uma cláusula &#8220;não acabe com nossa festa&#8221; na Constituição americana: &#8220;A validade da dívida pública dos Estados Unidos, autorizada por lei [&#8230;], não será questionada&#8221;.</p>
<p>Bobagem. A dívida já se tornou uma montanha tão gigantesca que ninguém mais acha que ela jamais será paga. Além disso, a noção de que a dívida é &#8220;pública&#8221; é um completo absurdo. Não é o povo quem está passando os cheques. São os governantes. Nós não somos responsáveis por seus projetos criminosos; eles são.</p>
<p>Em algum momento, tanto a dívida quanto os políticos que a contraíram não serão apenas &#8220;questionados&#8221;, mas repudiados &#8211; por todos nós. Quanto mais cedo isso acontecer, melhor.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=24760&amp;md5=47b1c97c270d71e9fb0f3f68f4afe96c" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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