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	<title>Center for a Stateless Society &#187; França</title>
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	<description>building public awareness of left-wing market anarchism</description>
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		<title>A caneta e a espada</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2015 23:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Trevor Hultner]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este texto foi escrito no dia 8 de janeiro de 2015. Nesta manhã, doze pessoas estão mortas e não deveriam estar. Nove jornalistas, um trabalhador de serviços gerais e dois policiais foram mortos na sede do jornal francês Charlie Hebdo na última quarta-feira. Onze outras foram feridas; quatro estão em condições críticas enquanto escrevo esta...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Este texto foi escrito no dia 8 de janeiro de 2015.</em></p>
<p>Nesta manhã, doze pessoas estão mortas e não deveriam estar.</p>
<p>Nove jornalistas, um trabalhador de serviços gerais e dois policiais foram mortos na sede do jornal francês <em>Charlie Hebdo</em> na última quarta-feira. Onze outras foram feridas; quatro estão em condições críticas enquanto escrevo esta coluna.</p>
<p>A lista de mortos é a seguinte (de acordo com o jornal <a href="http://www.theguardian.com/world/2015/jan/07/paris-terror-attack-what-we-know-so-far">The Guardian)</a>:</p>
<blockquote><p>Stéphane &#8220;Charb&#8221; Charboniier, 47, cartunista e editor do <em>Charlie Hebdo</em>.<br />
Jean &#8220;Cabu&#8221; Cabut, 76, cartunista-chefe do <em>Charlie Hebdo</em><br />
Geroge Wolinski, 80, artista nascido na Tunísia<br />
Bernard &#8220;Tignous&#8221; Verlhac, 57, membro do grupo Cartunistas pela Paz<br />
Bernard Maris &#8212; conhecido como &#8220;Tio Bernard&#8221; &#8211;, 68, economista e colunista do <em>Charlie Hebdo</em><br />
Philippe Honoré, conhecido simplesmente como Honoré, 73, cartunista do <em>Charlie Hebdo</em> desde a fundação do jornal<br />
Michel Renaud, ex-jornalista e conselheiro político, visitava o <em>Charlie Hebdo</em><br />
Mustapha Ourrad, revisor de textos do <em>Charlie Hebdo</em><br />
Elsa Cayat, analista e colunista do <em>Charlie Hebdo</em><br />
Frederic Boisseau, trabalhador de serviços gerais do edifício<br />
Franck Brinsolaro, 49, policial apontado para garantir a segurança de Charb e pai de uma menina de um ano de idade<br />
Ahmed Merabet, 42, policial muçulmano francês e membro da 11ª brigada de arrondissement</p></blockquote>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p>Você provavelmente lerá inúmeros editoriais falando da liberdade de expressão e de imprensa. Até o jornal local do meu estado, The Oklahoman, fez uma pausa nas suas publicações convencionais para publicar um editorial em solidariedade com o <em>Charlie Hebdo</em>.</p>
<p>Você também lerá vários artigos com análises de comentaristas de todas as estirpes que se preocupam se isso colocará mais gasolina na fogueira do nacionalismo francês e dos sentimentos anti-islâmicos, incensados pelo ataque ao jornalismo, talvez até mesmo acrescentando um pouco de islamofobia ao discurso corrente.</p>
<p>Todos esses colunistas, de esquerda e de direita, libertários ou estatistas, errarão o alvo.</p>
<p>Apesar de tudo o que se fala sobre o <em>Charlie Hebdo</em> &#8212; seu antiautoritarismo, seu comprometimento com a liberdade de expressão, sua coragem e bravura quando deparados com o fundamentalismo islâmico, sua posição igualitária &#8211;, o que ninguém parece perceber é que o ataque ao <em>Charlie Hebdo</em> pouco teve a ver com o Islã ou mesmo com religiosidade.</p>
<p>O ataque contra o <em>Charlie Hebdo</em> foi tão político quanto as declarações dos presidentes Obama e Hollande que condenaram as ações.</p>
<p>***</p>
<p>Vaneigem escreveu certa vez: enquanto o poder nos esfola vivos, ele nos persuade de que nos esfolamos uns aos outros.</p>
<p>O <em>Charlie Hebdo</em> às vezes ridicularizava os governantes franceses, às vezes ria do poder, mas jamais o desafiou. Era um jornal que estava perfeitamente disposto a satirizar, desde que pudesse abrir fogo cegamente em todas as direções. Por isso, era uma ferramenta útil do poder.</p>
<p>Não se deve interpretar o que digo aqui como desrespeito pelos mortos. Sempre que um jornalista, chargista ou fotógrafo é morto, é uma grande e profunda tragédia que enche o meu coração &#8212; e os corações dos meus colegas jornalistas &#8212; de raiva e angústia. Este momento não é diferente. Estamos em uma área que leva a sério a ideia de que &#8220;o ataque a um é um ataque a todos&#8221;. O reconhecimento de que um veículo &#8212; no caso, o <em>Charlie Hebdo</em> &#8212; servia aos interesses do poder não reduz a dor ou diminui as perdas. O mesmo vale para as mortes, neste caso, dos policiais que estavam na cena da tragédia. Isso não muda o propósito universal da polícia: servir ao poder.</p>
<p>De acordo com o The Guardian, um dos principais suspeitos do ataque, Chérif Kouachi, 32, foi preso em 2008 acusado de terrorismo por &#8220;ajudar a levar soldados para a insurgência iraquiana&#8221;. Ele &#8220;afirmou na época que estava ultrajado com a tortura de presos iraquianos na prisão americana de Abu Ghraib, perto de Bagdá&#8221;.</p>
<p>Testemunhas disseram que um dos suspeitos proclamou que era da Al-Qaeda da Península Arábica. Essa célula da Al-Qaeda está sediada no Iêmen, que tem sido sujeito nos últimos anos a inúmeros ataques americanos com drones, resultando na morte de homens, mulheres e crianças. Se Kouachi e seu irmão, Said, de fato forem os culpados pelo ataque e fizerem parte da Al-Qaeda da Península Arábica, é razoável deduzir que os ataques perpetrados por forças americanas e de coalizão possam ter sido um fator de motivação. É claro, estou apenas presumindo. Por ora, as motivações dos assassinos são &#8220;o que quer que pensarmos que sejam&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p>Ontem Laurent Joffrin, o diretor editorial do jornal francês de esquerda Libération, similar ao The Guardian, observou: &#8220;Os terroristas não atacaram os &#8216;islamofóbicos&#8217; como inimigos dos muçulmanos, aqueles que falam o tempo inteiro da ameaça islamista. O alvo deles foi o <em>Charlie</em>&#8220;.</p>
<p>Contudo, os reacionários hoje, como a Frente Nacional e outros grupos de direita nacionalistas, estão tentando se catapultar ao alto escalão da política francesa com o ataque do <em>Charlie Hebdo</em>. Será que o jornal falava por eles?</p>
<p>A última capa do <em>Charlie Hebdo</em> antes do incidente era uma sátira ao próximo livro do escritor francês Michel Houellebecq, que imagina uma França tomada por uma &#8220;Fraternidade Muçulmana&#8221;. Relatos contam que Charbonnier tentava puxar o jornal de volta a suas raízes de esquerda, especialmente depois do bombardeio de 2011 a sua sede. Se isso é verdade, por que a Frente Nacional tentou usar o ataque como arma eleitoral?</p>
<p>Porque as imagens que o <em>Charlie</em> às vezes publicava, aquelas rotuladas como islamofóbicas e racistas, têm tanta audiência quanto as imagens que atacam os ricos, poderosos e preconceituosos. Porque quando algo como isso acontece, toda a lógica contorcionista dos nazistas modernos é justificada.</p>
<p>Este ataque ocorreu em um país cujos últimos presidentes assinaram leis para ativamente proibir aspectos da vida muçulmana e coibir a liberdade de expressão. Ele aconteceu em uma Europa que crescentemente expõe seus sentimentos tóxicos anti-islâmicos e anti-imigração e onde, neste mês inclusive, o estado ordenou que professores de creches e pre-escolas passassem a vigiar crianças muçulmanas. Ele ocorreu em um mundo que está em guerra há duas décadas. O trabalho do <em>Charlie</em> não foi feito num vácuo. Ele serviu e continua a servir ao poder.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=35031&amp;md5=1b4fc98f1d885a7f2027b68c53b92dec" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Só é censura quando os outros fazem</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2015 23:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Erick Vasconcelos]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O lamentável ataque terrorista à sede do jornal satírico francês <em>Charlie Hebdo</em>, que causou a morte de 12 pessoas e feriu outras 11, estimulou diversas reações, do público, de jornalistas sensibilizados e de governantes que pretendem extrair ganhos políticos da situação. No meio do pânico, a histeria islamofóbica novamente dá o ar da graça (devido às motivações religiosas do ataque) e o <em>Charlie Hebdo</em> foi alçado à categoria de ícone &#8212; que provavelmente seria rejeitada pela iconoclastia de sua própria linha editorial &#8212; com a campanha #JeSuisCharlie.</p>
<p>A tragédia humana do <em>Charlie Hebdo</em>, porém, só tende a ser multiplicada com a exploração política do evento pelos governos ocidentais, que já começaram a agitar suas máquinas de propaganda para engendrar um conflito civilizacional. O presidente da França François Hollande <a href="http://www.usnews.com/news/articles/2015/01/07/charlie-hebdo-massacre-prompts-defense-of-freedom-of-speech">afirmou</a> que o ataque foi um ato de &#8220;excepcional barbarismo&#8221; contra &#8220;um jornal, um órgão de livre expressão&#8221;. Segundo Hollande, tratou-se de &#8220;um ato contra jornalistas, que sempre tentaram mostrar que na França é possível defender as próprias ideias&#8221;.</p>
<p>O presidente americano Barack Obama <a href="http://www.usnews.com/news/articles/2015/01/07/charlie-hebdo-massacre-prompts-defense-of-freedom-of-speech">não deixou de sublinhar</a> o fato de que os terroristas, em contraposição à instituição representada por ele, &#8220;temem a liberdade de expressão e de imprensa&#8221;. Segundo ele, porém, terroristas não serão capazes de silenciar a ideia fundamental compartilhada por franceses e americanos, a &#8220;crença universal na liberdade de expressão&#8221;.</p>
<p>O primeiro ministro do Reino Unido David Cameron <a href="http://www.dailymail.co.uk/news/article-2900377/Cameron-condemns-barbaric-Paris-gun-attack-vows-Britain-stand-united-France-defence-free-speech.html">reforçou</a> a &#8220;união&#8221; de franceses e britânicos &#8220;na luta contra o terror e na defesa da liberdade de imprensa&#8221;. Para a chanceler alemã Angela Merkel, foi um &#8220;ataque à liberdade de imprensa&#8221;. A presidente brasileira Dilma Rousseff, para não ficar para trás, <a href="http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/dilma-condena-ataque-terrorista-contra-revista-charlie-hebdo">declarou</a> que o atentado foi um &#8220;inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas: a liberdade de imprensa&#8221;.</p>
<p>Apesar do barbarismo e da violência extrema do ataque ao <em>Charlie Hebdo</em>, não seria de se surpreender que os governantes ocidentais estivessem absolutamente extasiados com o acontecimento, que pode ser facilmente usado como muleta em suas narrativas de intrínseca superioridade ocidental em relação ao atraso muçulmano. Talvez fosse o que esperassem desde sempre: algo que fizesse com que sua retórica de que &#8220;eles odeiam nossas liberdades&#8221; parecesse menos pueril.</p>
<p>Afinal, nenhum dos países que estão coletivamente ultrajados é modelo de liberdade de expressão e imprensa. O próprio <em>Charlie Hebdo</em> adotou seu nome atual nos anos 1970 para driblar sua proibição de circulação pelo governo francês. A França atualmente ocupa o pouco invejável <a href="http://rsf.org/index2014/data/index2014_en.pdf">39º lugar no ranking de liberdade de imprensa</a> da organização Repórteres Sem Fronteiras, que destaca as fracas proteções à confidencialidade de fontes e a censura à divulgação de <a href="http://www.indexoncensorship.org/2013/07/french-censorship-mediapart-and-the-bettencourt-butlers-tapes/">gravações ligadas a casos de corrupção</a>. As <a href="https://opennet.net/blog/2011/06/french-government-plans-extend-internet-censorship">repetidas investidas</a> francesas contra a internet já resvalam na delegação total de poder à burocracia.</p>
<p>Já os EUA, sempre zelosos pela liberdade ocidental, aparentemente não têm qualquer problema em suprimir informações, <a href="http://www.nytimes.com/2013/05/14/us/phone-records-of-journalists-of-the-associated-press-seized-by-us.html?pagewanted=all">se apropriar dos registros telefônicos</a> de instituições jornalísticas sem mandado ou devido processo e prender <em>whistleblowers</em> e <a href="http://edition.cnn.com/2014/08/19/us/ferguson-journalists-arrested/">jornalistas</a>. Isso tudo para não falar das draconianas e francamente ridículas leis de &#8220;propriedade intelectual&#8221; vigentes, usadas ostensivamente para o silenciamento de discursos e manutenção do status quo corporativo dentro dos EUA.</p>
<p>O caso do Reino Unido é curioso porque nós devemos nos perguntar se suas <a href="http://edition.cnn.com/2014/12/12/world/europe/uk-porn-protest/">novas leis de censura à pornografia</a> permitiriam que <a href="http://img.qz.com/2015/01/charliehebdo31.jpg">algumas das capas</a> do <em>Charlie Hebdo</em> fossem publicadas. A Alemanha mal consegue conter seu entusiasmo ao <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Internet_censorship_in_Germany">censurar a internet</a>. E, se os cartuns políticos do <em>Charlie Hebdo</em> parecem inofensivos, o que dizer dos jogos de video game, amplamente <a href="http://www.destructoid.com/censorship-in-germany-how-they-changed-your-fav-games-268854.phtml">modificados e mutilados</a> para se adequar às sensibilidades dos burocratas alemães?</p>
<p>Dilma Rousseff, por outro lado, talvez pretendesse dizer que o Brasil não é de fato uma sociedade democrática, uma vez que o &#8220;valor fundamental&#8221; que é a &#8220;liberdade de imprensa&#8221; parece ser um dos mais desprezados por estes lados. De acordo com a <a href="http://rsf.org/index2014/data/index2014_en.pdf">Repórteres Sem Fronteiras</a>, junto com os EUA, o Brasil é um dos &#8220;dois gigantes que dão um mau exemplo&#8221;, o país ocidental que mata mais jornalistas (ultrapassando o México). Também é o país que <a href="http://foreignpolicy.com/2013/04/25/brazil-leads-world-in-google-takedown-requests/">lidera ano após ano</a> os pedidos de retirada de conteúdo do Google, onde o trabalho da imprensa é reiteradamente bloqueado por caciques políticos, onde não há efetiva liberdade de manifestação e onde, incrivelmente, um fotógrafo <a href="http://oglobo.globo.com/brasil/justica-muda-sentenca-apos-sete-anos-culpa-fotografo-por-olho-atingido-por-bala-de-borracha-13904675">foi considerado culpado</a> pela justiça por ter sido baleado no olho durante um protesto.</p>
<p>É verdade que os terroristas odeiam a liberdade de expressão. Mas nisso eles não são diferentes dos países ocidentais. Eles só diferem em método.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=34886&amp;md5=cde6fbb84f8f194496234cab01aa7eb2" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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