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	<title>Center for a Stateless Society &#187; estado assistencialista</title>
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		<title>Noam Chomsky: fascinado pelo espetáculo bolivariano</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Feb 2014 23:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Ao discursar nas Nações Unidas em 2006, Hugo Chávez chamou o ex-presidente americano George W. Bush de &#8220;diabo&#8221;. Chávez acenava com uma cópia do livro de Noam Chomsky <a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/148039"><em>O Império Americano &#8211; Hegemonia ou Sobrevivência</em></a>, catapultando a obra à lista de best-sellers do site Amazon.</p>
<p>De sua parte, Chomsky repetidamente afirmou que Chávez conduziu a Venezuela a uma ruptura revolucionária com o passado político do país, especialmente em relação às políticas sociais do estado para os pobres, ecoando o discurso fundamentador chavista da &#8220;revolução bolivariana&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.diagonalperiodico.net/antigua/PDF_25/04y05diagonal25-web.pdf">Numa entrevista para o jornal espanhol <em>Diagonal</em></a> em março de 2006, Chosmky declarou que &#8220;pela primeira vez o país está utilizando suas fontes energéticas para seu desenvolvimento [&#8230;], em construção, saúde&#8221;. No mesmo tom, <a href="http://www.jornada.unam.mx/2005/12/10/index.php?section=opinion&amp;article=034a1mun">em 2005 ele escrevia um editorial para o jornal mexicano <em>La Jornada</em></a> em que dizia que &#8220;somente com Chávez a medicina se tornou uma realidade para a maioria dos pobres&#8221;.</p>
<p>No mês passado, <a href="http://www.miguelangelsantos.blogspot.com.ar/2014/01/a-more-comprehensive-note-on-my-meeting.html">numa conversa com o economista venezuelano Miguel Ángel Santos</a>, Chomsky repetiu seu argumento: &#8220;Por muitos anos a Venezuela foi dominada por elites que [&#8230;] extraíram todos os benefícios das riquezas petrolíferas e marginalizaram os pobres. [&#8230;] Chávez se insurgiu contra isso&#8221;.</p>
<p>Lamentavelmente, Chomsky ignora fatos básicos da história contemporânea da Venezuela. Não há nada de revolucionário no estado assistencial chavista.</p>
<p>Em <a href="http://libcom.org/blog/book-review-venezuela-revolution-spectacle-rafael-uzc%C3%A1tegui-09092011"><em>Revolution as Spectacle</em></a>, Rafael Uzcátegui, co-editor do jornal venezuelano <a href="http://www.nodo50.org/ellibertario/"><em>El Libertario</em></a>, apresenta vários dados que mostram que até os anos 1980, quando os preços do petróleo começaram uma queda continuada que drenou a capacidade de o estado venezuelano sustentar os gordos subsídios que apaziguavam as massas desde 1958 e que levaram, eventualmente, ao Caracazo (uma onda de protestos em 1989 em que milhares foram mortos pelo exército durante o segundo governo de Carlos Andrés Pérez), as políticas assistenciais eram tão presentes &#8211; e às vezes mais efetivas &#8211; do que aquelas surgidas no governo Chávez.</p>
<p>Limitemos a nossa análise às duas áreas mencionadas por Chomsky, a habitação e a saúde (Uzcátegui analisa de forma similar uma grande gama de políticas assistenciais).</p>
<p>De acordo com os dados do censo nacional, os programas de habitação reduziram a quantidade de favelas em relação ao total de residências de 37,8% em 1961 para 12,56% em 1990. A penetração da malha elétrica era de 58,16% em 1961 e 76,59% em 1981. O fornecimento de água aumentou de 46,7% de 1961 para 68,74% em 1981.</p>
<p>A administração Chávez construiu cerca de 26.000 residências por ano entre 1999 e 2008. A média da década de 1990 foi de 64.000 por ano.</p>
<p>As clínicas e hospitais populares criados pela famosa Missão Barrio Adentro, um programa que pretensamente proporcionou acesso sem paralelos à saúde básica para os pobres é, atualmente, incapaz de tratar algo mais complexo que um osso quebrado.</p>
<p>Para tratamentos mais críticos, a população precisa depender dos hospitais mais antigos construídos durante a Quarta República, que em 1980 chegaram a ter uma das maiores coberturas da região, com 2,7 leitos para cada 1.000 habitantes, mas hoje em dia caem aos pedaços.</p>
<p>Isso fez com que, entre outras tragédias, as mulheres mais pobres da Venezuela realizassem seus partos em condições sub-humanas durante o período de 1998 a 2008 e a uma taxa de mortes das mães de 16% devido a abortos clandestinos em 2010.</p>
<p>O argumento de Chomsky de que a Venezuela pré-Chávez era dominada por elites que se locupletavam das riquezas petrolíferas do país é verdadeiro, mas irrelevante: a Venezuela atual é dominada por novas elites, chamadas de boliburguesia &#8211; ricas e poderosas graças a suas conexões ou participação direta na gerência do estado bolivariano.</p>
<p>Na realidade, a elite chavista é muito mais corrupta, autoritária e inepta que seus predecessores da Quarta República. Se o monopólio do uso da força e da administração da justiça for de fato a característica definidora do estado, a Venezuela atual pode ser descrita como um estado falido: a epidemia de violência do país gerou <a href="http://c4ss.org/content/%22http://www.economist.com/blogs/americasview/2014/01/violence-venezuela">quase 25.000 assassinatos em 2013</a>, <a href="http://www.independent.co.uk/news/world/americas/former-miss-venezuela-monica-spear-and-british-exhusband-shot-dead-by-robbers-9045050.html">mais de 90% dos quais não foram solucionados</a>.</p>
<p>Hugo Chávez não era um revolucionário. Ele apenas tomou o modelo petroestatista social-democrata que vigorava na Venezuela desde 1958 um novo patamar. Como argumenta Uzcátegui em seu livro, Chávez executou com maestria a arte do espetáculo demagógico como nenhum outro antes dele &#8211; um espetáculo que fascinou Noam Chomsky, apesar de toda a sua habilidade analítica e intelectual.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=24690&amp;md5=34a146121441862b82053bfb440fa355" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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