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	<title>Center for a Stateless Society &#187; direitos civis</title>
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		<title>Por menos espaços de poder para oprimir as mulheres!</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2014 00:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Erick Vasconcelos]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da concentração, na Praça do Derby, no centro do Recife, a Marcha das Vadias avançou em direção à Avenida Conde da Boa Vista, uma das mais importantes vias da capital pernambucana. A União da Juventude Socialista (UJS) estava lá, levou cartazes, palavras de ordem, panfletos. Consegui ouvir de quem vinha atrás uma pergunta perplexa: &#8220;O que a UJS está fazendo aqui?&#8221;</p>
<p>Era pertinente. Afinal, a UJS, ligada ao PCdoB — que, por sua vez, é basicamente uma filial do PT —, não tem sido, historicamente, a mais consistente das organizações em defesa dos direitos e das liberdades femininas. Pudera, <a href="http://ujs.org.br/copa/">às vezes as necessidades de defesa do status quo e do governo passam por cima com frequência de quaisquer outras considerações</a>.</p>
<p>Porém, compareceram à Marcha e trocaram panfletos conosco. Os panfletos de nosso grupo libertário, o <a href="https://www.facebook.com/groups/294093017422776/">Coletivo Nabuco</a>, vinham com o texto &#8220;<a href="http://aesquerdalibertaria.blogspot.com.br/2014/05/seduzidas-e-desonradas.html#.U5EM8fldWSo">Seduzidas e desonradas</a>&#8220;, da anarco-individualista e feminista brasileira Maria Lacerda de Moura. O panfleto da UJS, por sua vez, vinha com um texto contra a Copa do Mundo e terminava com um apelo, provavelmente para aplacar o público feminista presente: &#8220;Por mais mulheres nos espaços de poder!&#8221;</p>
<p>Era o mesmo slogan que o grupo levava em sua maior faixa durante a manifestação. Ao conversar com os presentes, imediatamente invertemos o slogan: &#8220;Por menos espaços de poder para oprimir as mulheres!&#8221;</p>
<p>O slogan da UJS transbordava uma falsa compreensão do que caracteriza a luta pela emancipação feminina. De acordo com ele, os problemas femininos não passam de problemas de representação, que podem ser aliviados com a presença de uma porcentagem de mulheres dentro do estado e de suas instâncias decisórias. É um entendimento cotista da sociedade: se as mulheres compõem 50% da população, elas devem compor, ao menos, 50% do governo.</p>
<p>É também uma compreensão que mantém intacta toda a estrutura de poder que garante que as mulheres continuem a ser oprimidas não apenas pela mão de ferro do estado, mas também pela cultura patriarcal dominante, que pretende ditar qual o comportamento, as roupas, os trabalhos, os estudos, os hobbies, os trejeitos e as atividades sexuais adequadas a mulheres.</p>
<p>Representação dentro do governo não é procuração para autoridade política real e significativa. Uma analogia com o racismo pode deixar o problema com essa visão mais óbvio. <a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/06/29/em-dez-anos-populacao-que-se-autodeclara-negra-sobe-e-numero-de-brancos-cai-diz-ibge.htm">Cerca de 7,6% da população brasileira</a> é composta por negros. Se destinarmos 7,6% dos postos do governo aos negros, o que muda em sua situação política? Quase nada. O próprio número de indivíduos que se intitulam como negros em pesquisas demográficas é artificialmente baixo por conta da cultura racista em que estamos inseridos. A entrada proporcional de um grupo na estrutura do estado, portanto, não resolve o problema mais amplo — a cultura racista (ou sexista) realimenta a estrutura de poder de que o estado faz parte.</p>
<p>Da mesma forma, significa muito pouco o fato de que são reservadas cotas em universidades públicas para negros, uma vez que as universidades públicas, em si, são espaços necessariamente excludentes e que jamais atenderão às necessidades amplas da população negra, mas somente às de uma pequena minoria (geralmente já privilegiada), não importando sua composição étnica. É uma maquiagem do sistema.</p>
<p>Assim, o que precisamos não é de representação dentro do poder, porque o poder significa inexoravelmente força e opressão. A estrutura de poder atual é sustentada pela opressão interseccional de diversas minorias (que afeta de forma qualitativamente diferente cada uma delas), combinada com a opressão sistemática, porém menos manifesta, à população como um todo.</p>
<p>A participação de mulheres em espaços de poder deve ser vista não como força precipitadora das mudanças, mas como causada pelas mudanças. São as mudanças culturais e sociais que abrem as portas para as mulheres, mas sua participação nos espaços de poder garante poucas conquistas palpáveis para as mulheres.</p>
<p>Por isso, não precisamos de diversidade no poder, mas de menos poder.</p>
<p>A opressão é a <em>raison d&#8217;être</em> do poder. Não importa a sua composição de gênero.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=27977&amp;md5=a3443b5a55899f112d5358a7b477151d" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Tragam de volta as táticas do movimento pelos direitos civis</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Mar 2014 23:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Natasha Petrova]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vários estados americanos recentemente consideraram a aprovação de leis que permitem a discriminação contra pessoas LGBT. São leis baseadas na ideia de liberdade religiosa. Porém, qual é a resposta apropriada dos libertários de esquerda a essas leis? A resposta é a defesa de ações diretas. Se as leis forem aprovadas, nós, libertários de esquerda, devemos...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Vários estados americanos recentemente consideraram a aprovação de leis que permitem a discriminação contra pessoas LGBT. São leis baseadas na ideia de liberdade religiosa. Porém, qual é a resposta apropriada dos libertários de esquerda a essas leis? A resposta é a defesa de ações diretas. Se as leis forem aprovadas, nós, libertários de esquerda, devemos fazer protestos passivos análogos aos do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos. Isso poderia levar a uma dessegregação das empresas e colocaria pressão sobre os empresários para que permitissem o atendimento à clientela LGBT. <a href="http://www.fee.org/the_freeman/detail/libertarianism-anti-racism#axzz2ueLkMioa">Sheldon Richman</a> nos mostra exemplos históricos da eficiência dessa prática:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Como já escrevi anteriormente, as lanchonetes no sul dos Estados Unidos estavam sendo dessegregadas muitos anos antes da aprovação da lei de 1964. Como? Através de protestos passivos, boicotes e outros tipos de ação social confrontativa não-violenta e não-estatal. (Você pode ler relatos emocionantes <a href="http://www.sitins.com/story.shtml">aqui</a> e <a href="http://blog.fair-use.org/2010/05/22/diane-nash-the-sit-in-movement-and-the-grassroots-desegregation-of-downtown-nashville-from-lynne-olson-freedoms-daughters-2001/">aqui</a>.)</p>
<p>Sheldon ainda evidencia a praticidade dessa abordagem em outro <a href="http://www.cato-unbound.org/2010/06/18/sheldon-richman/context-keeping-community-organizing">texto</a>:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Mesmo antes, durante os anos 1950, David Beito e Linda Royster Beito relatam no livro <a href="http://www.amazon.com/Black-Maverick-Howards-Economic-Studies/dp/0252034201"><em>Black Maverick</em></a> que o empresário negro T.R.M. Howard liderou um boicote das empresas nacionais de gasolina que forçou seus franqueados a permitir que os negros utilizassem os banheiros dos quais eram excluídos.</p>
<p>As leis que estão sendo consideradas utilizam termos como &#8220;liberdade&#8221; de forma orwelliana. A possibilidade de excluir pessoas por motivos irracionais e arbitrários não é liberdade. Os libertários serão detestados por todas as pessoas LGBT se não oferecerem uma solução diferente do uso da força para o problema da discriminação. Temos aqui uma chance de mostrar que nossos princípios individualistas se aplicam tanto às minorias perseguidas quanto a grupos não-minoritários. Não podemos desperdiçar essa oportunidade.</p>
<p>E quanto a questões de direitos de propriedade e invasões? Uma maneira de abordar esse problema é através da metodologia libertária contextual ou dialética. Direitos de propriedade privada são contextuais e estão relacionados à ocupação e ao uso. São um valor entre vários a se considerar ao avaliar a moralidade de uma ação. Quanto fanáticos irracionalmente excluem pessoas de espaços normalmente abertos ao público, os direitos de propriedade se tornam menos importantes que a necessidade de inclusão social. Isso não significa que deve ser utilizada a força estatal, mas justifica protestos não-violentos. Os ativistas dos direitos civis poderiam até mesmo ter utilizado força defensiva contra os bandidos que iniciaram o uso de violência contra eles ao conduzirem protestos passivos. O mesmo se aplica aos ativistas LGBT atuais.</p>
<p>Não quero dizer aqui que os direitos de propriedade são sempre menos importantes que outras preocupações. O direito individual aos frutos de seu trabalho não é enfraquecido pela necessidade que o estado tem de se sustentar. Eu digo, porém, que a moralidade exige algumas trocas às vezes. O que significa que algumas coisas relevantes à liberdade são mais importantes que direitos de propriedade privada. Podemos considerar esta uma situação do tipo.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=25015&amp;md5=2dc852dc9fc8b72e996946ea5b7cde5a" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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