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	<title>Center for a Stateless Society &#187; direito a ser esquecido</title>
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		<title>Existe o direito a ser esquecido?</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2014 00:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thomas L. Knapp]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Todos parecem apreciar a privacidade — tanto que, com frequência, expandimos o conceito e usamos a expressão &#8220;direitos de privacidade&#8221;, indicando que não apenas se trata de algo bom, mas algo a que todos temos direito. Isso, contudo, nos deixa sem a resposta para uma importante pergunta: Até que ponto e em que aspectos? Mês passado, a <a href="http://www.theguardian.com/technology/2014/may/13/right-to-be-forgotten-eu-court-google-search-results">Corte Europeia de Justiça ofereceu uma resposta interessante a essa pergunta</a>, estabelecendo o &#8220;direito a ser esquecido&#8221;.</p>
<p>O tribunal, julgando um processo aberto por Mario González, na Espanha, ordenou que o Google removesse de suas buscas um artigo de jornal de 1998 que falava do leilão público da casa de González. González não afirmava que o artigo era inverídico ou impreciso. Afirmava, apenas, que as informações relativas a ele (em particular, informações que possam colocá-lo em situação desvantajosa, de forma justificada ou não, se facilmente disponíveis aos outros) devem ser colocadas sob seu controle exclusivo, indisponíveis a buscas na internet.</p>
<p>Assim nasceu o &#8220;direito a ser esquecido&#8221; — ou melhor, esquecido pelo Google. <a href="http://www.bbc.com/news/technology-27631001">O Google tem cooperado</a>: disponibilizaram um processo online para aqueles que desejam que informações específicas sobre si próprios sejam removidas dos índices de busca. O critério do tribunal para avaliar esses pedidos é que a informação em questão seja &#8220;inadequada, irrelevante ou que tenha deixado de ser relevante&#8221;, embora essas regras abram o caminho para a questão de quem decide o que é ou não adequado ou relevante.</p>
<p>O caso de Mario González e seu resultado lidam com diversas questões que libertários civis e políticos, além dos próprios anarquistas, como eu mesmo, têm enfrentado há algum tempo. Embora seja incontestável que a privacidade seja bastante valorizada, não é óbvio como os processos de mercado produziriam resultados similares aos atingidos pelas cortes estatais ao lidar com esses problemas.</p>
<p>De fato, aqueles que acreditam que os &#8220;direitos de privacidade&#8221; sejam tão amplos quanto a corte europeia parece considerar (ou ainda maiores), a decisão pode constituir um argumento em favor do estado de poderes &#8220;limitados&#8221; (embora a decisão de um tribunal em Luxemburgo sobre um caso que envolva um espanhol contra uma empresa nos Estados Unidos em relação a conteúdo disponível em uma rede mundial não pareça algo tão &#8220;limitado&#8221;, certo?).</p>
<p>A mim, parece que a decisão evidencia o oposto. O fato de que os processos de mercado não produziriam resultados como os do estado é evidência de que as cortes estão indo longe demais em sua defesa dos &#8220;direitos de privacidade&#8221;. Se forem direitos legítimos, eles não são tão extensos quanto a decisão afirma.</p>
<p>Neste caso específico, o processo parece envolver não uma questão de privacidade, mas relativa à &#8220;propriedade intelectual&#8221;. González não afirma que o Google olhou para dentro de sua janela e o viu escrever uma nota sobre o leilão de 1998. Ele reconhece que, naquela época, se tratava de um evento público. Porém, agora ele afirma que, 16 anos depois, ele é &#8220;dono&#8221; do conhecimento daquele evento e tem direitos de controle sobre ele, enquanto o Google não os possui.</p>
<p>Nós chegamos a um ponto em que os esforços de proteção à privacidade devem navegar entre a Cila da informação livre e a Caribdis dos monopólios estatais de propriedade intelectual. Em minha opinião, a ideia de que a liberdade de informação seja um monstro ameaçador como Cila é fantasiosa. O poder do estado ao forçar o esquecimento é muito mais perigoso que qualquer informação que se possa liberar.</p>
<p><em>Traduzido do inglês para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=27953&amp;md5=d9f982146db0c6275be1ceb9dabe00d3" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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