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	<title>Center for a Stateless Society &#187; Dilma Rousseff</title>
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		<title>Só é censura quando os outros fazem</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2015 23:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Erick Vasconcelos]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O lamentável ataque terrorista à sede do jornal satírico francês <em>Charlie Hebdo</em>, que causou a morte de 12 pessoas e feriu outras 11, estimulou diversas reações, do público, de jornalistas sensibilizados e de governantes que pretendem extrair ganhos políticos da situação. No meio do pânico, a histeria islamofóbica novamente dá o ar da graça (devido às motivações religiosas do ataque) e o <em>Charlie Hebdo</em> foi alçado à categoria de ícone &#8212; que provavelmente seria rejeitada pela iconoclastia de sua própria linha editorial &#8212; com a campanha #JeSuisCharlie.</p>
<p>A tragédia humana do <em>Charlie Hebdo</em>, porém, só tende a ser multiplicada com a exploração política do evento pelos governos ocidentais, que já começaram a agitar suas máquinas de propaganda para engendrar um conflito civilizacional. O presidente da França François Hollande <a href="http://www.usnews.com/news/articles/2015/01/07/charlie-hebdo-massacre-prompts-defense-of-freedom-of-speech">afirmou</a> que o ataque foi um ato de &#8220;excepcional barbarismo&#8221; contra &#8220;um jornal, um órgão de livre expressão&#8221;. Segundo Hollande, tratou-se de &#8220;um ato contra jornalistas, que sempre tentaram mostrar que na França é possível defender as próprias ideias&#8221;.</p>
<p>O presidente americano Barack Obama <a href="http://www.usnews.com/news/articles/2015/01/07/charlie-hebdo-massacre-prompts-defense-of-freedom-of-speech">não deixou de sublinhar</a> o fato de que os terroristas, em contraposição à instituição representada por ele, &#8220;temem a liberdade de expressão e de imprensa&#8221;. Segundo ele, porém, terroristas não serão capazes de silenciar a ideia fundamental compartilhada por franceses e americanos, a &#8220;crença universal na liberdade de expressão&#8221;.</p>
<p>O primeiro ministro do Reino Unido David Cameron <a href="http://www.dailymail.co.uk/news/article-2900377/Cameron-condemns-barbaric-Paris-gun-attack-vows-Britain-stand-united-France-defence-free-speech.html">reforçou</a> a &#8220;união&#8221; de franceses e britânicos &#8220;na luta contra o terror e na defesa da liberdade de imprensa&#8221;. Para a chanceler alemã Angela Merkel, foi um &#8220;ataque à liberdade de imprensa&#8221;. A presidente brasileira Dilma Rousseff, para não ficar para trás, <a href="http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/dilma-condena-ataque-terrorista-contra-revista-charlie-hebdo">declarou</a> que o atentado foi um &#8220;inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas: a liberdade de imprensa&#8221;.</p>
<p>Apesar do barbarismo e da violência extrema do ataque ao <em>Charlie Hebdo</em>, não seria de se surpreender que os governantes ocidentais estivessem absolutamente extasiados com o acontecimento, que pode ser facilmente usado como muleta em suas narrativas de intrínseca superioridade ocidental em relação ao atraso muçulmano. Talvez fosse o que esperassem desde sempre: algo que fizesse com que sua retórica de que &#8220;eles odeiam nossas liberdades&#8221; parecesse menos pueril.</p>
<p>Afinal, nenhum dos países que estão coletivamente ultrajados é modelo de liberdade de expressão e imprensa. O próprio <em>Charlie Hebdo</em> adotou seu nome atual nos anos 1970 para driblar sua proibição de circulação pelo governo francês. A França atualmente ocupa o pouco invejável <a href="http://rsf.org/index2014/data/index2014_en.pdf">39º lugar no ranking de liberdade de imprensa</a> da organização Repórteres Sem Fronteiras, que destaca as fracas proteções à confidencialidade de fontes e a censura à divulgação de <a href="http://www.indexoncensorship.org/2013/07/french-censorship-mediapart-and-the-bettencourt-butlers-tapes/">gravações ligadas a casos de corrupção</a>. As <a href="https://opennet.net/blog/2011/06/french-government-plans-extend-internet-censorship">repetidas investidas</a> francesas contra a internet já resvalam na delegação total de poder à burocracia.</p>
<p>Já os EUA, sempre zelosos pela liberdade ocidental, aparentemente não têm qualquer problema em suprimir informações, <a href="http://www.nytimes.com/2013/05/14/us/phone-records-of-journalists-of-the-associated-press-seized-by-us.html?pagewanted=all">se apropriar dos registros telefônicos</a> de instituições jornalísticas sem mandado ou devido processo e prender <em>whistleblowers</em> e <a href="http://edition.cnn.com/2014/08/19/us/ferguson-journalists-arrested/">jornalistas</a>. Isso tudo para não falar das draconianas e francamente ridículas leis de &#8220;propriedade intelectual&#8221; vigentes, usadas ostensivamente para o silenciamento de discursos e manutenção do status quo corporativo dentro dos EUA.</p>
<p>O caso do Reino Unido é curioso porque nós devemos nos perguntar se suas <a href="http://edition.cnn.com/2014/12/12/world/europe/uk-porn-protest/">novas leis de censura à pornografia</a> permitiriam que <a href="http://img.qz.com/2015/01/charliehebdo31.jpg">algumas das capas</a> do <em>Charlie Hebdo</em> fossem publicadas. A Alemanha mal consegue conter seu entusiasmo ao <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Internet_censorship_in_Germany">censurar a internet</a>. E, se os cartuns políticos do <em>Charlie Hebdo</em> parecem inofensivos, o que dizer dos jogos de video game, amplamente <a href="http://www.destructoid.com/censorship-in-germany-how-they-changed-your-fav-games-268854.phtml">modificados e mutilados</a> para se adequar às sensibilidades dos burocratas alemães?</p>
<p>Dilma Rousseff, por outro lado, talvez pretendesse dizer que o Brasil não é de fato uma sociedade democrática, uma vez que o &#8220;valor fundamental&#8221; que é a &#8220;liberdade de imprensa&#8221; parece ser um dos mais desprezados por estes lados. De acordo com a <a href="http://rsf.org/index2014/data/index2014_en.pdf">Repórteres Sem Fronteiras</a>, junto com os EUA, o Brasil é um dos &#8220;dois gigantes que dão um mau exemplo&#8221;, o país ocidental que mata mais jornalistas (ultrapassando o México). Também é o país que <a href="http://foreignpolicy.com/2013/04/25/brazil-leads-world-in-google-takedown-requests/">lidera ano após ano</a> os pedidos de retirada de conteúdo do Google, onde o trabalho da imprensa é reiteradamente bloqueado por caciques políticos, onde não há efetiva liberdade de manifestação e onde, incrivelmente, um fotógrafo <a href="http://oglobo.globo.com/brasil/justica-muda-sentenca-apos-sete-anos-culpa-fotografo-por-olho-atingido-por-bala-de-borracha-13904675">foi considerado culpado</a> pela justiça por ter sido baleado no olho durante um protesto.</p>
<p>É verdade que os terroristas odeiam a liberdade de expressão. Mas nisso eles não são diferentes dos países ocidentais. Eles só diferem em método.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=34886&amp;md5=cde6fbb84f8f194496234cab01aa7eb2" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Leninismo corporativo</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2014 20:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Dilma Rousseff, en su campaña para la reelección a la presidencia de Brasil, declaró que su oponente Marina Silva pretendía &#8220;regalar a los banqueros&#8221; el control de la economía brasileña. El bluff electoral de Dilma asumía que los votantes creen que los banqueros hoy en día no marcan el rumbo de la economía nacional.</p>
<p>Ni siquiera Dilma se cree esa mentira: apenas dos meses después, con su segundo período garantizado, anunció a Joaquim Levy como el nuevo Ministro de Economía. Levy es un director de Bradesco, uno de los bancos más grandes de Brasil, y trabajó en el FMI durante la década de 1990. El mismo FMI que según la publicidad electoral de Dilma reanudaría su control de la economía de Brasil si el también candidato Aecio Neves fuese elegido.</p>
<p>No contenta con eso, Dilma pondrá a Armando Monteiro a cargo del Ministerio de Desarrollo. Monteiro es un apellido fuerte entre los sindicatos de empleadores y las asociaciones empresariales. Presidió la Confederación Nacional de Industria (CNI) y la Federación de Industrias del Estado de Pernambuco (FIEPE). Durante su fallido intento por hacerse del gobierno del estado de Pernambuco en 2014, Monteiro se lamentó en varias ocasiones por la supuesta falta de una &#8220;política industrial&#8221; consistente en el estado.</p>
<p>Además de esos dos, Katia Abreu, ex miembro del partido conservador DEM, líder de la llamada bancada rural en el Senado y presidente de la Confederación Nacional de Agricultura, podría ser el nuevo nombre a cargo del Ministerio de Agricultura. Abreu fue parte de la oposición nominal durante el gobierno de Lula. Durante los años de Dilma se ha ido realineando gradualmente, interesándose inicialmente en dictar los términos de la nueva política portuaria, o sea, quería controlar las inversiones gubernamentales en los puertos marítimos, que por definición subvencionan las exportaciones agroindustriales.</p>
<p>El nombramiento de estos tres individuos como parte del gobierno de Dilma muestra la falta de escrúpulos del Partido de los Trabajadores (PT); lo preocupante de este gobierno no es que nos vaya a llevar por el camino de una especie de socialismo burocrático, tal como lo temen algunos críticos conservadores. Más bien, la razón por la que su falta de escrúpulos es preocupante es que el PT está perfectamente cómodo dentro de la estructura de poder del Estado y no tiene ninguna intención de romper el equilibrio de esa estructura. Al igual que el zar y la aristocracia rusa no permitieron la construcción de nuevas vías férreas en el imperio por temor a que una nueva distribución del poder económico pudiese socavar su poder político, los grupos que están tan incrustados en los engranajes del Estado como el PT no tienen ningún incentivo para hacer cambios radicales en una estructura política que les beneficia.</p>
<p>Joaquim Levy, Armando Monteiro y Katia Abreu chocan frontalmente con la ideología nominal del PT de Dilma &#8211; no sólo por sus partidarios, sino por su núcleo. Representan a los bancos, a la industria y la agroindustria. Sus intereses privados, simbióticos al Estado corporativo, son claramente contrarios a los de los &#8220;trabajadores&#8221; que el PT dice representar. Sin embargo, son individuos que no se oponen al proyecto más amplio del PT de preservar el poder a través del mantenimiento de la actual estructura social, de la perpetuación de la actual distribución del poder económico y, por tanto, la actual distribución del poder político en los mismos nodos. Por lo tanto, la presencia de líderes sectoriales en el gobierno como Armando Monteiro y Katia Abreu no causan sorpresa: es de esperarse que estén en el equipo de gobierno dados los incentivos estructurales.</p>
<p>El Estado, después de todo, es el patio de juego de los ricos. Puede que la retórica de puños alzados y los avisos de televisión teñidos de rojo den la impresión de que ha cambiado su naturaleza, pero el hecho es que siempre es la misma. Ser Bolivariano, caudillista, varguista o peronista no es más que la última moda marketinera en América Latina. Así como Hugo Chávez y Nicolás Maduro no son más que una continuación de la oligarquía venezolana, el PT de Lula y Dilma no es más que una continuación del sistema oligárquico brasileño.</p>
<p>Karl Marx observó que el Estado es una junta que administra los negocios de la burguesía, y en ese sentido el PT es una perfecta expresión del marxismo: sus 12 años de dominio de la política nacional se han caracterizado por una estrecha relación con la política corporativa &#8220;burguesa&#8221;. A pesar de la percepción general y las polarizaciones culturales en las últimas elecciones, no ha habido una ruptura; tal como lo declaró Raymundo Faoro, Brasil siempre ha tenido un &#8220;capitalismo de orientación política&#8221;, dirigido y redirigido según los deseos y percepciones del &#8220;estrato burocrático&#8221; que controla el Estado.</p>
<p>Sin embargo, hay un sentido en el que el PT sigue siendo claramente leninista: Su núcleo todavía se juzga a sí mismo como una vanguardia revolucionaria y confunde su éxito con el éxito nacional. Los militantes forman un campo de fuerza que defiende al partido de las críticas externas. Solo se consideran válidas las críticas internas. Según la ideología fundacional del PT, al igual que la de otros partidos leninistas, si a ellos les va bien, al país le va bien y la revolución está en camino. Tal vez sea cierto. Después de todo, no es que exista una brecha demasiado grande entre el capitalismo burocrático brasileño y la centralización burocrática al estilo soviético.</p>
<p>Artículo original publicado <a href="http://c4ss.org/content/33857">por Erick Vasconcelos el 1 de diciembre de 2014</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por <a href="http://es.alanfurth.com">Alan Furth</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=34272&amp;md5=a1656b47a882419b7a5293d465bc7cc4" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Leninismo Corporativo</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2014 12:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Erick Vasconcelos]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dilma Rousseff, durante la campagna elettorale per la presidenza del Brasile, accusò la rivale Marina Silva di voler “svendere ai banchieri” il controllo dell’economia brasiliana. Perché il bluff elettorale funzionasse, gli elettori avrebbero dovuto credere che i banchieri oggi non possono dettare le linee guida della politica economica nazionale. Non ci crede neanche Dilma: Appena...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dilma Rousseff, durante la campagna elettorale per la presidenza del Brasile, accusò la rivale Marina Silva di voler “svendere ai banchieri” il controllo dell’economia brasiliana. Perché il bluff elettorale funzionasse, gli elettori avrebbero dovuto credere che i banchieri oggi non possono dettare le linee guida della politica economica nazionale.</p>
<p>Non ci crede neanche Dilma: Appena due mesi dopo, conquistato il secondo mandato, ha annunciato la nomina di Joaquim Levy a ministro delle finanze. Levy è direttore della Bradesco, una delle principali banche brasiliane, e negli anni novanta ha lavorato con il Fondo Monetario Internazionale. Quello stesso fondo monetario che, secondo la propaganda elettorale di Dilma, avrebbe preso il controllo dell’economia brasiliana se avesse vinto il candidato Aecio Neves.</p>
<p>Non contenta, Dilma nominerà Armando Monteiro a capo del ministero dello sviluppo. Monteiro è un nome importante tra le associazioni degli imprenditori e delle imprese. È stato presidente della Confederazione Manifatturiera Nazionale e della Federazione Manifatturiera dello Stato di Pernambuco. Durante la candidatura, poi fallita, al governo di Pernambuco nel 2014, Monteiro ha lamentato più volte l’assenza nello stato di una “politica industriale” coerente.</p>
<p>Oltre ai due citati, Katia Abreu, ex membro del direttivo del partito conservatore Dem, capo del cosiddetto direttivo rurale al senato, e presidente della Confederazione Nazionale dell’Agricoltura, dovrebbe essere il nuovo ministro per l’agricoltura. Abreu ha fatto parte dell’opposizione nominale durante l’amministrazione Lula. Durante gli anni di Dilma, si è gradualmente riallineata, inizialmente attirata dalla possibilità di interferire sulle nuove norme che riguardano i porti. Ovvero, dalla possibilità di controllare gli investimenti pubblici sui porti di mare, incentivando così l’esportazione di prodotti agricoli.</p>
<p>La nomina di questi tre nomi al governo di Dilma dimostra la mancanza di scrupoli del Partito dei Lavoratori (Pt); ciò che preoccupa non è che il governo sta spianando la strada ad una sorta di socialismo burocratico, come temono alcuni critici conservatori. A preoccupare è piuttosto la sua assenza di scrupoli, visto che il Pt è perfettamente a suo agio nelle strutture di potere dello stato e non ha alcuna intenzione di romperne l’equilibrio. Proprio come lo zar e l’aristocrazia russa non permettevano la costruzione di nuove ferrovie nell’impero, temendo che una ridistribuzione del potere economico potesse minare il loro potere politico, così chi è dentro i meccanismi dello stato, come il Pt, non vuole cambiare radicalmente una struttura politica che va a loro beneficio.</p>
<p>Joaquim Levy, Armando Monteiro e Katia Abreu cozzano con l’ideologia nominale del Partito dei Lavoratori di Dilma: non semplicemente dei sostenitori, ma dello stesso nucleo del partito. Questi nomi rappresentano le banche, le grandi imprese e l’agroindustria. I loro interessi privati, in simbiosi con lo stato corporativo, sono l’opposto degli interessi di “lavoratori” che il Pt dice di rappresentare. Sono persone che, comunque, non si oppongono al progetto più ampio del Pt di preservare il potere tramite il mantenimento dell’attuale struttura sociale, di perpetuare l’attuale distribuzione del potere economico, e dunque di quello politico, agendo sui suoi stessi meccanismi. Ecco quindi che la presenza nel governo di leader di settore come Armando Monteiro e Katia Abreu non sorprende: è scontato, dati gli incentivi strutturali.</p>
<p>Lo stato, dopotutto, è un gioco per ricchi. Il pugno alzato e le bandiere rosse possono far credere che abbia cambiato natura: in effetti, è sempre lo stesso. Che sia bolivariano, caudillista, varghista o peronista è solo una questione di marketing, dipende da ciò che va di moda in quel momento in America Latina. Come Hugo Chávez e Nicolás Maduro non sono altro che la continuazione dell’oligarchia venezuelana, così il Pt di Lula e di Dilma rappresentano la continuazione del sistema oligarchico brasiliano.</p>
<p>Karl Marx osservava che lo stato è un comitato che gestisce gli affari della borghesia; in questo senso, il Pt, è un’espressione pura del marxismo. I suoi dodici anni di dominio sulla politica nazionale sono caratterizzati da una relazione stretta con la politica corporativa “borghese”. Nonostante le percezioni e le polarizzazioni delle recenti elezioni, una rottura non esiste. Come dice Raymundo Faoro, il Brasile ha sempre avuto un “capitalismo orientato politicamente”, diretto e ridiretto secondo i desideri e le percezioni dello “strato burocratico” che controlla lo stato.</p>
<p>C’è l’impressione, però, che il Pt sia rimasto distintamente leninista: Il suo zoccolo duro si considera ancora un’avanguardia rivoluzionaria e confonde il proprio successo con quello della nazione. I militanti formano una barriera che difende il partito dalle critiche esterne. Le uniche critiche ammesse sono quelle che provengono dall’interno. Secondo la propria ideologia fondante, e come tanti altri partiti leninisti, se il partito va bene va bene anche il paese e la rivoluzione va nella direzione giusta. E forse è proprio così. Dopotutto, tra il capitalismo burocratico brasiliano e la centralizzazione burocratica sovietica non c’è molta differenza.</p>
<p><a href="http://pulgarias.wordpress.com/" target="_blank">Traduzione di Enrico Sanna</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=34143&amp;md5=56311f45235c3640d9e5c2f7fe56a8e0" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2014 19:00:59 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Dilma Rousseff, in her bid for re-election to the presidency of Brazil, stated that opponent Marina Silva intended to &#8220;give away to the bankers&#8221; control of the Brazilian economy. Dilma&#8217;s electoral bluff assumed that voters would believe that bankers are nowadays unable to dictate the path the national economy should take.</p>
<p>Not even Dilma believes this lie: A mere two months later, with her second term guaranteed, she announced Joaquim Levy as the new Minister of Finance. Levy is a director at Bradesco, one of the largest banks in Brazil, and worked at the IMF during the 1990s. The same IMF that, according to Dilma&#8217;s electoral ads, would resume its control of Brazil&#8217;s economy should also-candidate Aecio Neves be elected.</p>
<p>Not content, Dilma will put Armando Monteiro in charge of the Ministry of Development. Monteiro is a strong name among employers unions and business associations: He presided over the National Confederation of Manufacture (CNI) and the Federation of Manufacturers of the State of Pernambuco (FIEPE). During his failed bid for the state government of Pernambuco in 2014, Monteiro repeatedly lamented the alleged lack of a consistent &#8220;industrial policy&#8221; in the state.</p>
<p>Besides those two, Katia Abreu, former member of the conservative party DEM, leader of the so-called rural caucus in the Senate, president of the National Confederation of Agriculture, should be the new name at the helm of Ministry of Agriculture. Abreu was part of the nominal opposition during the Lula administration. During the Dilma years, she has gradually realigned herself, initially interested in dictating the terms of the new port policy &#8212; that is, she wanted to control government investments in seaports, thereby subsidizing agribusinesses&#8217; exports.</p>
<p>The naming of these three as part of the Dilma government shows the lack of scruples of the Workers&#8217; Party (PT); the government is not worrying because it will lead us down the path of some sort of bureaucratic socialism, as some conservative critics fear. Rather, their unscrupulousness is troubling because PT is perfectly comfortable inside the power structure of the state and does not intend to break this structure&#8217;s balance. Just like the tsar and the Russian aristocracy did not allow the construction of new railroads in the empire, fearing that a new distribution of economic power would undermine their political power, groups that are so incrusted in the state cogs such as PT do not intend to make radical changes to a political structure that benefits them.</p>
<p>Joaquim Levy, Armando Monteiro, and Katia Abreu collide head on with the nominal ideology of Dilma&#8217;s Workers&#8217; Party &#8212; not only by their supporters, but by their nucleus. They represent banks, manufacture, and agribusiness. Their private interests, symbiotic to the <span class="il">corporate</span> state, are in clear opposition to the &#8220;workers&#8221; to whom the PT pays lip service. They are individuals, however, that do not stand opposed to PT&#8217;s broader project of preservation of power through the maintenance of the present social structure, of the perpetuation of the existing distribution of economic power and hence the existing distribution of political power at the same nodes. Therefore, the presence of sectoral leaders in the government, such as Armando Monteiro and Kátia Abreu, are not surprising: they are expected, given structural incentives.</p>
<p>The state, after all, is a rich people&#8217;s game. Rising fist rhetoric and red-tinted TV ads may convey the impression that it has changed its nature: In fact, it is always the same. Being Bolivarian, Caudillista, Varguista, or Peronista is just the marketing fad of the moment in Latin America. In the same way that Hugo Chavez and Nicolas Maduro are but a continuation of the Venezuelan oligarchy, Lula&#8217;s and Dilma&#8217;s PT are no more than a continuation of the Brazilian oligarchic system.</p>
<p>Karl Marx observed that the state is a committee for managing the affairs of the bourgeoisie, and, in that sense, the PT is a full expression of Marxism: Its 12 years of dominance over national politics have been characterized by a close relationship with &#8220;bourgeois&#8221; <span class="il">corporate</span> policy. Despite general perceptions and cultural polarizations in the recent elections, there has not been a rupture; as Raymundo Faoro stated, Brazil has always had a &#8220;politically oriented capitalism,&#8221; directed and redirected according to the wishes and perceptions of the &#8220;bureaucratic stratum&#8221; that controls the state.</p>
<p>There is a sense, nevertheless, according to which the PT remains distinctly <span class="il">Leninist</span>: Their nucleus still judges itself as a revolutionary vanguard and conflates their success with national success. The militants form a force field that defends the party from outside criticism. Valid criticism are only internal. According to PT&#8217;s founding ideology, much like other <span class="il">Leninist </span>parties, if they go well, the country goes well, and the revolution is on track. Maybe it is true. After all, between the Brazilian bureaucratic capitalism and Soviet-style bureaucratic centralization, the gulf is not that big.</p>
<p>Translations for this article:</p>
<ul>
<li>Italian, <a href="http://c4ss.org/content/34143" target="_blank">Leninismo Corporativo</a></li>
<li>Spanish, <a href="http://c4ss.org/content/34272" target="_blank">Leninismo corporativo</a></li>
</ul>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=33857&amp;md5=dab2f91fe633fe16e5948facd5a3a792" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Leninismo corporativo</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2014 01:03:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Erick Vasconcelos]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 9 de setembro, Dilma Rousseff, em sua campanha pela reeleição, afirmava que a concorrente Marina Silva pretendia &#8220;entregar aos banqueiros&#8221; a condução da economia brasileira. O blefe eleitoral de Dilma presumia que os eleitores acreditassem que os banqueiros não sejam uma classe capaz de ditar os rumos da política econômica atual do governo....]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 9 de setembro, Dilma Rousseff, em sua campanha pela reeleição, afirmava que a concorrente Marina Silva pretendia &#8220;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/09/1513658-dilma-diz-que-marina-quer-governar-com-banqueiros.shtml">entregar aos banqueiros</a>&#8221; a condução da economia brasileira. O blefe eleitoral de Dilma presumia que os eleitores acreditassem que os banqueiros não sejam uma classe capaz de ditar os rumos da política econômica atual do governo. Nem Dilma acredita nessa lorota: pouco mais de dois meses depois, com mais quatro anos de governo já garantidos, Joaquim Levy foi anunciado como o novo nome da Fazenda. Levy é diretor do Bradesco e trabalhou no FMI durante os anos 1990. O mesmo FMI que, segundo a propaganda política de Dilma, voltaria a controlar o país no caso de uma vitória de Aécio Neves.</p>
<p>Não satisfeita, Dilma conduzirá Armando Monteiro ao Ministério do Desenvolvimento. Monteiro é nome forte entre os sindicatos patronais: presidiu a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE). Durante sua campanha fracassada para o governo de Pernambuco em 2014, Monteiro reiteradamente lamentava a falta de uma &#8220;política industrial&#8221; consistente no estado.</p>
<p>Kátia Abreu, ex-PFL/DEM, pecuarista, líder da bancada ruralista no Senado, presidente da Confederação Nacional da Agricultura, é quem deve assumir o Ministério da Agricultura. Kátia Abreu fazia parte da oposição nominal ao governo do PT durante a administração de Lula. Durante o governo Dilma, gradualmente se aproximou do governo, inicialmente interessada em ditar os rumos da nova política portuária do governo &#8212; ou seja, subsidiar os portos para o escoamento da produção agrícola do agronegócio.</p>
<p>A indicação dos três para o governo Dilma mostra que a falta de escrúpulos do governo petista não é preocupante porque levará à implantação de alguma forma de socialismo burocrático, como temem críticos conservadores. Na verdade, a falta de escrúpulos do PT é problemática porque o partido já está perfeitamente alojado dentro da estrutura de poder do estado e não pretende quebrar o equilíbrio dessa estrutura. E, assim como o tzar e a aristocracia russa não permitiam a construção de novas ferrovias no império, preocupados que uma nova distribuição de poder econômico pudesse minar seu poder político, partidos tão incrustados dentro da máquina estatal quanto o PT não pretendem fazer mudanças radicais numa estrutura política que os beneficia.</p>
<p>Joaquim Levy, Armando Monteiro e Kátia Abreu se chocam frontalmente com a ideologia nominalmente defendida pelo Partido dos Trabalhadores &#8212; não só por sua militância, mais radical, mas também pelo núcleo petista. Representam bancos, a indústria e o agronegócio. Seus interessem particulares simbióticos aos do estado corporativo estão em clara oposição aos &#8220;trabalhadores&#8221; que o PT carrega em seu nome. Mas esses nomes não se chocam com o objetivo mais amplo de autopreservação do próprio poder através da manutenção da estrutura social vigente, da distribuição de poder econômico e a consequente perpetuação do poder político nos mesmos nódulos. Assim, a presença de lideranças setoriais no governo, como Armando Monteiro e Kátia Abreu, não são surpreendentes: são nada menos do que o esperado, dados os incentivos estruturais.</p>
<p>O estado, afinal, é um jogo de ricos. A retórica do punho em riste e os comerciais em vermelho na TV podem passar a impressão de que sua natureza muda: na verdade, é sempre a mesma. Se seremos bolivarianos, caudilhistas, varguistas ou peronistas, depende do marketing mais em voga no momento dentro da América Latina. Como Hugo Chávez e Nicolás Maduro são uma continuação do sistema oligárquico venezuelano, o PT de Lula e Dilma é uma continuação do sistema oligárquico brasileiro.</p>
<p>Karl Marx observou que o estado era apenas o balcão de negócios da burguesia e, nesse ponto, o petismo é a expressão máxima do marxismo: seus 12 anos de domínio da política nacional são caracterizados pelo relacionamento próximo com a política corporativa &#8220;burguesa&#8221;. O que, apesar das percepções generalizadas e da polarização cultural durante as eleições, não é uma ruptura; como afirmava Raymundo Faoro, no Brasil sempre vigorou um &#8220;capitalismo politicamente orientado&#8221;, direcionado e redirecionado de acordo com os desejos e as percepções do &#8220;estamento burocrático&#8221; que controla o estado.</p>
<p>Há um sentido, porém, em que o PT permanece distintamente leninista: sua cúpula ainda se julga uma vanguarda revolucionária e mistura o sucesso de seu partido com o sucesso nacional. Ainda existe um campo de força militante que defende o partido de críticas externas: as únicas críticas válidas ao PT são as feitas pela própria militância. Para a ideologia fundante do PT, como a de todos os partidos leninistas, estipula que se o PT vai bem, o país vai bem, e a revolução está em curso. Talvez seja verdade. Afinal, entre o capitalismo burocrático brasileiro e o centralismo burocrático soviético não há um abismo tão enorme.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=33787&amp;md5=a1656b47a882419b7a5293d465bc7cc4" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Separatismos: paulista e nordestino</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2014 00:01:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Valdenor Júnior]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após a reeleição de Dilma Rousseff, testemunhamos novamente o padrão que se repete desde 2006: manifestações ofensivas, muitas delas xenofóbicas, de pessoas no eixo Sudeste-Sul, especialmente São Paulo, contra os nordestinos, que votaram maciçamente em favor da candidata do PT. Como as eleições deste ano foram decididas por uma pequena margem de votos em favor...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Após a reeleição de Dilma Rousseff, testemunhamos novamente o padrão que se repete desde 2006: manifestações ofensivas, muitas delas xenofóbicas, de pessoas no eixo Sudeste-Sul, especialmente São Paulo, contra os nordestinos, que votaram maciçamente em favor da candidata do PT.</p>
<p>Como as eleições deste ano foram decididas por uma pequena margem de votos em favor de Dilma e o eleitorado paulista votou maciçamente no candidato Aécio, o separatismo paulista ganhou mais vozes.</p>
<p>O separatismo paulista não é um fenômeno vinculado aos 12 anos que o PT ocupa na presidência. Trata-se de uma ideia mais antiga, defendida sob uma série de motivos e pretextos, desde a migração nordestina até a receita tributária gerada em São Paulo ser redistribuída para outros estados brasileiros. Apesar de ser um dos estados mais industrializados e ricos da federação, o fundo comum entre essas justificativas é que São Paulo está prejudicada por fazer parte do Brasil.</p>
<p>Já o separatismo nordestino é menos conhecido. O Movimento Nordeste Independente contrapõe-se às justificativas dadas pelo separatismo paulista. No artigo “<a href="http://pe.anpuh.org/resources/pe/anais/encontro5/13-hist-economica/Artigo%20de%20Jacques%20Ribemboim.pdf">Neocolonialismo Interno Brasileiro e a Questão Nordestina</a>”, Jacques Ribemboim mostra que o argumento de São Paulo ser prejudicado economicamente por estar ligada ao Brasil é insustentável. Ribemboim sustenta que a federação brasileira está estruturada sob a lógica do neocolonialismo interno:</p>
<blockquote><p>“Na atual conjuntura, o Sudeste importa mão-de-obra e matérias-primas a preços comprimidos (baratos) e exporta para o Nordeste manufaturas a preços altos e protegidos. Deste modo, um nordestino é obrigado a pagar mais por um automóvel ou um item qualquer de consumo, em comparação a uma escolha livre no mercado mundial. Em outras palavras, entrega horas adicionais de seu trabalho ao paulista, para que este possa proteger a indústria de São Paulo.”</p></blockquote>
<p>Esta situação de dependência do nordeste em relação ao sudeste ocorreu por um processo histórico onde o governo central, em sua histeria desenvolvimentista, passou a proteger a “indústria nacional” contra a concorrência estrangeira. A economia foi fechada em prol de uma indústria que, de nacional, só tinha o fato de ser localizada no Brasil, não de ser distribuída ao longo do território brasileiro. A indústria “nacional” sempre foi, principalmente, a indústria paulista.</p>
<p>Essa discrepância entre o desenvolvimento econômico de diferentes regiões do Brasil pode ser atribuída à política intervencionista e desenvolvimentista do governo central, que privilegiou a indústria paulista, e ao que Benjamin Tucker denominava de <a href="http://c4ss.org/content/25629">monopólio das tarifas</a>, “que consiste em incentivar a produção a altos preços e sob condições desfavoráveis com a cobrança de impostos sobre aqueles que produzem a preços baixos e sob condições favoráveis”.</p>
<p>Atualmente, por exemplo, faria sentido que os estados da Amazônia estivessem em livre comércio com os países do Pacto Andino, dada a proximidade geográfica, mas isso não é possível, porque, para Brasília, o Mercosul é sagrado.</p>
<p>Portanto, o Nordeste e a Amazônia foram prejudicados pelas medidas protecionistas em favor da indústria paulista. Essas regiões mais pobres tiveram que comprar produtos mais caros para financiar o suposto “bem comum do desenvolvimento nacional” que, em suma, significa o bem da indústria paulista protegida da livre concorrência internacional.</p>
<p>O separatismo paulista joga para baixo do tapete os subsídios e o protecionismo do estado central que o separatismo nordestino denuncia.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=33470&amp;md5=edd5ecf02ab3d82f0189ab94fbd674a2" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O partidarismo servil dos socialistas brasileiros</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2014 03:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Valdenor Júnior]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o início da campanha de segundo turno das eleições presidenciais entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), parte do eleitorado e dos políticos ligado ao PSOL resolveu tomar uma posição. O PSOL redigiu uma nota indicativa de uma neutralidade não-neutra: não apoia nenhum dos dois, mas recomenda não votar em Aécio Neves. Políticos...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com o início da campanha de segundo turno das eleições presidenciais entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), parte do eleitorado e dos políticos ligado ao PSOL resolveu tomar uma posição.</p>
<p>O PSOL redigiu uma nota indicativa de uma neutralidade não-neutra: não apoia nenhum dos dois, mas <a href="http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/10/08/luciana-genro-pede-para-eleitor-do-psol-nao-votar-em-aecio.htm">recomenda não votar em Aécio Neves</a>. Políticos do partido, como <a href="https://www.facebook.com/MarceloFreixoPsol/posts/834538493253075?fref=nf">Marcelo Freixo</a> e <a href="https://www.facebook.com/jean.wyllys/photos/a.543112092403469.1073741832.163566147024734/759002504147759/?type=1">Jean Wyllys</a>, declararam apoio à Dilma, ainda que tentem destacar que este apoio não significa um endosso completo das políticas dela.</p>
<p>Curiosa situação é dos eleitores: nas redes sociais, é possível ver simpatizantes ou militantes do PSOL afirmando estarem votando no “menos ruim”, que em sua opinião seria Dilma, mas fazendo campanha abertamente em seu favor e chegando ao cúmulo de afirmar que “sua derrota seria a nossa derrota, a derrota dos movimentos sociais e da esquerda”. É uma dissonância cognitiva que pretende ver a vitória de Dilma com desgosto, mas que efetivamente trabalha pela continuidade do projeto de poder petista.</p>
<p>Uma derrota muito maior é saber que Dilma não sofrerá nenhuma represália e continua sendo vista como a representante das preocupações dessa mesma esquerda – em contraste ao elitismo do PSDB, que não percebem que é idêntico ao elitismo do PT. Não importa que Dilma e o PT sejam aliados estratégicos de grandes conglomerados corporativos, subsidiados através do BNDES. Não importa que tenha <a href="http://c4ss.org/content/26438">desapropriado</a> <a href="http://blogdojuca.uol.com.br/2014/05/carta-do-primeiro-encontro-dos-atingidos-pela-copa/">centenas de milhares de famílias</a> e criado zonas de monopólio que <a href="http://c4ss.org/content/28572">excluíssem brasileiros</a> para realizar a <a href="http://c4ss.org/content/27490">Copa do Mundo</a>. Não importam os direitos <a href="http://c4ss.org/content/26438">de populações indígenas e ribeirinhas</a> na Amazônia. Não importa nem mesmo que as políticas petistas contribuam para aumentar o déficit habitacional e empurrar os pobres cada vez mais para longe dos <a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/como-nao-fazer-politica-urbana-3066.html/">centros urbanos</a>. O que importa é a sinalização de oposição a uma elite – da qual o núcleo petista faz parte, na verdade.</p>
<p>Durante a Copa, Luciana Genro, candidata à presidência pelo PSOL, afirmou que <a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/poderepolitica/2014/06/1474887-entrevista-luciana-genro-psol.shtml">não era a hora de protestar</a>. A conveniência política de Luciana Genro e da esquerda universitária brasileira, porém, não entra na consideração das pessoas comuns. Foi por isso que falamos <a href="http://c4ss.org/content/28186">em defesa da desobediência civil</a> pela ocupação das zonas de exclusão da FIFA com livre comércio ambulante, bazares e outros estabelecimentos não-alinhados.</p>
<p>Tudo isso mostra a pior das características da esquerda brasileira: a fé servil no estado. Existe, dentro dessa esquerda, uma noção messiânica e leninista de partido político: o PT, apesar de toda injustiça e sofrimento que tenha de promover ao longo do caminho, simboliza as mudanças sociais e deve ser mantido no poder a todo custo.</p>
<p>É por coisas assim que o socialista libertário brasileiro <a href="http://www.libertarianismo.org/index.php/artigos/socialismo-politica/">Mário Ferreira dos Santos</a> dizia que a “política, como método de ação dos socialistas, é um método indireto, mediato, o qual exige a ação de intermediários” e que “o meio acaba tornando-se mais importante que o fim, pois tende a substituí-lo, e a luta emancipadora, tendente para um ideal final, acaba por endeusar os meios”. Mário observava que os partidos tendem a se preocupar mais com os meios que com os fins e que é por isso que a política “o processo mais falso de luta pela emancipação social”, onde nunca “se consegue atingir os fins desejados e, quando se consegue alguma coisa, é sempre apesar da política”.</p>
<p>A esquerda partidária pró-Dilma, atualmente, coloca os meios num pedestal e despreza os fins, divinizando o papel do PT na história brasileira como uma vanguarda supostamente revolucionária. Ao fazer isso, relativiza as absurdas injustiças cometidas perpetradas pelo seu governo.</p>
<p>Talvez esses militantes pensem que estão cumprindo uma missão histórica e isso lhes afague a consciência, mas certamente não devolve dignidade e moradia aos desapropriados e atingidos pela Copa em geral, nem devolve ao povo brasileiro os milhões que empresários subsidiados pelo governo receberam. O governo é o inimigo dos pobres e das minorias. Nenhuma pretensa vanguarda progressista pode negar esse fato.</p>
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