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		<title>A pergunta é: por que alguém confiaria no governo?</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2014 00:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Periodicamente, a queda persistente da confiança dos americanos no governo que ocorre desde a década de 1950 causa consternação dentro da centro esquerda. A apresentadora de talk show de rádio Leslie Marshall recentemente publicou um tweet, muito preocupada, sobre uma pesquisa que apontava que a porcentagem do público que confia no governo para &#8220;fazer a coisa certa&#8221; na maior parte do tempo ou &#8220;quase sempre&#8221; estava em 19% em 2013 (para dar um contexto, o pico porcentual ocorreu em 1965, com 77%). Ela apontava para um artigo de Julian Zelizer na CNN que <a href="http://www.cnn.com/2014/07/07/opinion/zelizer-watergate-politics/index.html%20">lamentava</a> a pouca fé no governo (&#8220;que é necessária para uma sociedade saudável&#8221;), afirmando que se trata de uma herança cultural da Guerra do Vietnã e do escândalo de Watergate e defendendo reformas políticas para combater a corrupção, restaurar a confiança do público e tornar o sistema político, mais uma vez, funcional.</p>
<p>Mas o que significa &#8220;funcional&#8221;? Sob que tipo de governo os americanos viviam em 1958 (quando a confiança do público estava em 73%) ou em 1965 (77%) antes que o Vietnã destruísse sua fé? Samuel Huntington, que compartilhava a preocupação de Zelizer com o declínio da confiança no governo, o descreveu bem em 1973, em um artigo para a Comissão Trilateral sobre a &#8220;crise de governabilidade&#8221; e o &#8220;excesso de democracia&#8221;. Para Huntington, o papel dos Estados Unidos no pós-guerra como &#8220;poder hegemônico na ordem mundial&#8221; dependia de um sistema doméstico de poder. Nesse sistema, os Estados Unidos &#8220;eram governados pelo presidente com o apoio e a cooperação de indivíduos-chave e grupos dentro do executivo, da burocracia federal, do congresso e nas empresas, bancos, firmas legais, fundações e veículos de mídia, que constituem o establishment privado&#8221;.</p>
<p>Os altos níveis de confiança pública, como naqueles bons e velhos tempos antes do Vietnã e de Watergate, eram necessários para manter esse sistema de poder estável. O papel adequado dessa hegemonia global, afirmava Huntington, requeria a capacidade de o estado &#8220;mobilizar, disciplinar e sacrificar seus cidadãos&#8221; em busca de objetivos sociais e políticos — o que requeria que os americanos confiassem no governo e não tentassem ver de muito perto o que de fato ele estava fazendo.</p>
<p>E o que ele fazia quando a confiança era tão alta? Logo que saiu da Segunda Guerra Mundial como potência global, os Estados Unidos começaram a recorrer a invasões diretas, golpes militares e esquadrões da morte quando os países se recusavam a cooperar com a ordem corporativa pós-guerra.</p>
<p>O tão exaltado &#8220;New Deal&#8221;, além de promover suficiente demanda agregada para estimular uma produção econômica massificada baseada no desperdício, também era uma maneira de alcançar o tipo de aprovação pública de que Huntington tanto sentia falta. &#8220;Finja que não está vendo quando nós derrubarmos Arbenz, Mossadeq, Sukarno e Diem e você poderá ter um tripex e um carro novinho!&#8221;</p>
<p>Eu me recordo muito bem do momento desde Watergate em que a confiança do público de que o governo &#8220;faria a coisa certa&#8221; passou dos 50%: 11 de setembro. O congresso deu a George W. Bush uma carta branca para lutar em qualquer lugar do muno para sempre e amém, em conjunto com poderes de estado policial que rivalizavam os de Hitler após o incêndio do Reichstag. O conhecido observador Dan Rather dizia na época: &#8220;Só me diga onde eu tenho que me apresentar, Sr. Presidente.&#8221;</p>
<p>Então, por que qualquer pessoa confiaria no governo dos Estados Unidos? Ele é a ferramenta da classe econômica dominante desde que os grandes mercadores, donos de títulos, barões de terras e senhores de escravos da Filadélfia o criaram. No pico da confiança do governo, ele promovia torturas, assassinatos, terrorismo e tirania para defender sua ordem mundial neocolonial — e ele nunca deixou de fazer isso. O estado tira vantagem sempre de qualquer aumento na confiança pública para aumentar suas atividades criminosas.</p>
<p>Portanto, talvez a desconfiança do governo não seja uma coisa tão ruim.</p>
<p><em>Traduzido para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
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