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	<title>Center for a Stateless Society &#187; classe dominante</title>
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	<description>building public awareness of left-wing market anarchism</description>
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		<title>A política está fora de moda — com razão</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2014 00:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[David S. D'Amato]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[John Della Volpe, Diretor de Pesquisas Eleitorais do Instituto de Política da Universidade de Harvard, recentemente observou que &#8220;em vez de serem empoderados para permanecerem ativos na política (&#8230;) os eleitores mais jovens infelizmente se tornam mais desiludidos e desconfiados de todas as coisas advindas de Washington&#8221;. Volpe cita uma pesquisa do Instituto de Política...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>John Della Volpe, Diretor de Pesquisas Eleitorais do Instituto de Política da Universidade de Harvard, <a href="http://www.cnn.com/2014/09/19/opinion/volpe-millennials-voting/">recentemente observou</a> que &#8220;em vez de serem empoderados para permanecerem ativos na política (&#8230;) os eleitores mais jovens infelizmente se tornam mais desiludidos e desconfiados de todas as coisas advindas de Washington&#8221;. Volpe cita uma pesquisa do Instituto de Política que mostra que a confiança dos jovens em &#8220;quase todas as instituições testadas&#8221; está em níveis absurdamente baixos, o que deveria nos surpreender e entristecer.</p>
<p>Para Volpe, a desconfiança dos jovens na presidência, no Congresso e no governo é um problema infeliz, algo a que os políticos devem prestar atenção, encontrando alguma maneira de nos inspirar de volta ao civismo.</p>
<p>Como um dos jovens da geração do milênio, contudo, eu gostaria de sugerir, presumindo que a pesquisa de Volpe seja de fato representativa, que nosso cinismo em relação à política — nossa desconfiança e desgosto por políticos e pelo governo federal — é uma resposta natural e saudável ao meio em que vivemos.</p>
<p>Gente como Volpe, evangelizadores devotos do culto da política, não conseguem acreditar que possamos nos preocupar com o bem estar de nossas comunidades sem nos preocupar com a eleição de um candidato de direita ou esquerda para um cargo no governo. São pessoas que não aceitam que alguns veem a política como aquilo que ela é: o idioma da força coercitiva e o meio pelo qual algumas pessoas dominam as outras. Ao contrário do que afirmam as garantias de John Della Volpe e aqueles que acreditam no sistema, a política não é uma forma boa ou mesmo legítima de confrontar os &#8220;desafios fundamentais de nosso tempo&#8221;.</p>
<p>A política é simplesmente um grupo que impõe suas regras e preferências sobre outro através do uso da força física. Ela pode parecer mais ou menos democrática, mais ou menos liberal, mas sempre é apenas uma fachada que esconde a conquista e o uso da força.</p>
<p>Deve ser difícil ser um não-anarquista sincero, porque essas pessoas devem se guiar pelos seus impulsos e caprichos ao se depararem com qualquer questão, utilizando respostas e distinções arbitrárias. Ao invés de empregar o princípio da soberania individual, devem sempre recorrer à conveniência. Quando a conveniência não basta, o que sobra são seus sentimentos e onde eles os levarem.</p>
<p>Esse parece um meio indesejável de análise (se é que podemos chamar de análise) das questões sociais, particularmente para os vizinhos dos não-anarquistas, a quem esses padrões inconstantes e não-científicos devem ser aplicados. Ainda assim, os anarquistas não fingem que todas as questões sociais podem ser resolvidas por recurso mágico à soberania do indivíduo, mas apenas que ele deva ser nosso norte e ponto de partida.</p>
<p>Ao estabelecermos nossos princípios anarquistas, permanecem sem dúvida inúmeras questões, ao redor das quais os anarquistas assumem diversas posições. Por exemplo, o que <em>é</em> a autoridade ou a agressão? A propriedade privada é uma manifestação da liberdade da autoridade ou uma instância da autoridade? Os anarquistas apresentam respostas variadas a estas e outras questões.</p>
<p>Mas nossas respostas diferem daquelas dos estatistas porque, mesmo ao discordarmos, buscamos chegar a um objetivo — a maximização da liberdade para cada indivíduo, social e economicamente. O estatismo, em contraste, significa controle, dominação, agressão e exploração, mesmo em suas formas mais brandas e liberais.</p>
<p>Se a geração do milênio realmente rejeita o processo político, devemos encarar esse fato com a atitude oposta à de John Della Volpe. Ao invés de olharmos para nossos governantes e para os pesos mortos que escrevem leis para interesses escusos, nós devemos olhar uns para os outros. Quando trabalhamos, cooperamos e fazemos comércio, fora das regras do establishment, estamos agindo da maneira mais cívica possível.</p>
<p>A aversão aparente da minha geração pela política não é apatia, mas uma repulsa ativa e motivada. Estou feliz em rejeitar a política e as pesquisas e estimulo meus colegas a me acompanharem na criação de algo novo e melhor fora desse velho e frágil sistema.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=32339&amp;md5=4ee7a70781b72b581cd59f97de3af357" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Com &#8220;quenianos anti-colonialistas&#8221; assim, quem precisa de imperialistas?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Apr 2014 22:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 2010, Newt Gingrich explicava que o presidente americano Barack Obama é &#8220;impossível de se entender&#8221; a não ser que usemos sua orientação ideológica &#8220;queniana e anti-colonial&#8221; para compreender suas bizarras ações. Porém, Obama tem sido incrivelmente bem sucedido em esconder seu profundo ódio ao colonialismo — ao ponto de elogiar a Europa, em discurso...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Em 2010, Newt Gingrich explicava que o presidente americano Barack Obama é &#8220;impossível de se entender&#8221; a não ser que usemos sua orientação ideológica &#8220;queniana e anti-colonial&#8221; para compreender suas bizarras ações. Porém, Obama tem sido incrivelmente bem sucedido em esconder seu profundo ódio ao colonialismo — ao ponto de elogiar a Europa, <a href="http://www.washingtonpost.com/world/transcript-president-obama-gives-speech-addressing-europe-russia-on-march-26/2014/03/26/07ae80ae-b503-11e3-b899-20667de76985_story.html">em discurso feito <span style="text-decoration: underline;">no último dia 26</span></a>, por dar ao mundo direitos humanos e democracia:</span></p>
<p style="padding-left: 30px;">[&#8230;] foi aqui na Europa, através de séculos de luta [&#8230;] que alguns ideais começaram a surgir: a crença de que, através da consciência e do livre arbítrio, cada um de nós tem o direito de viver como desejar. A crença de que o poder é derivado do consentimento dos governados [&#8230;].</p>
<p>David Graeber, antropólogo e pensador anarquista associado ao movimento Occupy Wall Street desde o princípio, tem muito a dizer sobre a ideia de que o auto-governo seja uma abstração tão grande que a raça humana sofria em sua ignorância até que alguns caras bem inteligentes em Atenas, Paris ou Filadélfia pensassem nela.</p>
<p>Em <em>Fragmentos de uma Antropologia Anarquista</em>, David Graeber argumenta que o auto-governo é algo praticado praticamente em todo lugar em grupos pequenos de pessoas comuns, porque, quando não há policiais ou exércitos para oprimir ninguém, ouvir as outras pessoas e estabelecer consensos é coisa mais sensata a se fazer. Esse tipo de tomada de decisões por consenso foi praticada em conselhos de vilarejos em todo o mundo durante toda a história e também por instituições populares que controlam recursos comuns, como estudou <a href="http://www.amazon.com/Governing-Commons-Evolution-Institutions-Collective/dp/0521405998">Elinor Ostrom</a>. Essas instituições populares resistiram por muito tempo depois de o estado ter sido sobreposto à sociedade — instituições de vilas como o Mir russo e sociedades de trabalhadores e associações mútuas, por exemplo. Quanto à ideia de que as pessoas devem ter igual voz nas decisões que as afetam, isso é intuitivo para quase todos.</p>
<p>Os acadêmicos ocidentais da história do pensamento político normalmente não consideram que coisas como &#8220;um conselho de um vilarejo sulawesi ou talensi&#8221; estejam &#8220;no mesmo nível de Péricles&#8221;. Talvez, como afirma Graeber, decisões majoritárias e votações &#8220;não sejam ideias tão incrivelmente sofisticadas que não teriam ocorrido a ninguém até que um gênio antigo as &#8216;inventasse'&#8221;. Talvez o modelo ocidental de democracia majoritária não tenha sido amplamente utilizado em sociedades igualitárias porque, sem a estrutura concentrada e coercitiva para forçar as decisões da maioria sobre a minoria, era mais sensato tomar decisões por consenso e evitar a polarização da comunidade em facções.</p>
<p>A democracia majoritária emergiu somente quando duas condições existiam: 1) a maioria das pessoas passou a achar que era uma boa ideia que tivessem voz em decisões que as afetassem; e 2) surgiu de um &#8220;aparato coercitivo capaz de executar essas decisões&#8221;. É, na realidade, bastante incomum que as duas condições existam ao mesmo tempo, porque em sociedades com valores geralmente igualitários, a própria existência da coerção sistemática é considerada errada. E onde quer que ela tenha existido, a coerção teve origem no fato de que um grupo de pessoas deliberadamente utilizavam a força para perseguir seus interesses às custas daqueles afetados por suas decisões. O estado surgiu como meio para privilegiar as classes que o controlavam e extrair rendimentos da maioria que era subjugada.</p>
<p>A democracia, enquanto ideologia moderna, surgiu em sociedades que já eram dominadas por estados coercitivos que privilegiavam os interesses da classe dominante. Sentimentos democráticos e igualitários geralmente foram cooptados por facções dissidentes dentro das classes dominantes ou por classes desejosas do poder para conseguir o apoio das classes mais baixas para derrubar o regime existente — e para que, depois, as novas classes dominantes instaurem uma democracia de fachada tendo elas próprias como guardiãs para governar a maioria de acordo com seus interesses.</p>
<p>É esse tipo de &#8220;democracia&#8221; que é defendida por Obama. Noam Chomsky a chama de &#8220;democracia de espectadores&#8221;: escolher entre candidatos que representam alas de disputa dentro da mesma classe dominante, escolhidos por essa mesma classe dentro de suas fileiras, e sentar e calar a boca depois do fim da eleição, quando as novas lideranças vão obedecer às ordens do Banco Mundial, do FMI e assinar o próximo tratado de &#8220;livre comércio&#8221; escrito por corporações transnacionais (seguindo os mesmos passos das lideranças anteriores). Se, por algum desastre, o governo de um país de fato passar a refletir algum tipo de democracia genuína que ameace os interesses do capital transnacional, Washington o declara um &#8220;estado terrorista&#8221; ou &#8220;estado falido&#8221; e manda seus funcionários da CIA, da <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/National_Endowment_for_Democracy">National Endowment for Democracy</a> e da <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Soros_Foundation">Fundação Soros</a> para miná-lo, ou estimula militares com laços com os EUA a derrubá-lo.</p>
<p>A verdadeira democracia existia muito antes do surgimento dos estados, já que os seres humanos viviam inicialmente em comunidades. E ela continuará a existir muito depois de o governo sumir.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26228&amp;md5=39db664428a22b3d1303ad7a33288c4b" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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