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	<title>Center for a Stateless Society &#187; capitalismo de estado</title>
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		<title>Por que o papa não está tão errado assim a respeito da desigualdade</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2014 00:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>As observações recentes do papa Francisco sobre a pobreza, a desigualdade e o capitalismo em sua missa aberta em Seul não foram muito bem recebidas em muitos círculos conservadores e libertários de inclinação direitista. O discurso do papa incluiu críticas ao crescimento da desigualdade e um apelo para &#8220;ouvir a voz dos pobres&#8221;.</p>
<p>Entre aqueles que discordaram está Keith Farrell, um coordenador do Estudantes Pela Liberdade na Universidade de Connecticut (“<a href="http://www.cityam.com/1408529504/why-pope-wrong-inequality">Why the Pope is Wrong on Inequality</a>&#8220;, City A.M., 21 de agosto). Ele acusa o papa de &#8220;usar os ricos como válvula de escape da pobreza mundial&#8221; e credita a Karl Marx a ideia de que &#8220;o sucesso de alguns prejudica os outros economicamente e que os ricos apenas se tornaram ricos às custas dos pobres&#8221;. Farrell cita um sul-coreano: &#8220;Se alguém ganhou uma fortuna por conta própria de forma justa e tem muito dinheiro, eu não acho que isso deva ser condenado&#8221;.</p>
<p>É uma hipótese interessante, mas quanto da concentração de renda da elite econômica foi adquirida &#8220;de forma justa&#8221;? Ao longo de seu artigo, Farrell implicitamente iguala o sistema sob o qual vivemos agora com a &#8220;liberdade econômica&#8221; e a &#8220;livre empresa&#8221;. É um exemplo do que eu chamo de &#8220;<a href="http://c4ss.org/content/15448">libertarianismo vulgar&#8221;</a>, a defesa do capitalismo corporativo existente como se fosse um livre mercado, com a retórica da livre competição usada para defender a riqueza e o poder econômico que os capitalistas corporativos conseguiram através de um sistema esmagadoramente estatista.</p>
<p>Marx não foi o primeiro a perceber que em uma sociedade de classes, governada por um estado classista, os ricos se tornam ricos às custas dos pobres. Provavelmente essa percepção já era óbvia a algum camponês sumério ou chinês que trabalhava de sol a sol para pagar os impostos aos clérigos. E muitos pensadores radicais de livre mercado — Thomas Hodgskin, Benjamin Tucker, Franz Oppenheimer — chegaram às mesmas conclusões mais recentemente. O sistema capitalista sob o qual vivemos é o herdeiro linear aos sistemas classistas estatais de milhares de anos de idade.</p>
<p>O &#8220;livre mercado&#8221;, longe de definir estruturalmente o capitalismo, opera em suas margens apenas até o ponto em que é compatível com os interesses das classes proprietárias que controlam o estado. Mesmo o suposto &#8220;laissez-faire&#8221; do século 19 dos Estados Unidos era uma superestrutura erigida sobre séculos de roubo — os cercamentos e a desapropriação dos camponeses, primeiro durante a industrialização do Ocidente e depois no mundo colonial, as restrições massivas ao movimento e à associação dos trabalhadores na Grã-BRetanha, o trabalho escravo e a tomada da riqueza mineral global. Hoje em dia, muitos dos frutos desses roubos, como títulos absenteístas a terras não-utilizadas, a propriedade corporativa dos recursos naturais do terceiro mundo e o monopólio do crédito e da moeda pelos donos da riqueza roubada, ainda são protegidos.</p>
<p>O capitalismo corporativo atual depende de ainda mais estatismo — &#8220;propriedade intelectual&#8221;, cartéis regulatórios e outras carreiras de entrada, além de subsídios massivos diretos como os do complexo militar-industrial, da aviação civil e dos sistemas rodoviários.</p>
<p>É verdade, como afirma Farrell, que os padrões de vida tenham aumentado em termos absolutos apesar do aumento da desigualdade. Mas as vantagens do progresso tecnológico são governadas pelo mesmo parâmetro de precificação de todos os monopólios: as corporações gigantes usam as patentes para cercar o progresso tecnológico e permitir que apenas parte dos benefícios em produtividade cheguem às classes trabalhadoras, para que ainda seja atraente para elas continuar a comprar, se apropriando do resto das rendas monopolísticas.</p>
<p>A afirmação de Farrell de que &#8220;o capitalismo levou liberdade e abundância&#8221; à Coreia do Sul também merece atenção. O capitalismo sul-coreano foi construído sobre as bases da ocupação militar americana por um regime militar instalado pela ocupação, que subsequentemente liquidou a sociedade semianarquista de comunas e fábricas autogovernadas que emergiu após a saída dos japoneses em 1945. Esse regime levou os anarquistas e os esquerdistas de todos os tipos para túmulos coletivos. Suas décadas de domínio não foram exatamente amigáveis à &#8220;liberdade econômica&#8221; de, digamos, trabalhadores coreanos que desejavam se sindicalizar.</p>
<p>É interessante que Farrell compartilhe uma premissa errônea com o papa Francisco: a de que a redução da desigualdade requer a &#8220;redistribuição de riquezas&#8221; pelo governo. Os dois estão errados. O que temos agora é o mesmo que uma redistribuição de renda para cima, com &#8220;impostos&#8221; sobre as classes produtivas na forma de rendas monopolísticas estatais que pagamos aos senhorios e capitalistas. Não precisamos da intervenção estatal para redistribuir renda para baixo. Precisamos da revolução para impedir o estado de redistribuir renda para cima.</p>
<p>É hora de os defensores do livre mercado pararem de agir como mercenários em defesa do sistema atual de poder e passarem a utilizar suas ideias de livre mercado para defender a verdadeira justiça econômica.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=30847&amp;md5=383354f3ef20ce1f050d07d3190e7ec2" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Copa para quem?</title>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2014 22:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Erick Vasconcelos]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com texto do jornalista <a href="http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/o-negociao-do-mineirao/" target="_blank">Leonardo Dupin no blog de Juca Kfouri</a>, a concessionária Minas Arena terá o direito de operar o estádio do Mineirão em Belo Horizonte por 25 anos, após &#8220;seu&#8221; investimento de R$ 654,5 milhões, com cerca de R$ 400 milhões pegos no BNDES. O acordo assegura que, em caso de prejuízo no negócio, o governo do estado de Minas Gerais terá que repassar até R$ 3,7 milhões por mês para o consórcio. Em 2013, ano em que a empresa registrou prejuízo em todos os meses, o estado repassou R$ 44,4 milhões para garantir os lucros corporativos.</p>
<p>Geralmente o governo não é tão direto na sua tentativa de inviabilizar prejuízos corporativos. Ao que parece, desta vez o estado brasileiro não achou necessário esquemas mirabolantes e decidiu simplesmente repassar dinheiro diretamente para os ricos.</p>
<p>Os consórcios que controlam os outros estádios da Copa fizeram negócios parecidos, com &#8220;investimentos&#8221; feitos com dinheiro generosamente emprestado pelo BNDES, a maior ferramenta de transferência direta de renda dos pobres para os ricos do Brasil. A presidente Dilma Rousseff têm aparecido em público e na TV para assegurar aos brasileiros de que o total gasto em estádios foi de &#8220;apenas&#8221; R$ 8 bilhões, com R$ 25 bilhões de reais no total para a Copa, a maioria aplicada em &#8220;empréstimos&#8221;, que retornarão para os cofres públicos.</p>
<p>Faltou contabilizar os subsídios de empréstimos e contratos de concessão. Faltou contabilizar todas as expulsões e maquiagens públicas para não mostrar nossos pobres para os turistas. Faltou contabilizar o estado policial esportivo que foi estabelecido desde o anúncio da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil.</p>
<p>A menos de um mês da Copa do Mundo, poucas bandeiras do Brasil decoram as janelas, poucas pinturas com o mascote do Mundial tomam os muros, a escalação da seleção foi cercada de pouca antecipação ou surpresa e pouco se fala de positivo sobre o campeonato. Todos os símbolos que sempre marcaram no Brasil as Copas que ocorriam em outros países parecem efetivamente ausentes do evento que, segundo o governo, seria a &#8220;Copa das Copas&#8221; em solo nacional.</p>
<p>O que tem sobrado são protestos, críticas e resistência, que culminaram, no último dia 15, com o <a href="http://www.huffingtonpost.co.uk/2014/05/16/brazil-kick-off-protest_n_5335785.html?utm_hp_ref=uk" target="_blank">Dia Internacional de Luta Contra a Copa</a> (15M). Protestos tomaram muitas das capitais do Brasil, acompanhados de greves de professores, de funcionários do transporte público e, em Pernambuco, até da polícia. Digna de nota também foi a participação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, que tem os maiores motivos para reclamar: a Copa é o ápice de um modelo de urbanização que expulsa os pobres dos centros urbanos e empurra o valor do trabalho ainda mais para baixo.</p>
<p>O governo, como sempre, tenta pintar a administração do PT como anos desenvolvimento ininterrupto, mas a lua de mel acabou. Não importa quem vencerá o torneio, o capitalismo corporativo já é campeão.</p>
<p>Nada ilustra melhor esse fato do que o processo de gentrificação do Maracanã, agora local frequentado exclusivamente pela elite, onde os torcedores devem assistir futebol sentado, tirar a camisa após o gol é proibido, foguetes são inseguros e bandeiras têm que estar de acordo com o livro de regras da FIFA. Se nem o futebol é mais como nós o jogávamos, só resta a dúvida do 15M: Copa para quem?</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=27490&amp;md5=2735e5d44d77a575b6b7526103c0c3fa" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Com &#8220;socialistas&#8221; como os da Lawrence &amp; Wishart, quem precisa de capitalistas?</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2014 22:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>No último exemplo de um fenômeno tão antigo quanto o estado, Stan McCoy — ex-chefe de representação comercial dos Estados Unidos especializado em &#8220;propriedade intelectual&#8221;, que escreveu o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_Comercial_Anticontrafação">Acordo Comercial Anticontrafação</a> e o capítulo sobre PI da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Parceria_Trans-Pacífica">Parceria Trans-Pacífica</a> — acaba de receber um confortável emprego na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Motion_Picture_Association_of_America">Motion Picture Association of America</a> (MPAA). Ele é apenas um entre dezenas de representantes de comércio dos Estados Unidos que assumiram novas posições dentro de grupos industriais no ano passado.</p>
<p>É por isso que é perda de tempo dedicar esforço e recursos para trabalhar dentro do sistema e moldar as leis. Fazê-lo é o mesmo que lutar contra o inimigo de acordo com as regras dele, em território desfavorável, onde ele possui a vantagem de poder preparar suas defesas.</p>
<p>Os teóricos de guerra da Blitzkrieg alemã possuíam uma expressão, Schwerpunkt, para o ponto decisivo em que uma formação militar penetrava as linhas de frente das forças inimigas e imediatamente atravessava a concentração principal de inimigos, a isolava e cercava pela retaguarda. John Robb, um dos principais teóricos dos modelos militares integrados da &#8220;quarta geração&#8221;, cunhou o termo &#8220;Systempunkt&#8221; para o fenômeno análogo dentro de conflitos em rede.</p>
<p>Na Segunda Guerra Mundial, as campanhas de bombardeios dos Aliados sobre a Alemanha destruíam infraestruturas inteiras — uma usina elétrica, cabos de força, pontes, ruas, ferrovias etc —, uma de cada vez. Elas eram capazes de executar a tarefa extremamente custosa de destruir essas infraestruturas inteiras, quilômetro por quilômetro, por conta de sua esmagadora superioridade aérea e produção industrial muito maior. O conceito do Systempunkt, por outro lado, é ilustrado pela Al Qaeda no Iraque, com a prática de atacar apenas alguns nódulos chave de infraestrutura, os quais — embora representem 1% ou menos do total da infraestrutura física — torna inutilizáveis os outros 99% que permanecem intocados. É uma estratégia muito mais eficiente.</p>
<p>Para aqueles que lutam pela liberdade de informação e por outros movimentos associados à economia sucessora, a tentativa de combater os interesses já estabelecidos através do controle do estado é como a tentativa de tomar o controle de toda a infraestrutura do país, quilômetro a quilômetro. São como um exército que tenta destruir por completo a infraestrutura inimiga quando não apenas não possui superioridade material em relação ao inimigo, mas também é superado em números numa proporção de 10 para 1 — ou até de 100 para um. É completamente insano.</p>
<p>Nós somos capazes de tornar o estado corporativo inoperante usando talvez somente 1% dos recursos necessários à captura do estado através do processo político, através do ataque à sua capacidade de repassar subsídios, promover privilégios e estabelecer monopólios às grandes empresas. A capacidade de atuação é o Systempunkt da economia capitalista de estado.</p>
<p>A indústria de conteúdo proprietário e todos os outros negócios que ganham dinheiro através da extração de rendas com patentes, copyrights e marcas registradas sempre controlarão as políticas de &#8220;propriedade intelectual&#8221; do estado. É para isso que o estado existe. A tentativa de combater seu dinheiro e sua influência política com as regras do sistema seria análoga a jogar recursos no lixo. Por uma pequena fração do mesmo dinheiro e esforço, podemos fazer as patentes e os copyrights se transformarem em letra morta por meio de criptografia mais forte, servidores proxy, downloads via torrent e movendo a hospedagem de websites para países que não recebem ordens da MPAA e da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Recording_Industry_Association_of_America">RIAA</a> (é por isso que o Centro por uma Sociedade Sem Estado, para o qual eu escrevo este artigo, está levando seu site para a Islândia).</p>
<p>Quando o governo americano tomou o domínio do Wikileaks, milhares de servidores em todo o mundo (inclusive o C4SS) responderam fazendo um mirror do site. E milhares de pessoas blogaram e tuitaram o endereço numérico do IP dos sites do Wikileaks em vários países para que as pessoas pudessem acessá-lo diretamente pelo IP, em vez de utilizar o domínio. Então, quando o governo americano tomou nomes de domínio em massa de supostos sites &#8220;transgressores&#8221;, em nome da indústria musical e cinematográfica, a Mozilla Foundation desenvolveu extensões para o navegador Firefox para driblar os nomes dos domínios e acessar diretamente o endereço numérico de IP dos sites. Como afirmou Bruce Sterling, passamos a &#8220;tratar a lei como dano e contorná-la&#8221;.</p>
<p>Agora existe o BitTorrent Sync, um utilitário que permite que quaisquer duas pessoas que o tenham instalado e saibam uma senha comum possam transferir torrents diretamente de um computador a outro, com criptografia segura nas duas pontas. É como o que acontece quando você usa seu cursor para mover um arquivo até o ícone do Dropbox — mas a informação não está armazenada num local permanente dentro da nuvem e está criptografado. Trata-se de um sistema de compartilhamento de arquivos totalmente computador-para-computador, P2P. Assim, não importa o que dizem a Parceria Trans-Pacífica e outras leis draconianas pró-copyright. Se duas pessoas possuírem o BitTorrent Sync, elas podem compartilhar um arquivo. Os grandes produtores de conteúdo perderam a guerra, de uma vez por todas. Estão mortos — apenas não sabem ainda.</p>
<p>O que me leva a um acontecimento recente interessante: Lawrence &amp; Wishart, uma editora de esquerda que possui os direitos para a enorme edição em língua inglesa dos trabalhos coletados de Marx e Engels (de mais de 50 volumes), exigiu que o Arquivo Marxista na Internet — uma incrível biblioteca virtual que não inclui apenas as obras de Marx e Engels, mas também uma coletânea impressionante de outros autores, como Rosa Luxemburgo, Antonio Gramsci, C.L.R. James e Walter Rodney — retirasse de seu site os trabalhos coletados até o dia 30 de abril. Feliz Dia do Trabalho, camaradas!</p>
<p>Qualquer pessoa que tenha alguma familiaridade com a internet podia prever o que aconteceria: uma enorme reação da esquerda para a qual a Lawrence &amp; Wishart estava completamente — e naturalmente — despreparada. No dia 21 de abril, publicaram uma nota em seu site, choramingando por terem sido sujeitos a uma &#8220;campanha online de perseguição&#8221; porque haviam &#8220;pedido para seus direitos autorais&#8221; (snif!) &#8220;serem respeitados&#8221;.</p>
<p>Tirando a desprezível demonstração de auto-piedade e a absurda noção de que estão certos nesta questão, a declaração reflete, mais do que tudo, falta de tino empresarial. &#8220;Em última análise, ao pedir que a L&amp;W abra mão de seus direitos autorais a esta edição em particular dos trabalhos de Marx e Engels, [o Arquivo Marxista] e seus apoiadores estão pedindo para que a L&amp;W, uma das últimas editoras radicais e independentes do Reino Unido, cometa suicídio institucional&#8221;. Isso é pura conversa fiada. A edição física dos trabalhos coletados, se comparada em conjunto ao invés de volumes separados, é vendida por £ 1.500, o que é equivalente a mais de R$ 5.600. Se a Lawrence &amp; Wishart conseguir mostrar que alguma pessoa, em qualquer lugar do mundo, tenha deixado de gastar mais de cinco mil reais na edição em papel completa dos trabalhos de Marx e Engels por causa da edição disponível no Arquivo Marxista, eu comerei minha mão esquerda — crua e sem sal. A edição dos trabalhos coletados não custam a Lawrence e Wishart nem mesmo uma só venda. A edição online só compete com uma visita à uma biblioteca universitária e é mais propaganda para a versão em papel. Em outras palavras, Lawrence &amp; Wishart é dominada pela mesma estupidez abjeta das indústrias musical e cinematográfica — isto é, as <i>agonizantes</i> indústrias musical e cinematográfica.</p>
<p>Não só essa editora é tão estúpida quanto as indústrias de músicas e filmes, mas sua tentativa de limitar a disseminação de informações livres e infinitamente replicáveis está sendo tão fracassada quanto a tentativa daquelas indústrias falidas. Não há dúvidas de que serão feitos mirrors para o Arquivo, com seu conteúdo atual, em muitos sites em todo o mundo. Neste interim, porém, todo o conteúdo em inglês do Arquivo Marxista — inclusive a edição dos trabalhos de Marx e Engels — está disponível para download no <a href="https://thepiratebay.se/torrent/6231000/Marxists.org_-_full_English_language_archive">The Pirate Bay</a>. Os próprios trabalhos coletados estão disponíveis como arquivo .zip no <a href="http://www.sendspace.com/file/l7wx0o">Sendspace</a>. Tenho uma cópia deste último no meu disco rígido e funciona perfeitamente bem — os arquivos abrem no navegador e são exatamente iguais à versão online. Recomendo que qualquer pessoa que imagina que em algum momento do futuro possa ter interesse em acessar os trabalhos coletados online faça isso imediatamente — e que compartilhe com amigos através do BitTorrent Sync!</p>
<p>Fique com seu copyright, Lawrence &amp; Wishart, se o quer tanto. Eu adoro o cheiro de capitalistas queimando pela manhã.</p>
<p><em>Traduzido do inglês para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26768&amp;md5=29400260a8313875be49c145f030d438" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Por que eu odeio o governo e não sou o maior fã de Bob Garfield</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Feb 2014 23:23:01 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A estupidez, ela dói!&#8221; É só uma figura de linguagem, claro, mas, às vezes, a frase é quase literalmente verdadeira. A carta de amor de Bob Garfield ao estado (&#8220;<a href="http://www.slate.com/articles/news_and_politics/politics/2014/02/why_i_love_big_government_a_valentine_for_big_gov.html">I Luv Big Gov</a>&#8220;, publicado em Slate em 15 de fevereiro) chega muito perto. Direitistas convictos são mais fáceis de se lidar. São pessoas que gostam das coisas terríveis que o governo faz porque são pessoas terríveis. Sabem que o governo é um grupo de criminosos uniformizados especializados no uso da força e no assassinato de pessoas e se regozijam com esse fato, porque veem o mundo por lentes hobbesianas, onde vigora a lei da selva. Aqueles indivíduos da centro esquerda, porém, tentam encaixar o mundo em suas concepções positivas e róseas e a experiência é de revirar o estômago.</p>
<p>O pior é que Garfield, como a maioria dos centro-esquerdistas, é incapaz de perceber a proximidade da relação entre o que ele considera as partes &#8220;boas&#8221; do governo (a aquisição da Louisiana, a &#8220;proteção contra o terrorismo&#8221; etc) e o que ele chama de &#8220;erros&#8221; (um século de defesa da escravidão, os golpes de estado orquestrados pela CIA etc).</p>
<p>Garfield elogia o governo por &#8220;acabar com a escravidão&#8221; ao mesmo tempo em que afirma que sua defesa anterior do escravagismo é algo pelo qual ele não deve responder. A defesa da escravidão, porém, era inerente ao arranjo constitucional original e teria persistido indefinidamente se não ocorresse uma série de acidentes improváveis. A abolição foi resultado exclusivo desses acidentes. Os democratas, em 1860, eram um partido esmagadoramente pró-escravidão e continuariam sendo até onde se podia prever. Eles só perderam porque os fanáticos pró-escravidão mais insanos tiveram um racha com a maioria mais moderada e deram a eleição presidencial para Lincoln. E mesmo com a vitória de Lincoln, a maioria democrata no Congresso era garantia e, na prática, faria com que Lincoln se limitasse a um mandado sem possibilidade de reeleição e empurraria o Partido Republicano para o rodapé dos livros de história, não fossem os fanáticos do extremo sul dos EUA estúpidos ao ponto de iniciar um movimento de secessão e dar aos republicanos a maioria do governo. O governo dos Estados Unidos nos anos 1850 era um grande protetor do regime escravocrata, tendo fortes leis contra a fuga de escravos, a censura de propaganda abolicionista pelo correio e uma mordaça contra debates sobre o assunto no Senado. Assim ele teria continuado, se não fossem os impulsos suicidas das próprias forças pró-escravidão.</p>
<p>Igualmente, é absolutamente estarrecedor que Garfield não perceba a conexão entre a &#8220;boa&#8221; aquisição da Louisiana, o &#8220;erro&#8221; que foi a escravidão e o &#8220;erro&#8221; que foi o Caminho das Lágrimas, a campanha de limpeza étnica promovida no país contra os nativos norte-americanos. O interesse primordial que Jefferson promovia com a compra da Louisiana era o dos agricultores do Velho Sudoeste, que desejavam navegar no rio Mississippi e precisavam de uma saída segura por Nova Orleans para suas exportações agrícolas (por exemplo, de algodão). Exatamente os mesmos agricultores cuja gana pelas terras das cinco tribos civilizadas Andrew Jackson mais tarde acomodaria.</p>
<p>Quanto à &#8220;garantia da expansão para o oeste&#8221;, por onde começo? Sinceramente, eu não deveria nem ter que chamar a atenção para esse fato, mas havia pessoas que de fato já viviam no território da Louisiana. E os rendimentos da venda foram usados por Napoleão para financiar o massacre em larga escala dos escravos que lutavam por sua liberdade no Haiti.</p>
<p>Garfield, como a maioria ingênua dos social-democratas (chamados &#8220;liberais&#8221; nos Estados Unidos), elogia medidas governamentais &#8220;progressistas&#8221; tomadas inteiramente para servir aos interesses de plutocratas e de grandes empresas, como o &#8220;pagamento das dívidas da Guerra Revolucionária&#8221;, executado por Hamilton. Historiadores de esquerda como Charles Beard e Merrill Jensen têm algo a dizer a respeito da cobrança de impostos de pequenos fazendeiros para pagar as dívidas de guerra por seu valor nominal, no momento em que os ricos especuladores que as portavam as haviam comprado por um valor depreciado, a alguns pence por libra.</p>
<p>A &#8220;progressista&#8221; Ferrovia Transcontinental talvez tenha sido o maior programa corporativista da história americana, realizado não só através da emissão de dívidas do governo, mas também com a concessão de terras às ferrovias numa área equivalente ao tamanho da França. O crescimento da economia corporativista no final do século 19 e a integração da energia elétrica em fábricas de produção em massa gigantescas – em contraposição a um modelo descentralizado em distritos, como teria ocorrido sem as intervenções – foi resultado direto dos subsídios ao transporte de longas distâncias.</p>
<p>A Lei da Propriedade Rural (em inglês, <em>Homestead Act</em>) não foi um &#8220;programa de redistribuição de terras&#8221;. Os reais donos das terras ocidentais &#8211; isto é, a porção efetivamente vaga de terras que não era ocupada pelos povos nativos &#8211; teriam sido os pequenos fazendeiros que as cultivaram sem a permissão de ninguém. Ao invés disso, o governo americano tomou as terras do estado mexicano na cessão de Guadalupe-Hidalgo e permitiu seletivamente que os colonos se estabelecessem em algumas partes dela, mantendo o resto das terras como reserva para rodovias ou para arrendar a preços camaradas para os lobbies das madeireiras, mineradoras, empresas de petróleo e pecuária. Finalmente, a política de terras do governo americano, quando efetivamente permitia a apropriação de terras, simplesmente chancelava o que já aconteceria de qualquer maneira e cobrava uma imposto sobre isso. A maior parte da distribuição de terras foi um programa de assistência a indústrias extrativistas.</p>
<p>A referência à cumplicidade do HSBC com &#8220;a lavagem de dinheiro perpetrada pelos cartéis de drogas&#8221; é especialmente cômica. Sabem quem mais tem interesse no dinheiro lavado pelos cartéis? A CIA, que o utiliza para operações secretas ao redor do mundo, como o financiamento de grupos de extermínio na América Central.</p>
<p>A justaposição da &#8220;proteção contra o terrorismo&#8221; e &#8220;erros&#8221; como os golpes de estado orquestrados pela CIA é particularmente risível. Se não fosse pelo suporte dos EUA a golpes de estado, a ditaduras militares e a grupos de extermínio em todo o mundo – todas ações para proteger as corporações globais das interferências locais – e não fosse o governo americano o maior aliado e financiador do regime de apartheid que ocupa a Palestina desde 1948, não haveria qualquer terrorista de que se defender.</p>
<p>O governo não &#8220;protege a população dos monopólios&#8221;. Ele cria monopólios ao restringir legalmente a concorrência. Foram projetos de infraestrutura subsidiada como o sistema de ferrovias, de aviação civil (criado inteiramente com recursos estatais) e de rodovias que permitiram que as empresas externalizassem seus gastos de transporte de longas distâncias e custos de atacado, consolidando-se em escala nacional. Foram as leis de &#8220;propriedade intelectual&#8221; que permitiram que as corporações cartelizassem suas indústrias através da troca e da combinação de patentes (como fizeram a GE e a Westinghouse) e são as patentes e marcas registradas que, atualmente, permitem que corporações transnacionais mantenham controle sobre bens produzidos em manufaturas exploratórias e cobrem 200 dólares por tênis que custam US$ 5 para serem produzidos no Vietnã.</p>
<p>Em um ponto, contudo, Garfield fala uma verdade &#8211; que infelizmente ele pensar ser uma coisa boa. Ele se refere ao papel do governo em promover aquilo que ele falsamente chama de &#8220;livre iniciativa&#8221;, ao fornecer infraestrutura subsidiada e socializar o custo de reprodução de recursos humanos para corporações que pagam salários ridículos. Sim, o governo realmente faz isso. Mas patrocinar a dominação das grandes empresas é um problema.</p>
<p>E quanto a todas as redes de proteção social? Tratam-se de medidas secundárias, muito menores, tomadas para compensar as quantidades absurdas de dinheiro que a classe corporativa extrai dos trabalhadores e consumidores através de seus rendimentos monopolísticos subvencionados pelo estado. As grandes corporações e a plutocracia extraem a riqueza dos trabalhadores, consumidores e pagadores de impostos numa escala sem precedentes, tudo com a ajuda direta e participação do governo dos Estados Unidos – que, então, toma uma pequena parcela dos espólios e repassa uma pequena parte para impedir que a fome e a miséria cheguem a níveis politicamente desestabilizadores e que ameacem a sobrevivência do capítalismo corporativo. Ufa, obrigado, Tio Sam!</p>
<p>O estado é o comitê executivo da classe dominante. Tudo que ele faz de bom para as pessoas comuns é efeito colateral de todo o mal que causa ou é, na verdade, uma tentativa de consertar parcialmente os problemas criados pela promoção dos interesses das grandes corporações que o controlam. Os social-democratas não entendem isso. Já esquerdistas verdadeiros, como os libertários de esquerda, entendem.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a title="Posts by Erick Vasconcelos" href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos" rel="author">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=24824&amp;md5=c1525cfb1eb8a6282cc2e7b771ab4f19" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Noam Chomsky, Deslumbrado por el Espectáculo Bolivariano</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Feb 2014 19:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante un discurso en las Naciones Unidas en el 2006, Hugo Chávez acusó al ex presidente de EE.UU. George W. Bush de ser «el diablo» mientras alzaba en sus manos una ejemplar de Hegemonía o Supervivencia: El Dominio Mundial de Estados Unidos, catapultando el libro en la lista de best-sellers de Amazon.com. Por su parte,...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Durante un discurso en las Naciones Unidas en el 2006, Hugo Chávez acusó al ex presidente de EE.UU. George W. Bush de ser «el diablo» mientras alzaba en sus manos una ejemplar de <em>Hegemonía o Supervivencia: El Dominio Mundial de Estados Unidos</em>, catapultando el libro en la lista de best-sellers de Amazon.com.</p>
<p>Por su parte, Chomsky ha declarado en varias ocasiones que Chávez llevó a cabo una ruptura revolucionaria con el pasado político de Venezuela, especialmente en relación con las políticas sociales del estado para con los pobres, haciendo eco del discurso chavista fundacional de la «revolución bolivariana».</p>
<p>En <a href="http://www.diagonalperiodico.net/antigua/PDF_25/04y05diagonal25-web.pdf">una entrevista con el periódico español Diagonal</a> en marzo de 2006 Chomsky declaró que «por primera vez el país está utilizando&#8230; recursos energéticos para su desarrollo&#8230; en la construcción, la salud&#8230;». Así mismo, en <a href="http://www.jornada.unam.mx/2005/12/10/index.php?section=opinion&amp;article=034a1mun">un artículo de opinión para La Jornada de México</a> en el 2005, escribió que «es sólo ahora con el presidente Chávez&#8230; [que] la medicina se ha convertido en algo real para la mayoría de los pobres».</p>
<p>El mes pasado, <a href="http://www.miguelangelsantos.blogspot.com.ar/2014/01/a-more-comprehensive-note-on-my-meeting.html">hablando con el economista venezolano Miguel Ángel Santos </a>, Chomsky reiteró su punto: «Durante muchos años Venezuela estuvo dominada por élites que&#8230; cosechaban todos los beneficios de las bonanzas petroleras mientras marginaban a los pobres&#8230; Chávez se enfrentó a eso&#8230;».</p>
<p>Lamentablemente, Chomsky ignora hechos básicos de la historia contemporánea de Venezuela. No hay nada de revolucionario en las políticas sociales chavistas.</p>
<p>En <a href="http://libcom.org/blog/book-review-venezuela-revolution-spectacle-rafael-uzcátegui-09092011">La Revolución como Espectáculo</a>, Rafael Uzcátegui, co-editor del periódico anarquista venezolano <a href="http://www.nodo50.org/ellibertario/">El Libertario</a>, presenta una enorme cantidad de datos que muestran que hasta principios de los años 80, cuando los precios del petróleo comenzaron un descenso sostenido que drenó la capacidad del Estado venezolano para sostener los subsidios masivos que apaciguaban a las masas desde 1958 y en última instancia condujo al Caracazo en 1989 (una ola de disturbios durante el segundo gobierno de Carlos Andrés Pérez en la que miles de personas fueron asesinadas por los militares), las políticas de bienestar eran tan omnipresentes, y a veces más efectivas, que las que caracterizaron al período chavista.</p>
<p>Limitaremos la mirada a las dos áreas mencionadas por Chomsky, vivienda y asistencia sanitaria (Uzcátegui aplica un análisis similar para una amplia gama de políticas sociales).</p>
<p>Según los datos del censo nacional, los proyectos de vivienda del estado redujeron las chabolas como porcentaje del total de viviendas del 37,18% en 1961 al 12,56% en 1990. La penetración de la red eléctrica pasó del 58,16% en 1961 al 76,59% en 1981. El acceso a agua potable aumentó del 46,7% en 1961 al 68,74% en 1981.</p>
<p>El gobierno de Chávez construyó un promedio de 26.000 hogares por año entre 1999 y 2008. El promedio de la década de los 90 fue mucho más alto, alcanzando 64.000 por año.</p>
<p>Las «Clínicas Populares» y «Hospitales del Pueblo» creados por la famosa Misión Barrio Adentro, un programa ampliamente publicitado como pionero en dar acceso a los pobres a la atención médica, son hoy incapaces de proporcionar tratamiento para cualquier dolencia más compleja que una fractura ósea.</p>
<p>Para los tratamientos críticos la gente debe acudir a la vieja red de hospitales construidos durante la Cuarta República, que en 1980 alcanzó una de las coberturas más amplias de la región con 2,7 camas por cada mil habitantes, pero que hoy está prácticamente en ruinas.</p>
<p>Esto se tradujo, entre otras tragedias, en que las mujeres más pobres de Venezuela diesen a luz en condiciones inhumanas durante el período 1998-2008, y en una tasa de 16% de mortalidad materna debida a abortos clandestinos para el 2010.</p>
<p>La otra cara del argumento de Chomsky, que Venezuela antes de Chávez estaba dominada por élites que cosechaban la mayor parte de la bonanza petrolera, es cierta pero irrelevante. La Venezuela de hoy sigue estando dominada por élites, aunque nuevas: la llamada boliburguesía, ricos y poderosos gracias a sus conexiones políticas o su participación directa en el todopoderoso estado bolivariano.</p>
<p>En realidad, la élite chavista es mucho más corrupta, autoritaria e inepta que sus predecesores de la Cuarta República. Si el monopolio del uso de la fuerza y ​​la administración de la justicia es la característica más básica y definitoria del estado, Venezuela hoy fácilmente puede ser descrita como un estado fallido: La epidemia de violencia que azota al país <a href="http://www.economist.com/blogs/americasview/2014/01/violence-venezuela">dejó un saldo de casi 25.000 asesinatos en el 2013</a>, <a href="http://www.independent.co.uk/news/world/americas/former-miss-venezuela-monica-spear-and-british-exhusband-shot-dead-by-robbers-9045050.html">más del 90% sin resolver </a>.</p>
<p>Hugo Chávez no era un revolucionario. Más bien profundizó el modelo de socialdemocracia petro-estatista imperante en Venezuela desde 1958 hasta un nivel sin precedentes. Y también, como sostiene Uzcátegui en su libro, ejecutó magistralmente el arte del espectáculo demagógico como nadie antes que él &#8211; espectáculo que dejó totalmente deslumbrado a Noam Chomsky, a pesar de su toda su fuerza intelectual y analítica .</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=24414&amp;md5=56ef77dca4f16ece934f27d275a5764f" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Cómo Argumentar Involuntariamente Contra el Sistema de Educación Pública</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Sep 2013 20:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[En un artículo reciente, Allison Benedikt sostuvo, como señala el título, que “Si Envías a tu Hijo a una Escuela Privada, eres una Mala Persona” (Slate, 29 de Agosto). Luego aclara: “No tan malo como un asesino – pero malo por dañar una de las instituciones más esenciales de nuestra nación en vez de paraobtener...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>En un artículo reciente, Allison Benedikt sostuvo, como señala el título, que <a href="http://www.slate.com/articles/double_x/doublex/2013/08/private_school_vs_public_school_only_bad_people_send_their_kids_to_private.html">“Si Envías a tu Hijo a una Escuela Privada, eres una Mala Persona”</a> (Slate, 29 de Agosto). Luego aclara: “No tan malo como un asesino – pero malo por dañar una de las instituciones más esenciales de nuestra nación en vez de paraobtener lo que es mejor para tu hijo”.</p>
<p>El plan de acción adecuado, dice, es sacrificarse por el equipo. “Creo que si cada padre envía a su hijo a la escuela pública, éstas mejorarían. No sucedería inmediatamente. Puede llevar generaciones. Tus hijos y tus nietos probablemente tengan una educación mediocre mientras tanto, pero valdrá la pena, para el bien común”.</p>
<p>Además, dice, inclusive incuso si tu escuela pública local es desagradable bastante mala, tus hijos probablemente no sufran demasiado. Después de todo, si eres el tipo de padre selectivo que prefiere enviar a su hijo a una escuela privada, probablemente le estés proveyendo el tipo de soporte que él necesita para hacer el bien a pesar de ir a una escuela mediocre.</p>
<p>Benedikt trae su propia mala experiencia para cerrar el trato. Ella fue a una escuela mediocre, nunca aprendió demasiado de las cosas sofisticadas de la preparatoria, y en consecuencia no aprendió demasiado en la universidad. Sin embargo acabó “perfectamente bien”. Inclusive si ni siquiera leyó a Walt Whitman en la escuela secundaria, obtuvo el beneficio de la socialización con otros grupos de niños – por ejemplo, “embriagándose luego de los partidos de básquet con chicos que vivían en el parque de casas rodantes”.</p>
<p>El punto es el siguiente: el hecho de que Benedikt pudiera escribir algo tan completamente falto de pensamiento crítico es una prueba de que no acabó “perfectamente bien”. Si tiene un punto de vista tan convencional y acrítico sobre el rol funcional de las instituciones sociales, eso prueba que es el resultado del tipo de productos que las escuelas están diseñadas para producir en masa. Si “una de las instituciones más esenciales de nuestra nación” significa “esenciales para los intereses de la gente que dirige la nación”, tiene toda la razón.</p>
<p>Las escuelas públicas son, tal como fueron originalmente fundadas en el siglo XIX, fábricas de procesamiento de recursos humanos. Su propósito es suministrar trabajadores obedientes al estado y empleados obedientes a los empresarios. Los productos ideales son funcionarios lo suficientemente inteligentes como para desempeñar sus tareas asignadas, pero no lo suficientemente inteligentes para analizar críticamente el sistema o su rol dentro de él.</p>
<p>El propósito de la educación pública moderna es fundamentalmente nocivo: inculcar una visión de la sociedad organizada alrededor de gigantescas corporaciones, agencias gubernamentales centralizadas y otras jerarquías autoritarias como algo natural e inevitable – “las cosas son como son” – y la aceptación del rol propio dentro de la sociedad como un reflejo del mérito.</p>
<p>¿Suena exagerado? Los primeros sistemas de escuela pública fueron organizados en Nueva Inglaterra por la época en que las fábricas textiles necesitaban gente condicionada a obedecer órdenes, comer u orinar en un abrir y cerrar de ojos, y obedecer alegremente órdenes de alguien detrás de un escritorio. Miremos la literatura sobre educación pública desde principios del siglo XX, abundantemente citada en el trabajo de críticos como John Taylor Gatto y Joel Spring. La literatura de la educación pública de ese período es explícita sobre el rol de las escuelas en formar productos humanos perfectamente socializados para estar satisfechos con su rol de pieza de máquina manejada por otros individuos.</p>
<p>¿Y esos chicos del parque de casas rodantes de los que hablaba Benedikt? El sistema está preparado para procesar chicos como ellos (según la terminología de Aldous Huxley en Un Mundo Feliz) en obedientes Gammas, manejados por Betas acríticos y alegres como ella.</p>
<p>Más aún, la idea de que todos deben adherirse voluntariamente como manadas a una institución autoritaria y mediocre para que todos tengan tener el incentivo de hacer de ella una institución un poco mejor, es perversa. La belleza de la tecnología de comunicaciones distribuida y la libre réplica de información digital es que ya no es necesario meter a todos en el mismo paquete, y coordinar sus esfuerzos dentro de alguna una institución común para hacer cualquier cosa. Las escuelas públicas están construidas sobre un modelo industrial de producción en masa, que consiste en centralizar las personas para ser procesadas con un limitado y uniforme menú de información. Pero una cantidad casi infinita de educación puede ser ahora obtenida al instante a un costo casi nulo.</p>
<p>Es como decir “si todos dejan de usar la Internet y se obligan a sí mismos a confiar en las cadenas de noticias CBS, NBC y ABC, van a estar más pendientes de que la Doctrina de la Imparcialidad se aplique como indica la ley”. Si todos nos obligamos a nosotros mismos a confiar en un arcaico dinosaurio de la edad industrial y su producto de talla única, tendremos un incentivo para asegurarnos de que el producto homogeneizado no es sea tan malo.</p>
<p>Si fuésemos tan solo medios para el fin de hacer florecer a las escuelas públicas, sería un buen argumento. Pero no lo somos.</p>
<p>Artículo original publicado por <a href="http://c4ss.org/content/21116" target="_blank">Kevin Carson el 30 de agosto de 2013</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por Federico Otero, editado por <a href="http://es.alanfurth.com">Alan Furth</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=21357&amp;md5=4bc95f2729b6c213f866fa2ccf087d18" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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