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	<title>Center for a Stateless Society &#187; anarquistas</title>
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		<title>Obama quer derrotar o Estado Islâmico — mas não tanto</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Aug 2014 00:00:57 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A administração Obama recentemente anunciou uma política de intervenção limitada no Iraque, usando ataques com <em>drones</em> para impedir a conquista de áreas curdas autônomas pelo Estado Islâmico (ISIS). O aliado principal dos Estados Unidos na região é o Governo Regional do Curdistão liderado por Massoud Barzani e o suporte americano contra o Estado Islâmico se limita às áreas curdas dentro do Iraque.</p>
<p>O concorrente principal de Barzani pela lealdade do povo curdo é Abdullah Ocalan, o líder do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK), que é ativo em todos os quatro países com minorias curdas significativas.</p>
<p>Quando liderava o PKK, que era originalmente marxista-leninista, de dentro de uma prisão na Turquia, Ocalan estudou o trabalho do anarquista Murray Bookchin e adotou uma variação de sua filosofia &#8220;municipalista libertária&#8221; (que ele denominou &#8220;confederalismo democrático&#8221;). A filosofia de Bookchin chamou a atenção de Ocalan no meio de uma onda de interesse no pensamento libertário socialista entre os nacionalistas curdos após a queda da União Soviética. Ocalan via o confederalismo democrático — também influenciado por lutas horizontalistas como a do EZLN mexicano — como alterativa ao capitalismo corporativo ocidental e à economia de controle soviética.</p>
<p>O confederalismo democrático se tornou a base para o Grupo de Comunidades no Curdistão, uma tentativa do PKK de administrar territorialmente as áreas curdas. Trata-se de um modelo muito próximo às democracias diretas federadas buscadas por Bookchin, espelhadas na Comuna de Paris, nos sovietes que surgiram na Rússia depois da Revolução de Fevereiro e nas células anarquistas locais da Revolução Espanhola. A economia é governada por uma mistura de autogestão pelos trabalhadores e planejamento participativo. As mulheres são importantes nas unidades municipais e de milícia e têm lutado valentemente — por motivos compreensíveis — contra o Estado Islâmico.</p>
<p>O PKK é listado ainda como uma organização terrorista por conta de sua insurreição violenta contra o governo turco, embora tenha mantido uma trégua com a Turquia durante o ano passado e tenha ganho significativa autonomia territorial nas áreas curdas do leste turco. Desde a trégua, o PKK moveu a maior parte de suas milícias para o Curdistão iraquiano em abril.</p>
<p>O apoio ao PKK seria provavelmente muito mais efetivo se Obama realmente quisesse parar a penetração do Estado Islâmico no Curdistão iraquiano, especialmente dada a paz do partido com a Turquia e a independência de facto das áreas curdas no nordeste da Síria. O PKK e milícias aliadas na Síria têm tido muito mais sucesso militar contra as forças do Estado Islâmico do que o Exército Livre da Síria, que é apoiado pelo Ocidente. O PKK defendeu as áreas dos Yazidis do Curdistão iraquiano e realocou os civis em risco quando as forças Peshmerga de Barzani se dissolveram. Os combatentes do PKK da Turquia evitaram a queda de Kobane no Curdistão sírio, que está além das linhas de comunicação entre as áreas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Ocalan e o PKK, ao contrário de Barzani, têm apoio popular em todo o Curdistão, não só na sua região iraquiana.</p>
<p>Isso tem pouca probabilidade de acontecer, porém. A única coisa pior que uma vitória do ISIS, para o estado americano seria uma demonstração da alternativa tanto ao capitalismo corporativo quanto ao socialismo de estado, baseada no descentralismo, na democracia direta e na autogestão.</p>
<p>O Curdistão tem muito em comum com a Coreia do pós-guerra. No vácuo de poder deixado pela saída das forças japonesas da península coreana, como escreve o companheiro de C4SS William Gillis (&#8220;<a href="http://aaeblog.com/2008/05/25/anarchocide-in-south-korea/">Mass Graves</a>&#8220;, reproduzido no <em>Austro-Athenian Empire</em>, 25 de maio de 2008), &#8220;algo incrível aconteceu. Os anarquistas coreanos, defensores de longa data das lutas de resistência, surgiram e formaram uma federação nacional de conselhos municipais e de trabalhadores para supervisionar um projeto enorme de reforma agrária&#8221;. As autoridades de ocupação soviéticas no norte rapidamente impediram o projeto, liquidando o projeto anarquista e instalando o regime de Kim. As forças americanas foram significativamente mais lentas, dando à Coreia um intervalo de paz e liberdade. Ao chegarem, porém, os comandantes militares americanos &#8220;não tinham protocolos para lidar com federações regionais e comunas anarquistas&#8221;. Assim, eles restauraram a propriedade das terras para a aristocracia expropriada e ajudaram os senhores a estabelecerem um governo militar. Com o começo da Guerra da Coreia, o assassinato dos anarquistas e de outros esquerdistas pelo regime militar, que já ocorria antes, foi multiplicado. Pelo menos 100 mil suspeitos anarquistas, socialistas e comunistas ou simpatizantes foram enterrados em valas comuns.</p>
<p>O estado americano preferiria que o ISIS não vencesse. Mas, assim como os fazendeiros em <em>A Revolução dos Bichos</em> de George Orwell, os homens têm um interesse em comum com os porcos que passa por cima de todos os outros: eles não querem que os &#8220;animais&#8221; — ou seja, as pessoas comuns — governem a si mesmos.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31186&amp;md5=58a2d726161fd178c8bb4d54bfb779db" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>1º de maio: Um feriado libertário</title>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2014 22:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Os americanos foram condicionados a considerar o 1º de maio, o Dia do Trabalho, um &#8220;feriado comunista&#8221;, associado até recentemente com paradas militares na Praça Vermelha e &#8220;cumprimentos fraternais&#8221; dos líderes dos regimes marxistas-leninistas em nome de seus povos. Pode ser surpreendente pensar que se tratava, originalmente, de um feriado americano, criado pelos trabalhadores de Chicago para celebrar a campanha pela jornada de oito horas diárias e os mártires de Haymarket.</p>
<p>Talvez seja ainda mais surpreendente — tanto mais para os libertários atuais — notar que o 1º de maio é parte da herança do movimento libertário de livre mercado. Isso é contraintuitivo por alguns motivos óbvios. Desde Ludwig von Mises e Ayn Rand, o libertarianismo americano é associado — não sem razão — a uma defesa reflexiva do capitalismo e das grandes empresas. Apesar do realinhamento político à direita do movimento de livre mercado durante o século 20, havia uma grande esquerda de livre mercado no século 19, com laços estreitos aos movimentos socialista e trabalhista.</p>
<p>As origens do liberalismo clássico no Iluminismo coincidiam fortemente com as do movimento socialista original. Vários autores, como o britânico Thomas Hodgskin e os anarquistas individualistas americanos (ou anarquistas de Boston) reunidos em torno de Benjamin Tucker e da revista <em>Liberty</em>, pertenciam tanto aos grupos libertários de livre mercado quanto ao socialismo libertário. Em sua opinião, o capitalismo era um sistema em que o estado intervia em favor de latifundiários e outros rentistas, defendendo seus direitos de propriedade artificiais, monopólios e outros tipos de escassez artificiais, de onde se derivavam os lucros, juros e rendas. Para eles, o objetivo concreto do socialismo era a abolição desses monopólios, que permitiria que a competição no mercado pela oferta de capital e terras levasse seus rendimentos a zero, para que o salário natural do trabalho fosse seu produto completo.</p>
<p>Talvez não seja tão surpreendente que esses autores tivessem proximidade ou fossem participantes ativos nos movimentos socialista e trabalhista. Benjamin Tucker, embora se intitulasse socialista, era bastante indiferente às organizações trabalhistas. Ele considerava a organização contra os grandes donos de terras e o estabelecimento de bancos mútuos de crédito gratuito as formas de organização principais formas de ativismo — e era particularmente agnóstico quanto a que formas de associação as pessoas escolheriam numa economia livre desses monopólios.</p>
<p>Porém, vários participantes do grupo de anarquistas de Boston e do círculo da revista <em>Liberty</em> eram ativos na Liga de Reformas Trabalhistas de New England ou na União Nacional Trabalhista de William Sylvis, e mais tarde na Liga de Reformas Trabalhistas Americana. Havia também um contingente significativo de individualistas na <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/International_Working_People's_Association">Associação Internacional de Trabalhadores</a> (formada por anarquistas que se retiraram da Primeira Internacional, que foi tomada por seguidores de Marx) e no movimento nacional e nas greves gerais pela jornada diária de oito horas. Alguns individualistas importantes nos movimentos políticos socialista e trabalhista eram Ezra Heywood, William Greene, Joshua King Ingalls e Stephen Pearl Andrews.</p>
<p>Individualistas como Dyer Lum mais tarde tentaram construir pontes com o movimento trabalhista radical. Lum tentou unir a análise econômica individualista e o ativismo trabalhista radical. Envolveu-se com os <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Knights_of_Labor">Cavaleiros do Trabalho</a> e com a <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/American_Federation_of_Labor">Federação Americana do Trabalho</a>. Lawrence Labadie passou a promover ideias anarco-individualistas e mutualistas dentro dos sindicatos industriais — primeiro na <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Western_Federation_of_Miners">Federação de Mineiros do Oeste</a> e depois junto aos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Industrial_Workers_of_the_World">Wobblies</a>.</p>
<p>A ligação comum que se faz do Dia do Trabalho com os partidos marxistas-leninistas e os regimes comunistas reflete uma vitória ideológica esmagadora dos defensores do capitalismo corporativo do século 20. Nos Estados Unidos, o contra-ataque ideológico começou com o culto à bandeira e o juramento nos anos 1890, continuou com o movimento pela &#8220;americanização&#8221; dos espaços de trabalho e das escolas públicas e culminou com a histeria belicista e a ameaça vermelha da administração Wilson, além das táticas de terror da Legião Americana, da Ku Klux Klan e dos Esquadrões Vermelhos locais.</p>
<p>Essa vitória ideológica foi conectada a outra vitória mais recente: a associação do &#8220;livre mercado&#8221; e da &#8220;livre empresa&#8221; ao capitalismo corporativo na opinião pública e a crença (promovida pelos gerencialistas autoritários do movimento progressista que roubaram o nome &#8220;liberal&#8221;) de que o estado regulatório são adversários em vez de aliados.</p>
<p>O 1º de maio não é só um dia para reclamar o Dia do Trabalho como um feriado essencialmente liberal e libertário, mas para afirmar que o livre mercado é o inimigo do poder e do capitalismo corporativo.</p>
<p><em>Traduzido do inglês para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26904&amp;md5=2ffefd5303ac8607414474d168a5f1db" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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