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	<title>Center for a Stateless Society &#187; anarquismo de mercado</title>
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	<description>building public awareness of left-wing market anarchism</description>
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		<title>O papel dos comuns em um livre mercado</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Aug 2014 01:15:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O termo &#8220;anarquismo de mercado&#8221; pode dar a alguns a falsa impressão que anarquistas de mercado defendem uma sociedade organizada primariamente em torno do nexo monetário. Em parte, isso se deve ao fato de que uma das definições do termo &#8220;mercado&#8221; é igual à do mercado como instituição: refere-se à esfera das trocas. Ela também pode refletir o fato de que muitos anarcocapitalistas, que até recentemente eram aqueles que atraíam a maior parte da atenção dentro do meio, tendem a enfatizar a operação de empresas dentro do nexo monetário como forma primária de organização social.</p>
<p>Nós, anarquistas de mercado, levamos esse nome pelo fato de que, ao contrário dos libertários comunistas, sindicalistas e outros anarquistas explicitamente antimercado, vemos as trocas voluntárias do mercado como uma forma perfeitamente válida de organizar a vida econômica. Mas isso não significa que o nexo monetário será a forma predominante de organização dentro de uma sociedade sem estado. Como David Graeber mostrou em seu livro <em>Debt</em>, o nexo monetário se torna a forma dominante de organização da vida econômica somente em sociedades baseadas na conquista militar e na escravidão.</p>
<p>Como anarquistas, almejamos uma sociedade em que todas as funções são organizadas, nas palavras de Kropotkin, por &#8220;acordos livres entre vários grupos, territoriais e profissionais, constituídos livremente para a produção e o consumo, além da satisfação das várias necessidades e aspirações de uma pessoa civilizada&#8221;. Isso inclui os mercados. Também inclui economias sociais e da dádiva, produção P2P e redes horizontais de todos os tipos.</p>
<p>Os comuns (também chamados pelo termo inglês &#8220;commons&#8221;) podem ser a forma mais eficiente de organizar algumas funções econômicas. Isso é provavelmente verdadeiro em relação a recursos não-renováveis como minerais e todos os tipos de recursos compartilhados como florestas, pastos e pisciculturas, que Elinor Ostrom dedicou sua carreira a estudar. É certamente verdadeiro em relação à informação, que é infinitamente replicável a um custo marginal zero.</p>
<p>Mercados são melhores para a esfera de produção e distribuição de bens replicáveis, mas somente a um custo em esforço. Mas mesmo dentro dessa esfera de bens produzidos pelo trabalho humano de oferta elástica, os bens e serviços que são mais adequados à produção em pequena escalas podem ser organizados fora do nexo monetário, através de várias organizações sociais primárias: sindicatos locais, sociedade mútuas, projetos de coabitação e compostos de família estendida ou multifamílias, associações de bairro, comunidades intencionais e outras unidades sociais usadas para partilha de recursos, custos e riscos.</p>
<p>A precificação em dinheiro deve ser a opção preferível em casos que envolvem insumos produtivos (por exemplo, microprocessadores) que requerem grandes fábricas e áreas de mercado, além de bens que sejam distribuídos por longas distâncias e envolvem certa anonimidade (como formas de produção que requerem máquinas mais caras e uma rede de distribuição que cobre toda uma cidade).</p>
<p>Mesmo no caso da produção para o nexo monetário, em uma sociedade genuinamente livre sem direitos de propriedade artificiais, escassez artificial, monopólios e outros privilégios garantidos pelo estado, podemos esperar que formas cooperativas e autogestionárias de produção sejam muito mais comuns que no presente e que ocorram em um ambiente em que a maior parte dos trabalhadores tenham a opção de se retirar para os comuns por algum tempo e se recusem a trabalhar para ofertas que não sejam de seu agrado (como os camponeses ingleses faziam antes dos cercamentos, que podiam aceitar o trabalho agrícola assalariado ou abandoná-lo e subsistir através dos comuns).</p>
<p>É também importante lembrar que a troca monetária ocorrerá em um contexto em que os bancos não mais possuem um monopólio sobre a emissão de crédito e sobre os meios de troca.</p>
<p>Os anarquistas de mercado, como todos os anarquistas, partem da premissa de que as pessoas comuns encontram e trabalham umas com as outras como iguais, decidindo sem coerção como combinar seus esforços para atender às suas necessidades mútuas. Isso pode ocorrer através da troca dos produtos de seu trabalho, pela produção cooperativa ou pelo compartilhamento. O principal, como David Graeber argumentou, é que as formas de organização surjam através de um processo aberto de interação entre iguais em que nenhuma das partes tem o poder de usar a força armada para compelir os outros a obedecer sua vontade.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31128&amp;md5=13570e465c9aa4f40ff8c58175187c3f" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>El rol de los bienes comunales en un mercado libre</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2014 20:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>El término “anarquismo de mercado” puede causar en algunas personas la impresión equivocada de que los anarquistas de mercado conciben una sociedad organizada principalmente alrededor del nexo del dinero. En parte esto se debe a que una definición del término “mercado” se equipara al mercado como institución: a la esfera del intercambio. Puede reflejar también el hecho de que muchos anarcocapitalistas, que hasta hace poco acapararon la mayor parte de la atención, tienden a enfatizar a las empresas que operan bajo el nexo del dinero como la principal forma de organización social.</p>
<p>Nosotros los anarquistas de mercado tomamos nuestro nombre del hecho de que, a diferencia de comunistas libertarios, anarcosindicalistas y otros anarquistas que expresamente no son de mercado, vemos el intercambio mercantil voluntario como una forma perfectamente válida de organizar la vida económica. Pero esto no significa que el nexo del dinero vaya a ser la forma de organización predominante en una sociedad sin Estado. De hecho, como David Graeber ha mostrado en su libro <em>Deuda</em>, el nexo del dinero se convierte en la forma dominante de organizar la vida económica sólo en sociedades basadas en la conquista militar y la esclavitud.</p>
<p>Como anarquistas concebimos una sociedad en la cual todas las funciones son organizadas, en palabras de Kropotkin, por “acuerdos libres pactados entre los diversos grupos, territoriales y profesionales, constituidos libremente en pro de la producción y el consumo, y también para la satisfacción de la infinita variedad de necesidades y aspiraciones de los seres civilizados”. Esto incluye los mercados. También incluye las economías sociales y las economías del regalo, el trabajo colaborativo y las redes horizontales de todo tipo.</p>
<p>El comunal puede que sea la forma más eficiente de organizar algunas funciones económicas. Esto es puede que sea cierto para los recursos no renovables como los minerales, y para los bienes comunes renovables como bosques, pastos y caladeros, al estudio de los cuales Elinor Ostrom dedicó su carrera. Es desde luego cierto para la información, que es replicable infinitamente a coste marginal cero.</p>
<p>Los mercados son más apropiados para las esferas de la producción y la distribución que involucren bienes que sean replicables, pero sólo al coste del esfuerzo. Pero incluso dentro de esta esfera de bienes producidos por el trabajo humano cuya oferta es elástica, los bienes y servicios que se ajustan mejor a la producción a pequeña escala podrían perfectamente organizarse fuera del nexo del dinero, a través de varias organizaciones sociales primarias: sindicatos locales y mutuas, comunidades familiares o multifamiliares y proyectos de covivienda, asociaciones vecinales, comunidades intencionales, y otras unidades sociales de puesta en común de ingresos, costes y riesgos.</p>
<p>La tasación monetaria probablemente sería la opción más deseable en los casos que impliquen insumos (por ejemplo, microprocesadores) que requieran de instalaciones de producción caras y grandes áreas de mercado, y de otros bienes que sean distribuidos a lo largo de grandes distancias o requieran un relativo anonimato (como las formas de producción que requieran maquinaria más cara y una red de distribución que abarque una ciudad entera).</p>
<p>Incluso en el caso de la producción orientada al nexo del dinero, en una sociedad genuinamente libre sin derechos de propiedad artificiales, escasez artificial, monopolios y otros privilegios protegidos por el Estado, podemos esperar que las formas de producción cooperativas o autogestionarias sean mucho más comunes que hoy en día, y que tengan lugar en una atmósfera en la que la mayoría de los trabajadores tengan la opción de retirarse al comunal por un tiempo y rechazar ofertas de trabajo que no sean de su gusto (como hicieron los campesinos ingleses antes del Cercamientos, los cuales podían elegir entre aceptar el trabajo asalariado o abandonarlo y subsistir en el comunal).</p>
<p>También es importante recordar que el intercambio monetario tendrá lugar en un contexto en el que los bancos ya no tendrán un monopolio garantizado por el Estado en el tema del crédito y los medios de intercambio.</p>
<p>Los anarquistas de mercado, como todos los anarquistas, parten de la premisa de que la gente común y corriente considera a los demás como iguales, y decide sin coerción la mejor forma de trabajar juntos para cubrir sus necesidades mutuas. Esto puede ser mediante el intercambio del producto de su trabajo, produciendo cooperativamente o compartiendo. Lo importante, como ha argumentado el anarquista David Graeber, es que sean cuales sean las formas de organización que emerjan lo harán a través de un proceso indefinido de interacción entre iguales y en el que ninguna de las partes pueda hace uso de la fuerza para obligar a otros a obedecer sus deseos.</p>
<p>Artículo original <a href="http://c4ss.org/content/30862">publicado por Kevin Carson el 25 de agosto de 2014</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por Tomás Braña.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31062&amp;md5=46281693acd082c42ae75be052cbdcec" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A ação direta como empreendedorismo</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Apr 2014 22:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Jeff Ricketson]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O empreendedor é elogiado com bastante frequência no discurso político atual. Os conservadores os consideram modelos de comportamento, exemplos da ética de trabalho protestante. Os social-democratas celebram os empregos que eles criam na economia. Os libertários de todos os matizes os adoram por sua independência e seu papel central no funcionamento dos mercados. Ao que...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O empreendedor é elogiado com bastante frequência no discurso político atual. Os conservadores os consideram modelos de comportamento, exemplos da ética de trabalho protestante. Os social-democratas celebram os empregos que eles criam na economia. Os libertários de todos os matizes os adoram por sua independência e seu papel central no funcionamento dos mercados. Ao que parece, apenas os defensores dos vários tipos de socialismo estatista são antagônicos aos empreendedores.</p>
<p>São elogios merecidos, como explicado por Joseph Schumpeter. Schumpeter foi um economista austríaco que estudava o empreendedorismo e teve bastante influência nas ideias sobre o papel do empreendedor na economia. Os empreendedores schumpeterianos unem os recursos econômicos de formas novas e inovadoras, criando mais valor com menos recursos. Isso permite que os recursos que agora são excedentes seja usados para a satisfação de outras preferências. Numa analogia com a biologia, os empreendedores são a fonte das mutações adaptativas no mercado.</p>
<p>Contudo, mesmo empresários não-schumpterianos atendem a necessidades que não estão sendo satisfeitas. São os empreendedores que reconhecem uma preferência que não está sendo atendida e redirecionam recursos de preferências de menor importância para aquelas demandas mais urgentes. Uma pessoa que abrir uma loja de animais de estimação aquático não estará fazendo nada de excepcionalmente novo ou inovador, mas se seu negócio tiver sucesso, ela dará acesso a outras pessoas a bens que, normalmente, elas não teriam a possibilidade de obter. Nesse processo, os empreendedores melhoram a qualidade dos outros através da introdução dos meios para satisfazer um número maior de preferências mais importantes. Na biologia, esses empresários são análogos ao processo reprodutivo.</p>
<p>Uma ideia menos bem recebida no discurso popular é a da ação direta, por bons motivos. A ação direta intencionalmente contorna o âmbito do discurso. Ela simplesmente ignora a opinião pública e trabalha para alcançar seus fins fora dos sistemas convencionais, para que os ativistas possam trabalhar em prol das sociedades que desejam sem a necessidade de persuadir quem tem o poder. &#8220;Ação direta&#8221; é uma expressão nebulosa. Em seu âmbito se encontram o agorismo, greves, organização comunitária, desobediência civil, filmagens de policiais etc. Qualquer ação conjunta contra um problema social está dentro da alçada da ação direta.</p>
<p>É importante ressaltar que a ação direta não é defesa intelectual. Ela não pretende mudar opiniões. Parte de seu sucesso enorme em vários locais está precisamente no fato de que ela força os outros a cessarem seus comportamentos ilegítimos. Quando tem sucesso, isso ocorre não por causa da aprovação daqueles que estão no poder, mas por ser uma ferramenta que força as mudanças apesar da desaprovação do sistema existente.</p>
<p>Em um sentido, a conexão entre o empreendedorismo e ação direta já foi estabelecida. O agorismo busca construir alternativas a instituições opressivas pelo empreendedorismo e não se importa com a opinião de seus participantes a respeito do sistema que está sendo modificado. Porém, o empresário schumpeteriano numa empreitada agorista deve reconhecer e defender o fato de que seu negócio debilita as instituições existentes. É, em parte, por causa desse reconhecimento que o agente no mercado é capaz de perceber as oportunidades de lucro e agir como empreendedor.</p>
<p>A ação direta enquanto atividade empresarial tem recebido pouca atenção. O agorismo pode ser visto como uma forma empreendedora de ação direta, mas também podemos compreender a ação direta como uma forma de empreendedorismo. O empreendedorismo schumpeteriano melhora as condições sociais através da criação de valor a partir de algo de menor valor. Ele faz isso pela substituição de tecnologias antigas e ineficientes por alternativas melhores. Esse é o objetivo da ação direta, embora não através do que se entende normalmente por tecnologia. A ação direta funciona porque ela desmonta os arranjos institucionais existentes, empregando o que Schumpeter chamou de &#8220;destruição criativa&#8221;. Métodos social e economicamente ineficientes acabam sendo destruídos quando uma pequena minoria se recusa a utilizá-los como pretendido. Os novos sistemas são mais fortes que seus antecessores porque as pessoas têm menos motivos para se opor a eles. As novas regras maximizam a utilidade social com maior eficiência, dando às pessoas motivos melhores para atuar dentro delas.</p>
<p>Por exemplo, veja os esforços do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos ao utilizar a desobediência civil. Ao ignorar as regras legais e sociais que existiam e exigirem as liberdades que mereciam, os participantes foram capazes de precipitar mudanças sociais. Criaram um sistema no qual mais negros tinham motivos para participar numa economia dominada por brancos. Esse incentivo à destruição dos vestígios de segregação foi efetivo em evitar seu renascimento. A maioria das pessoas atualmente vê os benefícios de ter mais pessoas participando ativamente na economia. A nova estrutura é percebida como mais eficiente, tanto na alocação de bens econômicos e na satisfação de desejos sociais que sua predecessora, quanto em espaço para aperfeiçoamentos e descobertas. O novo modelo suplantou o antigo e a inovação melhorou a vida de todos aqueles que vivem sob o novo paradigma.</p>
<p>Israel Kirzner, outro austríaco cuja pesquisa focava nos empreendedores, destacava o fato de que os empreendedores, em sua destruição criativa schumpeteriana, descobriam novas informações. Para abrir uma empresa como um empreendedor schumpeteriano, deve-se possuir informações que ninguém mais possui. Essa ignorância &#8220;radical&#8221; é o motivo pelo qual o empreendedor de Schumpeter é importante. Ele mostra aos outros uma forma de melhorar suas vidas que era radicalmente ignorada anteriormente.</p>
<p>A ação direta revela informação oculta pela ignorância radical. Parte de pertencer a uma classe privilegiada é seus membros não perceberem os próprios privilégios. O privilégio cega seus beneficiados a sua existência. Graças a isso, as pessoas que sofrem em condições de opressão social devem se esforçar para convencer os privilegiados que seu lugar na sociedade é produto de sistemas ilegítimos de opressão. Infelizmente, isso é o mesmo que um empreendedor tentar convencer a todos de que eles poderiam se beneficiar de uma invenção compreendida apenas por ele próprio. Em ambos os casos, é mais fácil demonstrar a eficiência da mudança proposta. A ação direta faz isso forçando as mudanças com a construção de sistemas alternativos para seus participantes.</p>
<p>É interessante perceber que, de forma global, a humanidade jamais regrediu tecnologicamente. Houve longos períodos de estagnação em alguns locais e a vilanização da academia em outros, mas nunca um passo para trás coletivo. Além disso, em lugares onde de fato houve regressos, sempre houve um regime repressivo de normas culturais ou estruturas governamentais. Isso se deve, em parte, a forças schumpeterianas. Novas ideias e melhores teorias levam a uma maior eficiência dos arranjos sociais e econômicos, que levam a sua adoção. Como ocorre normalmente, é difícil colocar o gênio de volta na lâmpada. É por isso que os anarquistas têm futuro. A ineficiência do estado deverá desmontá-lo e nossas ideias estarão presentes quando isso acontecer. Até então, é nosso trabalho rodar nosso tear cada vez mais rápido para fazer uma rede cada vez mais forte. A ação direta é capaz de fazer ambos.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26348&amp;md5=8ede45f9f158e4a3d3fb30d852638c4f" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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