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	<title>Center for a Stateless Society &#187; anarquía</title>
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	<description>building public awareness of left-wing market anarchism</description>
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		<title>O capitalismo seria capaz de formar exércitos privados e se reconstruir?</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2015 23:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na NAASN, uma lista de emails para acadêmicos anarquistas, Wayne Price (cuja resenha de meu livro eu respondi aqui) respondeu da seguinte forma à proposta de outro participante de &#8220;abolir o estado e ver se o capitalismo sobrevive até o amanhecer&#8221;: É isso que a maioria das pessoas provavelmente pensa que os anarquistas defendem: a...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na NAASN, uma lista de emails para acadêmicos anarquistas, Wayne Price (cuja resenha de meu livro eu respondi aqui) respondeu da seguinte forma à proposta de outro participante de &#8220;abolir o estado e ver se o capitalismo sobrevive até o amanhecer&#8221;:</p>
<blockquote><p>É isso que a maioria das pessoas provavelmente pensa que os anarquistas defendem: a sociedade da forma que já existe, mas sem a polícia.</p>
<p>O que ocorreria (se essa transformação ocorresse magicamente) seria a recriação do estado pelos capitalistas &#8212; isso seria tão provável quanto a ruína do capitalismo. As grandes corporações logo estabeleceriam suas forças policiais (&#8220;forças de segurança&#8221;, policiais de aluguel) e as fundiriam ou permitiriam que as mais fortes se sobrepusessem às outras. Enquanto isso, a Máfia organizaria rapidamente suas próprias forças. Uns ou outros (ou uma combinação deles) se tornariam o novo estado, ou pelo menos tentariam fazê-lo.</p>
<p>O fato é que o estado e o capitalismo estão completamente interligados, junto com todos os outros sistemas de opressão (racismo, sexismo, nacionalismos, etc). Eles se complementam e se apoiam em todo um sistema de opressões. Eu penso neles como um jogo de pega-varetas. Algumas varetas estão mais centralizadas na pilha (particularmente o estado e o capitalismo), mas todos se complementam. Todos devem ser derrubados e desmantelados.</p></blockquote>
<p>Esse é um argumento muito comum e a exposição de Price é a melhor que já vi.</p>
<p>Primeiramente, eu devo dizer que não vejo muita utilidade em imaginar um cenário de abolição do estado, antes de mais nada. Afinal, a não ser como experimento mental, a ideia de um &#8220;botão mágico&#8221; para abolir o estado é estúpida. E, como afirma Price, o cenário é irrelevante precisamente porque o estado, o capitalismo e outros aspectos do sistema estão completamente integrados. Como ele, eu vejo a estrutura do sistema como um jogo de pega-varetas. O estado e o capitalismo são os mais centrais, mas eu iria além e diria que o estado é mais central que o capitalismo e o capitalismo seria fatalmente enfraquecido sem o estado.</p>
<p>A proposta um tanto jocosa de &#8220;ver se o capitalismo sobrevive até o amanhecer&#8221;, acredito eu, não era uma proposta de deixar a economia da forma como ela existe menos o estado, mas era uma sugestão de que sem a intervenção constante do estado, as grandes empresas definhariam como uma lesma com sal nas costas.</p>
<p>Eu acredito que tanto o capitalismo corporativo e o estado, da maneira que o conhecemos, são parte do mesmo sistema moribundo e que cairão juntos. O capitalismo morre porque depende cada vez mais do estado para subsidiar seus insumos e para proteger seus monopólios como a &#8220;propriedade intelectual&#8221;, sobre a qual seus modelos de negócio dependem cada vez mais. E o estado está morrendo porque a quantidade de capital necessária para esses subsídios cresce mais do que ele é capaz de prover, levando-o à falência; porque a tecnologia torna a proteção desses monopólios muito mais difícil; e porque a fase cultural de transição associada à comunicação em rede está destruindo o consenso sobre o qual a aura de legitimidade do estado depende.</p>
<p>Também considero o cenário que Price coloca, em que o capitalismo reconstitui o estado através de forças de segurança privadas, como altamente improvável. primeiramente, o capitalismo não surgiu sem a existência prévia do estado e sem o uso de seu poder para desenvolvê-lo. Na Europa, isso se deu com o cercamento dos campos abertos e pastos comuns, com o domínio das cidades livres por monarquias absolutas com exércitos com armas de fogo, a criminalização da ajuda mútua, da livre associação e da livre movimentação por trabalhadores. No resto do mundo, o que ocorreu foi a transferência do controle de todo o Sul para mãos europeias, a expropriação de todas as suas terras para a produção para exportação, a extração de suas riquezas minerais, a escravização de suas populações e a supressão da indústria doméstica nas colônias.</p>
<p>Em segundo lugar, o capitalismo já está morrendo, apesar da existência do estado, porque o crescimento de suas demandas por subsídios já ultrapassaram a capacidade que o estado tem para provê-los.</p>
<p>O objetivo do estado capitalista é a externalização dos custos, que são repassados aos pagadores de impostos. Várias categorias de propriedade (cujos custos de exclusão de ocupantes excedem a receita provável da propriedade) são apenas possíveis porque são custeadas pelos pagadores de impostos. O capitalismo em geral depende de externalidades &#8212; da externalização de custos e riscos sobre os pagadores de impostos, em vez de pagá-los através das receitas. O capitalismo é lucrativo somente porque seus custos de operação e riscos são socializados pelo estado e sua extração de rendimentos privada é protegida pelo estado. Se o capitalismo tivesse que operar através de suas próprias receitas, ele não seria mais o capitalismo.</p>
<p>Os subsídios e externalidades dependem da existência de um estado territorial financiado com dinheiro que não seja o de seus beneficiários corporativos &#8212; ou seja, que seja capaz de extrair rendimentos de sua base de impostos.</p>
<p>Assim, para que essas forças de polícia corporativas e militares fossem tão efetivas quanto um estado capitalista, elas teriam que ser capazes de garantir um controle territorial suficiente para extrair rendimentos de pagadores de impostos para financiar suas ações de polícia, que não poderiam ser custeadas pelas receitas corporativas.</p>
<p>Enquanto isso, os custos reais dos subsídios, da execuções exórgenas e de todas as outras formas de socialização de custos levam ao que James O&#8217;Connor chamou de &#8220;crise fiscal do estado&#8221; e tornam o capitalismo insustentável.</p>
<p>A manufatura em grande escala, apesar do que afirmam os propagandistas da produção em massa como Schumpeter, Galbraith e Chandler, é geralmente menos eficiente que a produção em pequena escala mais próxima dos nódulos de consumo. Ela só é capaz de permanecer em funcionamento porque não opera com suas próprias receitas e porque o estado criminaliza boa parte da concorrência que é mais eficiente. Uma vez que a manufatura e a agricultura em grande escala do capitalismo buscam um modo de crescimento que causa desperdícios, graças à ampla adição de insumos subsidiados ao invés do aumento da eficiência do uso dos insumos existentes, os subsídios estatais criaram um loop de feedback positivo que fez com que a demanda por insumos subsidiados tenha crescido mais rápido do que a capacidade do estado de se apropriar de dinheiro para mantê-los. Esse mau uso dos insumos inclui o uso de matérias primas obtidas através do colonialismo e do neocolonialismo, da apropriação pelo governo de depósitos de petróleo e minérios dentro do país e de acesso preferencial pelo agronegócio a grandes extensões de terras expropriadas. Ele também inclui, porém, a crescente socialização dos custos de treinamento laboral, pesquisa e desenvolvimento e distribuição de longa distância, além de limitações de responsabilização criminal e civil de corporações &#8212; a lista é interminável.</p>
<p>Além disso tudo, ocorrem outras crises, como as tendências crescentes de superacumulação e subconsumo, que requerem enormes gastos estatais para absorver os investimentos de capital excedentes e utilizar a capacidade industrial e constantes guerras para abrir os mercados estrangeiros para a exportação do capital excedente. Os déficits crônicos também são cada vez mais necessários para aumentar a demanda agregada e manter os níveis de preço para o capital inativo, financiando o déficit governamental com títulos estatais de retorno garantido.</p>
<p>Tudo isso está levando o estado à falência.</p>
<p>Portanto, se o capitalismo corporativo está morrendo agora devido aos custos insustentáveis de seus subsídios estatais, não seria de se esperar que os requisitos de capital para recriar o sistema, com a mesma base territorial de pagadores de impostos, fossem ainda maiores? Se um estado financiado por impostos é incapaz de defender os monopólios de patentes e direitos autorais que são a maior fonte dos rendimentos corporativos, como as gravadoras e a Microsoft protegeriam uma legislação como a DMCA com dinheiro próprio indo para o financiamento policial? E quanto à necessidade de reduzir custos de transação legais pela recriação de toda a aura de legitimidade e do aparato de reprodução cultural?</p>
<p>Vi algumas vezes alguns apontarem para a Companhia das Índias Orientais como contraexemplo, mas acredito que as ferramentas de resistência em rede, armas de negação de área baratas e a propriedade disseminada de armas de fogo já deslocaram a vantagem de combate para as forças de defesa desde o século 17. Como exemplo, podemos observar que o império mais poderoso da história deixou o Iraque porque estava sendo exaurido por explosivos improvisados baratos. Quem a Halliburton, a Blackwater e a Pinkerton chamarão como reforço quando seus mercenários forem recebidos por ainda mais bombas caseiras, drones impressos em 3D e mísseis antinavais Sunburn destruindo seus porta-aviões? Quem foi que chamaram como reforço na última vez em que seus mercenários foram queimados vivos em Fallujah? Para usar uma expressão de Steve Earle, eles nunca vão voltar de Copperhead Road.</p>
<p>E a Máfia não é realmente um modelo plausível para a reconstrução do estado, porque o crime organizado depende, para sua própria existência, de um estado prévio que criminalize os bens que ele comercialize. Se todas as atividades consensuais como o uso de drogas e o trabalho do sexo fossem legais, qual seria sua fonte de receita? Assim, voltando ao meu ponto sobre o deslocamento tecnológico em favor de alternativas populares de autodefesa, mesmo em áreas do México em que os cartéis de drogas agem em conluio com os agentes dos governos locais, o movimento de autodefesa já teve grandes sucessos em expulsá-los de suas comunidades.</p>
<p>Se o capitalismo estatal for à falência e morrer por conta de suas crises de insumos e recursos, eu não vejo como as corporações conseguiriam driblar a segunda lei da termodinâmica.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=35000&amp;md5=2f307d491303bd7e8587d30517fe3493" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Direito constitucional na ordem anárquica</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2014 23:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Valdenor Júnior]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos maiores desafios à desestatização completa da provisão do direito, com livre concorrência entre agências provedoras de serviços de segurança e arbitragem, é a possibilidade de conluio entre essas entidades contra seus clientes. A observação econômica é a de que os consumidores perderão algum dinheiro enquanto, temporariamente, o conluio entre empresas no mercado de...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 19.5pt; text-align: justify; line-height: 18.3pt;">Um dos maiores desafios à desestatização completa da provisão do direito, com livre concorrência entre agências provedoras de serviços de segurança e arbitragem, é a possibilidade de conluio entre essas entidades contra seus clientes.</p>
<p>A observação econômica é a de que os consumidores perderão algum dinheiro enquanto, temporariamente, o conluio entre empresas no mercado de bens e serviços estiver em vigor, tendo em vista a relação quantidade x preço que estas ofertarão sob o cartel. Isso talvez não seja tão grave, uma vez que, no livre mercado, tais acordos seriam instáveis. Além disso, as empresas não têm poder sobre os direitos das partes, que continuariam os mesmos, alterando-se apenas os preços e quantidades ofertados ao consumidor.</p>
<p>No caso de agências não-estatais de provisão do direito, a situação muda de figura. O conluio entre as agências que possibilitam a definição dos direitos de cada um poderia levar à alteração na própria estrutura de direitos dos seus clientes, com efeitos muito mais permanentes, mesmo após a dissolução do cartel. Manipular o sistema jurídico pode levar a sérios prejuízos contra as vítimas específicas.</p>
<p>Uma solução defendida por alguns é a de que deveria existir um estado constitucional para realizar supervisão antitruste dessas agências. É a conclusão de <a href="http://hanson.gmu.edu/regprivlaw.html">Robin Hanson</a> (que defende a privatização completa da provisão do direito) e de <a href="http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=267246">Gillian K. Hadfield</a> (que defende a privatização apenas do direito comercial).</p>
<p>Apesar de esses autores não detalharem como essa supervisão antitruste seria realizada, parece-me que, para além da convencional proibição das práticas anticompetitivas e a nulidade (ou mesmo proibição) dos contratos de cartelização, deveria haver um mandato constitucional especificando os limites do que as agências podem oferecer (por exemplo, a inadmissibilidade de detenções provisórias sem procedimento específico) e proibindo arranjos secretos que possam conduzir à alteração lesiva da estrutura de direitos dos clientes. Assim, restrições constitucionais salvaguardariam os direitos das pessoas contra manipulações das agências em conluio.</p>
<p>Essa seria a conclusão minarquista. Mas e sob o anarquismo? Como o anarquismo de mercado superaria essa barreira?</p>
<p>Primeiro, precisamos entender o que é uma restrição constitucional. Sob as democracias constitucionais, essas normas servem ao propósito de vedar que os atos emanados do legislativo, do judiciário e do próprio executivo venham a ter determinados conteúdos ou realizados sem cumprimento de certos procedimentos. Por exemplo, no Brasil, uma lei que estabeleça a pena de morte é inconstitucional e, portanto, inválida perante a constituição. Logo, restrições constitucionais estabelecem aquilo que não será aceito como regra mesmo que venha a ser aprovado pelas instâncias que têm competência para decidir as regras.</p>
<p>O que seria análogo às constituições políticas em termos de direito privado? Os estatutos de associações. Assim como as constituições criam a ordem jurídica do estado, os estatutos de associações criam as associações respectivas. Assim como as constituições estabelecem restrições sobre as instâncias decisórias do estado, estatutos de associação fazem o mesmo em relação às diretorias e assembleias da associação. No caso específico dos condomínios no Brasil, a lei estabelece que os condôminos devem elaborar a convenção de condomínio (que seria seu estatuto) e aprovar um regimento interno do edifício ou do conjunto de edifícios.</p>
<p>O anarquismo de mercado permite organizações como estas. Embora o modelo mais conhecido de policentrismo legal seja o de Murray Rothbard e de David Friedman, onde a opção pelas agências de provisão do direito é realizada diretamente pelos indivíduos, o modelo de Michael Huemer em <a href="http://www.amazon.com/The-Problem-Political-Authority-Examination/dp/1137281650"><em>The Problem of Political Authority: An Examination of the Right to Coerce and the Duty to Obey</em></a> (em português, “O problema da autoridade política: Um exame do direito de coação e do dever de obedecer”) visualiza a predominância da aquisição coletiva dos serviços de provisão do direito por meio de associações de moradores ou de condomínios. Essas associações contratariam agências de segurança e poderiam estipular um código legal que os árbitros aplicariam nas transações realizadas sob sua jurisdição.</p>
<p>Esse modelo de compra coletiva por meio de associações de moradores ou de condomínio abre espaço para a estipulação, na convenção ou no estatuto de cada associação, de regras que especifiquem as regras mínimas que a associação seguirá quando contratar serviços de segurança ou arbitragem. Ou seja, especificando que a associação não contratará agências que não sigam determinados limites (por exemplo, a já citada inadmissibilidade de detenções provisórias sem determinado procedimento específico) e que estejam autorizadas a fazer arranjos secretos com outras agências ou empresas.</p>
<p>Essa dinâmica é tanto mais interessante porque induz as agências a preverem em seus estatutos regras que especifiquem limites e proíbam arranjos secretos. Portanto, a tendência é que a constitucionalização explícita das associações influencie a constitucionalização das próprias agências a serem contratadas.</p>
<p>Veja que a segurança jurídica é maior ao ser realizada a contratação da agência por meio de uma associação de moradores ou de condomínio: a pessoa poderá invocar a nulidade de uma decisão arbitral ou de um procedimento adotado pela agência caso o ato esteja em desacordo com o estatuto ou convenção da associação, uma vez que cláusulas contratuais entre associação e agência que firam as cláusulas do estatuto ou convenção seriam inválidas, &#8220;inconstitucionais&#8221;.</p>
<p>Obviamente, as associações de moradores ou de condomínios não teriam o papel de supervisionar a competitividade geral do sistema, mas, por intermédio das restrições que cada uma estabelece em sua própria interação, contribuiriam para que os abusos dos conluios pelas agências fossem evitados e vigiados, de baixo para cima ao invés de cima para baixo.</p>
<p>Portanto, ordem anárquica de mercado não levaria a um mundo sem constituições, mas a um mundo de grande diversidade constitucional local, com a vantagem de que o &#8220;ambiente de escolha constitucional&#8221;, na terminologia usada por Patri Friedman, seria competitivo, descentralizado e aberto à entrada e à criação de novas entidades, onde a escolha individual pela associação é a garantia da liberdade individual e a contratação coletiva da(s) agência(s) por meio da associação é a garantia de maior segurança nas transações no mercado de provisão do direito.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=33933&amp;md5=28bc11f37370446d5b035cb0cd09e6c6" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A anarquia como meio-termo</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2014 01:56:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[David S. D'Amato]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meu colega de Centro por uma Sociedade sem Estado Roderick Long certa vez descreveu a anarquia como meio-termo, não como um tipo de fanatismo ou extremismo, mas um ponto &#8220;entre obrigar o que deveria ser opcional e proibir o que deveria ser opcional&#8221;. O argumento de Long não é só um enfoque diferente que tenta...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Meu colega de Centro por uma Sociedade sem Estado Roderick Long certa vez descreveu a anarquia como meio-termo, não como um tipo de fanatismo ou extremismo, mas um ponto &#8220;entre obrigar o que deveria ser opcional e proibir o que deveria ser opcional&#8221;. O argumento de Long não é só um enfoque diferente que tenta vender o anarquismo para uma audiência indisposta a considerar seus argumentos; trata-se, na verdade, de um insight importante sobre o que os anarquistas de fato desejam para o futuro, sugerindo a tolerância à experimentação e ao pluralismo que são centrais à nossa filosofia.</p>
<p>O anarquismo é mais um <em>método</em> que a vindicação de um resultado particular. Assim, uma condição de anarquia — se ela chegar a existir — será aquela que se mostrar coerente com a metodologia prescrita pelo o anarquismo. Como escreve Donald Rooum, &#8220;o ideal do anarquismo é o de uma sociedade em que todos os indivíduos possam fazer o que escolherem, a não ser interferir com a capacidade de os outros fazerem o que escolherem. Esse ideal é chamado <em>anarquia</em>, que vem do grego <em>anarchia</em>, o que significa a ausência de governo&#8221;. Ao considerarmos o que os anarquistas já afirmaram a respeito de si mesmos e suas ideias, parecem dúbias as caricaturas dos anarquistas que os pintam como agentes perigosos e fanáticos do caos ou como utópicos sonhadores.</p>
<p>É o estatismo que devemos considerar como uma posição filosoficamente extrema, porque todas as suas várias formas propõem a noção patentemente absurda e contraintuitiva de que algumas pessoas devem ter o direito de governar as outras. É difícil imaginar que uma ideia tão frágil possa ser a posição padrão na filosofia política, tanto entre amadores quanto entre profissionais — superstições e mitos mantêm a existência do estado, em contraposição à racionalidade e argumentação. Essas superstições no passado envolviam noções já abandonadas como o direito divino dos reis e atualmente englobam ideias igualmente desprezíveis, como por exemplo a de que as &#8220;democracias&#8221; são governos &#8220;do povo, pelo povo e para o povo&#8221;. Os argumentos das classes dominantes e das autoridades nunca mereceram o benefício da dúvida, é claro, mas mesmo se pudéssemos confiar em suas ideias, seu histórico acumulado de mortes, exploração e pobreza já é monumental.</p>
<p>Em vez de pensarem no anarquismo como uma cura para uma sociedade doente, os anarquistas veem nosso movimento como uma ferramenta com a qual avaliar os fenômenos sociais. Em concorrência com as narrativas das classes dominantes, ele nos oferece formas novas e diferentes de pensar em como nos relacionamos enquanto seres humanos.</p>
<p>Ao discutir as relações entre várias correntes sociais de sua época, o mutualista William Batchelder Greene apontou uma verdade importante, observando que todas eram ao mesmo tempo verdadeiras e falsas — &#8220;falsas como sistemas parciais e exclusivos&#8221;, embora &#8220;verdadeiras em suas relações mútuas&#8221;. O trabalho de Greene enfatizava o equilíbrio e a reciprocidade, buscando o meio termo, tanto para evitar o &#8220;individualismo desequilibrado pelo socialismo e o socialismo desequilibrado pelo individualismo&#8221;. O princípio guia do anarquismo de mercado, a lei da igual liberdade, tenta chegar nesse ponto — o equilíbrio que permita que o indivíduo viva em plena liberdade e preserve a comunidade.</p>
<p>Os libertários atualmente compreendem incorretamente a relação entre a liberdade e a igualdade e tratam os dois conceitos como incompatíveis. Libertários como William Greene entendiam que os dois se complementam, quando entendidos adequadamente. Não pode haver liberdade real sem igualdade e igualdade real sem liberdade. Por definição, o estado é inimigo de ambos; ele torna alguns &#8220;mais iguais que outros&#8221;, destruindo tanto a liberdade quanto a igualdade. Assim, o inimigo do estado — o anarquista — é o defensor da liberdade e da igualdade, do meio termo que, através da concorrência e da cooperação, conecta os interesses de todos de forma harmoniosa.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31939&amp;md5=b8e8166cb7a2672dd96fbc5d007d4c33" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>El anarquismo individualista y la jerarquía</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2014 21:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[El anarquismo y la jerarquía tienen una relación compleja. Algunos anarquistas proclaman estar en contra de toda jerarquía (a veces incluso definen el anarquismo en base a esa proclamación) y otros declaran que simplemente se oponen al Estado y no se preocupan por la jerarquía en sí misma. Creo que el anarquismo individualista bien entendido...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>El anarquismo y la jerarquía tienen una relación compleja. Algunos anarquistas proclaman estar en contra de toda jerarquía (a veces incluso definen el anarquismo en base a esa proclamación) y otros declaran que simplemente se oponen al Estado y no se preocupan por la jerarquía en sí misma. Creo que el anarquismo individualista bien entendido se ubica en algún lugar entre estos dos extremos.</p>
<p>El anarquismo individualista, en definitiva, es la idea de que el ser humano individual es la unidad fundamental que conforma a la &#8220;sociedad&#8221;. Por lo tanto, cualquier sistema político, o más exactamente, cualquier no-sistema apolítico que esté en vigencia, debe dar primacía al individuo y respetar su soberanía como ser libre. El no-sistema que logra este objetivo de manera óptima es el anarquismo.</p>
<p>La jerarquía es &#8220;un sistema u organización en el que las personas o grupos se clasifican como uno más importante que el otro en función del estatus o la autoridad&#8221;. En algunos casos, este tipo de sistema es intrínsecamente malo (o malo en sí mismo); en otros es permisible e incluso bueno, y en otros es objetable, pero no intrínsecamente malo.</p>
<p>La jerarquía es obviamente problemática e incluso inmoral cuando se mantiene a través de la iniciación de la fuerza. Como individualistas, apoyamos la soberanía del individuo y consideramos que la autonomía personal es de extrema relevancia moral. La capacidad de ejercer las facultades y habilidades de cada quien, de acuerdo a su propia voluntad, es el derecho fundamental de cada individuo (y dado que cada persona tiene este derecho, este implica una limitación sobre la voluntad de impedir violentamente las acciones de otros).</p>
<p>El acto de subordinar las metas de los otros por la fuerza y sustituirlas por las propias es una afrenta a la individualidad de ambas personas y una violación de los derechos. Sí, el acto de agresión es inmoral en sí mismo. Pero un sistema de jerarquía mantenido en base a la agresión somete a ciertos individuos a la autoridad de otros; cuando uno no es más que un siervo, obediente a los niveles más altos de la jerarquía, no hay individualidad, y eso es algo con lo que estamos evidentemente en desacuerdo.</p>
<p>Esto lleva al individualista a rechazar el uso de la violencia, y por lo tanto, al Estado. El Estado, al contrario de lo que postulan los teóricos del contrato social, se apoya en la violencia para mantener su financiación y su monopolio del uso legítimo de la fuerza dentro de una región. Los Estados son sistemas jerárquicos conformados por depredadores agresivos. Son la antítesis del individualismo.</p>
<p>Para muchos anarquistas la propiedad privada es inherentemente jerárquica, y por lo tanto inadmisible. Y tienen razón solo en parte: en cierto sentido la propiedad privada crea una jerarquía entre el dueño de un bien y todos los demás. Sin embargo, la propiedad privada tiene otras ventajas que son dignas de consideración. No hay razón para reducir nuestro análisis a una cuestión de jerarquía o no jerarquía. Hay otros factores moralmente relevantes.</p>
<p>La propiedad privada es útil por una serie de razones, sobre todo por razones consecuencialistas. Un sistema de propiedad privada crea una sociedad próspera y rica que puede asignar eficientemente los recursos escasos. Adicionalmente, y de gran importancia para el individualista, la propiedad privada es vital para la autonomía personal. Tal como lo <a href="http://www.freenation.org/a/f53l1.html#04">plantea</a> Roderick Long,</p>
<blockquote><p>La necesidad humana de la autonomía: la capacidad de controlar la propia vida sin la interferencia de otros. Sin propiedad privada, no tengo ningún punto de apoyo verdaderamente mío; no tengo ninguna esfera protegida dentro de la cual pueda tomar decisiones sin obstáculos impuestos por la voluntad de otros. Si la autonomía (en este sentido) es valiosa, entonces necesitamos la propiedad privada para su realización y su protección.</p></blockquote>
<p>Sin propiedad privada, el alcance del individuo se ve restringido a favor de la comunidad o la sociedad. Como individualistas deberíamos promover la maximización de la autonomía de cada persona, y la propiedad privada es beneficiosa en ese sentido.</p>
<p>Por otra parte, la sustitución de la propiedad privada con la propiedad colectiva no elimina la existencia de jerarquía. Simplemente pone en el nivel más alto de la jerarquía a la mayoría del colectivo en lugar del propietario individual. Bajo la propiedad colectiva, cualquiera que en ese momento conforme la mayoría tiene la potestad de decidir sobre el uso que se le da a la propiedad, y quedan, por lo tanto, en un lugar de autoridad sobre la minoría.</p>
<p>Digno de mención es la cuestión de la crianza de los hijos o la familia. La relación padre-hijo es históricamente jerárquica. Sin embargo, sin entrar mucho en el complicado ámbito de los derechos del niño, la autoridad empleada apropiadamente por los padres en la crianza de sus hijos no se basa en la fuerza en el mismo sentido en que se utiliza la fuerza en contra de un adulto (la cuestión de dónde debe trazarse esa línea es otra cuestión bastante complicada). Si bien hay casos de uso de la fuerza que son injustos, como en el caso del abuso, hay otros casos del uso de la fuerza que son justos, tales como obligar a un niño a que coma su cena. Y puesto que la jerarquía padres-hijos es aparentemente beneficiosa para los individuos involucrados, no hay nada en ella que moleste al anarquista individualista. (Para más información sobre la perspectiva anarquista individualista sobre los derechos de los niños, ver la sección de este ensayo titulada &#8220;<a href="http://www.freenation.org/a/f43l2.html">Los Derechos de los Niños</a>&#8220;)</p>
<p>¿Y qué puede decirse de los sistemas de jerarquía no violenta? Muchos de los casos en este sentido dependerán de los detalles de la situación y el contexto específico. Pero en general podemos decir que la jerarquía, incluso la jerarquía &#8220;consensual&#8221;, siempre es <em>potencialmente</em> problemática para el individualista. Puesto que consideramos que la autonomía y el ejercicio de las facultades propias son sumamente importantes, las situaciones en las que las personas se someten voluntariamente a la autoridad completa de otros, creando una jerarquía, pueden muy bien ser objetables.</p>
<p>Considérese la posibilidad de una pequeña ciudad en la que todos los ciudadanos, por una razón u otra, someten voluntariamente toda la propiedad individual a la propiedad colectiva. Por las razones expuestas acerca de los efectos de la propiedad privada sobre los incentivos y la autonomía de las personas, podemos decir que una ciudad basada en la propiedad privada es preferible a una ciudad basada en la propiedad colectiva. Por lo tanto, como individualistas que valoran la prosperidad y la autonomía, tenemos buenas razones para objetar la creación de una ciudad basada en el comunismo voluntario, incluso si esto se limita simplemente a expresar nuestra opinión de que los ciudadanos están tomando una decisión desacertada y en su lugar deberían adoptar un sistema de propiedad privada.</p>
<p>Por las razones mencionadas anteriormente, la iniciación de la fuerza es inadmisible par el individualista. Después de todo, el uso de la fuerza implicaría someter a la gente de la ciudad a nuestra voluntad, lo cual es activamente inmoral y peor que sus decisiones voluntarias. Así que sería un error usar la fuerza para evitar que la gente de la ciudad adoptase el comunismo voluntario.</p>
<p>Sin embargo, usar herramientas como la persuasión, las campañas educativas o los boicots es aceptable y hasta recomendable (el que estas medidas sean eficaces y valgan la pena es otro tema). Reconocemos que el comunismo voluntario es un mal sistema para la gente que vive en él (y también potencialmente malo para otros por razones económicas, o si las ideas comienzan a extenderse y ganar apoyo), y someterse a los caprichos de la mayoría es un error, por lo que no tendría sentido ser ambivalentes al respecto.</p>
<p>También está el tema de las formas comunales de propiedad horizontalmente organizadas y autogestionadas. Éstas no son exactamente las mismas que las que prevalecerían bajo un régimen de propiedad colectiva. Los recursos comunes donde los derechos posesorios privados del individuo están estrictamente definidos, son mucho más propensos a proteger y fomentar la autonomía personal y el individualismo que el colectivismo pleno, a pesar de que puedan ser problemáticos dependiendo de cómo se organizan exactamente los recursos comunes.</p>
<p>Puede que la cuestión de la jerarquía en el lugar de trabajo sea objetable, pero no necesariamente. Los grandes centros de trabajo jerárquicos que tienden a tratar a los trabajadores como engranajes de una máquina o como herramientas de los empleadores claramente no están en línea con la filosofía individualista. Un lugar de trabajo donde se ningunea y se falta el respeto a los empleados de menor jerarquía deben ser objetados (de manera no agresiva) por cualquier persona a la que le importen la autonomía y el respeto a las personas.</p>
<p>Ahora bien, esto no implica que toda jerarquía en el lugar de trabajo sea mala en absolutamente todos los casos. A veces será preferible por razones económicas. A veces la jerarquía es mínima, se respeta a los empleados y se toma en cuenta su opinión. A veces, a pesar de ser jerárquica, la empresa es relativamente plana. Si bien muchas de las grandes corporaciones hoy en día rechazan los compromisos individualistas, no todos los lugares de trabajo jerárquicos son intrínsecamente malos. Simplemente tienen el potencial de ser malos.</p>
<p>Preguntar simplemente si algo es jerárquico y dar por terminado nuestro análisis moral es un error. Del mismo modo, preguntar simplemente si algo es coercitivo y dar por terminado nuestro análisis moral es un error. El individualismo considera muchos elementos como moralmente relevantes. Es cierto que la agresión y la libertad negativa son importantes. Pero también lo es la autonomía personal. Y también lo son la prosperidad y las consecuencias sociales beneficiosas. Tanto la economía política como la filosofía moral requieren del pluralismo de valores y del análisis meticuloso.</p>
<p>La lección que debemos aprender sobre la jerarquía no violenta es que, como casi todo en la vida, no es intrínsecamente mala, pero tiene el potencial de ser mala. Los sistemas de jerarquía voluntaria promueven una cultura de obediencia y colectivismo, y posiblemente podrían conducir a sistemas que se basan en la violencia. Éstos desalientan la individualidad, el libre pensamiento y la autonomía. Por estas razones, la jerarquía no violenta nunca es intrínsecamente mala para el anarquista individualista, pero siempre es potencialmente problemática y a menudo desagradable.</p>
<p>La posición del anarquista individualista respecto a la jerarquía se ubica en algún lugar entre el &#8220;siempre es malo&#8221; y el &#8220;nunca es malo&#8221;. A veces lo es. Pero otras veces no. Como he dicho anteriormente, la relación entre el anarquismo y la jerarquía es compleja y complicada. Parte de ser un individualista, un ser humano, es pensar las cosas por nosotros mismos, con rigor y exhaustivamente. No siempre hay principios claros y tajantes que nos exoneren de pensar por nosotros mismos, independientemente de qué tan cómodo sea el sillón desde el que pensemos.</p>
<p>Artículo original publicado <a href="http://c4ss.org/content/30804">por Cory Massimino el 30 de agosto de 2014</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por <a href="http://es.alanfurth.com">Alan Furth</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31419&amp;md5=5268b1a7ac242aab2f8311fac1f67b39" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O papel dos comuns em um livre mercado</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Aug 2014 01:15:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Kevin Carson]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O termo &#8220;anarquismo de mercado&#8221; pode dar a alguns a falsa impressão que anarquistas de mercado defendem uma sociedade organizada primariamente em torno do nexo monetário. Em parte, isso se deve ao fato de que uma das definições do termo &#8220;mercado&#8221; é igual à do mercado como instituição: refere-se à esfera das trocas. Ela também pode refletir o fato de que muitos anarcocapitalistas, que até recentemente eram aqueles que atraíam a maior parte da atenção dentro do meio, tendem a enfatizar a operação de empresas dentro do nexo monetário como forma primária de organização social.</p>
<p>Nós, anarquistas de mercado, levamos esse nome pelo fato de que, ao contrário dos libertários comunistas, sindicalistas e outros anarquistas explicitamente antimercado, vemos as trocas voluntárias do mercado como uma forma perfeitamente válida de organizar a vida econômica. Mas isso não significa que o nexo monetário será a forma predominante de organização dentro de uma sociedade sem estado. Como David Graeber mostrou em seu livro <em>Debt</em>, o nexo monetário se torna a forma dominante de organização da vida econômica somente em sociedades baseadas na conquista militar e na escravidão.</p>
<p>Como anarquistas, almejamos uma sociedade em que todas as funções são organizadas, nas palavras de Kropotkin, por &#8220;acordos livres entre vários grupos, territoriais e profissionais, constituídos livremente para a produção e o consumo, além da satisfação das várias necessidades e aspirações de uma pessoa civilizada&#8221;. Isso inclui os mercados. Também inclui economias sociais e da dádiva, produção P2P e redes horizontais de todos os tipos.</p>
<p>Os comuns (também chamados pelo termo inglês &#8220;commons&#8221;) podem ser a forma mais eficiente de organizar algumas funções econômicas. Isso é provavelmente verdadeiro em relação a recursos não-renováveis como minerais e todos os tipos de recursos compartilhados como florestas, pastos e pisciculturas, que Elinor Ostrom dedicou sua carreira a estudar. É certamente verdadeiro em relação à informação, que é infinitamente replicável a um custo marginal zero.</p>
<p>Mercados são melhores para a esfera de produção e distribuição de bens replicáveis, mas somente a um custo em esforço. Mas mesmo dentro dessa esfera de bens produzidos pelo trabalho humano de oferta elástica, os bens e serviços que são mais adequados à produção em pequena escalas podem ser organizados fora do nexo monetário, através de várias organizações sociais primárias: sindicatos locais, sociedade mútuas, projetos de coabitação e compostos de família estendida ou multifamílias, associações de bairro, comunidades intencionais e outras unidades sociais usadas para partilha de recursos, custos e riscos.</p>
<p>A precificação em dinheiro deve ser a opção preferível em casos que envolvem insumos produtivos (por exemplo, microprocessadores) que requerem grandes fábricas e áreas de mercado, além de bens que sejam distribuídos por longas distâncias e envolvem certa anonimidade (como formas de produção que requerem máquinas mais caras e uma rede de distribuição que cobre toda uma cidade).</p>
<p>Mesmo no caso da produção para o nexo monetário, em uma sociedade genuinamente livre sem direitos de propriedade artificiais, escassez artificial, monopólios e outros privilégios garantidos pelo estado, podemos esperar que formas cooperativas e autogestionárias de produção sejam muito mais comuns que no presente e que ocorram em um ambiente em que a maior parte dos trabalhadores tenham a opção de se retirar para os comuns por algum tempo e se recusem a trabalhar para ofertas que não sejam de seu agrado (como os camponeses ingleses faziam antes dos cercamentos, que podiam aceitar o trabalho agrícola assalariado ou abandoná-lo e subsistir através dos comuns).</p>
<p>É também importante lembrar que a troca monetária ocorrerá em um contexto em que os bancos não mais possuem um monopólio sobre a emissão de crédito e sobre os meios de troca.</p>
<p>Os anarquistas de mercado, como todos os anarquistas, partem da premissa de que as pessoas comuns encontram e trabalham umas com as outras como iguais, decidindo sem coerção como combinar seus esforços para atender às suas necessidades mútuas. Isso pode ocorrer através da troca dos produtos de seu trabalho, pela produção cooperativa ou pelo compartilhamento. O principal, como David Graeber argumentou, é que as formas de organização surjam através de um processo aberto de interação entre iguais em que nenhuma das partes tem o poder de usar a força armada para compelir os outros a obedecer sua vontade.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31128&amp;md5=13570e465c9aa4f40ff8c58175187c3f" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>El rol de los bienes comunales en un mercado libre</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2014 20:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>El término “anarquismo de mercado” puede causar en algunas personas la impresión equivocada de que los anarquistas de mercado conciben una sociedad organizada principalmente alrededor del nexo del dinero. En parte esto se debe a que una definición del término “mercado” se equipara al mercado como institución: a la esfera del intercambio. Puede reflejar también el hecho de que muchos anarcocapitalistas, que hasta hace poco acapararon la mayor parte de la atención, tienden a enfatizar a las empresas que operan bajo el nexo del dinero como la principal forma de organización social.</p>
<p>Nosotros los anarquistas de mercado tomamos nuestro nombre del hecho de que, a diferencia de comunistas libertarios, anarcosindicalistas y otros anarquistas que expresamente no son de mercado, vemos el intercambio mercantil voluntario como una forma perfectamente válida de organizar la vida económica. Pero esto no significa que el nexo del dinero vaya a ser la forma de organización predominante en una sociedad sin Estado. De hecho, como David Graeber ha mostrado en su libro <em>Deuda</em>, el nexo del dinero se convierte en la forma dominante de organizar la vida económica sólo en sociedades basadas en la conquista militar y la esclavitud.</p>
<p>Como anarquistas concebimos una sociedad en la cual todas las funciones son organizadas, en palabras de Kropotkin, por “acuerdos libres pactados entre los diversos grupos, territoriales y profesionales, constituidos libremente en pro de la producción y el consumo, y también para la satisfacción de la infinita variedad de necesidades y aspiraciones de los seres civilizados”. Esto incluye los mercados. También incluye las economías sociales y las economías del regalo, el trabajo colaborativo y las redes horizontales de todo tipo.</p>
<p>El comunal puede que sea la forma más eficiente de organizar algunas funciones económicas. Esto es puede que sea cierto para los recursos no renovables como los minerales, y para los bienes comunes renovables como bosques, pastos y caladeros, al estudio de los cuales Elinor Ostrom dedicó su carrera. Es desde luego cierto para la información, que es replicable infinitamente a coste marginal cero.</p>
<p>Los mercados son más apropiados para las esferas de la producción y la distribución que involucren bienes que sean replicables, pero sólo al coste del esfuerzo. Pero incluso dentro de esta esfera de bienes producidos por el trabajo humano cuya oferta es elástica, los bienes y servicios que se ajustan mejor a la producción a pequeña escala podrían perfectamente organizarse fuera del nexo del dinero, a través de varias organizaciones sociales primarias: sindicatos locales y mutuas, comunidades familiares o multifamiliares y proyectos de covivienda, asociaciones vecinales, comunidades intencionales, y otras unidades sociales de puesta en común de ingresos, costes y riesgos.</p>
<p>La tasación monetaria probablemente sería la opción más deseable en los casos que impliquen insumos (por ejemplo, microprocesadores) que requieran de instalaciones de producción caras y grandes áreas de mercado, y de otros bienes que sean distribuidos a lo largo de grandes distancias o requieran un relativo anonimato (como las formas de producción que requieran maquinaria más cara y una red de distribución que abarque una ciudad entera).</p>
<p>Incluso en el caso de la producción orientada al nexo del dinero, en una sociedad genuinamente libre sin derechos de propiedad artificiales, escasez artificial, monopolios y otros privilegios protegidos por el Estado, podemos esperar que las formas de producción cooperativas o autogestionarias sean mucho más comunes que hoy en día, y que tengan lugar en una atmósfera en la que la mayoría de los trabajadores tengan la opción de retirarse al comunal por un tiempo y rechazar ofertas de trabajo que no sean de su gusto (como hicieron los campesinos ingleses antes del Cercamientos, los cuales podían elegir entre aceptar el trabajo asalariado o abandonarlo y subsistir en el comunal).</p>
<p>También es importante recordar que el intercambio monetario tendrá lugar en un contexto en el que los bancos ya no tendrán un monopolio garantizado por el Estado en el tema del crédito y los medios de intercambio.</p>
<p>Los anarquistas de mercado, como todos los anarquistas, parten de la premisa de que la gente común y corriente considera a los demás como iguales, y decide sin coerción la mejor forma de trabajar juntos para cubrir sus necesidades mutuas. Esto puede ser mediante el intercambio del producto de su trabajo, produciendo cooperativamente o compartiendo. Lo importante, como ha argumentado el anarquista David Graeber, es que sean cuales sean las formas de organización que emerjan lo harán a través de un proceso indefinido de interacción entre iguales y en el que ninguna de las partes pueda hace uso de la fuerza para obligar a otros a obedecer sus deseos.</p>
<p>Artículo original <a href="http://c4ss.org/content/30862">publicado por Kevin Carson el 25 de agosto de 2014</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por Tomás Braña.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=31062&amp;md5=46281693acd082c42ae75be052cbdcec" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>¿Qué es el libertarismo de izquierda?</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jul 2014 20:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>El <a href="http://c4ss.org/content/category/left-libertarian-classics/page/7">libertarismo de izquierda</a> ha generado mucho ruido últimamente en la comunidad libertaria estadounidense. El término &#8220;<a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Libertarismo_de_izquierda">libertario de izquierda</a>&#8221; se ha utilizado de muchas maneras en la política estadounidense, y parece que hay cierta confusión dentro de la propia comunidad libertaria acerca de quiénes son en realidad los libertarios de izquierda.</p>
<p>Las ideas básicas del libertarismo de izquierda, tal como las entendemos los que pertenecemos a la <a href="http://praxeology.net/all-left.htm">Alianza de la Izquierda Libertaria</a> (ALL) y al Centro para una Sociedad sin Estado (C4SS), son más amplias de lo que postulan nuestras organizaciones por sí mismas. La década de los años 90 fueron una especie de era del motor de vapor para la idea general de un libertarismo con orientación de izquierda, y para el uso de las ideas de libre mercado como un arma contra los males del capitalismo corporativo; <a href="http://praxeology.net/anarcres.htm#heritage">una serie de pensadores</a> han desarrollado líneas paralelas de análisis de forma independiente el uno del otro, y se han convertido en una tendencia ideológica amplia y unida por vínculos relativamente flexibles. Pero teniendo en cuenta el papel desproporcionado que ALL y C4SS han jugado en la creciente importancia de esta tendencia, parece sensato explicar de dónde venimos y lo que entendemos que es el libertarismo de izquierda.</p>
<p>El uso más antiguo y más amplio del término &#8220;libertario de izquierda&#8221;, y que tal vez sea el más familiar para aquellos en el movimiento anarquista en general, se remonta a finales del siglo XIX e incluye a prácticamente toda la izquierda no-estatista, horizontalista o decentralista — básicamente a todo el mundo menos a los socialdemócratas y a los leninistas. Originalmente fue utilizado como sinónimo de &#8220;socialista libertario&#8221; o &#8220;anarquista&#8221;, y solía incluir a sindicalistas, comunistas consejistas, a los seguidores de Rosa Luxemburgo y Daniel DeLeon, etc. Muchos de nosotros en C4SS nos consideraríamos parte de esta comunidad libertaria de izuqierda más amplia, a pesar de que lo que queremos decir cuando decimos que somos &#8220;libertarios de izquierda&#8221; es más específico.</p>
<p>Para el público en general de hoy en día, puede que el &#8220;libertarismo de izquierda&#8221; evoque a una escuela de pensamiento representada durante los últimos veinte años por gente como Hillel Steiner y Peter Vallentyne, entre otros. La mayoría de los seguidores de esta filosofía, combinan la creencia en la soberanía personal y el principio de no agresión con ideas izquierdistas acerca de la limitada medida en que los individuos pueden desasociarse del comunal, y adquirir derechos ilimitados de disposición sobre él con simplemente combinar su trabajo con éste. Se solapa en gran medida con el Georgismo y el Geolibertarismo. Aunque esta versión del libertarismo de izquierda no abarca a lo que promovemos en ALL/C4SS, y algunos de nuestros miembros se opondrían a aspectos de la misma, es fácil imaginar a un adherente de esta filosofía que se sintiese como en casa entre nosotros.</p>
<p>Dentro de la comunidad libertaria anglosajona, y entre los que se describen como &#8220;liberales&#8221; en el resto del mundo, el término &#8220;libertario de izquierda&#8221; podría estar asociado con el intento de Murray Rothbard y Karl Hess de forjar una alianza con los anarquistas en la SDS alrededor de 1970, y con los movimientos como el <em><a href="http://agorism.info/">agorismo</a></em> de Sam Konkin que crecieron a partir del mismo. Aunque el rothbardismo de izquierda y el agorismo de Konkin no son la posición oficial de ALL/C4SS, sería justo decir que tenemos una cierta continuidad organizativa con el Movimiento de la Izquierda Libertaria de Konkin, y una parte significativa de nuestra membresía central más antigua viene de la tradición rothbardiana de izquierda y konkinista. Yo, por ejemplo, no vengo de ninguna de esas dos tendencias. Somos una coalición multi-tendencia que incluye rothbardianos de izquierda, anarquistas individualistas clásicos del siglo XIX, georgistas, y muchas otras tradiciones.</p>
<p>También hay una tendencia entre los libertarios estadounidenses a confundirnos con los &#8220;Libertarios idealistas&#8221; [<em>Bleeding Heart Libertarians</em>], que en realidad es el nombre de un blog específico. Aunque en ese blog hay unos cuantos artículos buenos y han publicado algunas de nuestras cosas, no somos libertarios idealistas como tales. Los libertarios idealistas son mucho más afines al fusionismo &#8220;liberaltario&#8221;, con desviaciones que van desde el &#8220;paternalismo libertario&#8221; de Cass Sunstein a la defensa de los talleres clandestinos y los asentamientos israelíes. Por no hablar de que la mayoría de ellos no son anarquistas y nosostros sí.</p>
<p>Así que ahora que hemos considerado todas las cosas que no somos en ALL/C4SS, y lo que no queremos decir con &#8220;libertarismo de izquierda&#8221;, ¿qué es lo que realmente representamos? Nosotros nos autodenominamos libertarios de izquierda, en primer lugar, porque queremos rescatar las raíces izquierdistas del libertarismo de libre mercado, y en segundo lugar, porque queremos demostrar la pertinencia y utilidad del pensamiento de libre mercado para abordar las preocupaciones actuales de la izquierda.</p>
<p>El liberalismo clásico y el movimiento socialista clásico de principios del siglo XIX tuvieron raíces comunes muy afines en la Ilustración. El liberalismo de Adam Smith, David Ricardo y otros economistas clásicos, era en gran medida un asalto izquierdista contra los arraigados privilegios económicos de la gran oligarquía terrateniente Whig y el mercantilismo de las clases adineradas.</p>
<p>A medida que los industriales en auge derrotaron a los terratenientes y mercantilistas Whig en el siglo XIX y ganaron una posición predominante en el Estado, el liberalismo clásico fue adquiriendo el carácter de una doctrina apologética en defensa de los intereses arraigados del capital industrial. A pesar de eso, las vetas de izquierda &#8211; incluso socialistas &#8211; del pensamiento de libre mercado sobrevivieron en los márgenes del liberalismo establecido.</p>
<p>Thomas Hodgskin, un liberal clásico que escribió desde 1820 hasta 1860, era también un socialista que veía la renta, las ganancias y los intereses como rendimientos monopólicos sustentados en privilegios y derechos de propiedad artificiales. Josiah Warren, Benjamin Tucker y otros individualistas estadounidenses también favorecieron una forma de socialismo de libre mercado en el que la libre competencia destruiría la renta, las gangncias e intereses y garantizaría que &#8220;el salario natural del trabajo en un mercado libre fuese su producto&#8221;. Muchos anarquistas individualistas asociados con el grupo <em><a href="http://library.libertarian-labyrinth.org/items/browse?collection=12">Libertad</a></em> de Tucker tenían estrechos vínculos con movimientos laborales radicales y grupos socialistas como los Caballeros del Trabajo, la Asociación Internacional de los Trabajadores y la Federación Occidental de Mineros.</p>
<p>Esta rama del libertarismo era también izquierdista desde un punto de vista cultural, estrechamente asociada con los movimientos por la abolición de la esclavitud, por la igualdad racial, el feminismo y la libertad sexual.</p>
<p>A medida que las guerras de clase del siglo XIX se desarrollaban, la retórica de &#8220;libre mercado&#8221; y de &#8220;libre empresa&#8221; en la política convencional estadounidense se asoció cada vez más con la defensa militante del capital corporativo frente a los desafíos radicales del movimiento populista laboral y granjero. Al mismo tiempo, la división interna dentro del movimiento anarquista entre los comunistas y los individualistas dejó a los últimos aislados y vulnerables a la colonización por parte de la derecha. En el siglo XX, &#8220;el libertarismo de libre mercado&#8221; llegó a estar estrechamente asociado con las defensas derechistas del capitalismo esgrimidas por Mises y Rand. La tradición individualista sobreviviente fue despojada de sus antiguas tradiciones culturales izquierdistas, pro-laborales y socialistas, y asumió un carácterde derecha cada vez más apologético.</p>
<p>Sin embargo, incluso entonces algunos remanentes de la tradición de izquierda más antigua sobrevivieron en el libertarismo estadounidense. En particular, georgistas y cuasi-georgistas como Bolton Hall, Albert Nock y Ralph Borsodi siguieron dando vueltas por ahí más allá de la mitad del siglo XX.</p>
<p>Los que pertenecemos a la Izquierda Libertaria consideramos absolutamente perverso que el libertarismo de libre mercado, una doctrina que tuvo sus orígenes como un ataque contra el privilegio económico de los terratenientes y comerciantes, haya sido cooptado en defensa del poder establecido de la plutocracia y las grandes empresas. El uso del &#8220;libre mercado&#8221; como una ideología legitimadora para el capitalismo corporativo triunfante, y el crecimiento de una comunidad de propagandistas &#8220;libertarios&#8221;, es una perversión de los principios del libre mercado tanto como la cooptación de los símbolos y la retórica del movimiento socialista histórico por parte de los regímenes estalinistas fue una perversión del movimiento de la clase obrera.</p>
<p>El sistema capitalista industrial que la corriente libertaria convencional ha estado defendiendo desde la mitad del siglo XIX nunca se ha aproximado en lo más mínimo a un régimen de libre mercado. El capitalismo, como sistema histórico que surgió en la época moderna, es en muchos sentidos una consecuencia directa del feudalismo bastardo de la Baja Edad Media. Se fundamentó en la disolución de los campos abiertos, el cercamiento de las tierras comunales y otras expropiaciones masivas de los campesinos. En Gran Bretaña la población rural no sólo fue transformada en un proletariado desposeído y coaccionado hacia el trabajo asalariado, sino que también se criminalizó su libertad de asociación y de circulación con la implementación de un Estado policial draconiano durante las dos primeras décadas del siglo XIX.</p>
<p>A nivel mundial, el capitalismo se expandió como sistema mundial a través de la ocupación colonial, la expropiación y la esclavización de gran parte del Sur global. Decenas y cientos de millones de campesinos fueron despojados de sus tierras por las potencias coloniales, obligándolos a entrar en el mercado de trabajo asalariado, y sus antiguas tenencias fueron consolidadas para la agricultura de cultivos comerciales en una especie de reedición mundial de los Cercamientos de Gran Bretaña. Tanto en tiempos coloniales como post-coloniales, las tierras y los recursos naturales del Tercer Mundo fueron cercados, robados y saqueados por los intereses comerciales occidentales. La actual concentración de la tierra del Tercer Mundo en manos de las élites terratenientes que producen en connivencia con los intereses de la agroindustria occidental, y de los recursos de petróleo y minerales en las manos de las corporaciones occidentales, es una herencia directa de cuatrocientos años de robo colonial y neo-colonial.</p>
<p>Los que nos identificamos con la Izquierda Libertaria tal como la entendemos en C4SS queremos arrancar los principios del libre mercado de las manos de los asalariados de las grandes empresas y la plutocracia y volver a usarlos en función de su propósito original: de un asalto total contra los intereses económicos atrincherados y las clases privilegiadas de nuestro tiempo. Si el liberalismo clásico de Smith y Ricardo fue un ataque contra el poder de los oligarcas terratenientes partidarios del Whig y los intereses adinerados, nuestro libertarismo de izquierda es un ataque a lo que más se parece a eso en nuestro tiempo: el capital financiero global y las corporaciones transnacionales. Repudiamos el papel del libertarismo dominante en la defensa del capitalismo corporativo en el siglo XX y su alianza con el conservadurismo.</p>
<p>En la Izquierda Libertaria queremos demostrar la pertinencia de los principios de libre mercado, de libre asociación y de cooperación voluntaria para abordar las preocupaciones de la izquierda de hoy en día: la injusticia económica, la concentración y la polarización de la riqueza, la explotación del trabajo, la contaminación y los residuos, el poder empresarial, y las formas estructurales de opresión como el racismo, el sexismo, la homofobia y la transfobia.</p>
<p>Dondequiera que se haya perpetrado el robo o la injusticia, tomamos una firme postura a favor de la plena rectificación. Dondequiera que persista la propiedad de la tierra por parte de élites neo-feudales, debe ser tratada como propiedad legítima de aquellos cuyos antepasados la ​​han trabajado y utilizado. Los campesinos expulsados ​​de la tierra para levantar cultivos comerciales para Cargill y ADM deben ser reestablecidos como legítimos propietarios. Las haciendas en América Latina deberían abrirse para que los campesinos sin tierra puedan ocuparlas productivamente. Los títulos de propiedad de la tierra vacante y no mejorada en los Estados Unidos y otras sociedades de colonos que se ha cercado y dejado fuera de uso por propietarios ausentes, deberían ser anulados. En los casos donde la tierra originalmente reclamada en virtud de un título tan ilegítimo esté siendo efectivamente trabajada o habitada por inquilinos o pagadores de hipoteca, la titularidad completa debe ser inmediatamente transferida a ellos. Los títulos de propiedad corporativa de las minas, los bosques y los campos petrolíferos obtenidos mediante robo colonial deberían ser anulados.</p>
<p>La lista <em>mínima</em> de las exigencias del libertarismo de izquierda debe incluir la abolición de todos los derechos de propiedad artificial, la escasez artificial, los monopolios, las barreras de entrada, los carteles reglamentarios y las subvenciones, gracias a los cuales prácticamente la totalidad de las empresas del Fortune 500 generan la mayor parte de sus ganancias. Debe incluir la terminación de todo título de propiedad sobre terrenos baldíos y sin mejoras, todos los monopolios de &#8220;propiedad intelectual&#8221;, y todas las restricciones a la libre competencia en el tema del dinero y del crédito o a la libre adopción de cualquiera y todos los medios de intercambio elegidos por las partes de una transacción. Por ejemplo, la abolición de las patentes y las marcas comerciales significaría el fin de todas las barreras legales que impiden a los contratistas de Nike en Asia producir inmediatamente imitaciones idénticas de las zapatillas y comercializarlas a la población local a una pequeña fracción del precio sin el recargo que implica el &#8220;Swoosh&#8221;. Significaría el fin inmediato de todas las restricciones a la producción y venta de versiones competitivas de los medicamentos bajo patente, a menudo por tan poco como el 5% del precio. Queremos que la porción del precio de todos los bienes y servicios conformada por las rentas incorporadas sobre la &#8220;propiedad&#8221; de ideas o técnicas —a menudo la mayor parte de su precio— desaparezca ante la competencia inmediata.</p>
<p>Nuestro programa debe incluir, además, el fin de todas las barreras artificiales a la actividad por cuenta propia, a la empresa casera, a la vivienda vernácula o autoconstruida y a otros medios de subsistencia de bajo costo — esto incluye las leyes de habilitación y zonificación o códigos de seguridad. Y debe incluir terminar con todas las restricciones legales sobre el derecho de los trabajadores a organizarse y para negarse a prestar sus servicios bajo cualquier circunstancia o a participar en boicots, y el fin de todos los privilegios legales que dan a los establecimientos sindicales certificados el derecho a restringir las huelgas salvajes y otros tipos de acción directa por parte de sus trabajadores de base.</p>
<p>En el caso de la contaminación y el agotamiento de los recursos, la agenda de la izquierda libertaria debe exigir el fin de todo tipo de acceso privilegiado a la tierra por parte de las industrias extractivas (es decir, la colusión de la Oficina de Administración de Tierras de EE.UU. con las compañías petroleras, mineras, madereras y ganaderas), de todos los subsidios a la energía y el consumo de transporte (incluyendo el fin de los subsidios a aeropuertos y autopistas y el uso del dominio eminente para esos fines), el fin de la utilización del dominio eminente para oleoductos y gasoductos, la eliminación de todas las limitaciones regulatorias de la responsabilidad corporativa por derrames de petróleo y otros tipos de contaminación, el fin de la doctrina por la cual las normas mínimas regulatorias impiden normas preexistentes de responsabilidad más estrictas derivadas del derecho consuetudinario, y la restauración completa de la responsabilidad ilimitada (tal como existía en el marco del derecho consuetudinario de agravios original) para actividades contaminantes como el fracking y la remoción de la cima de las montañas. Y debe abolir, obviamente, el rol del Estado guerrerista de EE.UU. en asegurar el acceso estratégico a las cuencas petroleras extranjeras o mantener las rutas marítimas abiertas para los barcos petroleros.</p>
<p>El capitalismo corporativo y la opresión de clase deben su existencia a la intervención del Estado a favor de los privilegiados y poderosos. Los mercados genuinamente libres, la cooperación voluntaria y la libre asociación actuará como dinamita en los cimientos de este sistema de opresión.</p>
<p>Cualquier agenda de izquierda libertaria digna de ese nombre debe incluir también una preocupación por la justicia social y la lucha contra la opresión estructural. Eso significa, obviamente, el fin de toda discriminación impuesta por el Estado en cuanto a raza, género u orientación sexual. Pero significa mucho más que eso.</p>
<p>Es cierto que como libertarios nos oponemos a todas las restricciones legales a la libertad de asociación, incluyendo las leyes contra la discriminación por parte de las empresas privadas. Pero debemos apoyar con entusiasmo la acción directa para combatir la injusticia en el ámbito social. E históricamente, las leyes estatales contra la discriminación solo han servido para codificar, de mala gana y después del hecho, las triunfos obtenidos sobre el terreno a través de la acción directa, como los boicots de autobuses, las sentadas en los despachos de almuerzo y los disturbios de Stonewall. Debemos apoyar el uso de la acción directa, la presión social, los boicots y la solidaridad social para combatir las formas estructurales de opresión como el racismo y la cultura de la violación, y desafiar las normas interiorizadas que perpetúan estos sistemas de coerción.</p>
<p>Al abordar todas las formas de injusticia, debemos adoptar un enfoque interseccional. Eso incluye el repudio a las prácticas de la vieja izquierda de desestimar las preocupaciones de raza y género como &#8220;divisivas&#8221; o postergables &#8220;hasta más tarde&#8221; en interés de la unidad de clase. También incluye un repudio de los movimientos de justicia racial y de género dominados por profesionales de clase media alta que solo se preocupan por ver &#8220;caras negras o femeninas en las altas esferas del poder&#8221;, y &#8220;gabinetes/juntas directivas que se parezcan al resto de Estados Unidos&#8221;, dejando el poder de esas altas esferas, gabinetes y juntas directivas intacto. El asalto a una forma de privilegio arraigada no debe ser razón para llegar a una solución de compromiso en otras luchas; más bien, todas las luchas son complementarios y se refuerzan mutuamente.</p>
<p>Preocuparnos especialmente por las necesidades interseccionales de los compañeros menos favorecidos en cada movimiento de justicia —mujeres y personas de color en la clase obrera; mujeres pobres y trabajadoras, mujeres de color, mujeres transexuales y trabajadoras sexuales dentro del feminismo; las mujeres, los pobres y los trabajadores en el movimiento por la justicia racial; etc.— no divide estos movimientos. De hecho los fortalece ante los intentos de la clase dominante para dividir y conquistar mediante la explotación de las líneas de fractura interna como fuente de debilidad. Por ejemplo, los grandes terratenientes derrotaron a los sindicatos de granjeros arrendatarios en el sur estadounidense durante la década de 1930 mediante el fomento y la explotación de la discordia racial, logrando que el movimiento se dividiese en sindicatos blancos y negros separados. Cualquier movimiento de clase, justicia racial o sexual que no tenga en cuenta la combinación de múltiples formas de opresión entre sus propios miembros, en lugar de prestar especial atención a las necesidades especiales de los menos privilegiados, queda abierto al mismo tipo de manipulación. En última instancia, este tipo de atención a los problemas interseccionales debe incluir un enfoque de espacios seguros que cree un ambiente receptivo de verdadero debate para todos, sin el efecto amedrentador causado por el acoso deliberado y las difamaciones.</p>
<p>Los libertarios —a menudo por nuestra propia culpa— han sido descartados por muchos como &#8220;republicanos que fuman marihuana&#8221; que adhieren a una ideología insular principalmente de hombres blancos de clase media que trabajan en startups de Silicon Valley. En demasiadas publicaciones y comunidades en línea libertarias convencionales, la tendencia reflexiva es defender a los grandes negocios contra los ataques de los trabajadores y los consumidores, a los arrendadores contra los arrendatarios, y a Walmart contra la gente común, rechazando a cualquiera que sea crítico en este sentido como enemigo del libre mercado y tratando a las corporaciones como si fuesen portavoces de los principios del libre mercado. Esta tendencia es paralela a otra similar a descartar cualquier preocupación por la justicia racial y sexual como &#8220;colectivista&#8221;. El resultado es un movimiento que la gente pobre y trabajadora, las mujeres y las personas de color ven como totalmente irrelevantes a sus preocupaciones. Mientras tanto, los varones blancos de 20 y pico de años que trabajan en las industrias de alta tecnología explican la falta de mujeres y minorías en función de su &#8220;colectivismo natural&#8221;, y con aire taciturno citan mutuamente &#8220;El trabajo de Isaías&#8221; de Nock.</p>
<p>Los que estamos en la Izquierda Libertaria no queremos ser relegados a las catacumbas, o ser el equivalente moderno de los jacobitas sentados en los cafés recordando a Bonnie Prince Charlie y el &#8217;15. No queremos rezongar sobre cómo la sociedad se va al garete mientras que la mayoría de la gente que lucha para cambiar las cosas para mejor nos ignora. Queremos que nuestras ideas estén en el centro de las luchas por la justicia y una vida mejor en todo el mundo. Y sólo podemos hacer esto abordando las preocupaciones reales de la gente real, repetándolas como se merecen, y mostrándoles cómo nuestras ideas son relevantes. Y eso es lo que pretendemos hacer.</p>
<p>Artículo original <a href="http://c4ss.org/content/28216">publicado por Kevin Carson el 15 de junio de 2014</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por <a href="http://es.alanfurth.com">Alan Furth</a>.</p>
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		<title>La abdicación del rey Juan Carlos y las falsas dicotomías estatistas</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2014 19:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>El anuncio de la abdicación del Rey Juan Carlos I de España ha provocado una ráfaga de comentarios comparando la dictadura y la democracia. La mayor parte de la opinión pública ve el poder no honorario de la docena de monarquías que quedan en Europa, sobre todo el de las monarquías diminutas como las de Liechtenstein y la del Vaticano, como vestigios residuales condenados a sucumbir ante la tendencia implacable hacia el Estado nacional-democrático representativo característico del &#8220;fin de la historia&#8221;. El papel que jugó el estimado monarca al liderar la transición del régimen fascista con &#8220;F&#8221; mayúscula de Franco a un estado democrático moderno convencional fue una anomalía.</p>
<p>Sin embargo, España es un ejemplo clásico de dos críticas devastadoras a la opinión de consenso llevadas a cabo por el anarquista Karl Hess en una entrevista con la revista Playboy en julio de 1976. Primero, cuando Hess negó &#8220;que los monarcas medievales sean muy distintos que nuestros presidentes de hoy en día&#8221; fue objetado con el contrargumento de que &#8220;Seguramente, incluso siendo anarquista, usted reconocerá que hay <em>algunas</em> diferencias entre los presidentes y los reyes&#8221;, pero él insistió: &#8220;Los presidentes alcanzan el poder a través de fraudes y apretones de manos, mientras que los reyes optan por la vía mucho menos agotadora del nacimiento. Esa es la única diferencia que puedo discernir&#8221;. Segundo, dijo que &#8220;La mayoría de los analistas ven el espectro político como un gran círculo, con los gobiernos autoritarios de derecha y de izquierda intersectándose en un punto directamente opuesto a la democracia representativa. Pero mi idea de la política es que sigue una línea recta, con todas las sociedades autoritarias a la derecha y todas las sociedades libertarias a la izquierda&#8221;, con &#8220;un mundo de barrios en los que toda organización social es voluntaria y las formas de vida están establecidas en grupos pequeños que se asocian por consentimiento mutuo&#8221; como lo contrario tanto a la democracia representativa como a la dictadura.</p>
<p>En su introducción a Los Colectivos Anarquistas, Murray Bookchin despreció la interpretación convencional que hizo la socialdemocracia y la vieja izquierda de la Guerra Civil Española como &#8220;una lucha entre una república liberal que trató de defender valientemente y con el apoyo popular al estado democrático parlamentario contra los generales autoritarios&#8221;. De hecho, la gente común de España &#8220;veía a la república casi con tanta animosidad como a los franquistas&#8221; y &#8220;no les interesaba rescatar a un régimen republicano traicionero, sino reconstruir la sociedad española&#8221;. Después de la introducción de Bookchin, se presenta documentación primaria detallada de su éxito cuando lograron contener el poder del Estado lo suficiente como para obtener una oportunidad de luchar.</p>
<p>Lejos de ser lo que la vieja izquierda vio como una quijotesca última resistencia de &#8220;rebeldes primitivos&#8221; pre-industriales contra la marea de la historia, los anarquistas españoles parecen cada vez más clarividentes en cuanto a la era post-industrial de mañana.</p>
<p>El poder aparentemente imparable del Estado y de sus apéndices plutócratas —los sucesores modernos de los que Bookchin llamó los &#8220;enemigos de clase históricos del pueblo español, que van desde los grandes terratenientes y señores clericales heredados del pasado a la creciente burguesía industrial y banqueros de tiempos más recientes&#8221;— para desplazar formas alternativas de organización socioeconómica siempre ha dependido totalmente de su capacidad de extraer riqueza involuntariamente: en palabras de Franz Oppenheimer, de los &#8220;medios políticos&#8221;. Las raíces de los medios políticos se están secando gradualmente a medida que la producción económica se hace cada vez más localizada, menos intensiva en capital, y en consecuencia menos susceptible de ser sometida a la tributación. En el ámbito militar, el poder del ejército permanente está siendo desafiado cada vez con más fuerza por técnicas de guerra de cuarta generación que reviven el espíritu popular de las voluntarias y decididamente anti-estatatistas Brigadas Internacionales.</p>
<p>El futuro cercano nos depara formas organización social a escala humana tan descentralizadas que harán lucir a Monaco como pesadamente burocrático, y que funcionarán sin necesidad de que los individuos renuncien a la soberanía sobre sus vidas personales. Y así es como harán realidad la observación de George Woodcock según la cual &#8220;En realidad, el ideal del anarquismo, lejos de la democracia llevada a su extremo lógico, es mucho más parecida a la aristocracia universalizada y purificada&#8221;.</p>
<p>Artículo original <a href="http://c4ss.org/content/27966">publicado por Joel Schlosberg el 8 de junio de 2014</a>.</p>
<p>Traducido del inglés por <a href="http://alanfurth.com">Alan Furth</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=29554&amp;md5=e08e0445011aa7412b093ca847f07325" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A ação direta alcança resultados práticos</title>
		<link>http://c4ss.org/content/27357</link>
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		<pubDate>Sun, 18 May 2014 22:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Smithee]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[ação direta]]></category>
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		<description><![CDATA[Na vila de Kalabalge, no estado nigeriano do norte de Borno, o povo reagiu. Enquanto políticos tremiam e ativistas tuitavam, as pessoas de Kalabalge se armaram e combateram seus inimigos, prendendo um comboio do Boko Haram numa emboscada quando iriam sofrer um ataque em sua vila. Pelo menos 41 militantes do Boko Haram foram mortos...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na vila de Kalabalge, no estado nigeriano do norte de Borno, <a href="http://www.aljazeera.com/news/africa/2014/05/nigeria-villagers-kill-boko-haram-fighters-2014514152412389219.html">o povo reagiu</a>. Enquanto políticos tremiam e ativistas tuitavam, as pessoas de Kalabalge se armaram e combateram seus inimigos, prendendo um comboio do Boko Haram numa emboscada quando iriam sofrer um ataque em sua vila. Pelo menos 41 militantes do Boko Haram foram mortos e dez foram capturados no ataque surpresa a dois caminhões empreendido pelos habitantes do vilarejo. Armados com rifles, facões e arcos, as pessoas de Kalabalge fizeram aquilo que o exército da Nigéria não foi capaz de fazer e se defenderam com sucesso dos milicianos.</p>
<p>Estamos condicionados a pensar em &#8220;ativismo&#8221; como uma tentativa de fazer com que outras pessoas façam alguma coisa. Pedimos para que políticos e burocratas saiam de sua inércia e ajam de alguma maneira benéfica. Mas o melhor e mais efetivo ativismo é aquele em que assumimos o controle da situação e resolvemos nossos problemas — ou combatemos nossos inimigos — por conta própria. Na província de Michoacán, no México, as pessoas se insurgiram contra o cartel Cavaleiros Templários, expulsando-os com tanta eficiência que o governo mexicano desistiu de tentar suprimir as milícias e agora <a href="http://www.latimes.com/world/mexico-americas/la-fg-michoacan-violence-20140512-story.html#page=1">pretende suborná-las</a>, transformando-as em um braço do estado criminoso. Só podemos esperar que o povo resista a esses avanços.</p>
<p>E agora, na Nigéria, o povo está levantando. Enquanto o resto do mundo responde aos crimes do Boko Haram com hashtags e selfies, o povo de Kalabalge respondeu com balas e facas, assumindo a responsabilidade por suas vidas e famílias. Para se defender, deve-se depender de si mesmo; em cursos de autodefesa, nós aprendemos tanto a confiar na própria força quanto técnicas para derrotar os atacantes. O Boko Haram reagiu da forma que os agressores respondem desde sempre a vítimas fortalecidas — colocaram o rabo entre as pernas e fugiram, deixando seus mortos e feridos para trás como covardes que sempre foram.</p>
<p>Nos Estados Unidos, o centro imperial, nós também precisamos aprender a nos defendermos de agressores em nosso meio, contra as forças do império. As ações não precisam ser diretas, não é necessário o confronto direto — <a href="http://c4ss.org/content/24410">embora aqueles que escolham enfrentar os opressores diretamente mereçam o nosso respeito</a>. No movimento anti-guerras dos últimos 14 anos, ocorreram várias iniciativas de conscientização, de levantamento de fundos e outros eventos importantes, mas o ativismo mais efetivo teve duas formas: o desestímulo ao alistamento militar — conhecido como &#8220;contra-recrutamento&#8221; — e o estímulo à deserção dos soldados. São iniciativas muito mais desafiadoras do que segurar uma placa numa passeata, porque requerem que nós conheçamos as pessoas que estamos tentando alcançar e que ofereçamos uma alternativa viável ao exército, que é um dos últimos lugares que existem em nossa sociedade em que qualquer pessoa fisicamente apta pode conseguir um emprego com bom salário e benefícios. Mas ambas as ações geram resultados práticos, porque retiram matéria-prima da máquina estatal, forçando os controladores do estado imperial a gastar mais tempo e recursos para encontrar e reter soldados e menos na agressão e no assassinato de pessoas.</p>
<p>Falar numa sala de aula no interior sobre as alternativas ao exército não é tão dramático quanto fazer uma emboscada a caminhões do Boko Haram numa floresta nigeriana no meio da noite, mas ambas as ações compartilham um mesmo aspecto: nenhuma delas requer que imploremos àqueles que detêm o poder por piedade e conforto. Ambas combatem o inimigo diretamente e enfrentam diretamente os mecanismos de opressão e violência. Se vamos ser salvos, precisamos seguir o exemplo de coragem do povo de Kalabalge e tomar nosso destino em nossas próprias mãos.</p>
<p><em>Traduzido do inglês para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=27357&amp;md5=4959f76bef9fa1c691b5d63191fc975a" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Dark Wallet: novas armas para velhas guerras</title>
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		<pubDate>Thu, 15 May 2014 23:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[William Sheppard]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como alguns devem saber, o projeto Dark Wallet foi liberado para o público no dia 1º de maio de 2014. A Dark Wallet é desenvolvida pelo UnSystem, uma organização que inclui, entre outros participantes notórios, Cody Wilson, famoso por desenvolver a primeira arma impressa em 3D no mundo, a Liberator. A Dark Wallet está em...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Como alguns devem saber, o projeto <em>Dark Wallet</em> foi liberado para o público no dia 1º de maio de 2014. A Dark Wallet é desenvolvida pelo UnSystem, uma organização que inclui, entre outros participantes notórios, <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Cody_Wilson">Cody Wilson</a>, famoso por desenvolver a <a href="http://www.newyorker.com/online/blogs/elements/2013/05/3d-printed-gun-cody-wilson-defense-distributed.html">primeira arma impressa em 3D no mundo</a>, a <em>Liberator</em>. A Dark Wallet está em estágio alfa de desenvolvimento, então não é recomendável que ela seja usada fora de testes.</span></p>
<p>A Dark Wallet é um conjunto de ferramentas para armazenar, enviar e receber bitcoins que busca proteger e tornar anônimo o uso da criptomoeda. É uma reação contra aqueles que pretendem tirar o cripto das criptomoedas.</p>
<p>Se desejar testá-la, você pode ir até a <a href="https://darkwallet.unsystem.net/">página do Unsystem</a> e navegar até o <a href="https://github.com/darkwallet/darkwallet/releases/tag/0.2.0">github</a>. Lá está disponível o código fonte para download. Se estiver usando um sistema Windows, baixe o arquivo .zip. Se estiver no OSX, poderá escolher tanto o .zip como o tar.bz. Se estiver utilizando o Linux, você provavelmente precisará saber quais programas de arquivamento estão disponíveis no seu sistema e escolher o arquivo para baixar de acordo com eles. Assim que fizer o download, extraia a pasta para um local conhecido.</p>
<p>Para instalar a extensão ao seu Chrome Browser, vá em <strong>Configurações &gt; Extensões</strong>, marque a opção <strong>Modo do desenvolvedor</strong>. Clique em &#8220;<strong>Carregar extensão expandida</strong>&#8221; e encontre a pasta que você acabou de extrair e aperte <strong>OK</strong>.</p>
<p>Você agora terá a Dark Wallet instalada no seu browser.</p>
<p>Ao abri-la pela primeira vez, você é recebido em uma interface limpa, simples e plana. A partir daí, você deve criar uma conta e pode escolher usar a <em>Testnet</em> se quiser. Como se trata aqui de um software alpha, essa é a melhor opção. A <a href="https://en.bitcoin.it/wiki/Testnet">Testnet</a> é uma arquitetura paralela usada para o teste e o desenvolvimento de softwares relacionados ao bitcoin. O sistema é desenhado de forma que as moedas dentro dele não tenham valor.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-27035" alt="" src="http://c4ss.org/wp-content/uploads/2014/05/loginpage1.jpg" width="640" height="319" /></p>
<p>Quando sua conta for criada, você será levado à sua carteira. A partir de lá, você poderá gerenciar e criar &#8220;bolsos&#8221; (&#8220;pockets&#8221;), que são endereços adinistráveis dentro da carteira, e verificar seu histórico de transações. Há uma ferramenta de fundos chamada <a href="http://bitcoinmagazine.com/11108/multisig-future-bitcoin/"><em>Multisig</em></a>, que permite a criação de uma carteira que precise ser assinada por várias chaves para começar uma transação. Isso pode ser especialmente útil para empresas e organizações em que a pessoa que administra os bitcoins é seu dono e, devido à irreversibilidade das transações, é necessário algum tipo de transparência.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-27036" alt="" src="http://c4ss.org/wp-content/uploads/2014/05/walletmainpage1.jpg" width="640" height="312" /></p>
<p>Na seção de envios estão localizadas as ferramentas básicas para enviar bitcoins para outros endereços, com opções avançadas como &#8220;CoinJoin&#8221;, que serve para misturar as transações de diferentes usuários, tornando-as difíceis de rastrear através do <a href="https://en.bitcoin.it/wiki/Blockchain">blockchain</a>. A natureza pública das transações de bitcoin significa que há um risco de a anonimidade ser comprometida se uma parte má intencionada for dedicada o bastante.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-27037" alt="" src="http://c4ss.org/wp-content/uploads/2014/05/walletsendpage1.jpg" width="640" height="314" /></p>
<p>Há também uma opção de depósito de fiação (&#8220;escrow&#8221;), que ainda não está ativa. Presumivelmente, isso permitirá que as transações sejam feitas em um endereço por um árbitro independente e, se houver alguma disputa entre as partes, o árbitro terá a palavra final na direção da transação. Se implementada corretamente, essa ferramenta poderá ser o antídoto descentralizante às ferramentas monolíticas como o Paypal e os bancos no papel de resolução de disputas. E é um padrão extremamente necessário para que o bitcoin ganhe popularidade.</p>
<p>Outras características incluem um sistema de contatos e há uma sala de conversas pública no &#8220;lobby&#8221;. É uma ótima ferramenta atualmente, uma vez que as conversas vão desde bobagens e absurdos até a resposta a perguntas sobre o programa e ao envio de moedas de teste entre as pessoas, para que as pessoas saibam como a Dark Wallet funciona. Se você não conseguir nenhuma testcoin, várias &#8220;torneiras&#8221; estão disponíveis para enviar uma quantidade razoável de testcoins para a sua carteira. <a href="http://faucet.xeno-genesis.com/">Esta é uma delas</a> com a qual eu e outras pessoas tivemos sucesso.</p>
<p>Embora a versão alfa do programa tenha alguns problemas, seu design e suas ferramentas têm muito potencial para torná-la a carteira de bitcoin mais popular. Com isso, o bitcoin poderia passar a ser impossível de ser assimilado ao paradigma financeiro atual. Esse é provavelmente o maior potencial das criptomoedas. Esse conceito, junto com um possível <a href="http://www.wired.com/2014/04/darkmarket/">Dark Market</a> no futuro pode ser uma alternativa extremamente robusta ao sistema de mercado &#8220;branco&#8221; atual.</p>
<p>O Dark Market, atualmente, é apenas uma prova de conceito e não está em desenvolvimento ativo, já que o time UnSystem quer focar seus esforços na Dark Wallet. O Dark Market seria, simplesmente, uma plataforma de mercado com o mesmo foco na privacidade e na anonimidade que a Dark Wallet. Seria uma contraeconomia P2P difícil de se enfrentar – nas palavras de Cody Wilson, onde &#8220;ninguém teria que ser <a href="http://www.forbes.com/sites/andygreenberg/2013/08/14/meet-the-dread-pirate-roberts-the-man-behind-booming-black-market-drug-website-silk-road/">Dread Pirate Robert</a>s&#8221;.</p>
<p>Inicialmente, pode parecer que a Dark Wallet e o conceito do Dark Market sejam mais adequados à venda de contrabando, mas não há motivos por que, enquanto plataforma, ele não possa se tornar um grande bazar – uma nova Amazon ou eBay, livre das restrições centralizadas, com o uso de criptografia e redes peer to peer para facilitar as transações e resolver disputas.</p>
<p>Um mercado cinzento e negro paralelo que seduz o mercado branco.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-27237" alt="" src="http://c4ss.org/wp-content/uploads/2014/05/cincomercados.jpg" width="540" height="375" /></p>
<p>Atualmente, há uma guerra entre aqueles que veem as criptomoedas como fundamentos sólidos para uma contraeconomia, aqueles que desejam <a href="http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424052702304439804579205740125297358">esterilizá-la e recolocá-la</a> dentro do mercado formal do estado e aqueles que simplesmente desejam <a href="http://www.economist.com/news/finance-and-economics/21600736-chinese-regulators-make-life-hard-crypto-currencies-dream-dispelled">destruí-la</a>. Isso é imprescindível para algumas pessoas porque somente o mercado branco pode ser efetivamente controlado pelo estado, só no mercado branco é possível extrair impostos sobre a movimentação de bens e serviços e é só nele que é possível impor regulamentações. A Dark Wallet é uma defesa contra tudo isso, não importa se sejamos atores conscientes da contraeconomia ou não. Enquanto anarquistas, não é apenas ético, mas é também parte de nosso objetivo participar da contraeconomia e ajudar a expandi-la – executar trocas voluntárias sem alimentar o estado. A guerra entre esses mercados é antiga e a Dark Wallet é uma das novas armas para as próximas batalhas.</p>
<p><em>Traduzido do inglês para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=27232&amp;md5=422c7cb6167c0351166536f8a788cb71" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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