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	<title>Center for a Stateless Society &#187; América Latina</title>
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		<title>A situação do trabalhador na Argentina: Uma perspectiva anarquista</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2014 02:36:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Erick Vasconcelos]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Logo depois da crise econômica por que o país passou há mais de 10 anos, que chegou a seu apogeu em 2001, a Argentina se recuperou e entrou em um período de prosperidade relativa devido às condições do comércio exterior. Contudo, a situação do trabalhador argentino médio permanece a mesma há centenas de anos: seu acesso aos meios de produção, ao capital, ainda é restrito pela ação estatal.</p>
<p>1) Graças ao que já se configura como uma recessão incipiente, a situação econômica do país se deteriora rapidamente. 75% dos trabalhadores argentinos ganham menos que 6.500 pesos por mês (US$ 590), enquanto metade dos empregados ganham menos que 4.040 pesos (US$ 367), ou seja, pouco mais que o salário mínimo de 3.600 pesos (US$ 327). Os 25% que menos ganham recebem menos que 2.500 pesos por mês (US$ 227), a taxa de emprego informal já chegou a 33,5% e 1,2 milhão de pessoas estão desempregadas. A renda já muito baixa das pessoas ainda é erodida pela inflação galopante e pelos altos impostos. <strong>[1]</strong></p>
<p>Metade dos trabalhadores que ganham menos e consomem a maior parte de sua renda pagam um imposto sobre valor agregado (IVA) de 21%. Essa é uma alíquota extremamente regressiva, já que um trabalhador com um salário de 3.600 pesos, que consome a maior parte do seu dinheiro, paga impostos que representam mais de um quinto dos seus rendimentos, enquanto alguém com um salário de 10.000 pesos — se presumirmos uma paridade dos níveis de consumo — paga apenas 7,5% de sua renda em impostos. Além disso, a inação do governo para atualizar as alíquotas de impostos já erodiu os salários de trabalhadores mais bem pagos: um trabalhador da construção civil que ganha 15.000 pesos (US$ 1.363) ou mais paga mais de 40% de sua renda para o estado.</p>
<p>Assim, a Argentina está passando a ser o país em que o estado tem a maior influência sobre a economia na região e um dos países do mundo em que os empregados pagam mais impostos. <strong>[2]</strong> Devido aos impostos ultrapassados aplicados aos trabalhadores que ganham salários decentes, o IVA e o imposto de renda são os maiores contribuintes aos cofres do estado em termos nominais, representando uma parcela maior do que aquela paga por grandes produtores de soja e combustíveis. <strong>[3]</strong></p>
<p>2) O pior de tudo é que o trabalhador assalariado argentino tem menos alternativas de emancipação e independência atualmente do que nunca. Mesmo se conseguisse poupar e se proteger dos efeitos da inflação, ele teria que enfrentar barreiras intransponíveis de entrada nos mercados, devido principalmente a leis nacionais e regulamentações municipais para a abertura de novos negócios. Essas restrições elevam os custos iniciais para qualquer pequeno negócio para acima de 100.000 pesos (mais de US$ 9.000). Uma vez que é extremamente difícil para os trabalhadores driblarem os efeitos da inflação, o investimento com a poupança de seus salários é praticamente impossível.</p>
<p>O crédito é virtualmente inacessível. Os bancos cobram taxas de juros de cerca de 70% e não emprestam menos de 120.000 pesos para empresas pequenas ou médias. Além disso, os bancos oferecem cerca de 18% anualmente sobre os depósitos aos poupadores, uma porcentagem irrisória quando comparada às taxas cobradas dos consumidores em empréstimos ao consumidor e cartões de crédito. Os lucros que os bancos consequem com seu monopólio sobre o crédito não têm paralelo em outros setores da economia argentina. E com a última desvalorização em janeiro deste ano, seus lucros cresceram ainda mais. Na verdade, pode-se dizer que, além do próprio governo, os bancos foram os únicos beneficiários da desvalorização. Todos os outros setores sofreram grandes perdas de poder de compra. Durante o primeiro trimestre de 2014, a economia argentina não cresceu e os bancos mesmo assim registraram um aumento de 300% em seus rendimentos em comparação ao mesmo período de 2013. <strong>[4]</strong></p>
<p>3) Sendo impossível alcançar a independência financeira através da poupança ou do crédito, o que resta aos trabalhadores médios é fugir para ativos que os permitam ao menos proteger o valor de seu pequeno capital da inflação. Isso costumava ser feito principalmente através da compra de dólares americanos ou de outras moedas estrageiras, mas o estado, em um esforço para cercar recursos em benefício de sua rede clientelista, impôs um rígido controle de compras de moeda estrangeira em 2011. O sistema era tão rígido nos primeiros estágios de sua implementação que ele estimulou o surgimento de um forte mercado negro de moedas. Ele só foi tornado um pouco mais flexível em janeiro de 2014 e para benefício de alguns poucos privilegiados: apenas aqueles que ganham 7.200 pesos por mês (US$ 654) — o equivalente a dois salários mínimos — ou mais podem adquirir moeda estrangeira e, a partir desse ponto, a permissão para compras em moedas estrangeiras cresce de forma concomitante com o nível de renda. É difícil pensar em um sistema mais regressivo que esse para racionar um recurso escasso. <strong>[5]</strong></p>
<p>Em outras palavras, mais de 75% dos trabalhadores argentinos estão fora do mercado cambial, fazendo com que se torne extremamente difícil se proteger da inflação do peso. A fuga para outros ativos, como bens duráveis como carros — eu não levo imóveis em consideração porque já estão inacessíveis à maioria da população há decadas —, tem sido enorme e, juntamente com as compras brasileiras, é o principal fator de compensação das demissões e das reduções de operação por parte das grandes montadoras de carros devudio ao crescimento econômico mais lento. Em suma, o assalariado argentino não tem escolha a não ser trabalhar para outra pessoa por um salário miserável que rapidamente se evapora devido à inflação — isso se a incipiente recessão não os levar direto para o desemprego.</p>
<p>4) Com a crise de 2001, o espírito popular tinha em mente o slogan &#8220;que saiam todos&#8221;, um reflexo claro da perda de confiança na classe política. A proliferação de assembleias de bairro, fábricas ocupadas e gerenciadas pelos trabalhadores e organizações populares sem líderes políticos visíveis eram a norma até que o estado policial de Eduardo Duhalde abriu caminho, através da repressão e dos ajustes econômicos, ao primeiro governo de Néstor Kirchner em 2003. Hoje, apesar de as estatísticas de pobreza não serem mais tão dramáticas, o espírito do povo argentino é parecido, mas definitivamente não está maduro o bastante.</p>
<p>Estamos chegando a um ponto em que a legitimidade da democracia representativa está num ponto baixo histórico: as pessoas comuns parecem estar percebendo que o espetáculo político serve para manter o bem estar da classe política e que, novamente, a história vai seguir o mesmo curso que já segue há décadas. Essa percepção é ainda mais disseminada porque os candidatos que lideram as pesquisas presidenciais da eleição de 2015 são todos fabricados pela facção kirchinerista/duhaldista/menemista. Até mesmo o setor &#8220;direitista&#8221; liderado por Mauricio Macri já se aproximou do governo atual.</p>
<p>Por outro lado, a popularidade da esquerda estatista tem crescido consideravelmente nos últimos anos, especialmente em algumas das maiores associações comerciais do país e tem ganhado várias cadeiras legislativas. O trabalhador médio não é mais persuadido pelo peronismo, que se transformou no que o radicalismo se tornou na primeira metade do século 20 quando chegou ao poder: um movimento puramente conservador. <strong>[6]</strong> Contudo, apesar dos avanços das alternativas ao peronismo hegemônico serem um desenvolvimento positivo, ainda se trata da mesma esquerda autoritária de sempre. Suas propostas são, a não ser pela retórica de &#8220;assembleias&#8221; e &#8220;democracia&#8221;, mais centralização, mais poder para o estado e mais impostos para o produtor.</p>
<p>5) Penso que a a Argentina precise de um movimento de esquerda que verdadeiramente defenda a emancipação do produtor, pela eliminação dos privilégios na atividade bancária, nas propriedades fundiárias e na indústria e que não dependa do peso do estado sobre os ombros dos trabalhadores e empreendedores — uma esquerda que deixe todas as decisões políticas e econômicas nas mãos dos cidadãos. Um movimento libertário. Um movimento que não parta das altitudes liberais clássicas, que, de qualquer maneira, não tentariam se aproximar dos trabalhadores para mais do que estimulá-los a ler Ludwig von Mises e glorificar Juan Bautista Alberdi. Há um grande abismo cultural entre esse racionalismo herdado do século 18 e a herança cultural argentina. A mesma distância que existe para com as fgras de Marx e Trotsky que a esquerda pretende impor.</p>
<p>A mentalidade argentina é fundamentalmente libertária por motivos históricos, culturais e idiossincráticos e é com esse fato que temos que trabalhar.</p>
<p><strong>Notas:</strong></p>
<p><strong>[1]</strong> “El 75% de la gente ocupada gana menos de $ 6.500 mensuales”, <em>Clarín</em>, 26/03/2014.</p>
<p><strong>[2]</strong> Fernando Gutiérrez, “Cristina, “víctima” de la curva de Laffer: el Gobierno, casi sin margen para subir impuestos y mejorar la caja”.</p>
<p><strong>[3]</strong> Arrecadação – Serie Anual 2014, AFIP. Um argumento frequentemente utilizado contra essa crítica da depredação estatista é que o dinheiro coletado &#8220;retorna&#8221; ao povo na forma de serviços públicos ou sociais, como a Assistência Universal por Filho (AUF) ou serviços educacionais. É importante notar que a AUF é meramente um remédio superficial que pretende conter os impulsos destrutivos do lumpenproletariado (que todos conhecemos bem depois dos episódios de 2001) e que, apesar do aumento dos gastos na educação pública de 4% para 6,2% do PIB, a matrícula de alunos em escolas particulares cresceu sete vezes mais que em escolas públicas devido à decadência contínua de sua qualidade, que não oferece qualquer esperança para o futuro dos alunos e mantém os professores em condições de trabalho absolutamente precárias. Novamente, os trabalhadores sofrem pelos dois lados: sustentam a educação pública por meio dos impostos e fazem um esforço hercúleo para pagar pela educação de seus filhos.</p>
<p><strong>[4]</strong> Nicolás Bondarovsky, “Economía: la extraordinaria ganancia de los bancos”. Isso não é nada novo. Vários pensadores já observaram a necessidade de que o trabalhador tenha acesso ao crédito para sua emancipação, desde Proudhon, William Greene, Benjamin Tucker e Silvio Gesell, até Kevin Carson nos dias atuais, entre outros.</p>
<p><strong>[5]</strong> “La AFIP anunció la fórmula con que se calculará la venta de dólares para ahorro”, <em>Infobae</em>, 27/01/2014.</p>
<p><strong>[6]</strong> “La izquierda por la izquierda: Jorge Altamira – Partido Obrero – FIT”, <em>La Barraca</em>, 19/05/2014.</p>
<p><em>Traduzido por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
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		<title>La muerte de Gabriel García Márquez nos ayudará a romper la maldición mágico-realista</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Apr 2014 19:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Furth ES]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>El fallecimiento de Gabriel García Márquez el pasado jueves 17 de abril fue un momento particularmente doloroso para cualquiera en América Latina ‒o en cualquier otro lugar del mundo‒ que alguna vez haya experimentado el sublime placer de leer alguna de las obras del maestro literario. Pero para mí, el dolor del acontecimiento no se debió exclusivamente a que Gabo, de repente, ya no se encuentre entre nosotros los mortales. Hay aspectos de la vida de las personas que apreciamos más intensamente justo cuando se les acaba el último aliento. Por eso hoy mi asombro y mi admiración por la pluma de García Márquez chocan, más que nunca, con la total desilusión que me causa su miopía política.</p>
<p>Los detalles de su amistad y trabajo con Fidel Castro son legendarios. En 1959 se incorporó a la agencia de noticias Prensa Latina, fundada por el Che Guevara y Jorge Ricardo Masetti. Cuando venía a la isla se quedaba en una de las lujosas casas de protocolo que el Comandante reservaba para sus amigos. Allí compartieron sus pasiones culinarias. El plato favorito de Gabo era la &#8220;langosta a la Macondo&#8221;, a Fidel le encantaba todo lo que tuviese que ver con el bacalao. Pero sobre todo compartieron sus sueños de cómo la revolución traería, algún día, la prosperidad sin fin para los cubanos de a pie que esperaban en fila durante horas bajo el sol, libro de racionamiento en mano, por unas cuantas libras de pollo, arroz y frijoles.</p>
<p>En 1988, viviendo en La Habana, García Márquez avanzó en la escritura de <em>El general en su laberinto</em>, su clásico sobre los últimos años de Simón Bolívar. Gerald Martin, autor de la primera biografía completa de García Márquez publicada en Inglés, sugiere que su descripción de Bolívar en el libro se inspiró en los rasgos de Castro. En 1989 le dedicó el libro a uno de sus grandes amigos, Antonio &#8220;Tony&#8221; de la Guardia, un coronel del Ministerio del Interior de Cuba: &#8220;Para Tony, que siembra el bien&#8221;.</p>
<p>Ese mismo año, de La Guardia fue condenado a muerte, acusado de tráfico de drogas y traición. Cuando la hija de de la Guardia le rogó a García Márquez que intercediera en nombre de su padre, él le dijo que &#8220;Fidel estaría loco si tuviera que autorizar las ejecuciones&#8221;, dándole esperanzas. Pero poco después, de la Guardia fue ejecutado.</p>
<p>Al parecer, la devoción que García Márquez sentía por Castro le hizo racionalizar la ejecución de de la Guardia como tan sólo &#8220;un problema entre militares&#8221;, como le dijo a Francois Miterrand durante la celebración del bicentenario de la Revolución Francesa. También afirmó públicamente que los cargos de traición estaban justificados, y que dada la situación, Castro no tuvo alternativa.</p>
<p>Lo más triste del caso de García Márquez, sin embargo, es que su actitud es el ejemplo prototípico del intelectual &#8220;izquierdista&#8221; de América Latina, siempre dispuesto a idolatrar a cualquier tirano que grite una consigna anti-imperialista o sobre la &#8220;justicia social&#8221;.</p>
<p>Después de leer &#8220;Operación Carlota: Cuba en Angola&#8221;, una crónica escrita por García Márquez bajo la supervisión de Castro, el también Premio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa lo acusó de ser un &#8220;lacayo&#8221; del dictador. Aunque llegaron a ser muy amigos, con los años los escritores se distanciaron por sus diferencias ideológicas. Y lo que es tan triste como el caso de García Márquez, Vargas Llosa se ​​convirtió en su polo opuesto pero a la vez complementario, idolatrado por los intelectuales &#8220;liberales&#8221; de derecha en toda América Latina.</p>
<p>Al igual que García Márquez, Vargas Llosa racionaliza la perversidad de la autoridad con bastante frecuencia, y quizás el ejemplo más claro tiene que ver con un suceso que implicó muchas más muertes que la ejecución de un solo hombre. En el período previo a la invasión estadounidense de Irak en 2003, Vargas Llosa declaró pública y vehementemente su oposición a la la guerra. Pero unos meses más tarde, después de cubrir la invasión sobre el terreno en una misión para el periódico El País, proclamó que a pesar de la pérdida masiva de vidas y recursos de la que fue testigo, &#8220;Con lo que he visto y oído en esta breve estancia, hubiera apoyado la intervención [<em>sic</em>], sin vacilar&#8221;.</p>
<p>Por muy triste que pueda llegar a ser, el contraste de la miopía ideológica y el genio literario de cada escritor por su cuenta no puede ni compararse con el profundo sufrimiento que el choque entre las dos visiones del mundo que tan típicamente representan le ha provocado a América Latina. Demasiados de nuestros complejos de inferioridad cultural se reducen a nuestra obsesión con la superpotencia, ya sea como la causa de todos y cada uno de nuestros problemas sociales, o como una fuente divina de paz, prosperidad y justicia. Inevitablemente, cualquier enfoque racional sobre cómo estructurar nuestra relación con ella, o cómo arreglar nuestros propios asuntos políticos como gente adulta, se pierde en un juego interminable de echarle la culpa al otro, creando divisiones de proporciones épicas.</p>
<p>Cada escritor representa el arquetipo de la rebelión latinoamericana hacia una forma de autoridad y de su sumisión hacia otra. Tal vez estamos eternamente condenados por una maldición mágico-realista a vivir por siempre apegados a uno de los extremos de esa falsa dicotomía. Pero quiero pensar que el exponernos a la contradicción interna provocada por la lectura de cada palabra que estos dos grandes y trágicamente errados escritores han puesto sobre el papel, nos ayudará a romperla.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26740&amp;md5=c9e873d1369d337386f9925a19583114" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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