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	<title>Center for a Stateless Society &#187; ação direta</title>
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	<description>building public awareness of left-wing market anarchism</description>
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		<title>Ação direta feminista</title>
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		<pubDate>Sat, 24 May 2014 23:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Valdenor Júnior]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Neste sábado (24/05), é a data oficial da Marcha das Vadias no Brasil. O evento acontecerá em várias cidades ao redor do país, e, segundo a organização da Marcha em São Paulo, <a href="https://www.facebook.com/MarchaDasVadiasSP?fref=ts">em sua página no facebook</a>, trata de chamar atenção da sociedade para que esta “entenda que as mulheres não são responsáveis pela violência que sofrem. A sobrevivente nunca é culpada. Culpado é o agressor.”</p>
<p>Deve-se recordar que, na origem da Marcha, está o <i>slut-shaming</i>, uma forma de controle do comportamento feminino baseada em humilhação e intimidação sistemáticas de mulheres que se desviam de determinados parâmetros de conduta sexual. O efeito disso é regular a sexualidade feminina de modo mais rigoroso e repressor do que a masculina, normalizando a desigualdade de gênero.</p>
<p>Associado a isso, há a “cultura de estupro”: elementos culturais que, mesmo da perspectiva da cultura “respeitável” (isto é, não criminosa) da sociedade, normalizam ou relativizam certas formas de estupro e assédio sobre o corpo (geralmente) feminino. O efeito disso é a utilização da possibilidade do estupro e do assédio sobre o corpo (e, indissociavelmente, o psicológico e o emocional) como uma forma de intimidação e, no limite, de punição e correção da sexualidade feminina.</p>
<p>É quando se vê desde essa perspectiva mais abrangente que se pode ver a ligação entre os fenômenos: o <i>slut-shaming</i> pode servir de trampolim para justificar o assédio e o estupro. Um exemplo seria rotular determinadas mulheres como “vadias”, para, então, desculpar ou ser condescendente com a violação da intimidade e da dignidade sexual delas porque elas estariam “provocando” e seriam de algum modo culpáveis por isso. (Para uma instância mais sutil, veja <a href="http://c4ss.org/content/26062">este texto</a> onde critico misturar probabilidade estatística com moralização da vítima.)</p>
<p>O caráter profundamente anti-libertário desse tipo de prática cultural é manifesto: trata-se de um desrespeito à liberdade sexual e aos arranjos consentidos entre adultos autônomos que dela derivam, no limite chegando mesmo a negar às mulheres o seu direito de negar consentimento à investida masculina caso elas de alguma forma tenham se desviado de certos padrões.</p>
<p>A cultura brasileira historicamente foi marcada pelo sexismo. Em 1927, a anarquista individualista <a href="http://aesquerdalibertaria.blogspot.com.br/2013/04/maria-lacerda-de-moura-uma-anarquista.html#.U3_GNChMqdw">Maria Lacerda de Moura</a>, uma das pioneiras do feminismo no Brasil e envolvida com o movimento operário à época, escreveu o texto “<a href="http://mercadopopular.org/2014/05/seduzidas-e-desonradas/">Seduzidas e Desonradas</a>”  no jornal <em>O Combate</em> onde denunciava o duplo padrão de moralidade e o <i>slut-shaming</i>, focado na virgindade feminina e sua guarda para o casamento, com severas penalidades às desviantes:</p>
<blockquote><p>“E ai daquela que se esquece do protocolo.</p>
<p>&#8220;Se, hoje, não é lapidada, se não é enterrada viva como as vestais, se não é apedrejada até a morte, se não sofre os suplícios do poviléu fanático de outros tempos, inventou-se o suicídio: é obrigada a desertar da vida por si mesma, porque a literatura, a imprensa, toda gente aponta-a com o dedo, vociferando o “desgraçada”, “perdida”, “desonrada”, “desonesta”, abrindo-lhe, no caso contrario, as portas da prostituição barata das calçadas, com todo o seu cortejo de misérias, de sífilis, de bordeis, de humilhações, do hospital e da vala comum.&#8221;</p>
<p>&#8220;Miserável moral de coronéis, de covardes e cretinos!”</p></blockquote>
<p>No Brasil de Maria Lacerda de Moura, os tabus ligados à virgindade pré-marital catalisavam as atitudes sexistas. No Brasil da Marcha das Vadias de 2014, temos a divulgação de fotos e vídeos íntimos de garotas, nuas ou mantendo relação sexual, por meio do WhatsApp, possibilitando assim a rápida viralização e subsequente exposição pública. É o <i>revenge porn</i>, a vingança de um ex-parceiro sexual, que vaza fotos e vídeos privados como se fosse pornografia, com o objetivo de expor sua ex-parceira.</p>
<p>Como nos dias de Maria Lacerda de Moura, as garotas vítimas dessa divulgação imoral e criminosa (pois que fere o preceito do consentimento voluntário livre) são humilhadas, intimidadas, perseguidas, assediadas, desencadeando todo um ciclo de <i>slut-shaming</i> , culpabilização da vítima e pretexto para assédio em seu círculo de convivência ou no mundo virtual que, a depender de sua intensidade e do próprio perfil emocional da vítima, pode mesmo levar a vítima ao suicídio, como no caso da Julia Rebeca. Os tempos mudaram, mas muita daquela “miserável moral de coronéis, de covardes e cretinos” ainda persiste na mentalidade de muitos.</p>
<p>E como mudar isso? Na tradição feminista, uma importante ferramenta é a ação direta, buscando promover mudança social descentralizada a partir da “base”, sem apelar para estruturas coercitivas como o Estado. <a href="http://charleswjohnson.name/essays/women-and-the-invisible-fist/">Charles Johnson</a> refere-se às formas de solidariedade e resistência que muitas feministas empregaram historicamente para mudar as atitudes sociais e prover ajuda para mulheres que dela necessitassem, como “grupos, reuniōes, <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Culture_jamming"><em>culture jamming</em></a>, redes de mulheres agredidas, centros de combate ao estupro e outros espaços feministas” originalmente sem conexão com o governo.</p>
<p>Dentro desta admirável e libertária tradição de ação direta feminista, atualizada para tempos onde a tecnologia propiciou novas formas de <i>slut-shaming</i>, temos um grupo de seis meninas feministas de 16 anos de idade que criaram um protótipo de aplicativo de celular, o <i><a href="https://www.facebook.com/simplesmenteforyou?fref=ts">For You</a></i>.</p>
<p><a href="http://www.brasilpost.com.br/2014/05/16/for-you-app_n_5339900.html">A ideia</a>, conforme já divulgado, é apoiar meninas adolescentes que tiveram suas fotos vazadas na internet, criando um espaço seguro onde possam conhecer outras vítimas, discutir os temas que circundam a <i>revenge porn</i> (por meio de abas educativas sobre legislação, manifestos sobre como isto não é sua culpa, depoimentos de vítimas, etc.) e inclusive embaixadoras locais para montarem grupos presenciais que combatam a intimidação que as vítimas possam vir a sofrer. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=L8vXKyBqipY">Em vídeo</a>, elas explicam como querem usar a tecnologia para distribuir informação sobre abuso online, empoderando as vítimas.</p>
<p>“Se eles usam apps para nos humilhar, nós revidamos usando apps para nos empoderar e organizar!”, é o mote do grupo formado por Camila Ziron, Estela Machado, Hadassa Mussi, Larissa Rodrigues e Letícia Santos. Elas estão participando do concurso Technovation Challenge, cujo grupo vencedor receberá 10.000 dólares de financiamento e suporte para desenvolvimento.</p>
<p>A emancipação feminina está sendo e será obtida por meio da ampliação e do esclarecimento das redes de cooperação social voluntária. Isso nos leva a uma perspectiva de <a href="http://books.google.com.br/books?id=dqQrdsPEAoEC&amp;pg=PA67&amp;lpg=PA67&amp;dq=Can+Feminism+Be+Liberated+from+Governmentalism?&amp;source=bl&amp;ots=M-BenKzUZx&amp;sig=bxl4QOspl_CNcigTzhVFOvDnzDk&amp;hl=pt-PT&amp;sa=X&amp;ei=WawVU-KJCNGMkAeltICYBA&amp;ved=0CEEQ6AEwAw#v=onepage&amp;q=Can%20Feminism%20Be%20Liberated%20from%20Governmentalism%3F&amp;f=false">mudança social feminista mais sociológica,  evolucionária, microeconômica</a>. Mas também é dessa maneira que a liberdade humana em relação às estruturas coercitivas do Estado será alcançada. Coincidência? De modo algum, pois a emancipação feminina é uma instância do progresso em direção a uma sociedade livre.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=27531&amp;md5=9e15c4dc5a66fb1a9c7402a4db0e8665" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A ação direta alcança resultados práticos</title>
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		<pubDate>Sun, 18 May 2014 22:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alan Smithee]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na vila de Kalabalge, no estado nigeriano do norte de Borno, o povo reagiu. Enquanto políticos tremiam e ativistas tuitavam, as pessoas de Kalabalge se armaram e combateram seus inimigos, prendendo um comboio do Boko Haram numa emboscada quando iriam sofrer um ataque em sua vila. Pelo menos 41 militantes do Boko Haram foram mortos...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na vila de Kalabalge, no estado nigeriano do norte de Borno, <a href="http://www.aljazeera.com/news/africa/2014/05/nigeria-villagers-kill-boko-haram-fighters-2014514152412389219.html">o povo reagiu</a>. Enquanto políticos tremiam e ativistas tuitavam, as pessoas de Kalabalge se armaram e combateram seus inimigos, prendendo um comboio do Boko Haram numa emboscada quando iriam sofrer um ataque em sua vila. Pelo menos 41 militantes do Boko Haram foram mortos e dez foram capturados no ataque surpresa a dois caminhões empreendido pelos habitantes do vilarejo. Armados com rifles, facões e arcos, as pessoas de Kalabalge fizeram aquilo que o exército da Nigéria não foi capaz de fazer e se defenderam com sucesso dos milicianos.</p>
<p>Estamos condicionados a pensar em &#8220;ativismo&#8221; como uma tentativa de fazer com que outras pessoas façam alguma coisa. Pedimos para que políticos e burocratas saiam de sua inércia e ajam de alguma maneira benéfica. Mas o melhor e mais efetivo ativismo é aquele em que assumimos o controle da situação e resolvemos nossos problemas — ou combatemos nossos inimigos — por conta própria. Na província de Michoacán, no México, as pessoas se insurgiram contra o cartel Cavaleiros Templários, expulsando-os com tanta eficiência que o governo mexicano desistiu de tentar suprimir as milícias e agora <a href="http://www.latimes.com/world/mexico-americas/la-fg-michoacan-violence-20140512-story.html#page=1">pretende suborná-las</a>, transformando-as em um braço do estado criminoso. Só podemos esperar que o povo resista a esses avanços.</p>
<p>E agora, na Nigéria, o povo está levantando. Enquanto o resto do mundo responde aos crimes do Boko Haram com hashtags e selfies, o povo de Kalabalge respondeu com balas e facas, assumindo a responsabilidade por suas vidas e famílias. Para se defender, deve-se depender de si mesmo; em cursos de autodefesa, nós aprendemos tanto a confiar na própria força quanto técnicas para derrotar os atacantes. O Boko Haram reagiu da forma que os agressores respondem desde sempre a vítimas fortalecidas — colocaram o rabo entre as pernas e fugiram, deixando seus mortos e feridos para trás como covardes que sempre foram.</p>
<p>Nos Estados Unidos, o centro imperial, nós também precisamos aprender a nos defendermos de agressores em nosso meio, contra as forças do império. As ações não precisam ser diretas, não é necessário o confronto direto — <a href="http://c4ss.org/content/24410">embora aqueles que escolham enfrentar os opressores diretamente mereçam o nosso respeito</a>. No movimento anti-guerras dos últimos 14 anos, ocorreram várias iniciativas de conscientização, de levantamento de fundos e outros eventos importantes, mas o ativismo mais efetivo teve duas formas: o desestímulo ao alistamento militar — conhecido como &#8220;contra-recrutamento&#8221; — e o estímulo à deserção dos soldados. São iniciativas muito mais desafiadoras do que segurar uma placa numa passeata, porque requerem que nós conheçamos as pessoas que estamos tentando alcançar e que ofereçamos uma alternativa viável ao exército, que é um dos últimos lugares que existem em nossa sociedade em que qualquer pessoa fisicamente apta pode conseguir um emprego com bom salário e benefícios. Mas ambas as ações geram resultados práticos, porque retiram matéria-prima da máquina estatal, forçando os controladores do estado imperial a gastar mais tempo e recursos para encontrar e reter soldados e menos na agressão e no assassinato de pessoas.</p>
<p>Falar numa sala de aula no interior sobre as alternativas ao exército não é tão dramático quanto fazer uma emboscada a caminhões do Boko Haram numa floresta nigeriana no meio da noite, mas ambas as ações compartilham um mesmo aspecto: nenhuma delas requer que imploremos àqueles que detêm o poder por piedade e conforto. Ambas combatem o inimigo diretamente e enfrentam diretamente os mecanismos de opressão e violência. Se vamos ser salvos, precisamos seguir o exemplo de coragem do povo de Kalabalge e tomar nosso destino em nossas próprias mãos.</p>
<p><em>Traduzido do inglês para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</em></p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=27357&amp;md5=4959f76bef9fa1c691b5d63191fc975a" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A ação direta como empreendedorismo</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Apr 2014 22:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Jeff Ricketson]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O empreendedor é elogiado com bastante frequência no discurso político atual. Os conservadores os consideram modelos de comportamento, exemplos da ética de trabalho protestante. Os social-democratas celebram os empregos que eles criam na economia. Os libertários de todos os matizes os adoram por sua independência e seu papel central no funcionamento dos mercados. Ao que...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O empreendedor é elogiado com bastante frequência no discurso político atual. Os conservadores os consideram modelos de comportamento, exemplos da ética de trabalho protestante. Os social-democratas celebram os empregos que eles criam na economia. Os libertários de todos os matizes os adoram por sua independência e seu papel central no funcionamento dos mercados. Ao que parece, apenas os defensores dos vários tipos de socialismo estatista são antagônicos aos empreendedores.</p>
<p>São elogios merecidos, como explicado por Joseph Schumpeter. Schumpeter foi um economista austríaco que estudava o empreendedorismo e teve bastante influência nas ideias sobre o papel do empreendedor na economia. Os empreendedores schumpeterianos unem os recursos econômicos de formas novas e inovadoras, criando mais valor com menos recursos. Isso permite que os recursos que agora são excedentes seja usados para a satisfação de outras preferências. Numa analogia com a biologia, os empreendedores são a fonte das mutações adaptativas no mercado.</p>
<p>Contudo, mesmo empresários não-schumpterianos atendem a necessidades que não estão sendo satisfeitas. São os empreendedores que reconhecem uma preferência que não está sendo atendida e redirecionam recursos de preferências de menor importância para aquelas demandas mais urgentes. Uma pessoa que abrir uma loja de animais de estimação aquático não estará fazendo nada de excepcionalmente novo ou inovador, mas se seu negócio tiver sucesso, ela dará acesso a outras pessoas a bens que, normalmente, elas não teriam a possibilidade de obter. Nesse processo, os empreendedores melhoram a qualidade dos outros através da introdução dos meios para satisfazer um número maior de preferências mais importantes. Na biologia, esses empresários são análogos ao processo reprodutivo.</p>
<p>Uma ideia menos bem recebida no discurso popular é a da ação direta, por bons motivos. A ação direta intencionalmente contorna o âmbito do discurso. Ela simplesmente ignora a opinião pública e trabalha para alcançar seus fins fora dos sistemas convencionais, para que os ativistas possam trabalhar em prol das sociedades que desejam sem a necessidade de persuadir quem tem o poder. &#8220;Ação direta&#8221; é uma expressão nebulosa. Em seu âmbito se encontram o agorismo, greves, organização comunitária, desobediência civil, filmagens de policiais etc. Qualquer ação conjunta contra um problema social está dentro da alçada da ação direta.</p>
<p>É importante ressaltar que a ação direta não é defesa intelectual. Ela não pretende mudar opiniões. Parte de seu sucesso enorme em vários locais está precisamente no fato de que ela força os outros a cessarem seus comportamentos ilegítimos. Quando tem sucesso, isso ocorre não por causa da aprovação daqueles que estão no poder, mas por ser uma ferramenta que força as mudanças apesar da desaprovação do sistema existente.</p>
<p>Em um sentido, a conexão entre o empreendedorismo e ação direta já foi estabelecida. O agorismo busca construir alternativas a instituições opressivas pelo empreendedorismo e não se importa com a opinião de seus participantes a respeito do sistema que está sendo modificado. Porém, o empresário schumpeteriano numa empreitada agorista deve reconhecer e defender o fato de que seu negócio debilita as instituições existentes. É, em parte, por causa desse reconhecimento que o agente no mercado é capaz de perceber as oportunidades de lucro e agir como empreendedor.</p>
<p>A ação direta enquanto atividade empresarial tem recebido pouca atenção. O agorismo pode ser visto como uma forma empreendedora de ação direta, mas também podemos compreender a ação direta como uma forma de empreendedorismo. O empreendedorismo schumpeteriano melhora as condições sociais através da criação de valor a partir de algo de menor valor. Ele faz isso pela substituição de tecnologias antigas e ineficientes por alternativas melhores. Esse é o objetivo da ação direta, embora não através do que se entende normalmente por tecnologia. A ação direta funciona porque ela desmonta os arranjos institucionais existentes, empregando o que Schumpeter chamou de &#8220;destruição criativa&#8221;. Métodos social e economicamente ineficientes acabam sendo destruídos quando uma pequena minoria se recusa a utilizá-los como pretendido. Os novos sistemas são mais fortes que seus antecessores porque as pessoas têm menos motivos para se opor a eles. As novas regras maximizam a utilidade social com maior eficiência, dando às pessoas motivos melhores para atuar dentro delas.</p>
<p>Por exemplo, veja os esforços do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos ao utilizar a desobediência civil. Ao ignorar as regras legais e sociais que existiam e exigirem as liberdades que mereciam, os participantes foram capazes de precipitar mudanças sociais. Criaram um sistema no qual mais negros tinham motivos para participar numa economia dominada por brancos. Esse incentivo à destruição dos vestígios de segregação foi efetivo em evitar seu renascimento. A maioria das pessoas atualmente vê os benefícios de ter mais pessoas participando ativamente na economia. A nova estrutura é percebida como mais eficiente, tanto na alocação de bens econômicos e na satisfação de desejos sociais que sua predecessora, quanto em espaço para aperfeiçoamentos e descobertas. O novo modelo suplantou o antigo e a inovação melhorou a vida de todos aqueles que vivem sob o novo paradigma.</p>
<p>Israel Kirzner, outro austríaco cuja pesquisa focava nos empreendedores, destacava o fato de que os empreendedores, em sua destruição criativa schumpeteriana, descobriam novas informações. Para abrir uma empresa como um empreendedor schumpeteriano, deve-se possuir informações que ninguém mais possui. Essa ignorância &#8220;radical&#8221; é o motivo pelo qual o empreendedor de Schumpeter é importante. Ele mostra aos outros uma forma de melhorar suas vidas que era radicalmente ignorada anteriormente.</p>
<p>A ação direta revela informação oculta pela ignorância radical. Parte de pertencer a uma classe privilegiada é seus membros não perceberem os próprios privilégios. O privilégio cega seus beneficiados a sua existência. Graças a isso, as pessoas que sofrem em condições de opressão social devem se esforçar para convencer os privilegiados que seu lugar na sociedade é produto de sistemas ilegítimos de opressão. Infelizmente, isso é o mesmo que um empreendedor tentar convencer a todos de que eles poderiam se beneficiar de uma invenção compreendida apenas por ele próprio. Em ambos os casos, é mais fácil demonstrar a eficiência da mudança proposta. A ação direta faz isso forçando as mudanças com a construção de sistemas alternativos para seus participantes.</p>
<p>É interessante perceber que, de forma global, a humanidade jamais regrediu tecnologicamente. Houve longos períodos de estagnação em alguns locais e a vilanização da academia em outros, mas nunca um passo para trás coletivo. Além disso, em lugares onde de fato houve regressos, sempre houve um regime repressivo de normas culturais ou estruturas governamentais. Isso se deve, em parte, a forças schumpeterianas. Novas ideias e melhores teorias levam a uma maior eficiência dos arranjos sociais e econômicos, que levam a sua adoção. Como ocorre normalmente, é difícil colocar o gênio de volta na lâmpada. É por isso que os anarquistas têm futuro. A ineficiência do estado deverá desmontá-lo e nossas ideias estarão presentes quando isso acontecer. Até então, é nosso trabalho rodar nosso tear cada vez mais rápido para fazer uma rede cada vez mais forte. A ação direta é capaz de fazer ambos.</p>
<p>Traduzido do inglês para o português por <a href="http://c4ss.org/content/author/erick-vasconcelos">Erick Vasconcelos</a>.</p>
 <p><a href="http://c4ss.org/?flattrss_redirect&amp;id=26348&amp;md5=8ede45f9f158e4a3d3fb30d852638c4f" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://c4ss.org/wp-content/themes/center2013/images/flattr.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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